Portugal e a fragmentação de Espanha através da independência da Catalunha

“Os fantasmas do soberanismo e da secessão voltam a pairar sobre a Ibéria. Não, desta vez as ameaças de independência partilhadas pelas elites da Catalunha não se limitam a simples manobras táticas para obter mais recursos do Estado central. O que está em causa é o redespertar de um sentimento nacional acionado por um poderoso factor de confrontação em tempos de crise: a partilha de recursos. A Catalunha, que representa 18% do PIB espanhol, entrega mais 16 mil milhões de euros de impostos do que recebe de Madrid e se essa redistribuição faz parte das regras da progressividade fiscal e dos princípios de coesão social dos Estados descentralizados, a contabilidade da crise transforma esses princípios em reações populistas em que o “roubo” e o “saque” se fazem mais ouvir. (…) Imersa numa grave crise económica, a Ibéria volta a ser assaltada pelo vírus nacionalista. Auguram-se maus tempos para a Espanha. E maus tempos para Portugal, que dificilmente escapará aos danos de uma possível fragmentação do Estado espanhol.”

Fonte:
Editorial do jornal Público

A fragmentação de Espanha é hoje imparável. O agravamento contínuo e sem fim à vista da crise financeira de Espanha torna particularmente chocante a transferência anual de 16 mil milhões de euros para o obeso e ineficiente Estado espanhol e para a sua administração pública.

Num mundo em que o económico é o factor predominante, o impulso centrífugo da Catalunha é imparável, especialmente num contexto de agravamento iminente da carga fiscal decorrente das contrapartidas pelo “resgate” da Troika que Madrid negoceia hoje, nos bastidores. Brevemente, Espanha estará a reclamar ainda mais dinheiro à Catalunha. O tom da resposta catalã já é conhecido e a sua consequência inevitável: a declaração de independência.

Se Espanha perder a contribuição fiscal catalã, num contexto de subida das taxas de juro, de quase insolvência do Estado espanhol e dada a grande dimensão da economia espanhola, o colapso financeiro será impossível de evitar. Com o colapso, as outras regiões solventes de Espanha (Galiza, País Basco/Navarra) terão todas as vantagens em se afastarem desse gigantes com pés de barro e fragmentarem-se sob o peso de uma Madrid anafada e sobredimensionada e uma onda de secessões vai alastrar-se a toda a Espanha.

Portugal será afetado pela turbulência no seu vizinho e maior parceiro comercial, de certo. Mas esta “parceria” é hoje largamente favorável a Espanha, que exporta muito mais para Portugal do que o inverso. No colapso do Estado espanhol poderão brotar condições que estimulem o desenvolvimento de produções industriais e agrícolas de substituição, criando emprego e riqueza em Portugal. Simultaneamente, questões longamente pendentes com Espanha, como os transvases dos rios internacionais, o esbulho das suas águas, a soberania na ZEE e nas Desertas e em Olivença poderão ser finalmente resolvidas.

Numa Península Ibérica livre do poder centrípeto de Madrid, Portugal será – quase automaticamente – a maior potencia ibérica e aproximações políticas e económicas à Galiza e à Catalunha poderão ser determinantes para anular a turbulência resultante da cisão espanhola e alavancar a reconstrução do tecido económico português. Ao contrário daquilo que é articulado no texto do Público, Portugal poderá até sair ganhador (e de forma decisiva) neste processo que começara com a independência catalã e que pode terminar na libertação de toda a Espanha.

Categories: Economia, Galiza, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 70 comentários

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70 thoughts on “Portugal e a fragmentação de Espanha através da independência da Catalunha

  1. Será que a Espanha se fragmenta ? Seria um acontecimento histórico realmente impressionante e impactante. O neoliberalismo mostrará com isso toda a força malévola e destrutiva da qual é capaz; o endeusamento do mercado e o pensamento único monetarista mostrarão o quanto destrutivos e daninhos são (apesar de que a imprensa que lhes é tributária baterá sempre na mesma tecla: a culpa é do “custoso” estado de “bem estar social” europeu – é gozado como chegamos em uma época onde os direitos da cidadania são vistos não como direito, mas como um peso ao Estado…)

  2. Lusitan

    Tudo depende de como a Espanha se fragmentar… Se a Catalunha e o País Basco declararem a independência, mesmo assim Espanha/Castela continua a ser a maior nação ibérica. Nem todas as regiões espanholas são nações e a maioria não é pró-independência.

  3. Pedro

    Com um ministro da defesa como o que temos, é precisamente neste momento o homem errado para poder gerir uma situação destas e que a Portugal tanto diz respeito.
    Senão vejamos o único país onde tenho observado abertamente em artigos de opinião o apoio à causa catalã é justamente o Reino Unido e a questão põe-se clara para os ingleses, será mais uma oportunidade de cravar mais uma bandeira além de Gibraltar na península ibérica e penso que eles já tem a coisa dada como certa, por vários motivos mas o principal será de que os catalães das últimas portas onde irão bater depois de terem a independência será Portugal. Por diversos motivos mas o principal é de que a Catalunha tem plena consciência que quando dê esse passo o nosso país será o seu maior rival na península ibérica, ou seja os catalães vão transferir a rivalidade Madrid-Barcelona para uma nova, Lisboa-Barcelona e os ingleses estão no meio para ir às sobras como se costuma dizer, como bons piratas que sempre foram essa é uma qualidade bem refinada neles e que aproveitarão sem dó nem piedade isto é claro se nós estivermos a dormir, e é isso que me preocupa, demasiado adormecimento para o meu gosto, temos um ministro dos negócios estrangeiros que está onde não deve estar e não está onde deve estar, temos um ministro da defesa a dizer perfeitas barbaridades acerca da reformulação das nossas forças armadas, revelador de uma total incompetência e pior que isso nem se sabe aconselhar pelos vistos.
    Portugal caso estivesse bem acordado poderia aqui tirar dividendos nomeadamente na recuperação de Olivença isso o povo nunca esquece e terá de ser solucionado a nosso favor como? Perante as novas conjunturas que se avizinham seria simples, concertaríamos com a nova Espanha sem Catalunha, qual seria o período de transição para a devolução das terras de Olivença e a moeda de troca seria o apoio a Espanha na causa de Gibraltar.
    Os ingleses é bom lembrar que só se tem mantido no “rochedo” peninsular apenas porque Portugal não tem mexido uma palha no apoio à causa espanhola e bem até agora, mas a partir do momento em que a nova Espanha acerte ponto por ponto a devolução de Olivença e que todos saibamos qual a data da entrega definitiva, então o caso gibraltino muda totalmente de figura.
    Embora Portugal deva apoiar sem reserva a independência catalã desde o início por questões de princípio desde que o povo catalão o demonstre democraticamente na eleição de 25 de Novembro, não nos iludamos que dali nada deveremos esperar muito pelo contrário, muito atentos…

  4. Lusitan

    Pedro, não concordo na transferência da rivalidade Madrid-Barcelona para Lisboa-Barcelona. Historicamente o Reino de Aragão, que incluía o condado de Barcelona sempre foi o nosso maior aliado contra o domínio de Castela até se unirem os dois reinos. Também em termos de estratégia expansionista e económica Aragão sempre esteve virado para o Mediterrâneo e Itália e chegou mesmo a dominar o Mediterrâneo Ocidental. Portanto a estratégia de Barcelona sempre esteve virada para o lado contrário ao de Portugal.
    Em relação a Olivença, com a independência da Catalunha, Madrid vai ficar sem uma grande fonte de receitas e como tal vai entrar numa crise ainda maior à que se encontra hoje. Sem essas receitas não vai conseguir fazer face às despesas das provìncias mais pobres na qual se inclui a Extremadura. Esse ressentimento deve ser aproveitado para recuperarmos Olivença. E mais importante que Olivença é a Galiza.
    Em relação a um apoio da independência da Catalunha, qualquer demonstração imediata seria mal-vista aos olhos internacionais. E também não nos devemos percipitar sem saber ao certo para que lado cai a bola. Isto da independência pode ser só uma jogada política para obter mais concessões fiscais. E mesmo que seja uma vontade de independência ainda há que lembrar que 1,5milhões de catalães que desfilaram em Barcelona representam apenas 20% da população catalã. Pode não ser a vontade da maioria dos catalães.
    Pode e deve-se apoiar por trás da ribalta até ao momento que a independência é um facto consumado.

    • Pedro

      Sugiro a ver na secção de correspondentes jornalistas no estrangeiro de por exemplo o jornal catalão mais conhecido o “La Vanguardia” e poderá observar que surpreendentemente não existe nem um jornalista enviado desse jornal em Portugal, o que denota alheamento e por umas tiramos outras….até poderá ver um facto curioso de um tal jornalista conhecido por ser correspondente de TVs portuguesas em Isralel um tal de Henrique Cymerman e que também o é para esse jornal em Jerusalém, apenas um detalhe mas as relações internacionais fazem-se de detalhes, outro detalhe foi aquando da vista oficial de Cavaco Silva a Espanha, o primeiro local que visitou foi Barcelona o que deveria ser motivo de orgulho para os catalães. Foi célebre a pergunta do nosso presidente ao presidente na altura da “generalitat ” “porque razão não vejo empresas portuguesas por aqui?” de facto foi uma pergunta pertinente ao que o catalão encolheu os ombros. De facto se Portugal não conta até hoje para a Catalunha como parceiro de interesse como irá contar no futuro?
      Pois realmente de Aragão apenas se salvou a rainha Santa Isabel, aragonesa e mulher do grande D.Dinis e nada mais…

      • Os catalães nao sao muito conhecidos em Espanha pela sua solidariedade… sobretudo para com os seus “colegas de infortunio” das outras nacionalidades.
        Mas numa independencia terao estrategicamente todo o interesse em aliar-se a Portugal, pela simples razao de assim encontrarem um equilibrio iberico para compensar o monolitismo da Meseta.
        E economicamente, o mesmo se aplica, sobretudo se Potrtugal ousasse apopoar-los. ..

      • Lusitan

        Pedro as alianças não são criadas porque se gosta mais daquele ou deste, ou porque o La Vanguardia não tem correspondentes em Lisboa. As alianças criam-se como forma de defesa (ou ataque) contra ameaças comuns. Sabendo que a maior ameaça à sua independência é e será sempre a Espanha, o seu maior aliado será sempre Portugal, que sofre do mesmo problema. Tal como Aragão foi o aliado natural dos portugueses antes da crise de 1383. Aí, estando a coroa de Castela ligada à coroa de Aragão por laços de sangue (Fernando I de Aragão era o herdeiro da coroa e era filho do Rei de Castela), foi necessário encontrar alianças fora da Península Ibérica.

        • Pedro

          Duvido muito que os catalães procurem qualquer apoio em Portugal porque não precisam, tem auto-suficiência económica e não precisam do nosso mercado para exportar, é preciso notar que grande parte das indústrias fixadas na Catalunha são multinacionais, logo usam esse espaço como plataforma mediterrânica e extra europeia, na prática em termos comerciais iremos ficar com mais um concorrente para as nossas exportações embora estrategicamente em termos globais seja vantajoso para Portugal a médio longo prazo, possibilitando empreender uma estratégia de afirmação peninsular arredada desde os tempos que D.Afonso Henriques quando decidiu apontar o cavalo para baixo 🙂 e bem.
          A estratégia de afirmação terá de ser de influência em pelo menos duas regiões numa primeira fase, Galiza e Extremadura pela ordem natural das coisas.
          Existe uma teoria em Espanha em que a maior parte não se importaria que a Catalunha liderasse a Espanha não só comercialmente e financeiramente como já o faz mas também no campo político, esse seria digamos a última cedência para conseguir manter essa região dentro de Espanha, o problema para os espanhóis claro é que os catalães já descobriram que podem liderar todas as regiões espanholas e sendo um país independente, ora aí é que nos toca a nós caso não empreendamos essa estratégia de influência consolidada, primeiro nessas duas regiões que referi por justamente nos estarem mais próximas culturalmente.

          • Sendo independente a Catalunha precisaria sempre de aliados diplopmaticos na UE e na OTAN para se afirmar. ..pela relação polémica com França (Roussilhao) e pelo estado iberico luso, Portugal seria esse aliado natural.
            Seria uma grande estupidez estratégica se Portugal recusasse esse papel tao importante para com aquela que seria um dos paises mais ricos da Europa.
            E a que devemos – nao o esquecamos – a restauracao da independencia.

    • Quando saem à rua tantos catalães penso que é razoável inferir que a maioria dos catalaes num referendo tomaria a opcao da independencia. Algo que, de qualquer modo, o referendo vai responder.
      A Galiza – soube hoje – tem como a Catalunha um envio anual de quatro mil milhões de euros a Madrid que nao regressam (a catalunha tem 16 mil milhões). Apos a catalunha, os problemas passarão para aqui?…
      Ainda nao aposto muito numa fragmentacao total e subita de Espanha, mas na independencia catala, ja aposta a mais de 70%…

    • João Carlo

      Mais importante é a Galícia? Caro, essa parte de Espanha, não terá o mesmo destino da Catalunha ou País Basco, já foi devidamente formatada pelo seu passado histórico, catelhano e leonês. Relativamente a Olivença, é um tema nosso, português e deverá ser bem mais importante do que qualquer parte de Espanha.

  5. Thor

    CP, da última vez que eu me referi ao assunto, deixei o meu “ressentimento” falar alto e ofendi a Espanha e, um internauta espanhol que está aqui no Brasil veio ao Quintus e descontou em vocês uma provocação que foi minha. 😦
    Mas desta vez vou me referir à Espanha com respeito. 🙂
    Eu mesmo não coloco a economia de qualquer país que seja acima de todas as coisas e nem considero o mercado um “deus” acima do bem e do mal. Aqui não é uma questão de querer ver a Espanha caída. Não acho divertido ver o povo espanhol sofrer as medidas de austeridade. Acho horrível e revoltante. Na verdade, eu não acredito que as medidas de austeridade da Troika sejam a melhor opção para solucionar a crise, independente de em qual país elas sejam aplicadas. Mas os catalães, os bascos e os galegos são nacionalidades históricas, e sendo assim, têm o direito a independência plena em relação a Madrid, se a maioria das respectivas populações quiserem. O mesmo vale para a Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte em relação a Londres. O mesmo vale para povos minoritários na Federação Russa, o mesmo vale para os tibetanos em relação a Pequim… Da mesma forma, Olivença é de Portugal por direito, a Espanha errou em não devolvê-la. Assim como Ceuta e Melilla são do Marrocos por direito. E mesmo sem a Catalunha, sem o País Basco e sem a Galiza, os castelhanos vão encontrar meios de reavivar a sua economia. Países menores como a Coreia do Sul, a Suíça e a Holanda conseguem ter excelentes economias, os castelhanos também vão conseguir.

    • Thor

      Se acontecer de se tornarem independentes, pois também pode não acontecer.

      • Com a crise financeira instalada em Espanha, a flagrante inepcia politica de Rajoy (muito parecido com Passos a esse respeito) a necessidade de aumentar os impostos sobre as regiões mais ricas, o facto de uma destas ser a catalunha e a pressao da troika que se prepara para cair sobre Madrid (germania dixit! ) a saida catala é imparavel. Quase…

    • Também acho que sim. No sul, sobretudo tem grandes recursos agricolas e em torno de madrid uma cintura industrial muito consideravel. E têm – de sobra – algo que falta muito a Portugal: orgulho nacional.

      • Thor

        Durante décadas, a região industrial dos EUA sempre foi o nordeste (o eixo Boston-Washington e posteriormente os grandes lagos) mas no século XX a industrialização chegou a outras regiões como o Golfo do México (Texas, Louisiana) e ao oeste (Califórnia). Eu não digo que todas as cidades de um país tenham que ter indústrias de todos os tipos, mas a Espanha devia distribuir mais a industralização em seu território (e outros setores da economia também), nem tudo ser só em torno de Madrid, Catalunha e País Basco. A Itália também erra em permitir disparidades entre o norte e o sul. A Alemanha erra em permitir as disparidades econômicas entre o oeste e o leste. Até o Brasil erra em permitir, por exemplo, São Paulo como cinturão industrial e Rondônia e Acre quase só com o setor primário da economia predominando. Nessas horas, pelo menos para mim, a tua proposta municipalista faz sentido. Se a Catalunha se tornar independente, a economia da Espanha vai ser fortemente abalada. Mas se a Andaluzia, Extremadura fossem mais semelhantes a Catalunha e ao País Basco no quesito economia, a Espanha poderia compensar o rombo que a Catalunha poderá deixar em caso de desmembramento. Talvez eu esteja errado quanto ao meu conceito de “disparidades” entre os países europeus citados, mas a informação que chega a mim me leva a interpretação que tais disparidades existem. Talvez a perda da Catalunha e posteriormente do País Basco faça Madrid se empenhar em distribuir melhor a produtividade econômica no que ainda for domínio seu após a separação de algumas regiões.

        • Se fosse assim tão fácil… nao se industrializa uma região por decreto. As regiões mais industrializadas da europa de hoje são aquelas onde no seculo xix se encontram os depositos de hulha. Ou seja, foi o acaso… e portugal não os tem, diga-se.

  6. Pedro

    “A Catalunha é uma economia perfeitamente viável que produz com 7,5 milhões de habitantes a mesma riqueza que Portugal, com uma população de dez milhões”, disse Artur Mas, numa conferência de imprensa na Generalitat, sede do Governo regional catalão.
    Pois…esta afirmação vem a talho de foice com o que eu venho dizendo acerca deste assunto, de facto os catalães já se estão preparando para a futura rivalidade peninsular, Portugal-Catalunha, quem não acredite pois as coisas vão saindo e quando chegue a altura muitos se admirarão eu não.
    Sempre esteve claro para mim que se irá jogar numa nova estratégia no tabuleiro peninsular e com a entrada de novos actores, aqueles que os catalães vão deixar entrar por vias dos seus apoios externos à sua independência, também será claro que Madrid perderá importância, tudo se jogará entre Lisboa e as suas influências na Europa e no mundo e a Catalunha com as suas alianças, norte e África e quiçá Inglaterra e aqui é que irá ser o interessante da coisa, com os ingleses a querem desempenhar na península ibérica o papel arbitral nesta rivalidade.
    Ora mais uma vez rebato no mesmo, estamos dormindo na forma, o Sr. Paulo Portas que se ponha fino nesta questão e depressa porque como vemos os ventos da Catalunha já estão começando a soprar algo fortes e com recados que não estão caindo nada bem, para um futuro país que precisará do apoio de Portugal para a sua inclusão na UE e na moeda única.

    • A comparacao é meramente relativa e nao denota uma inspiração (que alias seria estupida) para com Portugal.
      Interessaria sobremaneira à catalunha ter connosco boas relações e esse rumor de uma pretensa “rivalidade” interessa apenas aos interesses centralistas de Madrid…

  7. É incrível a data de baboseiras que escrevem esses portugueses invejosos e pessimistas, que sabem que Portugal é um país insignificante; gostavam que a Catalunha se tornasse independente para recuperar Olivença—isso nunca! Olivença sempre será espanhola! (as gentes lá têm orgulho em serem espanhóis e desprezam Portugal, pudera!) O mesmo se pode dizer para Catalunha, que continuará a ser espanhola!Viva Espanha! Portugueses que querem o mal de Espanha, vão lixar!!

    • Pedro

      E que tem a ver as pessoas que vivem Olivença para o território de Olivença? Por acaso os espanhóis quando invadiram esse território perguntarem aos portugueses que lá viviam se queriam ser espanhóis? Os espanhóis assinaram no Tratado de Viana, ainda válido aos dias de hoje que devolviam o território de Olivença, é isso que esperamos de boa fé, também nós fizemos cumprir um trato assinado há centenas de anos com os chineses que devolveríamos o território de Macau e cumprimos, como tal nas relações internacionais há também o deve e o haver, você é um iberista encapotado, às vezes alguns esquecem-se da história do Conde Andeiro.

      • Neste momento, perante a iminente dissolucao de Espanha a questao oliventina deveria estar a saltar para o topo da agenda diplomatica.
        Pessoalmente acho que o dano feito (por ocupantes e politicos lusos) é ja esmagador e nao advogo certamente uma expulsao do territorio de todos aqueles que sentindo-se oliventinos preferem contionuar espanhois.
        Prefiro solucopes d e soberania partilhada ou de nao-soberania (pseudoindependencia) que pudessem conformar melhor ao Direito e à Jiustica mas que enquadrassem a vontade maioritaria da população local.

    • Espanha nao foi, não é e não será.Estado imperial forjado no sangue, no genocidio e na crueldade gratuita, vai sumir-se brevemente do curso da Historia sem deixar saudades, além de um negrissimo rol nos anais da ignomina.
      Vai desaparecer e nao o fará cedo demais.

    • Luís

      Este país “insignificante”…. tem 900 anos de história ! este país “insignificante” fez nascer a grande nação brasileira, onde tu vives, e desfrutas. ! És nem mais nem menos de um rancoroso, maledicente, mal agradecido, e pior de tudo…ignorante !

  8. joaquim

    Esta será a minha última intervenção no blogue porque o seu diretor fez censura à minha opinião expressa há dias que não chegou a ser publicada. Parece-me que já não há direitos à publicidade do pensamento livre, mas apenas ao condicionado.
    O meu caso refere-se, concretamente, ao comentário que fiz sobre o pensamento da pessoa sob o nome de Sketil Stokhan, de 15 deste mês.
    Não fui deselegante nem mal-criado, apenas afirmei que os espanhóis castelhanos estão numa situação de ilegalidade e marginalidade em Olivença face ao tratado de Viena de 1815, também por eles subscrito, e à luz desse documento o território deve ser entregue a Portugal. Custa-me verificar que, eles, os espanhóis, não o tenham feito ainda nem por parte dos portugueses reclamarem os seus direitos internacionalmente declarados.
    Não entendo por que não podemos dizer a verdade, seja a quem for, e termos vergonha de exigir o que é nosso..
    Temos o direito de sermos frontais e não subservientes dentro das normas do respeito.
    Há portugueses que não entendem este princípio, o que me causa algum prurido.

    • O Clavis está a falar a verdade Joaquim, também já me aconteceu várias vezes de entre as quais a grande maioria, o administrador consegue resgatar do spam.
      Claro que quando me aconteceu das 1ªs vezes também me indignei… pobre Clavis. 😦

  9. Eu sou o “diretor” do blogue:
    não fiz “censura” nenhuma, nem apaguei nenhum comentário, Joaquim.
    Se não foi publicado posso tê-lo apagado por engano, na gestão manual das centenas de comentários de spam que caiem aqui todos os dias, ou o sistema de comentários pode ter tido simplesmente um erro e não ter aceite o seu comentário.
    Sendo eu sócio dos Amigos de Olivença, apagar quem defende também essa causa seria além do mais, um absurdo.

  10. Pedro

    A questão de Olivença é apenas complicada para a quem quer complicar, o mesmo critério que levou Portugal a devolver à China o território de Macau, um tratado assinado com os chineses com mais de 500 anos e que Portugal honrou e cumprir, o mesmo deverão os espanhóis honrar o Tratado de Viana assinado preto no branco pela diplomacia espanhola para a devolução das terras de Olivença. Este é um ponto assente só depois de haver uma data negociada de devolução do território, então se deverá estudar como enquadrar os oliventinos nessa nova realidade, por exemplo uma solução poderia ser que aqueles que assim pretendessem pudessem ter dupla nacionalidade e que nesse território houvesse duas línguas oficiais sendo o português a 1.ª por razões óbvias. Também o estado português posteriormente poderia criar como me disse um dia um elvense e acho a ideia vanguardista e original, um espécie de mini Jerusalém de credos, sem credos e de civilizações, ou seja na prática converter aquela terra numa espécie de zona franca ibérica e onde seriam debatidos todos os problemas inerentes a Portugal e Espanha, atenção que isto nada tem ver com iberismos e afins.
    Portanto a questão de Olivença deve ser resolvida primeiro pela devolução desse território pelo Reino de Espanha à República Portuguesa e incorporá-lo naturalmente como sempre foi, concelho pertencente ao distrito de Portalegre, pelo menos nos próximos 10 anos, para que as gentes se habituassem à ideia de parte a parte e cada oliventino pudesse fazer as suas opções livremente, ou ficar escolhendo ou não dupla nacionalidade por exemplo ou ir embora, sim porque haverá alguns que nem tem raízes em Olivença, serão andaluzes por exemplo.
    Essa devolução deverá fazer-se sem dramas porque afinal os espanhóis só tem de honrar e cumprir o que assinam nas relações internacionais.

    • Mas havia uma grande diferença: a maior parte dos habitantes era de etnia chinesa e a atual de Olivença descende diretamente de colonos espanhóis.
      Ê outro tipo de questão: mais juridica e de Direito (e das relações entre Estados) do que demografica e sociologica.

      • Pedro

        A questão de direito internacional não há dúvida porque os espanhóis assinaram num tratado que devolveriam o território só não disseram quando….mas também o que é facto é que ainda não o reclamámos…mas não é por isso que essa assinatura perde a validade a qualquer momento podemos e deveremos exigir que se cumpra a devolução do território, ainda para mais foi invadido com o auxílio das tropas de Napoleão e a França perdeu a guerra e supostamente o seu aliado a Espanha também, em tenha havido um localidade espanhola Castelo Rodrigo que se bateu contra os franceses.

        • Sim, o temor babaca dos politicos portugueses nesta questao, assim como a demissao massiva dos eleitores nesta questao oliventina é brutal, admito e frustante.

  11. otusscops

    😀

    muito adoras a Galiza (mas sem conheceres praticamente nada dela)!!!
    a Galiza votou novamente Espanha, centralismo madrileno:
    http://gl.wikipedia.org/wiki/Elecci%C3%B3ns_ao_Parlamento_de_Galicia_2012

    (já agora, desafio os comentadores do Quintus a dizerem se este artigo da wikipedia é português).

    eles estão arrumados, já não existem, estão dissolvidos.
    agora estou em uníssono contigo, vamos reforçar a união com Aragão (gosto mais do que de Catalunha).
    sobre a economia, o comércio com Espanha tem um peso maioritário precisamente com a Catalunha, não esqueças isso.

    estranho não teres uma palavra de aproximação ao País Basco e insistires na fantasia chamada Galiza. continuas a trocar o Sonho, o desejo pela Realidade.

    é o mundo do Clavis Prophetarum, só existe no Quintus…

    😈

    • A galiza absteve-se em massa, descrente do sistema politico e severamente colonizada (nas ultimas tres decadas por colonos vindos de outra regioes)

      • otusscops

        escrevi tanta porcaria acima e comentaste o incomentável, o acessório em vez da substância (és mesmo lusófono, no sentido pior do conceito)…
        que tem a ver a elevada taxa de abstenção, transversal à maioria das eleições das democracias avançadas, com os resultados???
        o que interessa para o caso é que os galegos, mais uma vez, escolheram desaparecer.
        já os bascos e os catalães (vulgo navarros e aragoneses) escolherem ser livres!!!

        comenta lá as coisas que escrevi s.f.f., não fujas

        • Que queres? Ha um problema galego de participação civica, como o ha em Portugal (ate nisso somos irmaos).
          Fruto do que? Comodismo, vontade de Estado, colonizacao, dos tempos modernos, do mediatismo, do imediatismo, dos baixos niveis de cultura, etc, etc

  12. afinal ninguém comenta???

    http://gl.wikipedia.org/wiki/Elecci%C3%B3ns_ao_Parlamento_de_Galicia_2012

    (já agora, desafio os comentadores do Quintus a dizerem se este artigo da wikipedia é português).

    ou a lusofonia aqui só permite uma visão???

    • João

      O BNG teve pelo menos 10,16% dos votos? O que significa que um considerável número de galegos querem a separação em relação à Espanha, apesar de ser minoria, é uma numerosa minoria.
      Eu creio que a maioria dos galegos só vai optar pela independência se acontece da Espanha ficar pobre, e os galegos verem vantagens em separar. Senão, a Galiza permanecerá espanhola.

      • Essa é de resto – sem dúvida – a maior motivação catalã… enquanto a economia espanhola esteve bem, ninguem clamava pela independencia e hoje, essa corrente é bem maioritaria. Acontecendo o mesmo na Galiza, haveria o mesmo tipo de desfechop, mesmo tendo em conta que na Galiza (ao contrário da Catalunha) a maioria da população descende de colonos transplantados para a região nas últimas décadas.

        • Otus scops

          uma nova forma de colonização:
          TRANSPLANTAÇÃO GALAICA!!!

          ficará nos anais da historiografia.

    • Otus scops

      10% é “um considerável número de galegos”??? (descontando a abstenção???

      e o artigo em que língua foi escrito, galego, português, chinamarquês ou quê???

      • João

        Os votos em branco, segundo o mesmo site, foram 1,19%. Na minha forma de entender, quem vota em branco ou abstém-se é porque para o tal não faz diferença quem ganhe. Tanto faz se vai ser o PP, se vai ser o PSOE, se vai ser o BNG ou outro. Quem se abstém ou vota em branco teoricamente não se opõe ao independentismo galego, e nem defende também. Eu levo em consideração quem quis ir às urnas votar, que é quem está preocupado com o destino da Galiza. Que língua é essa, “chinamarquês”? Ela é escrita com uma mistura de ideogramas chineses e runas + letras como æ, ø e å? Ah, eu quero aprendê-la. 😀

    • Paulo Soares

      Claro que esse artigo não é em português, é da wikipedia em galego, creio. Evidentemente que a Galícia não é lusófona nem ali se fala português. Uma coisa é a realidade outra é a ficção. Tenho visto na net alguns absurdos, em que se ataca Portugal, como se a quererem que a Galícia o substitua por ser, dizem, a verdadeira origem da língua. Enquanto português, isso ofende-me e além disso, parece-me que existem interesses que nos são estranhos, mas que um dia deverão creio ser divulgados.

  13. João

    🙂 A minha resposta ao Otus scops ficou presa no spam. 🙂

    • João

      Apareceu. Obrigado. 😉

    • ficou presa no SPAM e na tua vontade de comentares.

      afinal que língua é esta???

    • João

      🙂 Otus scops
      Conta-me cá uma coisa! Portugal tem duas línguas oficiais, o Português e o Mirandês. Mirandês≠Português. Isto significa que os concelhos de Miranda do Douro, Vimioso, Bragança e Mogadouro deveriam se tornar independentes de Portugal???? E a ilha de São Miguel nos Açores. Portugueses já me disseram que têm dificuldade de perceber os Micaelenses, têm mais facilidade de perceber os diversos sotaques dos Brasileiros do que o sotaque dos Micaelenses. Isto significa que a ilha de São Miguel devia se tornar independente de Portugal? Tu argumentas a diferença de idiomas, e não a separação de quase 900 anos. 🙂

      • otusscops

        “…deveriam se tornar independentes de Portugal???? ”
        ai deles, levavam logo com a cachaporra na tola!!!

        ” E a ilha de São Miguel nos Açores. (…) devia se tornar independente de Portugal? ”
        bem, se for por aqueles bêbados que lá andam, podia, mas depois perdiamos o queijo Terra Nostra e o leite…
        é melhor não…

        “Tu argumentas a diferença de idiomas, e não a separação de quase 900 anos”
        estou um pouco perdido mas eu não argumento nada.
        o CP é que faz do blog dele propaganda a algo que não existe, união com a Galiza e ainda para mais em bases falaciosas, o idioma.
        desde que Portugal se começou a formar, tivemos mais influência da inglaterra e se calhar até da Alemanha do que da Galiza,, mas como ele odeia estes e agora ama a última vem para aqui escrever e defender posições irreais, aenas porque o MIL se lembrou de tal. parece que é moda dizer que “sou lusófono”…

        • João

          O CP é um apaixonado pela Lusofonia e a Galiza está ligada às origens da língua portuguesa. Eu mesmo me contentava em ver a Galiza como país independente, no contexto do direito de autodeterminação dos povos. A Galiza seria a “irmã” vizinha de Portugal, algo como a Dinamarca e a Noruega, a Holanda e Bélgica… não precisam ser um só país sob um só governo comum.

          • a paixão nestes assuntos embaça o discernimento…

            tens de vir cá para perceberes que ” a Galiza como país independente” não tem nenhum cabimento.
            seria, mal comparado, o Rio de Janeiro querer ser um país independente do Brasil (apesar de ter mais viabilidade para tal do que a Galiza).

            • João

              Os brasileiros infelizmente não são unidos. Eu não sou do RJ mas, se o povo de lá quisesse se separar do resto do Brasil, eu seria compreensível com eles, porque eles são muito criticados e estereotipados por muitos brasileiros de outros estados. Mas, o Brasil sem o Rio de Janeiro é o mesmo que Portugal sem Lisboa, ou a Itália sem Roma, ou os EUA sem Nova Iorque, ou a França sem Paris ou a Inglaterra sem Londres… ficaria um Brasil estranho. Mas eu mesmo respeitaria a vontade do povo do RJ. 🙂

              • otusscops

                o Brasil sem o Rio de Janeiro não existe, o Rio É O BRASIL!!!

                😀

            • otusscops eu gosto de muitos dos seus commentarios tenho uma pergunta o que vc sentiu quando viu essa cena

              • otusscops

                Fadrini

                senti que Portugal estava mais leve.
                e um apertozinho no coração com sentimentos contraditórios sobre o passado e o futuro.

                mas porquê Fadrini???

                • curiosidade quando as vi tive uma tristeza estranha um sentimento difícil de explicar

  14. bem uma coisa é certa se a Catalunha se torna independente vai chamar a atenção da midia atenção essa que a insurgencia albanesa na macedonia nao chamou

    http://en.wikipedia.org/wiki/Insurgency_in_the_Republic_of_Macedonia

    • Nao creio que redunde numa guerra civil tao aberta e violenta como a doo kosovo. Espanha nao é o kosovo…

      • queria saber pq esse conflito na macedonia foi tão ignorado pelas redes de midia aqui do meu país

    • otusscops

      Fadrini

      são assuntos completamente diferentes:
      – os Balcãs não são a Península Ibérica.
      – a Catalunha é uma secessão, nos Balcãs é uma conquista
      – Catalunha e Espanha tem a mesma religião, tem um longo passado em comum, há muito mais intercâmbio social entre as pessoas, famílias, empresas, etc, mesma moeda, mesmo estado;
      nos Balcãs nada disto acontece, há separação, ódios, modos de ver e estar no mundo acentuadamente diferentes
      – a Catalunha/Espanha estão na UE, os Balcãs não…

      é comparar a Revolução Farroupilha (Catalunha) com a Revolta Acriana (Balcãs)

  15. Tuga Anti-castelhanos

    Esse tipo que anda para aí a levantar ao tese estapafúrdia do papão da rivalidade entre Lisboa-Barcelona/Portugal-Catalunha cheira-me que é um traidor iberista qualquer que vê o chão a fugir-lhe debaixo dos pés.

    Portugal têm que apoiar declaradamente a independência da Catalunha sem medos nem sofismas, a independência da Catalunha seguida do Pais Basco transformaria Portugal na potencia hegemónica da península.

    A breve trecho será a Galiza que ficará totalmente sob a orbita de Portugal, a devolução de Olivença virá com juros!

    Morte à Espanha e aos imperialismo castelhano.

    Independência para a Catalunha, pais Basco e Galiza.

    Viva Portugal.

  16. A Pinto

    Título: 900 anos a irritar os espanhóis
    Autor: Margarida de Magalhães Ramalho

    Os castelhanhos e depois os espanhois são mesmo chatos.
    Para alguns que pensaram aí atrás: o pib da catalunha com 7.6 m de catalães é igual ao deportugal (2013). E os bascos tem uma industria desenvolvida. Aquilo não é só serviços. Valencia+caralunha+bascos e os castelhanos perdem 50% do pib. É um desastre por muitos anos.

  17. José Carlos

    Eu só gostava que o Norte de Portugal fizesse o mesmo em relação a Lisboa.

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