Daily Archives: 2012/09/26

Portugal e a fragmentação de Espanha através da independência da Catalunha

“Os fantasmas do soberanismo e da secessão voltam a pairar sobre a Ibéria. Não, desta vez as ameaças de independência partilhadas pelas elites da Catalunha não se limitam a simples manobras táticas para obter mais recursos do Estado central. O que está em causa é o redespertar de um sentimento nacional acionado por um poderoso factor de confrontação em tempos de crise: a partilha de recursos. A Catalunha, que representa 18% do PIB espanhol, entrega mais 16 mil milhões de euros de impostos do que recebe de Madrid e se essa redistribuição faz parte das regras da progressividade fiscal e dos princípios de coesão social dos Estados descentralizados, a contabilidade da crise transforma esses princípios em reações populistas em que o “roubo” e o “saque” se fazem mais ouvir. (…) Imersa numa grave crise económica, a Ibéria volta a ser assaltada pelo vírus nacionalista. Auguram-se maus tempos para a Espanha. E maus tempos para Portugal, que dificilmente escapará aos danos de uma possível fragmentação do Estado espanhol.”

Fonte:
Editorial do jornal Público

A fragmentação de Espanha é hoje imparável. O agravamento contínuo e sem fim à vista da crise financeira de Espanha torna particularmente chocante a transferência anual de 16 mil milhões de euros para o obeso e ineficiente Estado espanhol e para a sua administração pública.

Num mundo em que o económico é o factor predominante, o impulso centrífugo da Catalunha é imparável, especialmente num contexto de agravamento iminente da carga fiscal decorrente das contrapartidas pelo “resgate” da Troika que Madrid negoceia hoje, nos bastidores. Brevemente, Espanha estará a reclamar ainda mais dinheiro à Catalunha. O tom da resposta catalã já é conhecido e a sua consequência inevitável: a declaração de independência.

Se Espanha perder a contribuição fiscal catalã, num contexto de subida das taxas de juro, de quase insolvência do Estado espanhol e dada a grande dimensão da economia espanhola, o colapso financeiro será impossível de evitar. Com o colapso, as outras regiões solventes de Espanha (Galiza, País Basco/Navarra) terão todas as vantagens em se afastarem desse gigantes com pés de barro e fragmentarem-se sob o peso de uma Madrid anafada e sobredimensionada e uma onda de secessões vai alastrar-se a toda a Espanha.

Portugal será afetado pela turbulência no seu vizinho e maior parceiro comercial, de certo. Mas esta “parceria” é hoje largamente favorável a Espanha, que exporta muito mais para Portugal do que o inverso. No colapso do Estado espanhol poderão brotar condições que estimulem o desenvolvimento de produções industriais e agrícolas de substituição, criando emprego e riqueza em Portugal. Simultaneamente, questões longamente pendentes com Espanha, como os transvases dos rios internacionais, o esbulho das suas águas, a soberania na ZEE e nas Desertas e em Olivença poderão ser finalmente resolvidas.

Numa Península Ibérica livre do poder centrípeto de Madrid, Portugal será – quase automaticamente – a maior potencia ibérica e aproximações políticas e económicas à Galiza e à Catalunha poderão ser determinantes para anular a turbulência resultante da cisão espanhola e alavancar a reconstrução do tecido económico português. Ao contrário daquilo que é articulado no texto do Público, Portugal poderá até sair ganhador (e de forma decisiva) neste processo que começara com a independência catalã e que pode terminar na libertação de toda a Espanha.

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Categories: Economia, Galiza, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 70 comentários

Notas para a instalação de XEN em Ubuntu

Instalar Ubuntu e deixar uma ext4 com 5 Gb livre

Configurar rede direta para a Internet

Install a 64-bit hypervisor. (A 64-bit hypervisor works with a 32-bit dom0 kernel, but allows you to run 64-bit guests as well.)

sudo apt-get install xen-hypervisor-amd64

(vai carregar vário software correlacionado)

Modificar o GRUB para arrancar por defeito com o Xen:

sudo sed -i ‘s/GRUB_DEFAULT=.*\+/GRUB_DEFAULT=”Xen 4.1-amd64″/’ /etc/default/grub

sudo update-grub

Set the default toolstack to xm (aka xend):

sudo sed -i ‘s/TOOLSTACK=.*\+/TOOLSTACK=”xm”/’ /etc/default/xen

Agora reboot:

sudo reboot

e verifique se a instalação foi bem sucedida

sudo xm list

Name ID Mem VCPUs State Time(s)

Domain-0 0 945 1 r—– 11.3

Network Configuration

Assume-se que a eth0 é a interface primária para o dom0 e o uso de dhcp.

sudo apt-get install bridge-utils

sudo update-rc.d network-manager disable

sudo /etc/init.d/network-manager stop

Edit /etc/network/interfaces, and make it look like this:

Com terminal: sudo gedit

auto lo

iface lo inet loopback

auto xenbr0

iface xenbr0 inet dhcp

bridge_ports eth0

auto eth0

iface eth0 inet manual

Restart do networking para dar o enable xenbr0 bridge:

sudo /etc/init.d/networking restart

vai ficar em “waiting for xenbr0 to get ready” durante alguns segundos ou falhar se não estiver ligado a um cabo de rede (eth0)

Ir ao Ubuntu Software Center e instalar o

Virtual Machine Manager http://virt-manager.org

Instalar o aptitude:

Sudo apt-get install aptitude

Sudo aptitude install kvm virt-manager

Verificar que o libvirtd está lançado

ps ax| grep libvirtd

add a normal user ao libvirtd group (miguel in this case):

sudo adduser miguel libvirtd

modificar o /etc/grub.d manualmente:

sudo mv 10_linux 20_linux

sudo mv 20_linux_xen 10_linux_xn

sudo update-grub2

sudo reboot

No /etc/xen/xend-config.sexp file, descomentar as linhas:

(xend-unix-server no)

(xend-unix-path /var/lib/xend/xend-socket)

E mudar “(xend-unix-server no)” para “yes”:

(xend-unix-server yes)

sudo reboot.

No bios, verificar se o

Virtualization technology está enabled

Abrir o virt-manager e fazer o add sobre o localhost

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