Daily Archives: 2012/09/24

Conselho de Estado: Galhofada, Luxo e Palavras Ocas (Dissolução Moral)

Dissolução moral… é a expressão que me vem à mente quando assisto na televisão à procissão de carros de luxo, negros e de alta cilindrada dos conselheiros de Estado a caminho de uma das (raras) reuniões do conselho de Estado Cavaquista.

Um grupo que termina esta reunião com palavrosos apelos à “equidade dos sacrifícios” e se faz transportar em veículos que exprimem de forma tão glamorosa a má distribuição de riqueza que assola a nossa sociedade é um grupo de contradições e enganos, discursos ocos e inconsequentes e que – sobretudo – sendo quase todos ex-políticos ou empresários de “sucesso” são pelo menos co-responsáveis pela situação quase terminal a que chegou o país.

Igualmente ofensivo foi a imagem galhofeira dos conselheiros de Estado quando saem em grupinhos de amena (literal) cavaqueira da reunião. A descontração, o despudor, a boa disposição, o humor e a alegria que de forma chocante exibiam são possíveis apenas porque se trata de uma casta de privilegiados do Sistema.

Foi precisamente contra estes “gatunos”, contra estes privilegiados do Sistema que quase um milhão de portugueses se manifestaram a 15 de setembro. É esta imensa mole humana, crescente em números e descontentamento, que os conselheiros de Estado se recusaram ouvir (e que teria ficado tão bem u m só, sair do seu Mercedes e vir falar com a multidão…). Esta massa crescente de indignados não tem líder, nem partido nem se revê numa classe política esgotada nos seus métodos e objetivos, desprestigiada pela ação e moralmente corrupta ou operacionalmente inane. Esta massa de cidadãos livres, conscientes e indignados não se reviu nestes despudorados conselheiros de Estado. E pede Mudança.

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Categories: Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Falta um governo que – finalmente – CUMPRA o que prometeu !

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

Não, não sou nem um liberal, nem um neoliberal da “Escola de Chicago” ou da mais recente “Escola Austríaca”. Antes do mais, sou alguém que acredita que as promessas eleitorais são para cumprir, uma vez feitas. E que são demasiado ambiciosas, irrealistas ou intencionalmente impossíveis de alcançar, então isso deve ter consequências políticas e que o sistema político deve ter formas de demitir governos que se afastem sistematicamente das promessas realizadas em campanha.

O PSD e o PP, em particular, foram eleitos na base de um mantra: “reduzir a Despesa” opondo-se violentamente neste concreto a um PS que acusavam de ser incapaz de corrigir o desequilíbrio entre receitas e despesas a não ser pela via fiscal. Mas uma vez chegados ao Governo, eis que se lançam imediatamente numa sanha assassina aumentando praticamente todos os impostos (imitando aqui, de resto, os anteriores governos) alegando o desconhecimento prévio da “grave situação do país”. Pela ação distanciaram-se das promessas e do eleitorado que lhes deu uma tão confortável maioria. Dir-me-ão que estes desvios serão punidos nas urnas, nas próximas eleições (a começar pelas autárquicas, já para o ano), mas no permeio, vamos tramar-nos a todos sem podermos reagir a não ser nas ruas, com um efeito duvidoso…

Falta uma Lei que force os partidos políticos a registarem no Tribunal Constitucional o seu programa eleitoral, com as suas promessas ou “compromissos” (como agora é mais usual ler) e que assegure que no seu incumprimento há penalidades. Falta uma Lei que obrigue Passos Coelho a cumprir as suas promessas eleitorais, de CORTAR na despesa, que recorde a CAVACO as suas palavras – já com mais de um ano! – de que “os portugueses já chegaram ao limite” – e que em vez de tapetes sucessivos e infindáveis de impostos, corte nos Grandes Interesses económicos e financeiros instalados na dependência direta do Estado.

Em suma: Falta um governo que – finalmente – CUMPRA o que prometeu !

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Vai uma troca: TSU por “Imposto Especial” e subida geral do IRS?…

Hip Hip Hurrah. Depois das maiores manifestações da História de Portugal no passado dia 15 de setembro, e de uma pressão que veio de todo o lado, incluindo o próprio “parceiro” de coligação e meios dentro do principal partido de Governo (desde logo, os Cavaquistas), Passos parece que vai recuar na TSU, mas… avançar para um “imposto especial” que esbulhe (o termo é esse) um subsídio a todos os trabalhadores, do público e do privado (o que explica o apelo a uma “equidade nos sacrifícios” feito pelos anafados conselheiros de Estado…).

Obviamente responder a um aumento de um imposto/taxa (TSU) com outro de idêntico valor e universo é uma estupidez e pretende apenas atirar areia para os olhos dos indignados que encheram as ruas no passado dia 15 de setembro e ganhar algum tempo…

Transformar a subida da TSU num “imposto especial” não vai devolver a autoridade a um Governo que a deixou cair na rua e que expôs desta forma a fragilidade interna do próprio executivo. É provável que a descida da TSU para as empresas caia também e com ela toda a “desvalorização fiscal” que era saudável e que um país cada vez mais esmagado pela crescente carga fiscal precisava desesperadamente.

Aumentar a carga fiscal, sempre e sempre, mais e mais, não pode ser a via para sairmos da situação absolutamente calamitosa em que nos encontramos. Há que reduzir a Despesa, de forma consistente e corajosa onde ela existe e ela existe nas pensões e salários mais altos da função pública (60% das despesas correntes do Estado), nas Fundações e nas PPPs. É aqui que urge ser corajoso. Mais impostos só vai criar mais desempregados, fazer retrair ainda mais o Emprego e tornar a segurança social mais insustentável (pela redução das contribuições que resultam da redução do Emprego).

Um “imposto especial” nada fará para reduzir a contestação nas ruas ou interna no Governo, vai agravar apenas mais a situação em que se encontra o Governo e precipitar a sua queda.

Como os próximos dias irão demonstrar.

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A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som

A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som. Os problemas técnicos a vencer são, contudo, consideráveis a vencer… o míssil tem a designação BrahMos 2 e deverá realizar o primeiro voo em 2017 mas terá sido já testado em “laboratório” (provavelmente um túnel de vento algures na Rússia).

As dificuldades que a equipa de desenvolvimento tem que vencer são tremendas: desde sistemas de controlo e orientação muito rápidos e eficientes, passando pela tensão estrutural e aquecimento de materiais e mantendo o engenho numa dimensão suficiente para que possa ser lançado a partir de um avião, tudo são obstáculos de monta que a equipa russo-indiana em que vencer. Problemas que têm sido enfrentados pelo X-51 com um sucesso variável…

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/06/hypersonic/

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