Daily Archives: 2012/09/15

Abebe Selassie: “resolver o problema da competitividade simplesmente reduzindo os salários não vai resultar”

Os sinais de que a participação do FMI na Troika, ao lado do BCE e da Comissão Europeia, é muito mais positiva e menos vindicativa que a dos norte-europeus multiplicam-se: agora, o representante do FMI, Abebe Selassie disse que “se houver apenas austeridade, a economia não vai sobreviver” e acrescentando que “resolver o problema da competitividade simplesmente reduzindo os salários não vai resultar”.

É certo que Selassie acabou exprimindo o seu apoio à transferência da TSU das empresas para os trabalhadores, mas disse aquilo que o Governo não disse, não faz, nem fará: há que complementar a necessária (e muito incompleta! ) redução da despesa (redução dos salários e pensões mais altos da função pública, nacionalização das PPPS, renegociação da divida, rendas excessivas, etc) e há que somar esta reconstrução entre o deve e o haver com um plano de estímulos económicos, com dinheiro europeu e do FMI.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=578319

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Roger Myerson: “os bancos centrais deviam ter por meta o crescimento nominal das economias e não a inflação”

Roger Myerson (http://home.uchicago.edu)

Roger Myerson (http://home.uchicago.edu)

Quando se multiplica o número de prémios Nobel da Economia que dizem que “os bancos centrais deviam ter por meta o crescimento nominal das economias e não a inflação”, como fez recentemente Roger Myerson, então seria de esperar que o BCE e os seus mandantes germânicos ouvissem algo. Mas não. Nada lhes entra nas suas cabeças louras e casmurras.

“Creio que toda a gente no mundo da economia compreende hoje em dia que a política monetária tem de seguir uma regra previsível. A regra dominante hoje em dia é ter por objetivo uma inflação à volta de dois por cento, manter a estabilidade de preços”, mas Myerson advoga uma mudança radical de paradigma, através da imposição de uma nova classe de objetivos aos Bancos Centrais e, muito particularmente, ao BCE: “O que eu proponho é que os bancos centrais tenham uma meta de cinco por cento para o crescimento nominal”, com esta mudança de paradigma, os Bancos Centrais podem tornar a “imprimir dinheiro” e a injetar capital nos países que – como Portugal – atravessam uma situação de Depressão provocada pelo atual “credit crunch” bancário.

O economista norte-americano acrescenta aqui que “em vez de ter uma inflação à volta de três por cento, teríamos uma subida dos preços de sete por cento nos próximos anos” mas esta injeção de capital na economia real (e seria imperativo que este novo capital não se evaporava nos turvos meandros da especulação financeira) asseguraria um crescimento robusto e continuado durante muitos anos que permitiria compensar – com vantagem – a maior inflação.

Estas sugestões vão no mesmo pensamento de Paul Krugman, que defende a existência de pacotes de estímulos Keynesianos que dinamizem as economias e a passagem para segundo plano da dogma defesa da inflação executada na Europa com uma fidelidade para-religiosa pelos alemães e no BCE.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=EF2D5781-89C8-4447-BEA4-C1A8C3005090&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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Importância das Associações e do Voluntariado numa Sociedade Civil ativa e dinâmica

As Associações são um dos pontos fulcrais de qualquer Sociedade Civil ativa e dinâmica. Consequentemente, são sempre um bom barómetro da situação da sociedade e dos valores que a dominam. Um associativismo dinâmico e fértil é assim sempre o reflexo de uma sociedade onde valores como a solidariedade, a democracia e a autonomia assumem um papel central. O voluntariado é, por outro lado, uma outra métrica importante para avaliar da boa saúde de uma sociedade, já que exprime de forma muito concreta a vontade de exercer uma cidadania plena e ativa por parte dos cidadãos de uma qualquer sociedade.

Existem em Portugal cerca de dezoito mil associações recreativas e culturais, agregando cerca de três milhões de associados e cerca de trinta mil empregos diretos. No total, este tipo de associações movimentam mais de 400 milhões de euros. E isto, apenas para este tipo de associações… não é assim difícil perceber que o peso da Economia Social é muito maior do que se pensa, normalmente e que esta pode ser uma forma de responder ao recuo generalizado do Estado Social em função das pressões exercidas pela Troika FMI/CE/BCE para uma redução das despesas do Estado e do seu papel de solidariedade social.

As associações e o voluntariado assumem-se assim como as derradeiras fronteiras onde se pode compensar este recuo do Estado, reforçando a solidariedade precisamente quando mais cidadãos dela precisam e em contra-corrente perante um Estado cada vez menos social e mais paralisado pela quebra brutal de receitas provocada por sucessivos e crescentes pacotes de austeridade.

Fonte principal:
http://www.25abril.org/docs/congresso/democracia/02.10-Artur%20Martins_O%20MOVIMENTO%20ASSOCIATIVO%20POPULAR%20E%20A%20DEMOCRACIA.pdf

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Civil | 2 comentários

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