Daily Archives: 2012/09/14

Portas: Retirada Tática para… Voltar em Glória ?

Paulo Portas (http://www.tsf.pt/)

Paulo Portas (http://www.tsf.pt/)

São muito credíveis os rumores que dão conta que Paulo Portas não somente não foi consultado como esteve (e está) contra a subida em sete pontos percentuais nas contribuições de todos os trabalhadores para a Segurança Social e na redução da taxa social única para 18% para as empresas.

Passos terá tomado a decisão sozinho (talvez, apenas, consultando Vítor Gaspar) comunicando-a apenas ao seu parceiro de coligação depois de ter sido já tomada e invocando que era a única forma de a Troika (que a inspirou) aceitar a ultrapassagem do défice deste ano e a extensão por mais um ano programa de ajustamento.

Vítor Gaspar na sua entrevista na SIC disse que a baixa de TSU não fora imposta pela Troika e no dia seguinte, um certo funcionário do FMI que dá pelo nome de Abebe Selassie confirmou. A estarem ambos a falar verdade, estaremos de novo perante mais uma reincidência de um passismo já conhecido: a vontade de ir além das ordens do “comando estelar”,que brota de abjeto sentimento de inferioridade que tem muito de massamânico e que arrastou o país para uma situação económica e financeira sem precedentes na nossa Historia recente.

A ser verdade que:
1. Portas não foi informado previamente nem participou do processo de decisão
2. O FMI não obrigou Passos a descer a TSU para as empresas

Então estamos num Governo em pré-rutura e que numa obsessão cega de ser “bom aluno”, para agradar aos Europeus do Norte (e a prazo merecer uma bem remunerada e segura posição em Bruxelas) Passos quis – de novo – ser mais troikista que a troika, sem hesitar ameaçar a estabilidade e sobrevivência do seu próprio governo nem temendo convocar a ira dos portugueses. Sabendo que como Ceasescu nos seus derradeiros dias haverá sempre um helicóptero europeu pronto para o resgatar de uma São Bento cercada de cidadãos furiosos e o levar para Bruxelas…

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Gylfi Zoega, do Banco central da Islândia: “É preciso investigar a origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos portugueses”

Referindo-se à atual situação financeira de Portugal Gylfi Zoega, do Banco central da Islândia afirmou aquilo que muitos por cá já dizem há algum tempo: é preciso investigar a origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos portugueses.

Gylfi Zoega diz que “no meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos”, mas em Portugal essa resposta não está sequer em equação: as auto-estradas (per capita, somo o país da UE com mais asfalto) e as loucuras imobiliárias não explicam tudo: como no BPN ninguém disse ainda para onde e para que bolsos foi a maioria desse dinheiro. E não foi para o dos cidadãos comuns, isso está mais que certo.

O responsável islandês (país que no auge da sua crise financeira, em 2009 pediu ajuda ao FMI) não nega que a dado momento, Portugal não devesse ter pedido auxílio externo:”Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as ações. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios”

A este respeito importa dizer que – infelizmente – Portugal está numa situação bem diferente: o predomínio na Troika que hoje – efetivamente – governa o país não teve desde o início a mesma atitude positiva e construtiva que o FMI teve: obcecados em agradarem os eleitores alemães, os funcionários do BCE e da CE preferiram “castigar” o “regabofe” luso e intencionalmente empobrecer – em regime punitivo e vindicativo – os portugueses comuns, aqueles que retiram o essencial dos seus rendimentos do trabalho.

O economista islandês acrescenta ainda que “[A Islândia] Não tem qualquer acesso aos mercados de capitais atualmente, e é uma questão em aberto.” De idêntica forma, é praticamente impossível que – mantendo-se as atuais condições – Portugal o consiga fazer em 2013. Não o conseguira fazer sozinho, sem Eurobonds que dividam por todos o Risco, nem com harmonia fiscal que harmonize os dumpings praticados na Holanda, Reino Unido, Bélgica ou Suécia, nem com a injeção direta de Capital nas economias (e não na Banca). Sem essas alterações decisivas, Portugal permanecera também fora dos Mercados e cronicamente dependente dos mesmos. A “saída” então só poderá passar pela extensão da “ajuda” da Troika, com a decorrente mais austeridade “punitiva” ou… pela mudança radical dos paradigmas dominantes no BCE e na CE. O que é altamente improvável.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/islandia-defende-investigacao-ao-governo-portugues_117513.html

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O Ciberativismo e a ferramenta de cidadania ativa “petição online”

A Internet pode ser usada como uma ferramenta para amplificar a vida cívica dos cidadãos. A tecnologia pode e deve ser usada como um amplificador para a participação do individuo na sociedade civil e como forma de reconstruir o quadro de participação democrática que hoje em dia se encontra tão diminuído e degradado, levando a que autores como Adriano Moreira falem de “Estado Exíguo” para descrever o atual estado da democracia portuguesa.

Os primeiros movimentos sociais organizados em torno da Internet podem ser identificados na contestação anti-globalização de Seattle. Provaram ser possível que a Internet fosse usada para organizar indivíduos em torno de projetos comuns, simplificando a sua capacidade para criarem e participarem em eventos que requerem a sua presença física. Atualmente, este tipo de atividades recorrem cada vez mais frequentemente às redes sociais. A campanha presidencial de 2011 demonstrou as suas virtualidades e a campanha do “candidato revelação” de então, Fernando Nobre, dependeu em muito do facebook para se organizar e divulgar a mensagem do seu candidato.

Cada vez mais cidadãos de todo o mundo usam a Internet para trocarem informação de forma livre e autónoma, fora dos quadros de intervenção cívica e política convencionais e devolvendo ao eleitor um papel cada vez mais ativo, apesar das várias resistências que o sistema democrático representativo e excessivamente partidarizado tem oferecido. Este fenómeno reveste-se de uma imensa importância para as sociedades modernas, dado que nunca como hoje tantos produziram tantos conteúdos, de forma tão fácil e acessível e chegando a tantos. Os processos de produção de informação e de cultura massificaram-se e democratizaram-se numa forma que apenas é possível com a Internet. Entre estas formas de participação cívica potenciadas pela Internet encontram-se as Petições Online, um movimento que não tem parado de aumentar na sua amplitude e onde fomos um dos primeiros a participar criando em 2000 aquela que é ainda hoje a petição online mais votada de sempre, a http://www.petitiononline.com/bancatms/petition.html que a 14 de junho tinha 452461 e que durante largos meses esteve na lista de dez petições mais votadas durante largos meses, estando durante algum tempo no primeiro lugar naquele que é o site de petições mais usado do mundo. A petição não foi inconsequente… entre vários artigos em jornais e revistas, mereceu também uma peça televisiva e acabou, por fim, por merecer um Decreto Lei, no Parlamento que haveria de legislar de acordo com a intenção dos subscritores.

A Internet permite que o esquema atual, hierárquico, em que a informação circula a partir do topo, de entidades controladas pelo poder económico e financeiro e a disseminam pela sociedade. Mas este esquema é incapaz de controlar este fluxo de informação quando se multiplicam os portais independentes, os blogues e as páginas de facebook. Hoje, qualquer pessoa pode criar na Internet a atenção e o foco suficientes para bater em atenção qualquer meio de comunicação social convencional, por maior e mais poderoso que este seja. A questão está sempre no público e na capacidade para congregar grupos de amigos, parceiros e uma audiência cibernética que possa tornar viral este conteúdo.

Existem vários sites de petições, mas aquele que atualmente é o mais promissor é o http://www.avaaz.org/en/ que levou o ciberativismos a um novo nível. O termo “avaaz” significa “voz” em Urdu e Persa e é muito adequado a um site que além das convencionais petições online já agrega mais de 14 milhões de membros em todo o globo. A este propósito, lançámos aqui a http://www.avaaz.org/en/petition/Against_all_forms_of_age_discrimination_affecting_workers_with_more_than_40_years/ estando agora a aferir do seu sucesso…

Além do já referido sucesso da petição contra o pagamento de comissões em operações por Multibanco, existem muitos outros exemplos globais do sucesso deste tipo de ferramentas de cidadania online: a petição com mais de 250 mil assinaturas, entregue ao Primeiro Ministro do Japão, Yasuo Fukuda, pedindo a adoção de metas até ao ano de 2020 e que reduzissem as emissões de CO2. Como o governante nipónico não respondeu, dois mil membros do Avaaz juntaram-se para pagar uma anúncio de página inteira no Financial Times com uma sátira em que três políticos, entre os quais o Primeiro Ministro e George Bush apareciam vestidos como “Hello Kities”. Mais recentemente, a Ministra das Relações Exteriores da Serra Leoa, Zainab Bangura, fez pessoalmente um vídeo e colocou-o no site apelando a uma campanha de apoio contra a fome no seu país. A petição haveria de somar 340 mil assinaturas e seria entregue em mãos ao secretário-geral da ONU.

O grande problema com as petições online reside na sua validade jurídica. Em Portugal, o seu valor depende essencialmente da vontade e disponibilidade dos partidos políticos representados na Assembleia da República para as tornarem em Lei, havendo várias formas de os partidos nada fazerem perante uma dada petição, se não aderirem realmente aos seus princípios ou motivações. Um dos pretextos mais habitualmente utilizados para diminuir a credibilidade das petições online é o facto de ser possível hoje que a mesma pessoa subscreva a mesma petição várias vezes, falseando assim o número total de subscritores. A objeção tem contudo soluções tecnológicas, por exemplo pela massificação do leitor do cartão do cidadão, que garantiria uma forma segura e fácil de identificar cada subscritor.

Uma outra forma de ciberativismo passa pelo envio de vagas de mensagens de correio eletrónico para as caixas de correios de deputados na Assembleia da República e dos deputados que tenham páginas e perfis no facebook.
O ciberativismo deve ser considerado não apenas como um fim em si mesmo ou como algo de acabado que está desligado de qualquer papel ou intervenção no mundo real. De facto, deve sempre perspetivar uma atividade concreta e física, com outros ativistas e integrar essa ciberatividade numa “visão maior” e num objetivo de longo alcance e de grande escala que possa consolidar o esforço virtual e o cristalize no mundo real e concreto. Assim, é sem exagero que dizemos que o fito último de qualquer ciberativista deve ser a sua saída do mundo virtual dos bits e dos bytes e a sua marcha para a mundo físico que existe além do seu computador tornando-se finalmente num… ativista, em tudo idêntico – menos nas ferramentas – a qualquer outro ativista dos séculos passados.

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14 Conselhos práticos para Desempregados com mais 40 anos

1. Mantenha-se tão ativo quanto o possível e inicie a busca por um novo emprego tão rápido quanto for possível. Analise os seus pontos fortes e os pontos fracos, elabore um plano de ação que conduza à sua superação. Passe a escrito este plano e atualize-o regularmente com as melhorias e desenvolvimentos que forem ocorrendo. Inclua sempre neste plano, formação técnica, profissionalizante ou universitária…

2. Encare a sua busca de emprego como se de um emprego efetivo se tratasse, defina horários restritos para a realizar e cumpra-os. Afira o seu desemprego neste “emprego” pelo número de entrevistas que conseguir obter por semana, analise esta métrica e a sua evolução em função do seu próprio esforço e dos desenvolvimentos que tenha acrescentado entretanto ao seu perfil. Como outra “métrica de desempenho” pessoal conte o número de contactos que fez por semana, analise a sua evolução e tente manter semanalmente um ritmo sempre crescente.

3. Mantenha o currículo sempre atualizado e tenha especial atenção pela forma como o redigiu (evite erros de português! ) e pela sua essência garantindo que dá o devido relevo às suas caraterísticas mais positivas.

4. Quando não está ativo a procurar emprego, ocupe-se. Participe em associações, na vida do seu bairro/aldeia/cidade, envolva-se na política e – muito importante – dedique tempo à sua família… combata assim o monstro da depressão que assola de forma tão aguda todos aqueles que são levados a esta condição. Nos tempos que lhe sobejarem, trate de si: vá a um ginásio, visite museus, exposições e espetáculos de musica.

5. Atualmente, é particularmente difícil encontrar trabalho depois dos quarenta anos, todos o sabemos… mas existem já sinais de que esta situação não vai durar muito mais tempo. Vários países do mundo já perderam os complexos idiotas da maioria dos gestores de Recursos Humanos e empresários portugueses e recomeçaram a contratar desempregados com mais de 40 anos. É o caso do Brasil ou do Japão (país que detém o recorde mundial de empregabilidade acima dos 50 anos). Por isso, não desanime… a situação está a evoluir rapidamente e o crescente número de emigrantes jovens e a muito baixa demografia lusitana tornarão brevemente obsoletos os preconceitos dos empregadores quanto a contratações de desempregados seniores.

6. A maior vantagem de que goza um desempregado sénior é a sua experiência. Não pode assim hesitar em realçar essa vantagem: descreva a sua experiência nas empresas por onde passou, das suas realizações e procure estabelecer a ligação com a posição a que agora concorre.

7. A maior fragilidade de um desempregado sénior é a associação mental que muito empregadores estabelecem entre a senioridade e a falta de atualização técnica e profissional. Na entrevista e no currículo deve assim esforçar-se por destacar todos os cursos e formações que tenha feito. Se não os fez, bem, então é altura de começar.

8. No currículo é importante espelhar a sua energia e capacidade organizativa: a prática de desporto num horário rigoroso vai assim transmitir uma imagem de dinamismo e jovialidade que pode compensar a imagem negativa associada à senioridade por parte de alguns empregadores.

9. Foque o seu currículo no futuro e não no passado. Verifique se vale mesmo a pena listar os empregos que teve há mais de dez ou vinte anos. Se tem uma secção para “educação académica” altere-a para “educação e formação”, inserindo aqui, primeiro, as ações de formação mais recentes. Liste no currículo apenas as competências que são relevantes para a função a que concorre e omita todas aquelas que são hoje obsoletas. De resto, faça tudo para nunca ter mais que duas páginas de currículo… os currículos demasiado extensos são frequentemente descartados apenas por essa razão…

10. Quando o entrevistador abordar a remuneração (nunca seja você a levantar essa questão) indique um valor mínimo e máximo e acrescente que as suas expetativas são conformes à sua experiência profissional na realidade laboral da atualidade.

11. Procure apresentar exemplos de situações em que trabalhou lado a lado ou sob as ordens de um líder mais jovem do que você.

12. Aparente ser uma pessoa desperta e enérgica: caminhe pela sala até à cadeira de forma decidida, sente-se direito e mantenha-se sempre alerta e atento a tudo.

13. Vista-se de forma adequada. Um fato e gravada podem ser necessários, mesmo se não for essa a sua indumentaria habitual…

14. Existe frequentemente entre os empregadores a perceção de que os candidatos seniores de que estes exigirão sempre remunerações mais altas que os mais jovens. Uma forma de responder a este obstáculo é abordar o assunto logo na carta de apresentação e diretamente durante as entrevistas. Indique o que o motiva para além do salário, sobretudo profissionalmente e o quanto deseja fazer a diferença na função.

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