Daily Archives: 2012/09/13

A Catalunha a caminho da Independência?

O impulso para a independência e a para a recusa da continuada repressão económica, cultural e política de Madrid, assume com a recente manifestação de dois milhões de catalães um passo decisivo.

Espanha sempre foi um “país” erguido sob arames, que nome ora “doce” ora violenta combinação de repressão e persuasão conseguiu fazer transitar Espanha da monarquia para a ditadura e daqui para a democracia. O projeto espanholista assentava em grande medida no sucesso do boom económico.

Pela via das ruas e pela via mais formal e institucional, a Catalunha fez saber a Madrid que se a crise financeira não for rapidamente controlada pelo inseguro Rajoy, então “se não houver pacto fiscal, o caminho para a liberdade da Catalunha ficará aberto”. E de facto, se sem o apoio que considera essencial do Estado central, a Catalunha, a região mais rica de Espanha, se sentir na necessidade de partir para a independência, não serão apenas os cofres de Madrid a sentir a sua falta… serão também todos as outras nacionalidades que com a marcha catalã para a liberdade poderão sair do seu torpor e considerarem uma idêntica opção. E ao contrário do que dizem os mais receosos, Portugal tem tudo a ganhar com essa libertação ibérica do jugo castelhano, quer politicamente (mais interlocutores), quer economicamente (pela diluição de um parceiro demasiado grande e poderoso), quer territorialmente (porque abre porta à recuperação de Olivença e cessa as pretensões espanholas sobre as Desertas).

Fonte:

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=894CD530-FD0C-4309-93C3-F37BBBF13A7B&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional, Portugal | 32 comentários

Porque não está o Governo a usar os 6 mil milhões de euros que sobraram da “ajuda” à Banca?

“Na reunião entre os banqueiros e o ministro das Finanças que decorreu no dia 27 de Agosto, os banqueiros propuseram a Vítor Gaspar dois instrumentos para criar liquidez e resolver o problema do crédito a Pequenas e Médias Empresas (PME). Uma das propostas consiste na criação de um fundo de investimento que compre carteiras de crédito de Médio e Longo Prazo do sector Imobiliário e Turístico aos bancos, com recurso à dos 12 mil milhões da ‘troika’ destinados à banca. Em troca os bancos ficariam com unidades de participação do fundo. Desta forma os acionistas do fundo seriam os bancos e os Estado. A ideia é semelhante ao que já foi feito na Irlanda e que vai ser feito em Espanha. Mas no caso português não seria um “bad bank”, uma vez que os ativos que passariam para o fundo já foram provisionados no âmbito do Programa Especial de Inspeções da ‘troika’, e passariam ao valor de mercado. Este instrumento permitiria a libertação de liquidez para dar crédito à economia, na ordem dos três a cinco mil milhões de euros.”
Diário Económico

A verdade é que desse dinheiro – já incluído no pacote da Troika e guardado algures – ainda não foram usados seis mil milhões de euros. Sendo o Estado um dos piores pagadores da Economia, e tendo por isso mesmo levado já à falência de inúmeras empresas e consequente desemprego, seria de esperar que este dinheiro em reserva (!) Fosse usado para realizar pagamentos em atraso do Estado a empresas nacionais, especialmente a PMEs. Num país nas condições em que estamos, injetar cinco mil milhões de euros, poderia revelar-se decisivo para começarmos a sair do buraco fundo onde ondas sucessivas e fanáticas de austeridade e carga fiscal nos colocaram.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/banca-propoe-fundo-para-a-compra-de-creditos-com-linha-de-12-mil-milhoes_150961.html

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35 formas não-financeiras de recompensar os seus colaboradores

Em época de grave crise económica, muitas organizações estão sem recursos financeiros para recompensarem os seus melhores colaboradores. Como consequência, os níveis de descontentamento nas equipas sobem e, com eles, os de insatisfação. Este dilema falta de recursos VS recompensa parece insolúvel, à primeira vista, mas não o é, com alguma imaginação… eis alguns métodos de reconhecimento de mérito, eficazes e sem custos.

Intercale estas medidas, espaçando-as (para não ficar rapidamente sem ideias) e para que elas durem durante, pelo menos, um ano… eis algumas ideias, que posteriormente hei de enriquecer. Nota: algumas ideias não se devem usar mais do que uma vez, sob pena de se tornarem ridículas, enfadonhas ou pior… que se tornem habituais!

1. Se o seu grau de autonomia enquanto chefia lhe permite tal atitude, introduza horários flexíveis. Este é provavelmente o método mais económico e mais apreciado pelos seus colaboradores. Defina, p. ex. métricas mensais de desempenho e premeie aquele seu colaborador com uma tarde livre por mês para o recompensar.

2. Entregue uma nota manuscrita: entregue ao melhor colaborador uma nota de cinco euros com uma nota pessoal tendo escrito “Obrigado por seres um colaborador de excelência e pelo teu contributo para a equipa X”.

3. Anime as hostes: uma vez cada quinze dias, cada colaborador trará uma fotografia de um bebé, coloca-a numa parede de um armário e escreve, por baixo, o nome do colega de equipa que mais se parece com esse bebé.

3. Ligue os colaboradores: apresente-os a fornecedores-chave, introduza-os nas reuniões regulares e faça-os participar nelas.

4. Uma vez por semana defina um “dia sem sapatos”. Além de boa disposição e moral, isso aproximara a equipa. Os sapatos (naturalmente…) estarão sempre por perto, num cesto ou junto a um cabide.

5. Recompense o esforço da mesma forma que recompensa o sucesso. Consagre o prémio anual “a melhor ideia que não funcionou” e num almoço anual da equipa (pago pela chefia) entregue um troféu humorístico mas motivador.

6. Se os Recursos Humanos autorizarem (isto é, se forem flexíveis, o que nem sempre sucede), recompense os melhores colaboradores com um dia inteiro de descanso. No momento da comunicação dê-lhe uma carta tipo monopólio com a inscrição “Passe Dia”, que o colaborador poderá usar sempre que lhe aprouver, sem ter justificar (avisando apenas de véspera).

7. De surpresa, compre donuts ou outros pequenos bolos e chocolates e deixe-os para que a equipa os possa apreciar.

8. Compre uma máquina de café de cápsulas e ofereça-a a sua equipa numa das reuniões quinzenais regulares da equipa após o bom sucesso de um dado projeto que tenha envolvido todo o grupo.

9. No dia de anos, almoce com o seu colaborador e pague-lhe o almoço. Oiça-o e tome em conta aquilo que ele lhe disser. Reconheça o seu mérito e valor para a equipa.

10. Peça ao todos os membros da equipa que escrevam uma frase curta sobre o que mais gostam de cada um dos seus colegas. Depois, cole as frases todas sob as fotografias deles e exponha-as numa parede de um armário e no portal corporativo.

11. Deixe que o seu melhor colaborador do mês escolha um de vários projetos disponíveis.

12. Sempre que alguém se destacou de uma forma muito particular, nas reuniões quinzenais da equipa, batam palmas e elogie em público esse desempenho.

13. Institua as “reuniões caminhantes”: em vez de usar salas de reunião, pesadas e formais, saiam do edifício e enquanto caminham, falem. Naturalmente, isto só será possível quando simples papéis forem o único material necessário para a reunião…

14. Imprima “notas falsas”, com uma designação humorística e ofereça-os ao membro da equipa que mais se destacou num dado mês. Ao fim de um ano, as notas podem ser trocadas por um prémio real, por exemplo se no total somarem quinze euros, podem ser gastas num almoço.

15. Crie um “muro da fama” com os nomes, fotos e com textos curtos descrevendo as realizações dos melhores da equipa, colocar tal informação no portal corporativo.

16. Use um canto menos usado da sala como “ponto de relaxe” ou reflexão, com puffs e uma mesa. Chame ao espaço “ClubMed”.

17. Atribua aos seus melhores colaboradores um lugar de estacionamento junto ao do diretor geral ou num piso ou lugar mais próximo da porta.

18. Se num dado projeto, ou incidente, houve necessidade de um dado colaborador ficar no trabalho para além do seu normal horário de trabalho, recompense a sua esposa pelo tempo que roubou à sua família, oferecendo uma flor.

19. Publicite o sucesso dos melhores: no portal colaborativo, na página da equipa, onde toda a organização a poderá ler.

20. Tele-trabalho, premeie os melhores trabalhadores deixando que – após uma boa avaliação anual – estes trabalhem a partir de casa dois dias por mês, à sua escolha. Proponha este modelo aos recursos humanos ou implemente-o se tal estiver dentro do seu grau de autonomia.

21. Use a palavra “obrigado” na sua equipa pelo menos uma vez por dia. Certamente, que mesmo numa pequena equipa haverão diariamente ocasiões para usar, com justiça, essa palavra.

22. Crie um grupo de “cartões casuais” e distribua-os aos seus melhores colaboradores à medida em que o seu desempenho o vai justificando. O colaborador pode usar esse cartão, e no dia em que o decidir usar, pode vir vestido da forma que melhor lhe aprouver. Obviamente, este método só funciona em empresas em que o “vestuário formal” seja norma interna… E quando houver contactos diretos com clientes, haverá que estabelecer excepções.

23. Peça aos seus fornecedores por pequenas ofertas (canetas, tapetes de rato, etc). Distribua-as depois pelos membros da sua sua equipa. Se não tiver para todos, faça um sorteio. Evite ficar com este tipo de itens para si próprio.

24. Ofereça um jogo de vídeo ao filho do seu melhor empregado do ano.

25. Prepare um vídeo curto, que celebre as realizações da sua equipa nos últimos anos, assim como a memória daqueles que já a deixaram. Coloque-o na página corporativa da equipa.

26. No dia de aniversário, envie para a casa dos seus colaboradores um postal a desejar Bons Anos.

27. Procure algo que cada um dos seus colaboradores colecione e ofereça-o

28. Peça sugestões sobre formas pelas quais querem ser reconhecidos.

29. Compre dois bilhetes de cinema, idealmente vouchers.

30. Ofereça uma limpeza do carro – de surpresa – ao veículo do seu melhor colaborador do mês.

31. Um dia, de surpresa, organize um lanche surpresa. Não o repita muitas vezes (faça-o mesmo raramente) por forma a que não tomem tal iniciativa como um dado adquirido, independente da performance da equipa.

32. Altere os seus “job titles”, para designações mais modernas e apelativas

33. Institua um “Play Hour”: Traga de casa um jogo de tabuleiro e numa hora de serviço, com a sua equipa joguem.

34. Organize um jantar anual da equipa e aqui, atribua prémios aos colaboradores por categorias (podem ser humorísticas, mas nunca que possam ser negativas ou diminuitivas)

35. Sempre que possível, envie os seus colaboradores para todas as conferências exteriores e gratuitas que recebem.

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