Alguns dos métodos usados pelos scammers para enganarem pessoas pela Internet

Eis aqui expostos alguns dos métodos e metodologias operacionais dos scammers para levarem adiante os seus esquemas (“scams”). Conhecer é a melhor forma de os combater, já que as autoridades portuguesas estão quase completamente de mãos atadas uma vez que estes criminosos se alojam além das barreiras nacionais, na Europa, frequentemente no Reino Unido, país que os protege e que dificulta intencionalmente qualquer colaboração inter-policial com outros países.
Os scammers usam vários telemóveis para não terem que os recarregar, o que será localizável, contudo, infelizmente há “lojas de telemóvel” que fazem isso, mas sabem que o fazem para criminosos ou imigrantes ilegais e logo, são cúmplices de crime e o operador sabe sempre onde esse carregamento foi feito. Nota: Atender apenas as chamadas num desses números para forçar o vigarista a atender apenas um e logo, a recarregá-lo, nesse caso convém “empatá-lo”, evitando dar dados adicionais ou informações que ele poderá usar contra a vítima.

Desconfiar se:
1. A partir de um certo momento, os contatos passam a incluir números de telemóvel, alem dos emails que são o ponto inicial de contato: desconfiar se os primeiros quatro dígitos são de um telemóvel no estrangeiro. Existem vários sites na Internet que fazem essa identificação, mas os operadores de telemóvel também são capazes de realizar essa identificação.
2. No processo de fraude aparecem sempre mais do que um contacto e nomes. Geralmente são sempre nomes anglo-saxónicos, evitando os vigaristas usarem nomes étnicos. São usadas contas de mail de “dark web”, como a advancedmail.com baseada na Holanda ou sistemas de email mais legítimos, como o gmx.com e o mail.com que permitem a criação de caixas de correio via web a partir de qualquer lugar no mundo. Contudo, esses serviços (os dois citados) são empresas legitimas e se pressionadas, podem ceder o ip e o endereço de email primário usado para criar essa caixa de correio. Por vezes, criam caixas de correio num dos vários diretórios web de advogados como o lawyer.com, para credibilizar o processo.

Os scammers usam moradas que por regra correspondem às das instituições (bancos, seguradoras, repartições de finanças), mas por vezes cometem pequenos erros, como andares ou lados que não existem. Por vezes, usam moradas falsas. Para as confirmar ir ao maps.google.com streetview e conferir que atividade opera mesmo nessa suposta morada.

Frequentemente, a transferência é feita por meios dificilmente localizáveis, preferindo a western union, cujas agências mais desleixadas pedem apenas o código da transferência para que o meliante levante o dinheiro, não lhe exigindo a identificação.

A vítima deve abrir queixa online nos países dos ips dos servidores e serviços usados pelo vigarista, no FBI usar o ic3 no uk usar o fraud online. Anotar os números de queixa resultantes e anexa-los ao processo aberto em Portugal. O vigarista expõe-se e pode ser localizado de quatro formas: telemóveis (quase sempre pré-pagos), caixas de mail (quase sempre online e gratuitas, como as da mail.com e gmail), insistência (usando as mesmas caixas e telemóveis pode ter que os carregar). Anote cuidadosamente a data e hora de todas as chamadas e SMS recebidos, assim como eventuais erros repetidos de grafia e eventuais sotaques e sexo do vigarista. Os operadores sob mandato judicial conseguem identificar até as chamadas anónimas. O vigarista tudo fará para que o vigarizado não fale com ninguém, vai pedir segredo e confidencialidade. Sabe que quanto mais tempo passa, mas hipóteses há de a pessoa falar com um familiar ou amigo que desconfiara do esquema e por isso será insistente ou ate arrogante e mal educado nos seus contatos para produzir esse efeito

As mensagens de email são sempre em html e alem dos dados (cruciais para o processo) que constam no mail header tem trackers como uma ligação para um ficheiro .png da advancedmail ou um responsemail.com. assim o vigarista sabe quando e onde a vitima abre cada mail. Estes serviços devem ser contactados por forma a cederem os dados que tem sobre o possuidor dessas contas (os URLs ou nomes de ficheiro são únicos e referenciáveis). Leia o mail header da mensagem original, não um forward da mesma, que o perde. Aqui constam os ips e os serviços de mail usados pelo vigarista. Procure as empresas na web que os operam e faça queixa na área de “abuse” de cada uma delas de todas as mailboxes usadas. Se residirem nos EUA, abra uma queixa no ic3 do FBI, se no uk, no fraudonline. Muitas policias do mundo tem serviços online equivalentes, mas infelizmente se o queixoso for um cidadão estrangeiro pouco mais farão que tomar registo estatístico do incidente.

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Categories: Informática, Justiça | Deixe um comentário

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