Daily Archives: 2012/09/06

Marcelo, o Sagrado Opinador da Nação e a “gente inteligente” da Troika

Marcelo continua a opinar alegremente e servindo invariavelmente o serviço do PSD: agora veio dizer que o Governo da República que se “eu fosse ao Governo não pedia coisa nenhuma, dá sempre péssima impressão, estar a pedinchar é a pior coisa que se pode fazer para conseguir alguma coisa. Deixar à ‘troika’ que é constituída por gente inteligente, o perceber o que é preciso fazer se for preciso fazer”.

É difícil conceber uma frase mais subserviente. A “gente inteligente” de Marcelo conseguiu aprofundar ainda mais a Recessão em Portugal, criando condições para uma Depressão de gravidade e duração sem precedentes nas últimas décadas em Portugal. Foi esta “gente inteligente”, arrogante, imperial e supremamente sabedora, mas sem currículo, sem responsabilidade nem sujeita ao escrutínio democrático que levou hoje Portugal ao papel abjeto em que hoje se encontra: de devedor submisso disposto a cometer todos os sacrifícios a favor dos supremos interesses dos credores (que a Troika representa).

Portugal nos últimos anos entrou numa louca espiral da dívida: as despesas públicas de investimento subiram acima de toda a racionalidade e as despesas com o funcionalismo cresceram de forma proporcionalmente irracional, com vencimentos médios superiores aos pagos nas empresas privadas e sem considerar (como seria devido) a segurança do emprego como parte do pacote integrado de benefícios. Agora, urge que corrigir o percurso, normalizar os níveis salariais sem perder a segurança no emprego, mas reduzindo aquelas que são hoje mais de 60% de todas as despesas correntes do Estado. Esta correção tem que ser feito, com ou sem Troika. Uma vez feita, podemos encarar de frente o problema que ainda ninguém – nas altas cadeiras da política – teve ainda coragem de enfrentar: é impossível pagar os mais de 500 mil milhões de euros a que ascende hoje a nossa dívida externa e temos que afirmar uma forma parcial ou total de bancarrota.

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Pedro Cipriano: “A Europa – mesmo a dita “rica” – começa lentamente a redescobrir lentamente a necessidade de tornar a produzir aquilo que os “economistas do sistema” lhe disseram ser incontornável: destruir o seu setor produtivo e passar a fabricar tudo no Oriente”

Lançamento da revista Nova Águia (http://www.porto.taf.net)

Lançamento da revista Nova Águia (http://www.porto.taf.net)

“O poder instituído faz-nos crer que uma economia e moeda globais são a solução para a crise. No entanto, é notório que isso apenas servirá para aumentar o fluxo de riqueza para aqueles que já são ricos, sem que isso melhore em nada a vida dos restantes. Tendemos perigosamente para os ricos ficarem mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.”

Uma das explicações para o estado a que chegou a União Europeia é – para além da conhecida incompetência dos seus líderes – é o facto de a crise ter sido planeada e orquestrada a partir dos círculos ocultos de poder que entre a Tripartida e o Grupo de Bilderberg governam o mundo: o seu plano é – sabe-se há muito – construir uma “união mundial” não democrática e governada pelos Grandes Interesses que representam: as “uniões” regionais (NAFTA, Mercosul, UE, ASEAN, etc) são assim passos necessários e graduais para esse modelo malévolo de governação global e a presente recessão global pouco mais que um pretexto para a instaurar, depois de levados os povos – por doses massivas de medo – a aceita-lo como incontornável e como “saída única” para a recessão e para os crescentes níveis de desemprego atuais.

“Um exemplo atual é o caso da União Europeia, em que os estados membros são obrigados a importar produtos que podiam produzir por si mesmos, fazendo com que a sua dívida externa cresça sem parar. As pessoas são obrigadas a aceitar empregos que não querem para pagar os empréstimos que contraíram. Certos países estão lentamente a tornar-se fonte de mão-de-obra barata para outros mais ricos, inclusive dentro da Europa. Os pobres são mantidos pobres para, através do medo, impedirem a classe média de se libertar desta prisão laboral. Em suma, esse ultra-neoliberalismo económico é a escravatura do século XXI.”

Simultaneamente, as Multinacionais ganham fortunas enquanto deslocalizam a produção para a China e entregam o Emprego que ela gera a hordas de escravos passivos e manietados por um regime corrupto e ditatorial. No Ocidente, os Bancos (agentes primeiros desses Grandes Interesses) acumulam imensas fortunas à custa de doses massivas de endividamento, sempre com a benévola cobertura dos Estados e dos impostos (cobrados de forma cada vez mais voraz) dos seus cidadãos.

“A Europa – mesmo a dita “rica” – começa lentamente a redescobrir lentamente a necessidade de tornar a produzir aquilo que os “economistas do sistema” lhe disseram ser incontornável: destruir o seu setor produtivo e passar a fabricar tudo no Oriente. Esta brilhante equação produziu as astronómicas dívidas externas que agora assolam a maioria dos países europeus e tornam evidente hoje que urge reverter esse processo e passar a produzir localmente a maior parte daquilo que foi deslocalizado nas últimas décadas.”

O “Regresso às fábricas” será assim a única via possível para que a Europa possa se livrar das dívidas externas (para o Mundo Árabe e China) que acumulou nas décadas de desregulação comercial e de deslocalizações. Mas esse Regresso vai enfrentar uma furiosa oposição por parte dos Grandes Interesses (sobretudo das Multinacionais) que tudo farão para manter um Status Quo que lhes é muito favorável e que lhes permite continuar a produzir os seus produtos a preços muito baixos, sem considerandos de tipo laboral, humano ou ambiental e abrindo espaço desta forma para elevadas margens de lucro. As Multinacionais tudo farão para impedir a reindustrialização da Europa, não excluindo o – já existente – financiamento de Partidos políticos conformes aos seus interesses e a imposição de “protetorados tecnocráticos” como aqueles que recentemente a UE impôs à Grécia e à Itália.

“Na outra ponta da mesa há a economia e moeda locais, prevendo que a riqueza de uma dada comunidade se mantenha relativamente constante, limitando o fluxo de produtos entre comunidades ao mínimo essencial, sendo exatamente o oposto da economia global, na qual se promove um fluxo contínuo de todo o tipo de bens. “

Pedro Cipriano concorda aqui com aquele que é um dos desígnios económicos mais antigos do MIL: a promoção das virtudes das Economias Locais e da ferramenta indispensável ao seu sucesso que é a Moeda Local. Resposta adequada a esta voragem globalizante, que desumaniza a economia e impõe um foco no “global” e financeiro em vez de na Comunidade e no Homem, um modelo que favoreça a produção para consumo local, coadjuvado regionalmente e usando moedas locais para estimular as trocas económicas intra-comunitárias tem várias vantagens que merecem longa reflexão…

Fonte:
Ensaio sobre o futuro de Portugal, do seu povo e da sua cultura
Pedro Cipriano
Nova Águia, número 8

Categories: Economia, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia | 3 comentários

O fenómeno OVNI do bosque de Rendlesham de 26 de dezembro de 1980

O OVNI de Rendlesham (http://www.rense.com)

O OVNI de Rendlesham (http://www.rense.com)

O bosque de Rendlesham está situado a leste de Ipswich, em Inglaterra. Diz-se que na década de 80, o farol e alguns edifícios em seu redor eram usados pela NSA norte-americana, em “pesquisa de equipamentos radar”, segundo a tese oficial. Foi nesta época, mais especificamente a 26 de dezembro de 1980 que a família Webb, observou uma grande luz branca sobre as árvores. O objeto parecia voar sobre as duas bases da NATO de Woodbridge e Betwaters. Não muito longe, Dave Roberts e a sua namorada viram o céu completamente iluminado e observaram algo a cair a menos de um quilometro do local onde se encontravam. Minutos depois, viram passar um jipe do Exército que seguia a alta velocidade para esse local. No limite do bosque, Gordon Levett estava no jardim com o seu cão e observou no céu um objeto em forma de flecha invertida e que emitia um brilho branco-esverdeado. O objeto imobilizou-se sobre eles durante algum segundos e partiu na direção da base aérea de Woodbridge. Curiosamente, o cão de Levett morreria dois dias depois com sinais de envenenamento, segundo o seu veterinário.

No mesmo dia, os militares norte-americanos John Burroughs e Budd Parker estavam a guardar o portão leste de Woodbridge e viram um objeto luminoso descendo sobre o bosque. Eram então duas da manhã quando alertaram a segurança da base. Foi então que o jipe com os militares Jim Penniston e Herman Kavanasac saiu da base para ser visto pouco depois por Dave Roberts e a sua namorada. Estes dois militares chegaram ao local onde o objeto tinha tocado o solo. Os militares não conseguiram comunicar com a base porque a estática era muito intensa, como se um grande campo magnético se tivesse instalado no local, ao aproximarem-se os cabelos dos militares ficaram eretos e sentiram um forte formigueiro na pele.

O objeto tinha uma forma cónica, o tamanho de um carro pequeno e parecia flutuar a cerca de trinta centímetros do chão. Rodeava-o uma aura luminosa e expunha alguns pontos negros laterais, como se fossem marcas. Os militares tentaram aproximar-se, mas descobriram que não eram capazes de o fazer, ainda que não o soubessem explicar. De súbito, o objeto emitiu uma forte luz e começou a ascender.

As teses de um avião acidentado, de um meteorito, um carro da polícia, ou até de um farol (!) foi aventada, mas sem conseguir explicar aquilo que foi relatado pelas testemunhas. Com efeito, o avistamento OVNI de Rendlesham é uma das observações mais bem documentadas e credíveis e segue hoje escapando a uma explicação de um quadro mais convencional

Categories: Mitos e Mistérios, OVNIs | 15 comentários

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