A ditadura de Pequim reclama contra “críticas sem fundamento” dos políticos norte-americanos…

Não deixa de me provocar um certo nervoso miudinho ver os líderes ditatoriais do regime comunista chinês protestarem contra os “políticos americanos” (Romney) que atiram “críticas sem fundamento” sobre a China. Alegam estas damas ofendidas que os EUA não devem interferir nos assuntos internos do regime de Pequim.

Obviamente, o regime ditatorial, imperial (Tibete e Sinquião), censório e persecutório que o partido comunista exerce a partir de Pequim não gosta que cada vez mais americanos protestem contra a política chinesa de dumping monetária (mantendo o Yuan artificialmente baixo) e todos os demais dumpings que a China lança mão (laborais, direitos humanos, ambiente, emissões de CO2). Pequim também não gosta que critiquem a falta de democracia interna, nem as suas recentes pretensões expansionistas no Mar do Sul da China e muito menos o continuado genocídio étnico e cultural no Tibete.

Azar. Se o regime de Pequim não quer ser incomodado tem boa solução: democratize-se, adira aos princípios que regem a comunidade internacional, os Direitos Humanos e o respeito pelo Clima e pelo Ambiente e aí, ninguém terá o direito de o criticar.

Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2746573

Categories: China, Política Internacional | 6 comentários

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6 thoughts on “A ditadura de Pequim reclama contra “críticas sem fundamento” dos políticos norte-americanos…

  1. Thor

    “Se o regime de Pequim não quer ser incomodado tem boa solução: democratize-se, adira aos princípios que regem a comunidade internacional, os Direitos Humanos e o respeito pelo Clima e pelo Ambiente e aí, ninguém terá o direito de o criticar.”
    É verdade! Concordo!

    • Mas ai como é que poderiam continuar a enriquecer, sem contestacao e sem a chatice (palavras de ferreira leite e mario monti) de eleicoes que podem ser perdidas?…
      Tenho fé que um dia oos chineses vao chutar os rabos gordos dos seus ditadores… e que esse dia se aproxima cada vez mais à medida que cada vez mais e mais chineses acedem à Educação.
      E que quando a China se democratizar automaticamente muitos dumpings vão parar e logo, todos teremos muito a ganhar.

      • Thor

        Vou aproveitar o assunto pra esclarecer as minhas posições.

        1º- Na época em que vivemos, neste começo de século XXI, não faz sentido um regime de ditadura comunista. Regimes como o chinês, o norte-coreano e o cubano, não faz sentido que existam. Os dois países mais desenvolvidos das Américas são democracias, um presidencialista (EUA) e outro parlamentarista (Canadá). No caso chinês e norte-coreano, eles têm um grande exemplo de sucesso bem na cara deles, o Japão, que é uma democracia parlamentarista. Se estivéssemos na 1ª metade do século XX, eu até compreenderia, a injustiça contra os trabalhadores era muito pior do que hoje. Mas os países mais justos* (com os seus cidadãos) do mundo são democracias, e alguns deles são inclusive monarquias parlamentaristas. Outros são Repúblicas. Nada justifica os comunistas no poder desses três países.
        2º – O caso Russo e Ucraniano. A Rússia e a Ucrânia estiveram durante séculos debaixo do absolutismo dos czares e do feudalismo, e logo em seguida, uma ditadura comunista, a União Soviética. A experiência que eles têm com a democracia é muito recente. Acho que os críticos podiam se esforçar para serem um pouco mais compreensivos, terem mais paciência com eles. Os governos deles são autoritários, concordo. Mas conforme os cidadãos russos e ucranianos tiverem cada vez mais contacto com as culturas ocidentais, eles vão melhorar com o tempo nos quesitos democracia e direitos humanos. Já os casos chinês e norte-coreano, são de totalitarismo inadimissível. Assim como o iraniano e o cubano.

        • Os regimes chines, norte-coreanoo e cubano sao todos muito diferentes entre si e apresentam formas de autoritarismo e repressao muito diferentes em escala e gravidade.
          A sua justificacao historica sempre foi a tese do “mal menor”, de que os sacrificios atuais preparavam beneficios futuros e que respondiam a um “cerco” internacional.
          A tese ainda colhe em dois casos, mas no caso chinês, ja nao… ainda que ache duvidoso que o atual regime chines seja mesmo comunista ou ate uma “ditadura de esquerda”.

  2. Thor

    Mas, no que concerne ao regime chinês, eu acho prefirível até os monges do templo Shaolin do que os comunistas no governo. 😀 Brincadeiras à parte, a China está politicamente desatualizada. Já passou da hora de fazer a Glasnost. Quanto ao Tibete, Sinquião, Manchúria, Mongólia Interior e Taiwan, a China poderia propor uma federação como alternativa, caso se democratizasse. Senão, independência para quem quiser.

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