Daily Archives: 2012/09/01

Contra as Feiras do Livro “Selvagens”

Um dos espaços culturais mais importantes para qualquer sociedade desenvolvida e socialmente dinâmica são as livrarias independentes. E sublinho aqui bem, e forma veemente, o “independentes”: aquelas livrarias de que existem hoje em Portugal apenas quatro de boa dimensão (sendo a Barata uma delas): livrarias que resistem à voracidade fiscal e ao egoísmo desmedido dos banqueiros e ao império opressivo e bovinizante das “grandes superfícies”.

Pressionadas pelo consumismo imediatista, comercialeiro e simplista da lógica dos “best sellers” imposto pelos grandes Supermercados, com as suas lógicas de “dumping”, as livrarias resistentes continuam a oferecer um leque de obras, autores e editoras que não sendo comercialeiras, são culturalmente muito relevantes. Sem estas livrarias independentes não haverá Cultura, apenas Venda. Nada de novos autores, ensaios políticos, literários, filosóficos, históricos ou científicos. Apenas o último Harry Potter, o “novo” Dan Brown ou qualquer outro modismo de última hora. O deserto cultural decorrente de um país em que todos os livros se vendem nas grandes superfícies será ensurdecedor… e é para aí que caminhamos, a passo ainda mais acelerado, hoje, devido à erupção de um novo fenómeno: o das “Feiras do Livro” itinerantes. Ou melhor, falsamente itinerantes, já que cada vez têm estruturas mais permanentes, montando com estruturas de aço tendas em locais nobres das maiores cidades portuguesas, em flagrante e desleal concorrência (só funcionam durante alguns meses do ano e todos os empregos que geram são sempre precários). Enquanto as livrarias convencionais – que resistem à voragem das Grandes Superfícies – pagam impostos e dão emprego durante todo o ano, as “feiras do livro” aparecem e desaparecem apenas durante alguns meses do ano, com baixos custos operacionais (instalações e rendas). Como as Grandes Superfícies, também as “feiras do livro” apresentam ao público apenas segmentos muito específicos do mercado, concentrando-se nas edições menos vendidas (os chamados “monos”), como elas, saturam o mercado com livros a baixos preços e erodem o mercado…

Urge regular o mercado de “feiras do livros” por forma a proteger (sem pudores) as livrarias tradicionais, importantes e insubstituíveis espaços de cultura e únicas janelas de comercialização para jovens autores e editoras que não conseguem penetrar noutro tipo de espaços comerciais.

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Typhoon alemães encontram uma tática para abater F-22 Raptor

F-22 Raptor (http://www.fas.org)

F-22 Raptor (http://www.fas.org)

Embora quer a Rússia, quer a China estejam a desenvolver aparelhos de 5ª geração, atualmente, não há grandes dúvidas de que o melhor aparelho em uso é o F-22 Raptor norte-americano e isto apesar do primeiro de um protótipo ter tido lugar em 1997. Por isso é realmente notável vir a saber que um grupo de pilotos alemães, de aviões Typhoon provaram serem capazes de abater o teoricamente superior F-22.

Os alemães elaboraram uma tática que provou permitir vencer o aparelho norte-americano em dogfight simulado.

O encontro teve lugar em meados de junho deste ano e juntou pilotos de vários países aliados na base de Eielson, no Alasca, nos exercícios Red Flag de 2012. Foi durante este exercício que por oito vezes, Typhoon germânicos voando individualmente contra F-22 oponentes em manobras de dogfight os conseguiram vencer.

O método alemão consistiu em aproximar-se o mais possível do F-22 e depois, manter-se aqui durante tanto tempo quanto o possível. Os alemães admitiram que o Raptor é inexcedível em combates além do alcance visual com a sua alta velocidade e altitude, radar muito sofisticado e mísseis de longa distância AMRAAM. Mas essas vantagens nao se aplicam a curtas distâncias, onde a maior massa do F-22 surge como uma desvantagem em relação ao Typhoon.

Depois do escândalo com pilotos sufocando (e um Raptor perdido em consequência dessa avaria), estas notícias parecem confirmar a tese de que o Raptor deveria estar na lista de substituições da USAF… é verdade que nos combates aéreos modernos a maioria destes têm lugar a longa distância e não em dogfight, de qualquer modo, mas se as táticas de combate a longa distância falharem, e os Raptors tiverem que se aproximar do seu adversário, então a técnica comprovada pelos Typhoon germânicos expõe uma fragilidade do avião norte-americano de quinta geração.

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/07/f-22-germans/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-22_Raptor

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Agostinho da Silva: “É nossa missão estar abertos ao mundo”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

“É nossa missão estar abertos ao mundo, não poderemos pensar em Portugal senão como o inspirador de que, à volta da gente de língua portuguesa, se forme no futuro uma União Internacional de Povos, a que poderiam aderir no futuro uma Comunidade Europeia ou outras nações limítrofes, como, por exemplo, a África do Sul, o Uruguai, ou a China, por agora ainda periféricas, como sucede a quase todos nós, de um espírito ousado e livre de peias e receios.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

Portugal é na seu estádio atual, de mero retângulo europeu, apenas uma promessa que o desvio capitalismo e materialista imposto abruptamente no processo Quinhentista da Expansão portuguesa fez abortar. Com o esclavagismo, o impulso mercantilista e capitalista vencendo as primeiras intenções henriquinas de descobrimento para abrir pontes com outros povos e culturas haveria de se tornar dominante a a levar à situação contemporânea de um pais “europeu” e não de um pais pluricontinental conforme estava originalmente inscrito no nosso destino providencial.

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