Monthly Archives: Setembro 2012

Existe hoje uma clara crise de representatividade democrática no Ocidente e, em particular, em Portugal

Existe hoje uma clara crise de representatividade da democracia no Ocidente e, em particular, em Portugal. Os políticos são sufragados por um número decrescente de eleitores e a distância entre eleitos e eleitores está na direta razão dessa grave crise de representatividade.

Tradicionalmente, os cidadãos encontram nos partidos políticos a expressão para as suas aspirações e mundo-visões particulares. Mas os partidos políticos da atualidade foram sequestrados por Interesses (raramente transparentes, quase sempre opacos) que buscam em troca do apoio financeiro de curto prazo (nas campanhas eleitorais) elevados retornos de médio e longo prazo (PPPs, ajustes diretos, contratos generosos, privatizações, etc). Se os partidos enquanto forma de expressão de cidadania ativa estão em crise, então urge encontrar e ativar formas ativas de expressão dessa cidadania ativa de que tanto carece hoje a Sociedade Civil portuguesa.

Sejamos claros: os partidos políticos continuam sendo uma das mais plenas e adequadas vias de expressão da capacidade política de cada cidadão, mas a sua crise atual implica que todos devemos eleger a renovação e a dinamização dos partidos como uma prioridade. A par desta imperativa regeneração devem ser encontradas outras formas de expressão de cidadania: deputados independentes à Assembleia da República, simplificação das condições de acesso a uma candidatura presidencial, abertura do poder local à ação direta dos membros da comunidade, estímulos à vida associativa, amplificação dos âmbitos e competências dos orçamentos participativos e, naturalmente, capacitação de uma das formas mais antigas mas mais menosprezadas formas de expressão cidadã: as petições públicas.

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Independência da Catalunha

Um número crescente de sondagens aponta na mesma direção: a haver um verdadeiro referendo nacional pela independência da Catalunha este acolheria uma votação massiva pelo “Sim”. A situação económica parece ter dado o impulso decisivo para este impulso para a independência catalã: a maioria dos catalães parece acreditar atualmente que o vínculo com Espanha é prejudicial para a Catalunha e que desde a conquista histórica da Catalunha existe um “imposto de vencedor” que desequilibra a relação financeira entre Madrid e Barcelona. Este desequilíbrio é histórico, mas a agudez da presente crise económica e financeira tornou-o mais atual que nunca. Os catalães – em particular – questionam a opacidade das balanças fiscais das relações entre o Estado Espanhol e a Catalunha e acreditam que uma Catalunha independente seria economicamente viável.

Com efeito, o PIB catalão é considerável e a sua arrecadação anual de impostos muito significativa. Não existe défice económico. Pelo contrário, há mesmo um excedente muito confortável. Apesar disso, as contas da região não são equilibradas… com efeito, por cada Euro que segue da Catalunha para Madrid, apenas 45 cêntimos tornam a regressar, esta diferença leva a que região acumule défices orçamentais crescentes que o governo regional compensa com empréstimos bancários, que pagam juros e que, por sua vez, acumulam ainda mais défice e, logo, dívida. Atualmente, o montante desta dívida é de tal forma considerável que já não é possível financiar a região nos Mercados e a Catalunha foi forçada a pedir ao Governo central um resgate de cinco mil milhões de euros.

Existe a possibilidade de Madrid conseguir aplacar as pretensões independentistas da Catalunha renegociando a relação fiscal com a Espanha. Atualmente, Navarra e o País Basco já possuem autonomia fiscal e não seria impossível que um acordo idêntico fosse estabelecido com Barcelona. Mas existe aqui uma diferença substancial… Espanha depende demasiado dos recursos que coleta todos os anos da Catalunha. Sem estes, o Estado espanhol estaria cronicamente falido e não seria economicamente viável. Sem a Catalunha, o monstro do funcionalismo público que vive em Madrid não poderia ser alimentado e sem ele, a capital perderia importância ao mesmo tempo que perderia prestígio e a solvabilidade: a completa cisão de Espanha seria assim inevitável.

Uma independência da Catalunha não faria eclipsar-se de um dia para o outro a grande dívida externa de 45 mil milhões de euros da região, mas se tivermos em conta que todos os anos 16,4 mil milhões de euros saem – para não regressar – para Madrid seria possível saldar essa dívida externa em menos de uma década, sem grande esforço e contando sempre com um setor empresarial dinâmica e de forte pendor exportador. Com efeito, a Catalunha exporta para Espanha apenas um quarto da sua produção, o restante segue para a Europa e especialmente para a Europa mediterrânica.

Dado o grau de dependência económica de Madrid, seria de esperar que qualquer movimentação decidida da Catalunha para a independência seria acolhida com grande desagrado e, provável violência, por parte de Espanha. Simplesmente, Madrid teria demasiado a perder. Não só economicamente, mas também pelo exemplo que tal impulso daria ao País Basco e à lusófona Galiza… a resposta armada é contudo pouco provável. Não só por causa da pertença de Espanha a uma série de instituições internacionais que automaticamente se iriam opor a esta (União Europeia, OCDE, NATO, etc) mas porque, simplesmente não vivemos mais na Idade Média…

A independência catalã levaria à saída da região da União Europeia. E Espanha tudo faria para bloquear a sua adesão nos anos seguintes. Mas esse bloqueio não seria permanente nem – certamente – bem sucedido a prazo: a União Europeia quereria ficar de costas voltadas para mais de 7.5 milhões de euros, com fronteiras comuns para com dois dos maiores países da União: Espanha e França? Sendo a Catalunha uma nação com superavit económico, poderia a União desprezar esse novo afluxo de contribuições? Outros membros, como Portugal, por exemplo, poderiam também realizar a sua pressão diplomática por forma a compensar essa oposição castelhana. .. com o tempo, ou Espanha acabaria por aceitar a adesão catalã ou os mecanismos que exigem unanimidade na aprovação a novos membros seriam alterados.

Fontes:
http://www.lavanguardia.com/libros/20120914/54349522972/entrevista-alfons-duran-motivos-independencia-catalunya.html#ixzz26cuoDdPb&#160
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catalunha

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Conhecer a Dívida

Não restam dúvidas de que a grave crise financeira que atualmente vivemos assenta as suas raízes no problema da dívida externa: pública, contraída para financiar obras públicas de utilidade duvidosa (auto-estradas, barragens, etc) e privada, contraída por empresários para financiarem operações bolsistas altamente especulativas, PPPs de reduzida utilidade económica concreta e, sobretudo, por particulares e famílias para financiamentos de empréstimos imobiliários.

Os portugueses estão hoje submetidos a uma vaga sem precedentes de severa austeridade e a uma das cargas fiscais mais pesadas da europa. Os desvios da execução orçamental do primeiro trimestre de 2012 provam que já se ultrapassou o limite da eficácia fiscal (a partir do qual, mais impostos correspondem a menor coleta), por isso, a opção atual de aumentar a carga fiscal como forma de financiar o Estado e assim, sustentar a dívida, não é nem eficaz, nem racional e resulta apenas da aplicação irrefletida e automática das “lições” dos economistas neoliberais de cátedra e do mais abjeto sabujismo em relação aos interesses da Alemanha, mas não serve os superiores interesses nacionais.

Importa assim conhecer e inventariar com a maior exatidão possível a divida externa portuguesa, detalhar cada uma das suas parcelas, com prazos, volumes e detentores das mesmas por forma a perceber a sua exata natureza, alcançar a real dimensão do problema, responsabilizar os seus responsáveis e, eventualmente, identificar aquelas parcelas que – no exercer da mais plena soberania nacional – não devem ser pagas (a chamada “dívida imoral”), aquelas cujo pagamento deve ser deferido e a exata quantidade dos juros a pagar, por forma a pagar apenas aqueles que na devida Justiça merecem pagamento.

Conhecer o problema da dívida é dar o primeiro passo para o resolver e manter o atual elevado grau de opacidade sobre a natureza da mesma serve apenas os interesses dos credores desonestos e especulativos que têm acumulado fortunas imorais com ações especulativas sobre a dívida soberana e dos particulares de Portugal.

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O que são as “Comunidades de Terras Comuns” / “Community Land Trusts” ou CLTs?

Uma Comunidade de Terras Comuns (“Community Land Trust” ou CLT) é uma organização não lucrativa que adquire e gere parcelas de terra em nome dos residentes de uma dada comunidade. Sendo ONGs e focando-se no desenvolvimento de comunidades locais ou de populações em dificuldades económicas, estas Associações não estão sujeitas ao pagamentos de impostos ao Estado ou às Autarquias. O modelo existe nos EUA, Canadá e Reino Unido há mais de quarenta anos. O modelo inspira-se no trabalho do ativista indiano Vinoba Bhave e ao seu modelo “Gramdan”: os proprietários doam voluntariamente a sua terra, ou partes não exploradas da mesma a um fundo comunitário que depois as distribui por quem as queira explorar. Esta cedência é gratuita ou por aluguer e expira ao fim de algum tempo se a terra não for utilizada. O modelo foi posteriormente adaptado por Robert Swan nos EUA para além do restrito uso agrícola, servindo estes terrenos comunitários também para atividades comerciais e empresariais de especial interesse para a comunidade, serviços públicos e habitações a baixos custos. No Reino Unido, este modelo de propriedade tem sido usado sobretudo para auxiliar a resolver o problema da habitação em cidadãos de fracas possibilidades económicas, mas também no estabelecimento de “lojas comunitárias”, especializadas na comercialização de produtos locais ou na recuperação de lojas, cafés, pubs ou restaurantes tradicionais que estavam à beira de fechar.

Uma CLT começa sempre na forma de uma doação. Seja ela financeira (por parte do Governo, da Administração Local ou de particulares) ou de terrenos. Uma vez realizada as construções ou iniciada a exploração agrícola, o terreno fica livre das flutuações de preços do mercado.

Uma CLT é gerida diretamente pela comunidade local, por todos aqueles que residem dentro dos seus limites geográficos, incluindo aqueles que exploram atividades no seu seio. Estes membros daa CLT elegem um Conselho de Voluntários para gerir a Comunidade em seu nome, em que os conselheiros são escolhidos entre residentes, utilizadores e seus trabalhadores, assim como represenatantes dos doadores das terras, por exemplo, o Governou ou a Autarquia.

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Naro: A Coreia do Sul vai tentar mais um lançamento do seu foguetão orbital

A Coreia do Sul prepara-se para realizar no final de outubro mais uma tentativa para lançar o seu foguetão KSLV-1. Depois de dois falhanços, em 2009 e 2010, a pressão é agora muito grande e não são somente os coreanos que estão sob pressão… são também os russos que desenvolveram o engenho em parceria com os sul coreanos e cuja competência técnica e prestígio internacionais são hoje questionados devido a uma sucessão de falhanços e desaires espaciais.

A Rússia desenvolveu o propulsor a combustível liquido do primeiro andar do foguetão sul coreano, cabendo a este país asiático a responsabilidade pelo propulsor do segundo andar, a combustível sólido e tendo no topo um satélite, também fabricado na Coreia do Sul.

O primeiro lançamento de um foguetão deste tipo, o Naro-1, teve lugar em 2009, e foi um “quase sucesso” tendo falhado apenas a libertação do satélite e a sua decorrente colocação em órbita. Já a segunda tentativa correu bem pior, com a explosão do foguetão depois de apenas dois minutos de voo devido a um “problema elétrico”.

Se esta terceira tentativa de lançamento de um Naro for bem sucedida, a Coreia vai concentrar-se no desenvolvimento de um lançador inteiramente novo, o KSLV-2, que implicará o desenvolvimento de um novo propulsor, veículo que deverá estar pronto até 2018.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/coreia-do-sul-fara-3-tentativa-de-lancar-foguete-11092012-26.shl

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A figura da Presidência da República sofre hoje de erosão sem precedentes no prestígio e – logo – na eficácia da função

A figura da Presidência da República sofre hoje de erosão sem precedentes no prestígio e – logo – na eficácia da função. Como foi possível que um Presidente manifestamente tão incapaz de cumprir as suas funções tivesse sido re-eleito? O que diz a reeleição do Presidente mais impopular de sempre sobre a qualidade da Sociedade Civil portuguesa?

A democracia portuguesa vive hoje uma profunda crise de representatividade. Os portugueses sentem-se cada vez mais distantes da vida estratosférica, dos luxos, das condições ímpares em que vivem os políticos e os seus familiares, excluindo-se dos sacrifícios que impõem ao resto da sociedade, auto-excluindo-se e abrindo por essa exceção condições a uma vaga de revolta social sem precedentes na nossa História recente. Esta escavadora da irresponsabilidade não cessa de aprofundar o abismo entre eleitos e eleitores, afastando uns de outros a uma velocidade crescente.

Quanto maior for a separação entre políticos e cidadãos, pior será a qualidade da Sociedade Civil. E não o duvidemos, o desprestígio da Presidência da Republica é um excelente barómetro desta separação.

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União do Sul da Europa? Portugal está fora…

Se existe algo que é particularmente chocante na presente crise financeira europeia é o facto de os países do sul – a braços com problemas muito semelhantes – não estarem a procurar uma aproximação que busque anular ou equilibrar o predomínio quase imperial da Alemanha e dos seus aliados mais próximos (Holanda, Finlândia e Áustria). Na verdade, contudo, alguns passos tímidos têm sido dados nessa direção…

Recentemente, em meados de setembro, realizaram-se alguns encontros em Roma entre líderes dos países do sul da Europa. O objetivo era precisamente o de apurarem formas comuns de resposta à crise do euro que os assola a todos, fora do tradicional e “neoimperialista” eixo franco-alemão (dominado pela Alemanha) e dos seus fiéis acólitos do trio Holanda-Finlândia-Áustria. De concreto, ainda não transpirou nada… Mas algo é já certo: apesar de ser um dos países do sul sob intervenção da troika, de ser um país do sul e da semelhança entre as suas dificuldades económicas e financeiras, Portugal não foi convidado a estar presente.

Este afastamento de Portugal e da sua diplomacia deste embrião de um “eixo do sul” representa um falhanço rotundo e de largos efeitos potenciais para o nosso país. Pouco ou nada nos liga aos interesses da Alemanha, país com que Passos e Portas decidiram alinhar a nossa diplomacia económica e muito nos une a Espanha, Itália, Grécia e Chipre. Mas não aparecemos ao lado destes nossos aliados naturais e sim junto aos países credores e industrializados do norte europeu. Se isto não é dislexia diplomática, então não sei o que seja… ainda que possa ser também um complexo de inferioridade recalcado por parte de Passos… tese que não deve ser desprezada.

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O mantra neoliberal recitado pela Troika: “Austeridade-Om-Austeridade-Om-Austeridade-Om-Austeridade-Om”

A grande presunção que está por detrás do acordo assinado e explicitamente endossado pelo ditos “partidos do eixo do poder” é que a austeridade, isto é, a redução drástica das despesas de funcionamento e investimento do Estado será suficiente – de per si – para resolver a hidra de três cabeças (dívida publica-dívida privada-défice orçamental). Essa foi a transposição para a realidade orçamental implementada antes pelo governo PS de José Sócrates e agora pelo governo PSD-PP de Passos Coelho/Paulo Portas.

O problema é que a receita da austeridade desenhada nos gabinetes dos economistas neoliberais que dominam os gabinetes do FMI, do BCE e da Comissão Europeia, não está claramente a funcionar. Pior: está a agravar ainda mais o desequilíbrio orçamental através da severa retração das receitas fiscais e do estímulo ao crescimento contínuo e descontrolado do desemprego.

Obviamente, não existe algures uma “bala dourada” que possa ser inventada e usada neste grave contexto em que vivemos. Contudo, os conselheiros económicos da Troika acreditam piamente que ela existe e que dá pelo nome “austeridade”. Estão errados, como prova aliás a execução orçamental do primeiro trimestre. E se a receita provou ser má, então urge procurar uma nova e segui-la. Mas isso não está – de todo – a ser feito! O governo continua obcecado em seguir aquilo que de Berlim lhe ditam e a prosseguir na estéril senda do “bom aluno” que nos levou até este exato ponto.

O Estado tem que ser reformado, a sua estrutura de custos, quadro de pessoal e esfera de ação e responsabilidade repensados e ajustados a um novo mundo onde é impossível continuar a manter o mesmo nível de despesa das últimas décadas (alimentado à custa de crédito barato e de uma moeda única desajustada à realidade portuguesa), mas não deve ser retraído a um tal ponto que coloque em causa a sua própria existência nem as funções sociais que em Portugal estão umbilicalmente ligadas ao estabelecimento da democracia em Portugal.

Gastar menos no Estado não vai cortar nenhuma das três cabeças da hidra. Mas restaurar o setor produtivo, repondo Justiça nas relações comerciais com o oriente, nacionalizando as PPPs mais lesivas do superior interesse nacional, renegociando os prazos e recusando o pagamento de juros especulativos poderá ser esse corte de cabeças de que – coletivamente – todos precisamos.

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Conhecer melhor a Sociedade Civil

Existe em Portugal um nítido défice de participação cívica e de intervenção cidadã na Sociedade Civil. É como se os portugueses tivessem sido condicionados (e provavelmente, foram-no mesmo) para não exprimirem de forma ativa a sua participação na vida pública, para refrearem ao máximo o exercício pleno e consciente dos seus direitos políticos, deixando-os para as “elites iluminadas” que, supostamente detentoras de um mandato providencial saberiam sempre fazer o melhor em prol do destino comum.

Atualmente, a maior parte dos cidadãos da República não tem uma noção – nem sequer aproximada – da Sociedade Civil e do seu papel nela. Acreditam que a intervenção ativa compete exclusivamente aos políticos profissionais e limitam a sua atividade na Sociedade Civil aos atos eleitorais (isto quando não recusam até este papel limitado, abstendo-se). Obviamente, esta limitação auto-imposta está errada e, obviamente, a má qualidade da vida pública e dos agentes políticos eleitos das ultimas décadas e a situação terminal onde chegou o país atualmente estão umbilicalmente ligadas a esta limitação auto-imposta por parte da esmagadora maioria dos cidadãos.

A primeira tarefa para que a Sociedade Civil assuma em Portugal um papel menos bovino e demissionário e esteja mais à altura dos tremendos desafios do momento terá que passar pela sua ativação, pelo encontro de um papel mais ativo e presente dos cidadãos na vida cívica, nas associações ligadas às suas áreas de interesse, nas suas comunidades locais e, porque os partidos seguem sendo o principal meio de expressão política, nos partidos políticos, invadindo-os, neles intervindo de forma vigilante e ativa e criando no processo uma Sociedade Civil ativa e atuante.

http://pasc-plataformaactiva.blogspot.pt/

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Portugal e a fragmentação de Espanha através da independência da Catalunha

“Os fantasmas do soberanismo e da secessão voltam a pairar sobre a Ibéria. Não, desta vez as ameaças de independência partilhadas pelas elites da Catalunha não se limitam a simples manobras táticas para obter mais recursos do Estado central. O que está em causa é o redespertar de um sentimento nacional acionado por um poderoso factor de confrontação em tempos de crise: a partilha de recursos. A Catalunha, que representa 18% do PIB espanhol, entrega mais 16 mil milhões de euros de impostos do que recebe de Madrid e se essa redistribuição faz parte das regras da progressividade fiscal e dos princípios de coesão social dos Estados descentralizados, a contabilidade da crise transforma esses princípios em reações populistas em que o “roubo” e o “saque” se fazem mais ouvir. (…) Imersa numa grave crise económica, a Ibéria volta a ser assaltada pelo vírus nacionalista. Auguram-se maus tempos para a Espanha. E maus tempos para Portugal, que dificilmente escapará aos danos de uma possível fragmentação do Estado espanhol.”

Fonte:
Editorial do jornal Público

A fragmentação de Espanha é hoje imparável. O agravamento contínuo e sem fim à vista da crise financeira de Espanha torna particularmente chocante a transferência anual de 16 mil milhões de euros para o obeso e ineficiente Estado espanhol e para a sua administração pública.

Num mundo em que o económico é o factor predominante, o impulso centrífugo da Catalunha é imparável, especialmente num contexto de agravamento iminente da carga fiscal decorrente das contrapartidas pelo “resgate” da Troika que Madrid negoceia hoje, nos bastidores. Brevemente, Espanha estará a reclamar ainda mais dinheiro à Catalunha. O tom da resposta catalã já é conhecido e a sua consequência inevitável: a declaração de independência.

Se Espanha perder a contribuição fiscal catalã, num contexto de subida das taxas de juro, de quase insolvência do Estado espanhol e dada a grande dimensão da economia espanhola, o colapso financeiro será impossível de evitar. Com o colapso, as outras regiões solventes de Espanha (Galiza, País Basco/Navarra) terão todas as vantagens em se afastarem desse gigantes com pés de barro e fragmentarem-se sob o peso de uma Madrid anafada e sobredimensionada e uma onda de secessões vai alastrar-se a toda a Espanha.

Portugal será afetado pela turbulência no seu vizinho e maior parceiro comercial, de certo. Mas esta “parceria” é hoje largamente favorável a Espanha, que exporta muito mais para Portugal do que o inverso. No colapso do Estado espanhol poderão brotar condições que estimulem o desenvolvimento de produções industriais e agrícolas de substituição, criando emprego e riqueza em Portugal. Simultaneamente, questões longamente pendentes com Espanha, como os transvases dos rios internacionais, o esbulho das suas águas, a soberania na ZEE e nas Desertas e em Olivença poderão ser finalmente resolvidas.

Numa Península Ibérica livre do poder centrípeto de Madrid, Portugal será – quase automaticamente – a maior potencia ibérica e aproximações políticas e económicas à Galiza e à Catalunha poderão ser determinantes para anular a turbulência resultante da cisão espanhola e alavancar a reconstrução do tecido económico português. Ao contrário daquilo que é articulado no texto do Público, Portugal poderá até sair ganhador (e de forma decisiva) neste processo que começara com a independência catalã e que pode terminar na libertação de toda a Espanha.

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Notas para a instalação de XEN em Ubuntu

Instalar Ubuntu e deixar uma ext4 com 5 Gb livre

Configurar rede direta para a Internet

Install a 64-bit hypervisor. (A 64-bit hypervisor works with a 32-bit dom0 kernel, but allows you to run 64-bit guests as well.)

sudo apt-get install xen-hypervisor-amd64

(vai carregar vário software correlacionado)

Modificar o GRUB para arrancar por defeito com o Xen:

sudo sed -i ‘s/GRUB_DEFAULT=.*\+/GRUB_DEFAULT=”Xen 4.1-amd64″/’ /etc/default/grub

sudo update-grub

Set the default toolstack to xm (aka xend):

sudo sed -i ‘s/TOOLSTACK=.*\+/TOOLSTACK=”xm”/’ /etc/default/xen

Agora reboot:

sudo reboot

e verifique se a instalação foi bem sucedida

sudo xm list

Name ID Mem VCPUs State Time(s)

Domain-0 0 945 1 r—– 11.3

Network Configuration

Assume-se que a eth0 é a interface primária para o dom0 e o uso de dhcp.

sudo apt-get install bridge-utils

sudo update-rc.d network-manager disable

sudo /etc/init.d/network-manager stop

Edit /etc/network/interfaces, and make it look like this:

Com terminal: sudo gedit

auto lo

iface lo inet loopback

auto xenbr0

iface xenbr0 inet dhcp

bridge_ports eth0

auto eth0

iface eth0 inet manual

Restart do networking para dar o enable xenbr0 bridge:

sudo /etc/init.d/networking restart

vai ficar em “waiting for xenbr0 to get ready” durante alguns segundos ou falhar se não estiver ligado a um cabo de rede (eth0)

Ir ao Ubuntu Software Center e instalar o

Virtual Machine Manager http://virt-manager.org

Instalar o aptitude:

Sudo apt-get install aptitude

Sudo aptitude install kvm virt-manager

Verificar que o libvirtd está lançado

ps ax| grep libvirtd

add a normal user ao libvirtd group (miguel in this case):

sudo adduser miguel libvirtd

modificar o /etc/grub.d manualmente:

sudo mv 10_linux 20_linux

sudo mv 20_linux_xen 10_linux_xn

sudo update-grub2

sudo reboot

No /etc/xen/xend-config.sexp file, descomentar as linhas:

(xend-unix-server no)

(xend-unix-path /var/lib/xend/xend-socket)

E mudar “(xend-unix-server no)” para “yes”:

(xend-unix-server yes)

sudo reboot.

No bios, verificar se o

Virtualization technology está enabled

Abrir o virt-manager e fazer o add sobre o localhost

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A China está a desenvolver um segundo avião furtivo: o Shenyang J-21

Em finais de 2010, a China dava a saber ao mundo que estava a desenvolver um avião furtivo, o J-20. O avião (considerado demasiado grande para ser alguma vez um bom avião furtivo) tem agora um rival. A segunda maior empresa aeronáutica chinesa, a Shenyang, deixou transparecer que está também ela a trabalhar num avião furtivo.

O avião terá sido exposto em fotografias que apareceram na muito controlada Internet chinesa e que mostram um avião de um novo modelo, pintado de negro e com a morfologia típica de um avião furtivo. Duas caudas, dois motores e formas angulares tornam este avião muito parecido com o já conhecido J-20.

Obviamente, trata-se de uma “fuga” intencional por parte do governo de Pequim… demonstrando ao mundo (e em particular aos EUA) que a China está a trabalhar no sentido de colmatar a distância que a separa ainda do tecnologia ocidental.

Não há indícios de que um destes dois aviões furtivos chineses esteja pronto a ser construido em grandes números… e que, aliás, as suas caraterísticas furtivas (que resultam do cruzamento de várias tecnologias bem diversas) estão suficientemente amadurecidas para poderem ser replicadas em larga escala.

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/09/questions-abound-as-china-unveils-another-stealth-jet/

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O Mar: o derradeiro último grande recurso que resta a Portugal

O Mar é – cada vez mais – o derradeiro último grande recurso que resta a Portugal. As suas riquezas, potencialidades e capacidades têm que ser exploradas, reconhecidas e protegidas (contra a avidez dos estrangeiros, sobretudo europeus) e servirem para recuperar um setor produtivo destruído por décadas de Cavaquismo e tercialização assassina da nossa Economia.

Uma das maiores riquezas do Mar Português e aquela que os europeus do norte mais cobiçam são precisamente os ricos depósitos minerais subaquáticos e que têm concentrações muito mais elevadas de minerais que aquelas encontradas nas melhores minas terrestres. Ricas em níquel, cobalto ou cobre, estes depósitos assumem a forma de montes submarinos, alguns com quase dois quilómetros quadrados e que – explorados de forma racional e sustentável – poderão produzir o equivalente a pelo menos 300 milhões de euros por ano (aos preços atuais). Sabe-se que nas águas nacionais existem pelo menos duas centenas destes montes submarinos havendo certamente muito mais por identificar. No total, se o país conseguisse colocar esse recurso em exploração e o mantivesse em mãos nacionais poderíamos estar perante um rendimento ANUAL de 60 mil milhões de euros, ou seja, poderíamos pagar os quinhentos e tal mil milhões de euros da dívida externa lusa em cerca de dez anos.

Portugal tem também a massa cinzenta para explorar este tremendo recurso, tendo hoje uma quantidade e qualidade de trabalhos de investigação que se encontra ao nível dos países mais desenvolvidos do mundo. O problema está ainda na distância que separa estes recursos da Ciência: em todo o globo existe apenas uma empresa que explora este tipo de recursos: no mar da Papua.

Nesta fase, importa defender na ONU a extensão da plataforma continental portuguesa, algo que deve produzir efeitos em 2014 e 2015. Criar mecanismos que impeçam o saque destas riquezas por potencias estrangeiras (preservando-as, por exemplo, da ambição da União Europeia) e lançar as bases para a criação de empresas de capital português, de portugueses e empregando portugueses que sejam capazes de completar o mapeamento destas riquezas e que possam começar com a sua exploração.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2641598

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Conselho de Estado: Galhofada, Luxo e Palavras Ocas (Dissolução Moral)

Dissolução moral… é a expressão que me vem à mente quando assisto na televisão à procissão de carros de luxo, negros e de alta cilindrada dos conselheiros de Estado a caminho de uma das (raras) reuniões do conselho de Estado Cavaquista.

Um grupo que termina esta reunião com palavrosos apelos à “equidade dos sacrifícios” e se faz transportar em veículos que exprimem de forma tão glamorosa a má distribuição de riqueza que assola a nossa sociedade é um grupo de contradições e enganos, discursos ocos e inconsequentes e que – sobretudo – sendo quase todos ex-políticos ou empresários de “sucesso” são pelo menos co-responsáveis pela situação quase terminal a que chegou o país.

Igualmente ofensivo foi a imagem galhofeira dos conselheiros de Estado quando saem em grupinhos de amena (literal) cavaqueira da reunião. A descontração, o despudor, a boa disposição, o humor e a alegria que de forma chocante exibiam são possíveis apenas porque se trata de uma casta de privilegiados do Sistema.

Foi precisamente contra estes “gatunos”, contra estes privilegiados do Sistema que quase um milhão de portugueses se manifestaram a 15 de setembro. É esta imensa mole humana, crescente em números e descontentamento, que os conselheiros de Estado se recusaram ouvir (e que teria ficado tão bem u m só, sair do seu Mercedes e vir falar com a multidão…). Esta massa crescente de indignados não tem líder, nem partido nem se revê numa classe política esgotada nos seus métodos e objetivos, desprestigiada pela ação e moralmente corrupta ou operacionalmente inane. Esta massa de cidadãos livres, conscientes e indignados não se reviu nestes despudorados conselheiros de Estado. E pede Mudança.

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Falta um governo que – finalmente – CUMPRA o que prometeu !

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

Não, não sou nem um liberal, nem um neoliberal da “Escola de Chicago” ou da mais recente “Escola Austríaca”. Antes do mais, sou alguém que acredita que as promessas eleitorais são para cumprir, uma vez feitas. E que são demasiado ambiciosas, irrealistas ou intencionalmente impossíveis de alcançar, então isso deve ter consequências políticas e que o sistema político deve ter formas de demitir governos que se afastem sistematicamente das promessas realizadas em campanha.

O PSD e o PP, em particular, foram eleitos na base de um mantra: “reduzir a Despesa” opondo-se violentamente neste concreto a um PS que acusavam de ser incapaz de corrigir o desequilíbrio entre receitas e despesas a não ser pela via fiscal. Mas uma vez chegados ao Governo, eis que se lançam imediatamente numa sanha assassina aumentando praticamente todos os impostos (imitando aqui, de resto, os anteriores governos) alegando o desconhecimento prévio da “grave situação do país”. Pela ação distanciaram-se das promessas e do eleitorado que lhes deu uma tão confortável maioria. Dir-me-ão que estes desvios serão punidos nas urnas, nas próximas eleições (a começar pelas autárquicas, já para o ano), mas no permeio, vamos tramar-nos a todos sem podermos reagir a não ser nas ruas, com um efeito duvidoso…

Falta uma Lei que force os partidos políticos a registarem no Tribunal Constitucional o seu programa eleitoral, com as suas promessas ou “compromissos” (como agora é mais usual ler) e que assegure que no seu incumprimento há penalidades. Falta uma Lei que obrigue Passos Coelho a cumprir as suas promessas eleitorais, de CORTAR na despesa, que recorde a CAVACO as suas palavras – já com mais de um ano! – de que “os portugueses já chegaram ao limite” – e que em vez de tapetes sucessivos e infindáveis de impostos, corte nos Grandes Interesses económicos e financeiros instalados na dependência direta do Estado.

Em suma: Falta um governo que – finalmente – CUMPRA o que prometeu !

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Vai uma troca: TSU por “Imposto Especial” e subida geral do IRS?…

Hip Hip Hurrah. Depois das maiores manifestações da História de Portugal no passado dia 15 de setembro, e de uma pressão que veio de todo o lado, incluindo o próprio “parceiro” de coligação e meios dentro do principal partido de Governo (desde logo, os Cavaquistas), Passos parece que vai recuar na TSU, mas… avançar para um “imposto especial” que esbulhe (o termo é esse) um subsídio a todos os trabalhadores, do público e do privado (o que explica o apelo a uma “equidade nos sacrifícios” feito pelos anafados conselheiros de Estado…).

Obviamente responder a um aumento de um imposto/taxa (TSU) com outro de idêntico valor e universo é uma estupidez e pretende apenas atirar areia para os olhos dos indignados que encheram as ruas no passado dia 15 de setembro e ganhar algum tempo…

Transformar a subida da TSU num “imposto especial” não vai devolver a autoridade a um Governo que a deixou cair na rua e que expôs desta forma a fragilidade interna do próprio executivo. É provável que a descida da TSU para as empresas caia também e com ela toda a “desvalorização fiscal” que era saudável e que um país cada vez mais esmagado pela crescente carga fiscal precisava desesperadamente.

Aumentar a carga fiscal, sempre e sempre, mais e mais, não pode ser a via para sairmos da situação absolutamente calamitosa em que nos encontramos. Há que reduzir a Despesa, de forma consistente e corajosa onde ela existe e ela existe nas pensões e salários mais altos da função pública (60% das despesas correntes do Estado), nas Fundações e nas PPPs. É aqui que urge ser corajoso. Mais impostos só vai criar mais desempregados, fazer retrair ainda mais o Emprego e tornar a segurança social mais insustentável (pela redução das contribuições que resultam da redução do Emprego).

Um “imposto especial” nada fará para reduzir a contestação nas ruas ou interna no Governo, vai agravar apenas mais a situação em que se encontra o Governo e precipitar a sua queda.

Como os próximos dias irão demonstrar.

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A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som

A Rússia e a Índia estão a desenvolver um novo míssil hipersónico capaz de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som. Os problemas técnicos a vencer são, contudo, consideráveis a vencer… o míssil tem a designação BrahMos 2 e deverá realizar o primeiro voo em 2017 mas terá sido já testado em “laboratório” (provavelmente um túnel de vento algures na Rússia).

As dificuldades que a equipa de desenvolvimento tem que vencer são tremendas: desde sistemas de controlo e orientação muito rápidos e eficientes, passando pela tensão estrutural e aquecimento de materiais e mantendo o engenho numa dimensão suficiente para que possa ser lançado a partir de um avião, tudo são obstáculos de monta que a equipa russo-indiana em que vencer. Problemas que têm sido enfrentados pelo X-51 com um sucesso variável…

Fonte:
http://www.wired.com/dangerroom/2012/06/hypersonic/

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Uma das raras vias de intervenção política não-partidária: As “Iniciativas Legislativas de Cidadãos”

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

Estive na manifestação de 15 de setembro “Que se lixe a Troika”, eu e mais 200 mil cidadãos em Lisboa e pelo menos outro tanto em outras quarenta cidades do país. Em conjunto estes cidadãos declararam que não confiam nos políticos profissionais para conduzirem o país para fora da situação onde eles próprios o colocaram. E que estão fartos dos partidos e daqueles que vivem na sua sombra.

Mas o problema – o Bloqueio – está em que ao longo das últimas décadas os Partidos ergueram em torno de si camadas, atrás de camadas, de blindagem que torna o sistema “democrático” impermeável à participação dos cidadãos e lhes garante uma quase total monopólio da intervenção e ação políticas. É este Bloqueio que urge quebrar, usando as derradeiras vias que o sistema deixou abertas e inventando outras.

Uma dessas raras vias de intervenção política não-partidária são precisamente as “Iniciativas Legislativas de Cidadãos”.

E num contexto de Bancarrota e de redução severa de rendimentos existem muitas ILCs que se podem promover. Uma das mais evidentes sendo uma que levasse à revisão da lei que os antigos Presidentes da República usufruam regalias e benesses moralmente injustificáveis ou como diz a lei, tenham “direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com direito a motorista e combustível”, regalias incompreensíveis (e às quais à que somar uma confortável reforma) e às quais há ainda que somar um “gabinete de trabalho, sendo apoiados por um assessor e um secretário da sua confiança, nomeados a seu pedido”.

Uma tal ILC levaria a que, finalmente, os políticos profissionais “governassem pelo Exemplo”, devolvendo pelo menos por aqui alguma da autoridade Moral que perderam pelo usufruto e abuso sistemático deste tipo de regalias. IMORAIS num pais onde se têm retirado abonos de família e onde – pela primeira vez – se assiste a uma redução do salário mínimo e a um aumento da jornada de trabalho, mas onde estas regalias permanecem intactas.

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Proposta para um “Sistema Álibi” para condenados por crimes violentos ou de natureza sexual

Todos aqueles que tenham sido condenados por um crime violento ou de índole sexual serão obrigados a possuir um telemóvel com GPS, câmara e gravador de áudio. Esse equipamento (usando terminais comercialmente disponíveis a baixo custo), captara permanentemente o posicionamento GPS e os endereços IPs das redes WiFi vizinhas enviando essa informação em pacotes regulares para servidores centrais e seguros. De forma aleatória, fotografias e segmentos de som serão também capturados e enviados após compressão e encriptação para esta localização central.

Estes dados serão arquivados durante um período pré-especificado de tempo, findo o qual serão destruídos. O seu acesso será permitido apenas a Tribunais ou no decurso de investigações policiais (devidamente autorizadas por um juiz de instrução). Estes registos servirão um triplo propósito:
1. Dissuadirão o condenado de qualquer reincidência, já que sabe que a sua geo-localização será sempre conhecida e gravada.
2. Permitirão agilizar muitas investigações policiais, possibilitando o descartamento de suspeitos, reduzindo os erros judiciais e o tempo de investigação (pela eliminação de suspeitos)
3. O sistema será aberto a todos, mesmo aqueles que não sendo condenados, pretendem ter um álibi permanente contra falsas acusações. Nesse caso, o sistema será fechado e os seus registos poderão ser acedidos apenas pelo próprio.

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Alguns Conceitos Básicos de Programação Android

O objetivo deste tutorial (uma tradução livre de http://mobile.tutsplus.com/tutorials/android/java-tutorial/) é o de treinar quem já esteja familiarizado com uma linguagem de programação (C++, VB, PHP, etc) para trabalhar com a linguagem de programação Java e a sua utilização no contexto de desenvolvimento de aplicação Android. O uso da língua inglesa é também aqui relativamente comum, porque – francamente – não acredito na tradução literal de termos técnicos e muito particularmente informáticos.

Pré-requisitos:
Conhecimentos básicos de programação são esperados assim como um ambiente de desenvolvimento (IDE) como o Eclipse, provavelmente o IDE mais utilizado em Android Development. O Eclipse é gratuito e está disponível para Windows, MacOSX e Linux. Igualmente útil será o Android SDK:
http://www.eclipse.org/downloads/
http://developer.android.com/sdk/index.html

O que é o Java?
As aplicações Android são desenvolvidas utilizando a linguagem Java. Originalmente criada pela Sun Microsystems, a Java inclui muitas das caraterísticas das linguagens de programação modernas. O Java é relativamente fácil de aprender, é independente da plataforma onde o seu código será executado, seguro graças ao uso de virtual machines e é uma linguagem de programação orientada por objetos. O Android SDK incorpora a maioria das libraries standard do Java (data structure libraries, math libraries, graphics libraries, networking libraries, etc) para além de várias Android libraries.
A linguagem Java é facilmente compreendida pelo leigo. Por exemplo:

char character = ‘a’;
if(character==’a’)
{
doSomething();
} else {
doSomethingElse();
}

Mostra que existe uma variável chamada “character” com o conteúdo “a”. Sendo este “a”, é chamado o método “doSomething()”, se não fosse, seria invocado o doSomethingElse()

Independente da Plataforma:
A maioria das linguagens de programação exigem um compilador para transformar o código fonte (como o acima) numa linguagem que a máquina possa interpretar. Isto significa que essa linguagem muda de sistema para sistema e de processador para processador, logo, não será portável… Isto não acontece com o Java. Os compiladores Java convertem o código fonte em algo chamado de “bytecode” que a Java Virtual Machine consegue ler e executar. A execução é relativamente rápida e eficiente, muito semelhante aos níveis de desempenho de um compilação C ou C++ tal é o nível de sofisticação implementado hoje pelas Java VMs.
As aplicações Android são executadas numa máquina virtual conhecida como Dalvik VM que permite que todo o código seja executado de forma muito idêntica (mas não completamente igual…) em todos os devices Android.

Segurança:
O Java é seguro porque tudo corre dentro da bolha que é a virtual machine, isolada do hardware do computador. A plataforma Android aumenta ainda mais este nível de segurança ao correr dentro de uma bolha mas também porque estão sempre sob monitorização do sistema operativo que as desliga se ultrapassarem determinados padrões de normalidade (excesso de uso de CPU, desperdício de recursos, etc).

Compilando:
Ainda que o Java não compile até ao ponto do código-máquina, o Java continua a ser uma linguagem compilada: isto é, o programador compila os projetos Android e faz o seu package até ao device. O Eclipse (com o plug-in Android) torna este processo relativamente simples. No Eclipse, a compilação automática está ligada por defeito, o que significa que cada vez que um projeto é guardado, ele é recompilado. O Eclipse também mostra erros de digitação à medida que se escreve o código. Com a opção “Build Automatically” ligada, é possível escolher o “Clean…” para realizar um full rebuild de todos os ficheiros. Se a opção “Build Automatically” estiver desligada, as opções “Build All” e “Build Prokect” tornam-se disponíveis. “Build All” significa fazer o build de todos os projetos situados no workspace, o que pode demorar muito tempo se tiver muitos projetos no workspace…
O processo de build, num projeto Java, produz um ficheiro com a extensão .JAR (Java ARchive) que depois resulta num Android PacKage (.apk) que tem o código Java compilado, assim como código Java compilado, texto, imagens e ficheiros de sons. Incluído está também o importante ficheiro AndroidManifest.xml requerido por todas as aplicações Android e que inclui os detalhes de configuração sobre a aplicação.

O que é uma linguagem de programacao orientada por objetos?
Uma linguagem “object oriented programing” é uma forma de programar em que, por exemplo um objeto “cão” terá nome, raça e género. Podemos criar várias instâncias do objeto “cão”, cada um dos quais tem que ser criado pelo método constructor (um método que tem o mesmo nome que o próprio objeto), nomeadamente, um objeto “cão” usa um constructor com três parametros: nome, raça e género:

Dog dog1 = new Dog(“Lassie”, collie, female);
Dog dog2 = new Dog(“Fifi”, poodle, female);
Dog dog3 = new Dog(“Asta”, foxterrier, male);

Este exemplo expõe alguns dos traços fundamentais da Java. Observa-se que uma classe oferece uma definição para um objeto e, consequentemente, existira algures uma classe “cão” algures, ou definida pelo programador ou em alguma library. Normalmente, uma classe será definida no seu próprio ficheiro (por exemplo dog.java). Existem algumas excepções a esta regra, como classes definidas dentro de outras classes (quando uma classe é declarada dentro de outra classe, estas são definidas na classe pai). Quando se deseja referenciar a um objeto a partir de outra classe, é necessário incluir um import statement no topo do ficheiro.

Uma classe tipicamente descreve os dados e o comportamento de um objeto. O comportamento é definido com class methods, sendo um method o termo comum para uma subrotina numa linguagem OOP. As classe comuns são definidas em shared class libraries como os software development kits (SDKs) ou pelo programador.

Um dos termos mais usados na Java é o de herança “inheritance”, que significa que as classes Java (e objetos) podem ser organizadas em hierarquias com as classes mais baixas recebendo por herança comportamentos (behaviour) e outros traços das classes mais altas e genéricas. Vamos ilustrar este conceito através do exemplo de um aquário: o aquário tem alguns peixes, logo, podemos definir uma classe que representa um ficheiro. Esta classe, chamada Peixe, inclui alguns data fiels (ou atributos) que descrevem um peixe: espécie, cor e tamanho; assim como o seu comportamento na forma de métodos (também chamados de subrotinas ou funções, noutras linguagens de programacao), como Come(), Dorme() e FazerBebesPeixe(). Um tipo especial de método, designado como Constructor é usado para criar ou inicializar um objeto. Os constructors sao nomeados da mesma forma que a sua classe podem incluir (ou não) parâmetros. A classe Peixe, por exemplo, tem dois constructors: um para criar e outro para construir um peixe específico com alguns dados iniciais.

O objeto Peixe pode ter dois métodos: um Comer() para comer aleatoriamente alguma coisa e outro para comer outros peixes, a saber, outras instâncias da classe Peixe:

public class Fish {

private String mSpecies;
private String mColor;
private int mSize;

Fish() {
// generic fish
mSpecies = “unknown”;
mColor = “unknown”;
mSize = 0;
}

Fish(String species, String color, int size) {
mSpecies = species;
mColor = color;
mSize = size;
}
public void eat() {
// eat some algae
};

public void eat(Fish fishToEat) {
// eat another fish!
};

public void sleep() {
// sleep
};

public void makeBabyFish(Fish fishSpouse, int numBabies) {
// Make numBabies worth of baby fish with Fish spouse
};
}

As Classes podem ser organizadas por hierarquias, onde uma classe derivada ou subclasse inclui todas as carateristicas da classe pai ou superclasse, mas refina e adiciona-as para um objeto mais especifico. A isto se chama de herança ou inheritance. Por exemplo, a classe Fish pode ter duas subclasses: FreshwaterFish e SaltwaterFish. Estas subclasse terão todas as carateristicas da classe Fish, mas vão levar mais longe os behaviours da classe pai Fish. Por exemplo, a classe FreshwaterFish pode incluir informação sobre o tipo de ambiente de água doce (rio, lado, ribeiro, etc). De forma idêntica, a SaltwaterFish pode personalizar o método makeBabyFish() de forma a que o peixe coma o seu par depois de procriar com ele usando um mecanismo de override:

public class SaltwaterFish extends Fish
{
@Override
public void makeBabyFish(Fish fishSpouse, int numBabies) {
// call parent method
super.makeBabyFish(fishSpouse, numBabies);
// eat mate
eat(fishSpouse);
}
}

Na linguagem Java é possível organizar comportamentos usando Interfaces:

Enquanto uma classe define um objeto, uma interface define algum behaviour que pode ser aplicado a um objeto. Por exemplo, podemos definir uma interface Swimmer (mergulhador) que providencia um grupo de métodos que são comuns a todos os objetos que podem nadar, quer sejam peixes, quer não. A interface Swimmer pode assim especificar quatro métodos: startSwimming(), stopSwimming(), dive(), e surface():

public interface Swimmer
{
void startSwimming();
void stopSwimming();
void dive();
void surface();
}

Uma classe como Fish pode assim implementar a interface Swimmer e oferecer implementações ao comportamento Swimmer:

public class Fish implements Swimmer {
// oferece implementacoes para os quatro métodos da Swimmer interface
}

Organizando Classes e Interfaces com Packages:

As hierarquias de classes, como as nossas Fish podem organizadas em packages. Um package é simplesmente um conjunto de classes e interfaces juntas. Os programadores usam namespaces para identificarem de forma única packages. Por exemplo, podemos usar com.mamlambo.aquarium ou com.ourclient.project.subproject como o nosso package para agregar todas as nossas classes relacionadas com peixes.

Em suma:

Os parágrafos anteriores foram relativamente intensos e extensos… ma segunda lição deste curso vamos abordar os detalhes da sintaxe da Java.

Fonte:
http://developer.android.com/sdk/index.html

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Como desvalorizar num país em bancarrota?

Quando um país entra em Bancarrota, a saída clássica para a situação tem sido realizar uma desvalorização cambial que, simultaneamente, dificulte as importações (e que, logo, corrija o défice da balança comercial), que impulsione a criação de industrias de substituição (aumentando assim, o Emprego e potenciando futuras exportações). Paralelamente, esta desvalorização cambial conseguira também descer os preços dos produtos transacionáveis exportáveis, aumentar assim a sua competitividade bruta e propiciar assim, também, à correção da balança comercial.

Mas Portugal – desde que aderiu à Moeda Única – não pode mais usufruir desta vital ferramenta para sair de bancarrotas. Incapaz de desvalorizar uma moeda (mantida artificialmente alta pelos Grandes Interesses da Finança e do Norte da Europa), o país sujeitou-se a um Memorando de Entendimento ignóbil e vindicativo que tem como assumido propósito empobrecer o pais, fazendo cair os seus níveis de consumo, salários e poder de compra. Pela retração – consciente e volitiva – do Consumo, os funcionários da Troika (dois terços, europeus, recordêmo-lo!) aplicam em Portugal uma efetiva “Desvalorização Laboral”, que reduzindo as importações e os salários, visa simultaneamente equilibrar a balanço de pagamentos ao exterior e baixar as importações, pela redução do poder de compra (e, logo, das importações). De permeio, pagam os portugueses, que vêm assim regressar o seu nível de vida até aos padrões da década de oitenta.

Um modelo alternativo poderia passar pela harmonização das políticas fiscais na União Europeia (acabando com os dumpings praticados na Holanda, Reino Unido, Suécia e até na Alemanha) por forma a dissuadir as fugas de capital, descer a cotação internacional do empolado Euro, tornando-a mais adequada ao Dólar e ao Yuan (moedas artificialmente desvalorizadas) e, sobretudo, renegociar não somente os prazos, mas os valores de uma dívida externa que se sabe hoje imoral e, acima de tudo, impagável.

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Conceitos básicos de programação em Android

Vantagens de aplicações baseadas na Web:

Acesso universal:
.os browsers estão em todo o lado
.qualquer device na rede pode aceder ao conteúdo: PCs, Macs, Linux, Android, iPhone, etc
.As atualizações sao automáticas
.Todos os conteúdos proveem do servidor, por isso estão sempre atualizados.
.Existem várias linguagens de programacao disponíveis: Java, PHP,  Ruby/Rails, etc
.Desvantagens:
..Fraca interface e GUI: apenas estão disponíveis os controlos mais básicos como o textfield, text area, butoes, checkbos, radio buttons, list box e comboboxes… somente com o HTML5 existe capacidade de desenho direto.
..não é possível interagir com recursos locais
..não é possível ler ficheiros, chamar aplicações ou aceder a devices locais
..comunicação deficiente dependente do HTTP
..desenhado para grandes écrans e computadores com rato

Vantagens das aplicações móveis:
.muitos controlos GUI modernos: textfield, text area, botões, checbox, radio, list box, combo box, clock, calendar, date picker, dialog box, image gallery, entre outros.
.suporta direct drawing
.pode interagir com recursos locais
.pode ler ficheiros locais, aceder a uma base dados local, aceder ao GPS, iniciar chamadas, obter dados diretos do microfone, ler a orientação do telefone, etc
.comunicacao eficiente com a possibilidade de usar vários protocolos além do HTTP
.linguagens de programacao: java for Android, Objective C for iPhone
.desenhado para pequenos écrans com touch screen
.muitos controlos GUI otimizados para smartphones

Desvantagens das Mobile Apps:
.não existe acesso universal, as apps têm que ser instaladas em cada um dos smartphones onde vao correr
.uma app android não pode correr num iPhone e vice-versa
.existe alguma dificuldade em gerir as atualizações
.tem que ser o utilizador a desencadear as atualizações doo seu software
.menos ferramentas de desenvolvimento disponíveis

Instalando Apps:
.iPhone: tem maior disponibilidade de aplicações, mas o Android está a crescer. As aplicações corporativas só podem ser instaladas a partir da App Store e logo é preciso submete-las e isto mesmo para aplicações que sejam utilizadas unicamente na intranet.
Android apps: podem ser instaladas através de vários meios:
.google app store
.amazon app store
.ligação usb a um computador
.email
.website corporativo

Linguagens disponíveis para mobile:
iPhone
.objective C, semelhante a C++
Android
.java

Necessário para desenvolver para Mobile:
iPhone:
.MacOSX
Android:
.qualquer computador com Java e Eclipse

Durante muito tempo a dominação no mercado foi dividida entre a Blackberry (RIM): na segunda metade de 2010, dados da A. C. Nielsen colocavam a Blackberry como líder, com 33% da quota de mercado e o Android com 27% (vários fabricantes) e o iOS do Apple iPhone com 23%
Android VS iPhone:
.o iPhone tem hoje uma quota de mercado maior que o iPhone, uma App Store com mais ofertas e utilizadores extremamente fiéis, mas o Android continua a crescer a bom ritmo, não havendo hoje forma de antecipar de uma forma minimamente segura um “vencedor” neste duelo das plataformas móveis.
O que usar para aplicações corporativas:
.nos ambientes corporativos não é fácil instalar aplicações num iPhone, ao contrário do que acontece nos Android, por outro lado, esta plataforma usa como ambiente de desenvolvimento o Java, uma linguagem dominada e usada na maioria das organizações, ao contrário do Objective C do iPhone. Esses dois fatores tornam o Android na plataforma preferida no mundo empresarial.

Em suma, ainda que os smartphones possam correr web apps, estas não oferecem os mesmos controlos de apps feitas para Android, as quais, assim, conseguem oferecer uma experiência do utilizador de maior qualidade. Além do mais, as Android Apps conseguem aceder aos recursos locais do telemóvel, como a câmara, o GPS ou o telefone, algo que é impossível nas web apps.

A grande questão no mundo do desenvolvimento para Mobile está em saber quem dominara num futuro próximo: iPhone ou Android?… no mercado doméstico a vantagem não pertence claramente a nenhuma das plataformas, mas no mundo corporativo, o Android aparece como o vencedor claro.

Links para desenvolvedores Android:
http://developer.android.com/
http://stackoverflow.com/questions/tagged/android
Galeria de widgets android
http://www.droiddraw.org/widgetguide.html

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Vítor Constâncio ameaça os portugueses

Lembram-se de Vítor Constâncio, o incompetente que “não viu nada, não soube de nada e não podia fazer nada” para prevenir, impedir ou corrigir os imensos desvairos do BPP e do BPN, que juntos terão custado a todos os cidadãos qualquer coisa como cinco mil milhões de euros ? Bem, ele ainda “anda por aí”. E – como tantos políticos reformados – foi chutado para cima e promovido para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

A gigantesca proporção da sua incompetencia e irresponsabilidade se ele fosse humano e humana consciência deveria tê-lo levado a uma vida de celibato, penitencia e arrependimento constante. Mas não. Do alto da sua nova torre de cristal, rodeado de mordomias e luxos, Constâncio arenga. E arenga muito. E até tem o supremo dislate e a fantástica ousadia de a partir da sede do BCE, em Frankfurt (judiciosamente instalada em território germânico…) ameaçar os quase quinhentos mil cidadãos que no passado dia 15 de setembro saíram à rua protestando contra a Troika (dois terços europeia!) Dizendo este “estrangeirado” que “tanto as medidas como os objetivos inscritos no memorando de entendimento acordado entre o Governo e a troika terão de ser cumpridas de modo a que Portugal possa continuar a beneficiar da ajuda da zona euro e do FMI.”

Obviamente, o Estrangeirado referia-se à transferência do pagamento da TSU das empresas para os trabalhadores, medida criticada por quase todos em Portugal (e que, isoladamente, terá sido aquela que mais levou cidadãos à rua a 15 de setembro) e induzida pelos representantes da Comissão Europeia e do “seu” BCE na Troika. Tomemos então a devida nota, portugueses. Ou fazemos o que “eles” querem, ou comemos. Constâncio, o Estrangeirado, Dixit. E calemos, que os nossos gritos bem que podem incomodar os Senhores que nos governam imperialmente, lá das suas altaneiras torres de cristal em Bruxelas e Frankfurt.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/vitor-constancio-novas-medidas-de-austeridade-tem-de-ser-cumpridas-1563185

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Vítor Bento não tem a certeza “se os portugueses querem mudar os seus comportamentos para permanecerem no euro”.

Vítor Bento, o inefável senhor da SIBS (entidade que cobra taxas asfixiantes ao pequeno comércio e taxas baixas aos grandes tubarões da Distribuição) e que – grande amigo pessoal – dessa grande múmia ígnara, muda e incompetente que é Cavaco, Vítor Bento, conselheiro de Estado, declarou recentemente que não tem a certeza “se os portugueses querem mudar os seus comportamentos para permanecerem no euro”.

Obviamente, Bento (chamemos-lhe assim) não sabe o que é liderar pelo Exemplo. Nem ele, nem a classe política reinante, de resto. Bento que comece por reduzir as taxas monopolistas que a sua SIBS cobra a dezenas de milhar de PMEs portuguesas. Depois, pode reduzir o seu próprio salário, dando assim o seu contributo e exemplo para que Portugal não continue sendo um dos países com mais desigualdades de rendimentos da OCDE e o terceiro mais desigual da União Europeia.

Bento que comece, primeiro, por mudar o seu próprio comportamento, na SIBS e nos seus rendimentos, depois, pode começar a exigir que este exemplo seja seguido por Cavaco, pela Cavaca (mais as suas estranhas reformas) e por os seus amigos e seguidores do mundo da Alta Finança onde se move com serpentinea habilidade. Depois, só depois, se pode queixar dos portugueses (daqueles que ganham em média 600 euros e daquele milhão de desempregados crónicos) que “não querem mudar os seus comportamentos para permanecerem no Euro”.

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Federação Europeia: O Grande Plano dos Grandes Interesses que regem a União Europeia

Não o duvidemos… apesar de não parecer, existe um Plano e os Grandes Interesses económicos e financeiros instalados na União Europeia e na mais Alta Finanças estão a segui-lo de forma muito concreta. Quando Durão Barroso, diz que “A União Europeia deve evoluir no sentido de uma “federação de Estados-Nação” e que acredita que essa é a forma de evitar os nacionalismos e “populismos” que hoje ameaçam a solidez do edifício europeu, Barroso segue esse Plano…

Fujão Barroso (não esqueçamos como começou a sua carreira em Bruxelas!) advoga um “novo rumo” para a Europa, com uma indefinida “partilha de soberania”. Fujão defende consequentemente alterações aos tratados europeus em vigor e admitiu que prepara para as próximas eleições para o Parlamento Europeu, previstas para Junho de 2014, um pacote de propostas para o reforço da integração europeia. Tenhamos então a certeza de que se saberá na altura – com mais exatidão – aquilo que os Senhores do Mundo desenharam para nós, cidadãos europeus e que através da atual crise financeira (induzida artificialmente por um Euro exageradamente valorizado) levou a reduzir as expetativas dos cidadãos, assim como a empurra-los para o Medo e a Bovinização de massas, por forma a reduzir ao mínimo a contestação a essa “federação europeia”, imposta a partir da Eurocracia e dos Grandes Interesses contra os Povos da Europa.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=58933

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Existe algo de profundamente errado e moralmente “quebrado” em Passos Coelho

wehavekaosinthegarden.blogspot.com

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Existe algo de profundamente errado e moralmente “quebrado” em Passos Coelho. Não é normal que o (ainda) Primeiro Ministro depois de ter lançado a estupefação no país ao anunciar um esmagador novo pacote de sacrifícios tenha ido, minutos depois para o Coliseu de Lisboa cantar “Nini dos meus quinze anos”. Tal displicência, tal “não é comigo” pode ser humanamente compreensível se a medida mais gravosa de todas as anunciadas foi uma imposição dos norte europeus do BCE e da CE que mandam na Troika (que, por sua vez, manda em Passos), e assim Passos transferiu a culpa por mais este tapete fiscal de si para os “outros” e zás, ei-lo mais a sua mulher, cantando no Coliseu.

Dir-me-ão que Passos estando à frente de um país em Bancarrota não tinha outra opção que não fosse obedecer. Mas tinha. Podia dizer que não. Os irlandeses disseram que não quando a Troika os quis obrigar a descer o IRC para a média europeia. Os irlandeses também disseram que não aos prazos e, ergo, conseguiram mais um ano de ajustamento que nos. Mas Passos e, antes dele, Sócrates, não conseguiram afirmar o supremo interesse do seu país frente aos interesses egoístas e primários do norte da Europa e zás: lá temos um bom aluno cantando Nini no Coliseu enquanto o resto do país se indigna e sai à rua.

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Manifestações do 15 de setembro: e agora?

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

15 de setembro (http://thumbs.sapo.pt)

Estive nas grandes manifestações do 15 de setembro. Expressões difusas de cidadania e de crítica contra uma “situação” imposta a partir de fora (da União Europeia) e sabujicamente seguida a partir de dentro por alguns políticos profissionais do Bipartido PS-PSD estas manifestações (as maiores de sempre!) Deveriam ter levado a uma corrida à reflexão por parte dos partidos políticos instalados e dependentes do sistema democrático luso. Mas não. Nada se mexeu. Inamovíveis como sempre, todos seguiram fazendo “política como sempre” e alguns deles (como o BE) até se tentaram colar a esta expressão livre e autónoma de revolta e cidadania.

A questão é: e agora? O que fazer com esta revolta e anseio de participação e intervenção ativa na vida política que os atuais partidos políticos não conseguem satisfazer? Haverão formas alternativas de intervenção por explorar ou inventar que possam contribuir para levar o país a sair da assustadora situação em que se encontra e até onde esta incrivelmente inepta e irresponsável classe política o arrastou?

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O “Mar Português” enquanto desígnio nacional para o século XXI

1. Introdução

Desde 1986 que a prioridade económica das elites portuguesas, sempre sufragada pela maioria dos cidadãos – por inação ou expressa vontade – tem sido a ligação à Europa. Foi em nome dessa prioridade que o país cumpriu boçalmente os ditames europeus que nos mandavam desindustrializar, reduzir a agricultura e as pescas (a troco de subsídios “desinteressados”) e tornar o país num gigantesco “ressort” de férias para os reformados e turistas endinheirados do norte da Europa.

O essencial dos fundos europeus serviram assim para pagar ligações rodoviárias a Espanha e à Europa do norte que embarateceram os produtos importados destes países, contribuindo desta forma para a destruição da nossa soberania agrícola, pesqueira e industrial. Tendo vivido durante a maioria da sua existência já quase milenar de costas viradas para a Europa, o país virou assim brutalmente de eixo, e virou as costas ao Mar e à Lusofonia que estava para além dele e que, subitamente, passou a ser percepcionada como “coisa do passado” e ligada ao “antigo regime”, que urgia assim esquecer em nome da modernidade de uns novos tempos que se queriam, apenas, europeus.

Virando as costas ao Mar e à Lusofonia, Portugal empobreceu. Mas agora que a europa oscila entre a dissolução provocada pela inépcia, falta de capacidade e subordinação acéfala aos interesses da Banca dos seus líderes, e o federalismo. Ora, o federalismo representa uma perigosa “fuga para a frente”, como se “mais europa” pudesse resolver os problemas de uma europa egoísta, ademocrática e sem rumo. Federar a europa, sem democracia, deixando o seu rumo nas mãos dos arrogantes “senhores do norte” e criando – numa fase inicial – um “ministério das Finanças europeu” ou um “governo económico” europeu corresponderia a dar um golpe fatal, não legitimado democraticamente nas soberanias, tornando os países mais pequenos ou periféricos em “colónias” ou “protetorados” dos Grandes. Perder a independência não pode ser solução para crise nenhuma. E, mesmo se for, não será certamente uma solução aceite pela maioria dos povos, por muito que os eternos “vendilhões do templo” da indústria mediática (sempre tão servis para com os grandes interesses económicos) queiram vender o federalismo como a “única solução possível” para as dificuldades que atravessa presentemente a Europa.

2. O Mar: Um Novo Polo Estratégico

Perante o esgotamento patente do projeto europeu e a absoluta evidência de que os “líderes” (palavra exagerada) europeus se preocupam sobretudo em diferenciarem-se uns dos outros e, acima de tudo, dos países do sul da europa, Portugal tem que encontrar um novo polo estratégico. A Europa não pode continuar a ser a “alternativa única” para o nosso desenvolvimento. Se insistirmos em nos mantermos agarrados a um navio que se afunda acabaremos por ir ao fundo, junto com ele. Importa assim procurar e seguir já, imediatamente, vias alternativas que assegurem a prazo a nossa sobrevivência num continente europeu que está cada vez mais condenado à cisão e à desunião.

Portugal tem duas grandes opções estratégicas, mas ambas atravessam o Mar Português: ou nos libertamos das grilhetas que a Europa nos impôs e que levaram à destruição da nossa frota de pesca e à entrega submissa dos nossos recursos piscícolas à segunda maior frota mundial (de Espanha) e tomamos o Mar como prioridade económica, diplomática e estratégica nacional para as próximas décadas ou usamos – de novo – o Mar como veículo para a reaproximação com aqueles povos que mantêm connosco até hoje laços muito especiais e com os quais poderemos ainda refundar o nosso país e tornamos a transformação da CPLP numa “União Lusófona” de pleno direito e suprema ambição.

Na verdade, as duas vias (o Mar e a Lusofonia) não são alternativas, são complementares e uma só se pode realizar com o concurso da segunda, e vice-versa.

Portugal importa cerca de 70% de todos os alimentos que consome. E no que respeita ao Pescado, a percentagem ainda é maior, o que é verdadeiramente escandaloso num país que tem a maior Zona Marítima da Europa (18 vezes maior que o território continental). Ora é precisamente no Pescado, ainda mais do que na agricultura, que o país deve investir. O espaço hoje preenchido pelas frotas de arrastões franceses e espanhóis que saqueiam as nossas águas buscando as “quotas” que uma parcial Comissão Europeia lhes atribuiu nas nossas próprias águas, tem que ser ocupado pelas nossas próprias frotas. O setor das pescas, destruído no Cavaquismo e trocado por suspeitosíssimos “subsídios europeus para a renovação da frota” tem que ser reconstruido e assumir a missão patriótica de abastecer o nosso próprio país. Os arrastões espanhóis devem ser expulsos das nossas águas e se a CE se opuser, deve ser posta no seu lugar: o norte da europa.

Para que Portugal possa tornar este desígnio estratégico marítimo numa verdadeira abordagem sistemática que seja capaz de permear todas as atividades económicas, políticas, culturais e sociais do nosso país, há que realizar um projeto em quatro vertentes: Massa Cinzenta, Espírito Empreendedor, Projetos Estratégicos e Ninhos de Empresas:

a. Massa Cinzenta
A massa cinzenta existe. Ou melhor: existe a que resta, aquela que ainda não emigrou, há portanto “ouro negro mental” suficiente para alavancar uma indústria científica ligada às atividades marítimas. Cumpre-se assim uma das quatro condições essenciais para erguer uma Economia do Mar: a Massa cinzenta. Faltam as restantes três: b. Espírito empreendedor; c. Projetos estratégicos e d. Ninhos de Empresas

b. Espírito Empreendedor
A sociedade portuguesa tem um dos índices de empreendedorismo mais baixos do mundo ocidental. As razões são de várias ordem, e passam por uma economia demasiado dominada pelo Estado (que controla mais de 60% da economia e que cativa os melhores quadros), por um setor bancário demasiado focado no crédito imobiliário e ao consumo e por razões culturais muito antigas (que recuam até à época da Inquisição). Infelizmente, não é fácil inverter esta tendência… Sendo cultural, é estrutural e portanto, muda apenas muito lentamente… Resta apenas manter o esforço na Ciência e na Investigação Científica (um dos legados positivos do socretismo) e concentrar os recursos do Estado nas restantes duas condições:

c. Projetos estratégicos
O Estado deve dar instruções às instituições universitárias públicas para que desenvolvam estudos de viabilidade económica sobre projetos de exploração do Mar, escolhendo entre:
Aquacultura Inshore
Aquacultura Offshore
Aerogeradores flutuantes Offshore
Parque fixos de aerogeradores Offshore
Energia das Ondas
Construção naval de navios mercantes
Construção naval de navios militares
Construção naval de navios de recreio
Construção naval de grandes plataformas de transshipping
Desenvolvimento dos portos nacionais, com ligação de Sines à rede europeia de Alta Velocidade de mercadorias
Investigação dos leitos marinhos com vista à exploração dos recursos minerais
Desenvolvimento do setor das pescas
As universidades devem assim escolher entre estes (e outros) projetos aqueles que são mais prioritários para o país, do ponto de vista do desenvolvimento do setor do Turismo, da redução da dependência das importações em alimentos e energia.

d. Ninhos de Empresas
Uma vez estabelecidas as prioridades estratégicas para o setor do Mar, o Governo deve criar o ambiente propício a que surjam investidores e empreendedores privados capazes de criar novas empresas e desenvolver as já existentes explorando as oportunidades estratégicas de negócio identificadas pelos estudos de viabilidade produzidos pelas universidades. O meio universitário, pode ser, aliás, o meio mais adequado a que se criem “ninhos de empresas” onde projetos de alunos e professores possam ter continuidade, beneficiando de preços baixos de escritório, armazenagem e laboratórios comuns e de fundos provenientes de um “fundo de desenvolvimento do Mar” com capitais públicos e privados.

d.1. Com uma atenção especial à aquacultura

Num país que viu o seu setor primário destruído por décadas de tercialização fanática e que importa hoje mais de 60% do pescado que consome e onde as capturas desceram quase metade entre 2004 e 2009, a aquacultura é uma inegável janela de oportunidades que urge explorar.

Portugal precisa de um plano governamental de estímulo à aquacultura inshore e outshore, com estímulos fiscais e orientando a investigação universitária para esta área, criando “ninhos de empresas” e zonas marítimas piloto de aquacultura offshore, ocupadas inicialmente com projetos universitários (financiados pelo Estado) que depois possam ser privatizados (com lucro) para investidores e empresários privados.
A aquacultura deve ser assim um desígnio nacional, capaz de libertar o país desta doentia dependência alimentar que hoje o consome e que é um dos maiores responsáveis pelo nosso défice comercial e dívida externa. Pelo contrário, dada a extensão do nosso mar e da nossa costa marítima, Portugal tem condições para se tornar num exportador de pescado, sobretudo pela via da aquacultura, já que as reservas de pescado se encontram muito diminuídas pelas décadas de pesca industrial executadas pelas grandes frotas pesqueiras (nas nossas águas, pela espanhola, sobretudo). Portugal tem condições, mas terá capacidade de decisão independente e livre para tal fazer?

3. Conclusão

Portugal deve encarar cada vez mais o seu Mar como o derradeiro grande recurso que ainda pode explorar. O Mar tem que ser a alavanca para sairmos deste buraco profundo onde décadas de governantes irresponsáveis ou cúmplices com os interesses norte-europeus nos colocaram. É inaceitável que hoje mais de 60% do pescado consumido em Portugal seja importado, e ainda mais inaceitável que este pescado seja capturado nas nossas próprias águas pela segunda maior frota pesqueira do mundo, a espanhola..

Temos que regressar ao Mar e em força. A frota pesqueira que foi abatida nos anos 90 em troca de “abnegados” subsídios europeus tem que ser reconstruída e as monstruosas armadas industriais que Espanha e outras potencias usam para saquear os nossos mares têm que ser expulsas. Estas são as reclamações impostas pela imperativa necessidade de preservar os stocks (que a pesca industrial espanhola deixou a 30%) e de Portugal recuperar a sua soberania económica e alimentar. A União Europeia não vai gostar de ver Portugal recuperar a soberania dos seus mares. Azar. A nossa sobrevivência enquanto nação e país independente é mais importante que a defesa dos interesses egoístas de Espanha e dos países do norte da Europa: se estes não conseguirem compreender isto, então não corresponde ao interesse nacional permanecer nesta “união” europeia.

Portugal vive hoje um momento de pesado desequilíbrio financeiro. Existe por um lado, um impulso imperativo (determinado pelo exterior, mas também por critérios racionais) para reduzir a despesa. Mas existe também um impulso para aumentar as receitas. E este aumento não se deve esgotar no aumento da carga fiscal (de resto, já bastante pesada). A Receita deve ser aumentada pelo crescimento da economia. E Portugal tem no Mar a sua derradeira oportunidade para retomar essa via do crescimento… No Mar e na Lusofonia, dois campos ainda por desbravar depois de décadas perdidas num “processo europeu” que acabou, por fim, por criar um país insustentável e violentamente endividado.

O Mar tem que ser o eixo fundamental do desenvolvimento de Portugal nas próximas décadas. Deve servir de plataforma para reforçar os laços com os países lusófonos, recuperando assim uma aproximação que a adesão europeia quis esquecer. Há que elaborar uma política abrangente e extensa para o Mar, que inclua estímulos fiscais, políticas de investigação universitários com “ninhos de empresa” e investimentos públicos descomplexados. Tornado em desígnio estratégico principal, o Mar há de cumprir o papel que a Índia, o Brasil e África cumpriram em eras passadas da História de Portugal, mas sem o estéril fito do lucro imediato ou especulativo, nem a imoralidade da escravatura e da colonização que caraterizaram esses três “impérios” passados. Bem pelo contrário, esse “quarto Império” há de ser o da Produção (bem menos que o comércio), da Ciência e da Investigação e, decorrentemente, do Homem e do seu poder criativo.

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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