Agostinho da Silva sobre os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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Os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.

Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Na verdade, o denso e absolutamente notável processo dos Descobrimentos e da Expansão marítima portuguesa nunca se deixará enclausurar em qualquer sistema ou explicação isolada e castradora. O Homem é um animal infinitamente complexo e Portugal – enquanto entidade coletiva igualmente complexa – não cumpriu o processo dos Descobrimentos apenas motivos religiosos ou económicos ou políticos. Na verdade, a verdadeira explicação passará sempre por um cruzamento em matizes muito complexas e densas de todos esses fatores e ainda mais alguns.

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Categories: Agostinho da Silva, História, Os Descobrimentos Portugueses, Portugal | 12 comentários

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12 thoughts on “Agostinho da Silva sobre os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.”

  1. Isso mesmo! O nome do país já diz tudo somos um Porto do Graal, dessa sabedoria Divina, que S. Bernardo e seus discípulos templários previram como missão. O D.DInis já foi plantando o Pinhal de Leiria para fazer as caravelas com a madeira. Sancho Brandão já começou a vir para cá em 1340. Mas por estratégia política, para que os espanhóis não chegassem antes de nós tudo foi oficializado em 1500. De qualquer forma esse descobrimento começou mesmo à 2500 anos quando os judeus acompanhavam os Fenícios até às costas do Brasil para levarem o ouro para o templo de Salomão. Por isso os portugueses encontraram aqui índios doceis e monoteístas.
    Os bastidores da história são outra história…nos falam melhor dos verdadeiros motivos. Livro bom é o História Secreta do Brasil da Claúdia de Souza Pacheco.

    • Nao conheco… poucas obras desse tipo chegam a Portugal. Sim, acredito com uma convicção crescente que Portugal faz parte daquele muito restrito rol de nacoes que nasceram com uma Missão transcendente que os ultrapassa. Israel, Rússia, Inglaterra, Alemanha, EUA e alguns poucos mais sao assim: nós cumprimos ja parte dessa Missao: inventando o Brasil, agora falta continuar esse trabalho inacabado: lançando a União Lusófona.

      • Praticamente todos os países que se destacam seguem uma orientação da transcendência, senão todos, assim como cada um de nós.
        Mas com certeza a direção dos ingleses se opõe à lusa.
        Eles crêem que Lúcifer é a pedra que atinge a estatua do sonho de Nabucodonossor que o profeta Daniel adivinho e interpretou, sendo a Inglaterra o país que vai liderar o V Império. Haja vista a cerimonia de abertura dos Jogos Olímpicos onde era sensível essa intensão. Parecendo muito mais o 4º Império, o do ferro, e o mais terrível e cruel de todos.
        Portugal tem certamente outra missão tem uma herança judaico-cristã é espiritualista, universalista, mais pacífico, e anunciador dos desígnios de Deus através dos nossos quinto imperialistas.

        • Portugal é (palavras de Agostinho) o mais completo herdeiroo do império romano, na sua tradição de paz e integração de povos e culturas diferentes, com tolerância e capacidade de resistência milenar.
          Mas temos com os ingleses um tronco comum: o celticismo que tem raizes comuns com o nosso milenarismo sebastianista (com paralelo direto nos mitos arturianos) e simultaneamente na nossa costela hebraica.
          Pais “rafeiro” por excelencia, cruzamos traços de varias origens e essa é a nossa grande força!
          Carateristicas que se encontram tambem (quase todas) naquele que que é ja uma especie da anunciacao desse quinto império: o Brasil.

          • Clavis adorei seu comentário.
            Os dirigentes de Portugal, terão mais força do que o povo?
            E o povo estará ciente desta identidade?
            É dolorido ouvir os portugueses se depreciarem quando têm todos esses valores que mencionam.
            A união dos países lusófonos e o reconhecimento desta identidade é uma força “ameaçadora” -no sentido pacífico! de tudo o que está a esgotar o nosso planeta e a vida nele.
            Unamos nossos esforços para avivar a consciência da lusofonia !!!

            • Obrigado, Gisela. Os povos quando levados até aos seus limites podem reagir de muitas formas, nem sempre violentas. Portugal, no seu já milenar passado soube ser violento quando foi necessário (várias invasões castelhanas, invasões francesas, guerra colonial, etc), mas teve também a energia e sabedoria coletivas para voar grandes e impossiveis (para outros povos) voos: conquistando o imperio do Oriente, fundando o Brasil e lançando as bases do terceiro império africano. Mais recentemente, logramos conquistar uma revolução sem sangue (25 de abril) e uma íntegracaoo europeia que apesar dos deslizes atuais modernizou de forma notável o país.
              Temos algo no nosso genus que leva a isto… e acredito que isso resulta da nossa mistura unica de sangue judeu com celta… ambos fatores por detras do nosso mileranismo tradicional.

            • O povo está em processo acelerado de descaraterizacao… e as elites politicas compradas por interesses estrangeiros, quase todas elas. Em troca de promessas de prebendas em torres europeias sacrificam tudo, até as proximas eleicoes…
              O povo, contudo, mantém adormecida aquela energia animica que o fez fez vencer adversidades que teriam aniquilado para sempre outros povos e perante um momento tão grave como o atual (que ainda nao atingiu o seu apogeu) pode reagir e forgar um novo 1383.
              Vamos ver até onde o empurram!

              • CP

                tens razão, ainda estou para perceber como foste aderir ao (des)AO90 que nos descaracteriza.
                cedeste aos interesses das editoras e ao ressentimento das elites brasileiras…

                fica-te mal escreveres estas coisas.

      • otusscops

        CP

        lixaste-me a resposta mais uma vez…

  2. Concordo com Agostinho da Silva, sobretudo penso que éramos um país de marinheiros e pescadores enclausurados entre o “inimigo espanhol” e o mar .Foi a fuga que tragou a nossa curiosidade pela extensão da maresia que nos tocava num horizonte sem fim, o desconhecido…. Mais tarde a causa mudou, os novos dados fizeram projectar essa atitude de um modo mais organizado e com uma mente projectada para o futuro e pelo fado que sempre foi tão caro a este povo!
    Desejo uma boa noite a todos

    Miguel Martins de Menezes

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