Daily Archives: 2012/08/25

A Catalunha vai para a Lua!

Um grupo catalão que está a participar no Google Lunar X Prize assinou um contrato com uma empresa chinesa para lançar o seu rover lunar em 2014. A equipa, baseada em Barcelona, assinou com os chineses um contrato de trinta milhões de euros e mostra assim que está na vanguarda para vencer esta competição. A equipa catalã vai usar um foguetão Longa Marcha 2C, com um estádio superior CTS2 por forma a garantir a viagem até à Lua.
A equipa, designada por “Barcelona Moon Team” é de facto um consórcio de empresas, liderado pela “Galactic Suite Moorace” e que envolve a EAQDS e a Thales Alenia.

A equipa catalã parece atualmente a mais bem posicionada das vinte e cinco equipas (uma portuguesa) no concurso e aquela que está mais perto de construir um rover e de o lançar para a Lua estando a equipa a oferecer até 25 g de carga para payload científico a quem quiser realizar experiências durante a missão.

Para vencer o “Google Lunar X PRIZE” há que construir e enviar para a Lua um Rover capaz de viajar pelo menos 500 metros no solo lunar e enviar para a Terra imagens de alta definição. A primeira equipa a conseguir tal feito ganha 20 milhões de dólares, com quantias inferiores disponíveis para os classificados logo abaixo do vencedor. O objetivo é desenvolver um sistema robótico de exploração espacial fiável e de baixo custo.

Além deste concurso lunar, a empresa desenha atualmente um hotel espacial designado como “Galactic Suite Experience”, uma pequena estação orbital não permanente em órbita baixa LEO para alojar turistas espaciais. A hotel terá 16 janelas e um desenho modular. A sua arquitetura resulta de uma parceria com a EADS Astrium que permite a incorporação de tecnologia do ATV que hoje abastece a Estação Espacial Internacional. Na sua primeira fase, terá um só módulo e permitirá para dois turistas e um tripulante numa presença que não deverá exceder os seis dias e que serão servidos por naves russa Soyuz. Posteriormente, o hotel receberá mais quatro módulos e poderá ser servido por outras naves espaciais, com mais capacidade como a Dragon da SpaceX.

Fontes:
http://www.wired.com/autopia/2012/08/china-x-prize-robot/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29
http://en.wikipedia.org/wiki/Long_March_2C
http://www.googlelunarxprize.org/
http://www.galacticsuitegroup.com/galactic-suite-moonrace-eng/

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O modelo Euro-Escudo de Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite (http://cdn1.beeffco.com)

Manuela Ferreira Leite (http://cdn1.beeffco.com)

Se compararmos a última valorização do Escudo com a atual valorização do Euro, observamos que a economia portuguesa foi obrigada a absorver uma valorização da sua moeda internacional de troca de mais de 400%! Obviamente, tal movimentação teve efeitos catastróficos ao nível dos setores primário e secundário, destruindo dezenas de milhares de empresas e centenas de milhares de empregos… em troca, tivemos duas décadas de crédito barato e de tercialização da economia.

Mas agora, que o Euro revela as suas fragilidades e que a Europa dá provas sucessivas da sua incapacidade para as resolver, o país tem que começar a procurar alternativas. Entre elas, encontra-se o “Escudo CPLP”, uma moeda internacional de troca (que invoca o ECU da CEE), o regresso puro e simples ao Escudo e uma terceira hipótese, recentemente Ferreira Leite lançou uma interessante terceira hipótese: o relançamento do Escudo, “como moeda instrumental, não convertível. A função dessa moeda não é como antes do euro, com desvalorizações para compensar os aumentos salariais da ordem dos 20%. A desvalorização seria apenas em duas circunstâncias: no caso de haver alguma pressão das importações, e voltar a haver um desequilíbrio comercial que tenha impacto no défice externo e endividamento, ou se Portugal tiver exportações para um determinado mercado que estejam a ser negativamente influenciadas por uma valorização do euro.”

Neste modelo híbrido, Escudo-Euro, haveria um estímulo natural a comprar artigos produzidos ou incorporando produção portuguesa, simultaneamente, o Estado teria reservas internacionais, em moeda forte, que lhe serviriam de reserva e usada nas transações externas (o Escudo teria apenas curso interno).

Esta moeda dupla permitira evitar a perda de nível de vida que se estima ter que ser superior a 70% e estimularia a poupança (feita em Euros) e – na visão de Ferreira Leite – permitiria que Portugal tivesse não um, mas dois orçamentos: um em Euros, o outro em Escudos. No primeiro, teriam que respeitar-se todos os compromissos financeiros (défice, inflação e dívida externa), no segundo, estes limites não existiriam, pelo que seria possível lançar um grande programa de estímulo económico usando apenas Escudos. Este programa seria alimentado por empréstimos obrigacionistas, comprados pela Banca e comprados pelo Banco de Portugal, muito na forma de funcionamento da Reserva Federal. Este programa faria crescer a dívida externa, mas em Escudos, mas se fosse contraído apenas para financiar a economia real e sobretudo empresas dos setores primário e secundário, seria sustentável, a prazo, pelo decorrente crescimento do PIB.

Fonte:
Entrevista de Manuela Ferreira Leite ao jornal Público

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia | 4 comentários

A Geração Copy-Paste

“A cultura dos nossos antepassados foi substituída por uma versão mais ligeira, diluída e imediata, em que toda e qualquer referência e espiritualidade ou valores morais é ridicularizada. Alguns lutam pela manutenção de certos rituais, contudo o espírito lusófono raramente existe neles. A maioria apenas quer saber do último escândalo que envolva alguma celebridade ou do resultado do último jogo de futebol, deixando de lado, por exemplo, a leitura de um bom livro que a nossa vasta literatura tem para nos oferecer. É fácil culpar os políticos e os interesses económicos. No entanto, neste caso a culpa não é exclusivamente deles, já que cada um de nós mata o nosso espírito lusófono através da negligência.”

Pedro Cipriano
Nova Águia, número oito

Existe um nítido declínio da quantidade e qualidade de produção cultural na sociedade portuguesa contemporânea: a qualidade do ensino público está na base de uma redução da base populacional que se encontrava preparada para diferir bens culturais de uma sofisticação mais exigente e a mudança de mentalidades que foi criada por uma geração condicionada pelos métodos de pensamento rápidos e imediatistas, por uma geração que exige viver em “tempo real” e onde as tradicionais virtudes do trabalho continuado e esforçado não valem tanto como a rapidez de acesso ou a repetição ad aeternum de fontes copipastadas sem reflexão nem pensamento.

A geração jovem de hoje tem acesso rápido, ubíquo e universal à informação, através da Internet, mas essa facilidade está a favorecer o raciocínio mais primário, imediatista e em “tempo real” que a reflexão inteletual, com a sua maturação muito própria e produtiva… o Pensamento original e criativo requer Tempo e não ocorre num mundo onde as solicitações são múltiplas, diversas e rápidas.

Categories: Nova Águia, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 3 comentários

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