Breve antevisão de uma eventual saída de Portugal do Euro

É cada vez mais provável que a Grécia tenha que sair do Euro… essa é a tese que é dada com elevada certeza nos meios financeiros mundiais e se a Grécia sair, não há dúvidas que Portugal entrará logo na primeira linha de fogo dos especuladores, o que (especialmente depois do fim do programa da Troika, em meados de 2013) poderá obrigar o nosso país a regressar ao Escudo, ou, numa hipótese mais moderada e recentemente sugerida por Manuela Ferreira Leite adotar um sistema híbrido Escudo-Euro (Escudo para uso interno, e Euro para externo).

Mas imaginemos que regressávamos ao Escudo. E que o fazíamos em clima de Bancarrota e de iminente rotura de pagamentos internacionais. Qual seria o cenário?

Desde logo, poderíamos contar com uma explosão nos números do desemprego. Dos quase 20% de desemprego efetivo, poderíamos passar muito rapidamente para 30% ou mesmo 40%. A pressão sobre a Segurança Social forçaria a uma alteração rápida do valor dos subsídios pagos ou da sua duração, com um notável feedback em famílias já muito prejudicadas pela Recessão… Esta, aliás, seria intensificada, sendo provável superior a -7% do PIB só no primeiro ano. Nestas condições, e dependendo da situação em Espanha, seria de esperar uma explosão na emigração de portugueses para a Europa e para o mundo lusófono. A prazo, isso iria pressionar ainda mais o sistema de pensões, naturalmente, e levar ao seu colapso ou à aplicação de uma série de reduções muito draconianas. Portugal, como a Grécia representam – juntos – pouco menos de 5% de toda a economia europeia, mas perante o seu colapso, a onda choque (sobretudo se ambos falissem e saíssem do Euro) teriam uma escala continental, tamanha é volatilidade e nervosismo dos Mercados… ou seja 5% derrubariam facilmente todo o continente e tem sido apenas por esta única razão que alemães, finlandeses e holandeses ainda não defendem publicamente a expulsão do Euro dos países do sul.

Regressando a Portugal, a saída do Euro evaporaria de um dia para a noite mais de 20% do PIB e atiraria a inflação para valores da ordem dos 30 a 40% e colocaria o Escudo em pelo menos 30% do valor do Euro (estas projeções resultam de um estudo recente de Ferreira do Amaral e de paralelismos com projeções semelhantes para a Grécia). Consequentemente, se não estivesse ainda em bancarrota, esta teria que ser declarada.

Em termos mais práticos, na véspera do dia em que fosse declarada (uma sexta-feira), o Governo irá declarar o congelamento de todas as contas bancárias e criar barreiras a transferências online para contas no estrangeiro. Nos dias seguinte, uma Lei definindo a nova moeda e antecipadamente preparada será votada de emergência e promulgada pelo Presidente. Nesse fim-de-semana já a Casa da Moeda deverá estar a imprimir notas e a cunhar moeda ao seu ritmo mais alto… para começar a distribuição logo a partir da segunda-feira seguinte. O exemplo eslovaco é a esse exemplo bem ilustrativo: quando o país se separou da República Checa, já o seu Banco Central estava a imprimir a nova moeda há seis meses… O mesmo pode de resto estar a acontecer em Portugal e na Grécia neste preciso momento… não sabemos!
A quebra súbita de liquidez aquando da saída do Euro pode levar o governo a patrocinar a criação de novos bancos, provavelmente públicos, para compensar os Bancos que o difícil processo de recuperação de soberania monetária pode criar. Isso foi o que aconteceu na Islândia, em 2008, com os bons resultados que hoje se conhecem.
A turbulência social e económica da saída do Euro será tremenda. O isolamento comercial e o fecho de fronteiras com Espanha será muito provável e as falências de pequenas empresas – sobretudo comerciais – serão sem precedentes. A Recessão irá transformar-se em Depressão, com quedas dos já baixos níveis de consumo que poderão ser superiores a 40%, mas o valor pode ser ainda maior… o caso argentino é neste contexto, exemplar: a maior bancarrota jamais registada (93 mil milhões de dólares) levou a uma quebra de 60% do consumo interno e dos preços do imobiliário, assim como uma explosão da inflação. Portugal, com uma dívida externa de mais de 550 mil milhões, seria um caso ainda mais grave… comparável apenas com o previsível colapso grego.
A depreciação relativamente ao Euro, do novo Escudo tornaria – de um dia para a noite – todos os bens importados mais caros, isto levaria a uma inflação sistémica que rapidamente contaminaria também os produtos fabricados localmente (por indução e devido à estrutura de custos implícita). As empresas industriais e agrícolas que trabalhassem com margens mais curtas seriam levadas à falência em grande escala e isso somaria à explosão do desemprego criada pelas falências das empresas comerciais levando ao aumento do desemprego e à multiplicação das saídas de emigrantes, especialmente, jovens sem família constituída. As fugas de capitais na Bolsa e nos Títulos de Dívida seriam notáveis e levariam para a estratosfera os juros de dívida no mercado secundário. Na prática, Portugal estaria fora dos Mercados durante pelo menos dez anos, como sucedeu recentemente com a Argentina. Em resultado, teria que recorrer ao FMI durante esse período (com os correspondentes pacotes austeritários durante esse período) ou reduzir para cerca de metade a despesa corrente… da qual 60% são salários da função pública e pensões. Consequentemente, ou reduzia em mais de 50% o funcionalismo público ou aplicava uma redução de salários e de pensões equivalente.
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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa, união europeia | 20 comentários

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20 thoughts on “Breve antevisão de uma eventual saída de Portugal do Euro

  1. Não haveria nenhuma perspectiva boa nesse horizonte ??? Nenhum contrabalanço aos prejuízos que possa alavancar uma reestruturação nacional de equilíbrio???
    Sabemos que quem dirigem os países são os interesses econômicos, desumanos, materialistas a um extremo. Haja visto que quem dirige os países são os interesses das Coorporações e quem as orienta são indivíduos que exploram a doença do ser humano (como Edward Bernay e atualmente Clotaire Rapaille) para atingir lucros astronômicos.
    Como não podemos antever uma saída desse sistema cruel e desumano ??? não falo de algo imediato, mas pelo menos gradativo….
    Especialmente quando temos nas nossas raízes uma visão muito mais espiritualizada, dos valores que sustentam a vida e o bem estar do ser humano. Até Jacob falou para Judá que a sua tribo seria humilhada pela de Efraim e Manassés mas que no final Judá iria orientar todas os outros povos e tribos devido à sua sabedoria espiritual superior.

    • Todo este plano do euro foi erguido precisamente como uma forma de afirmar o poder desses interesses sobre as sociedades europeias. Nesse ssentido, o seu fim, seria o fim desse plano malévolo que nos pretende conduzir à escravatura e ao medo.

  2. Só com trabalho, ética e muito esforço podemos construir uma sociedade mais justa. só a consciência nos libertará . A humanidade está adormecida por esses poderes malévolos !!! mas nós, não somos vitimas. é hora de acordar e pôr a mão na massa !!!

    • A educacao de hoje é muito daquilo a que os gregos chamavam de “tecnhe” de uma educação para a tecnica, pouco especulativa, teorica e inovadora.
      E a prazo trara mais atraso que desenvolvimento…

  3. Pedro

    Portugal deverá manter-se no euro enquanto não saldar a sua dívida para com o FMI e o BCE, isso parece-me óbvio mas creio que o plano de contingência já está sendo preparado para pós esse período, poderá haver vários cenários mas não acredito que iremos regressar ao escudo novamente será demasiado arriscado e inconsciente, acredito mais em aderirmos juntamente com outros parceiros europeus ou não a uma moeda única e daremos ao início de uma moeda universal e o apartamento definitivo desta experiência europeia de má memória e condicionante dos desígnios do nosso país e cujos os seus resquícios foram apenas asfalto e betão, nada mais.

    • Saldar a divida em euros? Mesmo que crescamos a uns cinco por cento ao ano, durante dez anos (o que é muito difícil), isso será impossível.
      Essa divida (pela sua dimensão) é no essencial impagavel e esse é o banho de realidade que há que ainda tomar…

  4. Pedro

    Para tomar-mos uma posição de força e dizer em alto e bom som que “não pagamos” ou melhor dizendo “desculpem mas não temos hipóteses de pagar” temos de ter as costas quentes ou então estar-mos preparados para uma acção indirecta dos credores contra os interesses efectivos da soberania nacional, eu diria mesmo que caso a Espanha não tivesse como está uma posição dessas poria em risco de facto a soberania nacional nomeadamente com as acções indirectas hostis, e todos sabemos que existe muita forma de fazer uma guerra contra um país, basta que se tome essa decisão por parte dos credores, que servindo-se de países terceiros podem perfeitamente tomar posições chave no controle de um país inclusive retirar-lhe a nacionalidade como país e incorporá-lo noutro ou fazer um rearranjo estratégico, tudo é possível fazer desde que haja o beneplácito dos credores, será bom nunca esquecer.
    As perguntas chaves que se põem antes de tomar uma decisão dessas são: quem nos aquece as costas? E estamos em condições de dar o toque a reunir e fechar as fronteiras? A segunda resposta como é óbvio depende da primeira.
    Se ainda tivéssemos as colónias ou estivéssemos já inseridos noutra realidade económica então essa tomada de decisão seria conscientemente bem tomada, nesta realidade actual seria contraproducente e revelaria ao mundo uma total inconsciência da nossa parte o que nos colocaria numa situação pior que a Argentina.
    É um erro querer comparar Portugal com a Islândia, em primeiro lugar é um país muito mais pequeno e que nunca contou para a história, além de que está inserido no norte da Europa onde existe uma entreajuda natural entre todos esses países, Noruega, Suécia, Dinamarca e Filândia, se algo corresse mal esses países fariam uma colecta entre si e emprestariam até sem juros se fosse necessário, por outro lado creio que até a nossa força aérea faz a defesa do espaço aéreo desse país integrada noutras forças europeias, portanto a Islândia como país não teve nada a perder ao tomar essa atitude, pensou e agiu, agora Portugal é um país com peso histórico na Europa e mundo e qualquer passo em falso e scaneado e chacoteado pelos nossos sócios europeus por razões óbvias e pelos americanos, um país como Portugal não pode dar-se ao luxo de pôr a sua credibilidade no lixo como fez a Argentina, nós não somos nem queremos ser 3.º mundo e ponto final.
    Por outro lado é conhecido que a própria Alemanha já deu calotes mas esse país tinha recursos e as costas quentes de alguém para dar esse calote.
    Se queremos estar no 1.º mundo, temos em primeiro lugar que ser inteligentes e às vezes espertos e astutos, temos que saber gerir a nossa posição na Europa em consonância com os nossos interesses no mundo e na lusofonia em particular.
    Portanto Portugal está numa posição onde tem que agir de forma cirúrgica, medindo muito bem cada passo, sabendo que não podemos dar o murro na mesa mas, podemos fazer uma política circundante não estamos em condições de marcar rectas no cenário europeu, mas nem sempre o melhor trajecto de A para B é uma recta…

    • Brevemente, publicarei um artigo dedicado a responder ao comentario, Pedro…

    • O nome deste blog é QUINTUS alusivo à tradição do V Império, não é ? Sugiro por isso que consideremos neste espaço, respeitando as bases teológicas e culturais desta tradição que nos forcemos a pensar em prol do futuro que nos foi revelado ao longo dos tempo. Claro que precisamos ter os pés no chão considerar a conjuntura atual, mas a alma na transcendência e a sabedoria no coração e na mente.
      D. Dinis foi corajoso o suficiente para desobedecer ao Vaticano e deixá-lo fechar as portas das igrejas, iniciou o culto ao Espirito Santo. Fez a primeira universidade laica, fez a reforma agrária…ele sabia secretamente do Brasil, como nós sabemos hoje ainda melhor. Porque não usamos nossa sabedoria judaico-cristã e nos aliamos com quem compartilha da mesma identidade? São os paises mais ricos, em materia prima e em espiritualidade…sabemos que essa orientação que os bancos seguem faz parte de um 4º império em franca decadência, será que queremos cair junto com eles ?

      • Este blogue é muita coisa… e os temas da tradição portuguesa e, nela, de tudo aquilo que significa o Quinto Império, nunca aqui muito longe…
        Portugal é – como dizia Agostinho – não um país (como a maioria dos países europeus), mas “uma ideia a difundir pelo”, sendo o moderno Brasil o melhor (mas ainda irrealizado) exemplo dessa mundo-visão.
        Portugal está hoje sem real liderança política ou estratégica, limitando-se a seguir aquilo que lhe é dito “de fora”. Se não assim fosse, ja estaria neste momento em aproximacao com Espanha, Itália e Grécia, buscando um “eixo do sul” que contrabalancasse o poder imperial dos germanos nesta UE coxa, xenofoba, preconceituosa e inepta.

    • Thor

      “É um erro querer comparar Portugal com a Islândia”
      CP, eu que tanto aplaudo a Islândia, aqui concordo com o usuário Pedro. A Islândia não é membro da UE e nem do euro. Realmente é verdade! Portugal teria muito mais a perder do que a Islândia, se fizesse o mesmo. Os nórdicos por tradição sempre colocaram o bem-estar dos seus cidadãos acima dos interesses dos mercados, então a Dinamarca, a Suécia e a Noruega socorreriam a Islândia. Os mercados não seriam benevolentes com Portugal, e nem os outros governos europeus. Os norte-americanos também não. Principalmente depois de feito o acordo com a Troika, Portugal não seria perdoado tão cedo por tamanha “blasfêmia” contra a Troika. O contexto de Portugal é diferente do da Islândia.

      • O contexto é naturalmente muito diferente, mas daquilo que me lembro o essencial do financiamento à islândia veio da Rússia (cujos mafiosos, de resto, tinham propulsado em muito o boom bancário islandês).
        Portugall terá que inevitavelmente que declarar algum tipo de bancarrota, como ja fez varias vezes na sua historia (e a Alemanha na década de 1950) e acaba de fazer a Grécia.
        Quanto ao Euro ele nao existiu sempre e assim como nasceu, pode também morrer… especialmente porque é uma moeda fragil, sem as bases solidas de outras moedas.

        • Thor

          Sim, a ajuda à Islândia veio da Rússia. Assim como a Rússia está se aproximando da Grécia e do Chipre para ter vantagens na região do Mediterrâneo. No caso grego, tem outros atores, como os americanos. Eu entendo a linha de raciocínio dos russos. A Islândia está nas proximidades do Polo Norte, e próxima a América do Norte.
          Portugal poderia talvez, tentar conseguir um “fiador” que o livre da Troika e o ajude a sair gradualmente do Euro, mas honrando o seu nome nos mercados, nunca dando calote nos credores.
          E, sem deixar de se relacionar com os vizinhos europeus, Portugal precisa ter parceiros estratégicos em outros continentes, e não ficar restrito a UE e/ou a Lusofonia. Até o Brasil necessita ter parceiros estratégicos em outros continentes, dentro e fora da Lusofonia.

          • E a Rússia teve sempre aquele complexo (nunca resolvido) do acesso a um porto disponível todo o ano…
            A Rússia tem grandes ambições. Duvido é que tenha meios à sua altura… é que os tempos da URSS e de tudo o que ela implicava (sacrificios, repressão, etc) já passaram…
            Portugal deixou-se cercar demasiado pelo “desígnio europeu”, esquecendo tudo o resto!
            Essa lembrança é aliás uma das missões do MIL…

            • otusscops

              a Rússia são bárbaros da pior espécie(obviamente que as generalizações são injustas para muita gente, considerem como um abuso de linguagem apenas).
              são crueis, temerosos, violentos, desconfiados, expansionistas, coloniais, atrasados.
              são uma mistura indefinida de Ásia e Europa, sem rumo ou identidade, são um povo que sabe que vai perder território e que vai sofrer.

              agora as russas deviam de ser Património da Humanidade e protegidas, são lindaaaaasssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!

              😈

              • Muito inteligentes, cultos e corajosos… nao vejas apenas os defeitos… sao um povo notavel, justo herdeiro das tradicoes do imperio bizantino.

                • otusscops

                  muito inteligentes…

                  essa foi uma nova classe de parametrizar povos.
                  então dá mais exemplo de povos muito inteligentes, inteligentes, assim-assim, um pouco broncos, broncos, boçais e completamente estúpidos.
                  e já agora, como se mede isso!!!
                  :mrgreen:

                  herdeiro do Império Bizantino: isso é curriculum???

                • Simples: observa as realizacoes tecnicas e cientificas da Russia e diz-me se nao sao notáveis, apesar de todos os condicionalismos.

                • Roma foi (nas palavras de Nietzche, que sendo alemao, deves adorar) a mais brilhante forma de governo da História, capaz mesmo de sobreviver a uma serie de imperadores incompetentes ou mesmo loucos. Bizancio fopi a sua herdeira direta, e dela a Russia dos czares.

  5. Thor

    Otus Scops

    😀 Eu não estou resistindo, acho que vou “brigar” contigo.:D

    Por mais que eu goste de ti, acho piada um cidadão português deitar a Rússia abaixo como tu o fazes. 🙂

    Portugal foi o pioneiro nas grandes navegações no século XV. A Rússia, na forma de URSS, foi a pioneira nas viagens espaciais no século XX. Com todo o meu respeito por Portugal e sua história mas, tão certo quanto os irmãos Wright foram os que realmente inventaram o avião e não o Santos Dumont(de acordo com o ufanismo brasileiro), a Rússia fez mais bonito diante do mundo do que Portugal.
    Portugal, desde 25 de Abril de 1974, é uma democracia, e teve bons primeiros-ministros que fizeram de Portugal um país desenvolvido, com mão de obra especializada em abundância, com excelente qualidade de vida para a sua população, produz tecnologia de ponta ao ponto de ser fornecedor para a NASA e para a ESA. Mesmo com a crise, os portugueses têm regalias e privilégios que fazem inveja a qualquer sul-americano, a qualquer africano, a qualquer asiático. É verdade.
    Mas, se não fosse pela CEE que depois passou a ser UE, Portugal não estaria tão melhor do que estava nos anos 70 e 80. Já a Rússia não quer ser subserviente às potências estrangeiras, ao contrário de Portugal e do Brasil. A Rússia quer ser um país desenvolvido pelo seu próprio esforço unicamente, sem ser submissa aos EUA e nem a UE. E eu respeito a Rússia por ter vergonha na cara. Os russos podem até deixar a desejar no quesito “democracia” e “direitos humanos”. Eu lamento que a Rússia e a Ucrânia sejam assim. Mas a Rússia tem todo o direito do mundo de não querer ser submissa ao Ocidente. Se a Rússia pode seguir o seu próprio modelo, por que se ajoelhar diante dos EUA? Para quê?
    Com todo o respeito Otus Scops, mas eu nunca vi um inglês se referir com orgulho de ter a mais antiga aliança militar ainda em vigor com Portugal. Me parece que só os portugueses têm orgulho de tal aliança com a Inglaterra. Posso estar enganado, mas é o que me parece. Eu não entendo porquê tanta inspiração da tua parte no sistema illuminati/satânico dos USA/UK. Os governos anglos-saxões são os grandes propagadores do neo-liberalismo no planeta, e impõem de forma quase ditatorial a “religião” da escola de Chicago. E tu achas que os USA/UK não são imperialistas e nem colonialistas? A elite anglo-americana é de longe mais bárbara e selvagem do que o povo da Rússia. Se pudessem, os EUA e a Inglaterra viveriam em guerra perene contra outros povos.

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