Daily Archives: 2012/08/20

Paul Krugman: “Temos uma economia ferida pela falta de procura”

“Temos uma economia ferida pela falta de procura; o setor privado está, coletivamente, a tentar gastar menos do que aquilo que ganha, e o resultado é que os rendimentos caíram. No entanto, estamos presos numa armadilha de liquidez: a Reserva Federal não consegue convencer o setor privado a gastar mais por via do simples aumento da quantidade de dinheiro em circulação.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Ainda que este parágrafo tenha sido especificamente escrito para a realidade norte-americana, o diagnóstico desenhado por Krugman aplica-se igualmente para a Europa. Apesar de não ter existido nenhum “pacote de estímulo” na Europa comparavel ao modesto programa deste tipo implementado por Obama ao chegar ao poder, a verdade é as políticas austeritarias fanaticas estão a reduzir a Procura até níveis que só encontram paralelo na Grande Depressao, o mesmo acontecendo com o Desemprego.

Em vez de políticas de estimulo em ambiente recessivo, a Europa está altamente comprometida com vagas sucessivas de austeridade que reduzem cada vez mais a base tributária (e logo, a cobrança de impostos) e aumentam o Desemprego. Em resultado, os particulares retraem o consumo e o Estado (constrangido por politicas austeritarias) nao preenche o seu lugar. O resultado é uma segunda Grande Depressao de contornos cada vez mais nítidos.

Categories: Economia, Política Internacional | Deixe um comentário

A AIG está a vender dívida soberana alemã

AIG (w.globomidia.com.br)

AIG (w.globomidia.com.br)

Os sinais de que a tormenta financeira ainda não chegou na sua forma mais perigosa começam a multiplicar-se: notícias quase diárias de grandes Bancos multinacionais envolvidos em atividades criminosas ou “branqueamento” de contas, desregulação financeira que subsiste mesmo depois do crash de 2008 e, mais recentemente, sinais do que bancos alemães e holandeses, fundos de dívida soberana holandesa e até a imoral AIG estão a reduzir a sua exposição ao Euro.

E a AIG não se está a limitar a sair da dívida soberana dos países do sul, esta pérfida seguradora (que esteva na direta razão do colapso do Sub-prime) está agora apressadamente a vender tudo o que no inventário tem algo a ver com a Europa: divida soberana dos países intervencionados, ações de Bancos da Eurozona e até… divida soberana alemã e francesa.

A tempestade está finalmente a chegar aos garbosos países do norte que começam agora a pagar os efeitos das suas palavras e ações irresponsáveis. De forma diametralmente inversa, a AIG aumentou o seu investimento em dívida pública britânica… sinal que a AIG confia mais na política monetária do Reino Unido (com constantes injeções de capital na economia e sem o pavor da inflação que paralisa o BCE) do que na do BCE.

Sinais de que o petróleo sujo começa a chegar às praias germânicas…

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/banksandfinance/insurance/9470907/AIG-latest-to-make-capital-flight-from-eurozone.html

Categories: Economia, Política Internacional, união europeia | Deixe um comentário

Que Sistema Operativo corre no Rover marciano Curiosity?…

Depois das notícias sobre a remoção do software instalado no Rover marciano Curiosity (dedicado à fase de aterragem) e a sua substituição por software especializado nas operações de exploração no solo, há que colocar a questão: mas este software corre sobre que Sistema Operativo? Não… não é nem Windows 7, nem uma variante obtusa do Linux, mas algo muito mais simples, robusto e flexível. Trata-se de um dos sistemas operativos “RTOS: Real Time Operation System” mais antigos no mercado e conhecido por “vxWorks” e que corre também nos outros dois Rovers que a NASA opera atualmente em Marte (Spirit e Opportunity).

O vxWorks tem já mais de 27 anos tendo sido lançado em 1987 e foi criado pela “Wind River Systems”, que a Intel comprou em 2009. Concebido para ser usado em sistems embebidos, o sistema incorpora multitarefa, é um sistema nativo de 64 bits sobre arquitetura Interl X86, com execução isolada de aplicações e proteção do kernel. Suporta três tipos de file systems: High Reliability File System (HRFS), o velho e muito conhecido FAT-based file system (DOSFS), e o Network File System (NFS) mais conhecido no mundo Unix. Em termos de protocolo de rede, é usado o IPv6. Existem várias versões para vários processadores, como a já mencionada família x86, mas também MIPS, PowerPC, Intel i960, SPARC, Freescale ColdFire, Fujitsu FR-V, SH-4, ARM, StrongARM e xScale. Todo o desenvolvimento para vxWorks é realizado num computador com um IDE (“integrated development environment”) sendo o software compilado aqui e copiado para o sistema alvo correndo o vxWorks. Alguns exemplos de aparelhos ou sistemas correndo vxWorks: Airbus A400M, Apache Longbow, vários satelites, sondas planetárias e Rovers marcianos (Deep Space, Mars Reconnaissance Orbiter, Phoenix Mars Lander, Deep Impact, Networking and communication components. Curiosamente, o sistema corre também nos router WRT54G da Linksys e nas impressoras Xerox Phaser!

O software no Curiosity que foi atualizado este domingo tem cerca de 2.5 milhões de linhas de código, dos quais 700 mil que agora foram substituídas. Tudo em… linguagem C. Por comparação, a Apollo tinha 145 mil linhas, o Windows XP tem nada mais nada menos que 45 milhões de linhas e o “modesto” Android que agora uso para escrever este text, pouco mais de 12 milhões.

Fontes:
http://meiobit.com.feedsportal.com/c/33490/f/584803/s/2249f7f2/l/0Lmeiobit0N0C10A73260Cno0Eo0Esistema0Eoperacional0Eda0Ecuriosity0Eno0Elinux0Emas0Evoc0Eprovavelmente0Ej0Eo0Eusou0C/story01.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/VxWorks

Categories: Informática, SpaceNewsPt | Deixe um comentário

No Afeganistão, os húngaros não saiem à noite…

Os britânicos estão furiosos com o contingente húngaro no Afeganistão: segundo o ministro da Defesa britânico John Key, os húngaros – responsáveis pela província de Baghlan – recusam-se a sair dos aquartelamentos logo que o sol se põe e isso está a fazer aumentar a atividade talibã na região. Os húngaros respondem alegando que estão a cumprir todos os requisitos da missão e acrescentando que o combate aos talibãs compete aos soldados norte-americanos, afegãos e alemães na região…

Moral da História: não queiram ter húngaros como aliados num cenário de guerra… E contudo, os ditos estão ao nosso lado na NATO…

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/38334/

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Deixe um comentário

Dezoito medidas práticas e concretas para Despertar a Sociedade Civil

1. Desemprego Sénior
O maior problema atual da sociedade e economia portuguesas é o desemprego. Deste, o desemprego jovem tem recebida ampla cobertura mediática, o que é compreensível, dada a pesada percentagem que se regista atualmente e as consequências que o fenómeno do desemprego jovem trás a longo prazo (emigração de quadros, baixa natalidade, conflitualidade social intensificada, etc). Mas por muito grave que seja o problema do Desemprego Jovem, existe uma categoria de desempregados cuja existência e crescimento recente coloca riscos sociais ainda mais graves: o desemprego sénior, ou seja, o desemprego de cidadãos com mais de 35 anos. Por regra, tratam-se de pessoas que são excluídas da esmagadora maioria de ações de recrutamento, vítimas da discriminação etária mais primária e despudorada pela presença constante em anúncios de emprego de expressões como “menos de 35 anos” ou “menos de 30 anos”, e isto em flagrante violação da Lei e da Constituição da República.

2. Direito de Petição: Remover os limites mínimos das petições à Assembleia da República
E fazê-las depender de outros critérios, avaliados por uma comissão multipartidária que analisaria as petições, aferindo da sua originalidade e relevância para o interesse publico. Contudo, tal mecanismo nao eliminaria a obrigação da recepção ou audição em plenário de todas as petições que hoje ultrapassam respetivamente os mil ou quatro mil peticionários.

3. Auditoria à natureza da Dívida Pública
A Dívida Pública portuguesa ascende já a mais de 190 mil milhões de euros. Sendo pública, o seu exato detalhe e discriminação devia ser conhecido e estar – ao branco das mais sãs regras de transparência governativa – disponível na Internet, num site aberto e livremente consultável por todos os contribuintes.

4. Urge estabelecer uma política concertada e integrada de repovoamento do interior:
a. aplicando políticas fiscais mais favoráveis nos concelhos do Interior.
b. estabelecendo Moedas Locais que incentivem a economia local e o comércio e trocas intra-municipais.
c. construindo espaços de escritório a custo zero, mas ligações de Banda Larga, por forma a poder operar qualquer empresa a partir da localização mais remota.
d. incentivar fiscalmente e financiando projetos de turismo rural

5. Rever o Tratado de Lisboa nos artigos em proíbe o controlo sobre os movimentos de capitais e a ajuda financeira a Estados-membros em apuros. Acabando assim como um dos seus aspectos mais absurdos e nefastos no presente contexto financeiro em que vivem vários países da União Europeia.

6. Criar incentivos a formas de economia social não-monetarizadas como sistemas de troca e entreajuda de tempo e trabalho, recorrendo a moedas locais, virtuais ou físicas

7. Trabalho Não Remunerado
Um dos maiores cancros das empresas portuguesas da atualizada são a exigência que lançam sobre os seus colaboradores da prestação de muitas horas de trabalho não remunerado. A Fiscalização da Inspeção do Trabalho é muito ineficiente, lenta ou mesmo totalmente inoperante. Todas as empresas que recorrem a esta forma de dumping e de pressão desumana sobre os seus colaboradores devem ser severamente multadas. No Fórum da PASC de 21 de setembro, o economista José Tavares exprimiu a sua estranheza perante a quantidade de horas extraordinárias não remuneradas que se praticam nas empresas portuguesas e o diferente que essa prática era no resto da Europa. Estranhou igualmente o laxismo e a ausência de fiscalização deste fenómeno por parte das autoridades… Recentemente, a economista norte-americana Juliet Schor no yesmagazine.org publicou um texto em que defende que a redução das horas de trabalho podem ter benefícios muito palpáveis e concretos, mesmo no atual contexto económico.

A economista defende que “durante a Era Industrial, a redução da quantidade de horas foi pelo menos tão importante como contributo para o Emprego como o crescimento do mercado.” Contudo, desde 1990 que se observa um grande e poderoso impulso por parte dos agentes económicos para reverter o processo de redução das horas de trabalho… Nos Estados Unidos, em 2006, os norte-americanos trabalharam mais 180 horas por ano que em 1970. Mas contrariando este impulso, alguns americanos optaram deliberadamente por reduzirem as suas jornadas diárias de trabalho em troca de remunerações inferiores.

Os benefícios da redução do número de horas remuneradas e efetivas são múltiplos:
a. Se essa redução de horas de trabalho se efetivar pela adição de mais um dia de descanso semanal, haverá uma redução muito sensível dos custos ambientais, de CO2 e de combustíveis fósseis.
b. Vários estudos económicos apontam para que “quando as famílias despendem mais tempo ganhando dinheiro, compensam esse esforço consumindo mais nos tempos livres e recorrendo mais a alimentos processados, que têm um peso ambiental, energético e de emissões de CO2 maior que os alimentos preparados no lar.
c. A redução das horas remuneradas de trabalho propiciam ao recrutamento de novos funcionários nas empresas e, logo, à redução do desemprego, o grande flagelo do Ocidente desenvolvido.
d. Esta redução compele as organizações a reorganizarem os seus métodos de produção, por forma a otimizarem os seus processos de forma mais eficiente, reduzindo (pela redução da quantidade de horas de atividade) os seus custos de funcionamento.
e. A redução da jornada diária de trabalho vai aumentar o tempo de lazer e tempo livre, dinamizando todo este setor económico e entregando aos cidadãos tempo (que hoje as empresas sequestram) que podem depois investir em famílias mais estáveis e saudáveis e em atividades cívicas e associativas.
f. A redução – especialmente acima dos 45 anos – irá facilitar a transição para a reforma e reduzir os casos em que os trabalhadores se reformam em estado de exaustão física e mental e acabam por ter uma qualidade de vida baixa, plena de problemas de saúde e uma vida mais breve do que o necessário.

Este movimento para a redução das horas remuneradas só pode ser, contudo, realmente produtivo se as horas assim libertadas sejam investidas na melhoria da qualidade e de intensidade de vida dos cidadãos. As romarias às catedrais de consumo em que hoje se empenham tantas famílias aos fins-de-semana e que nada fazem para promover a qualidade da vida familiar podem ser substituídas assim (dada a maior abundância de tempo) por melhor qualidade de vida: o regresso à saudável arte da maçonaria, do artesanato, da leitura e da criação de bens e serviços culturais melhorará a qualidade de vida dos cidadãos e das suas famílias, resultando em famílias mais estruturadas e equilibradas, e logo, em menores níveis de delinquência infantil e juvenil.

Um estudo do “Center for the New American Dream” (newdream.org), citado por Juliet Schor revelou que 4 em 5 americanos que escolheram trabalhar menos horas admitem que se sentem hoje mais felizes do que antes. Outros estudos indicam que as longas jornadas de trabalho multiplicam os erros, reduzem a produtividade-hora e intensificam os problemas de saúde.

8. Excesso de Universidades e Cursos Superiores
Existem universidade públicas (e privadas a mais). Nas últimas décadas, governos sucessivos autorizaram todas as universidades e cursos que lhes apareceram à frente não porque fossem necessários, mas porque faziam o país subir nas estatísticas internacionais e porque quantos mais jovens estivessem no Ensino Superior, durante mais tempo, mais se retardava a sua entrada no mundo laboral e, logo, o desemprego. Muitos municípios tudo fizeram para que a sua cidade tivesse a sua universidade ou instituto… sem cuidarem da sua sustentação ou da utilidade dos cursos aqui leccionados. Manda a racionalidade que deveria ser feito um levantamento nacional da oferta disponível, suprimindo redundâncias geográficas, ou universidades com aulas desertas ou apenas com cursos de baixa empregabilidade.

Há que estabelecer rapidamente o grau de empregabilidade de cada curso: cada universidade deve publicar (na Internet e em local bem visível nos seus edifícios) a percentagem de alunos que conseguiram emprego na área vocacional do curso em 3 anos. Assim se eliminarão (por falta de alunos) os cursos inúteis e se pouparão aos jovens e às suas famílias os custos frequentemente astronómicos de cursos que depois não garantem qualquer empregabilidade.

9. Adotar software de Código Aberto e livre de licenciamentos como padrão obrigatório na administração pública e em todos os órgãos do Estado e Empresas Públicas

10. Lançar um estudo amplo e descomplexado sobre a legalização total do consumo e distribuição de todo o tipo de estupefacientes. Manter a proibição na produção, mas avaliar os impactos (aumento de taxação fiscal, redução da despesa nas Justiça e libertação de meios para as polícias e na saúde pública) da legalização da distribuição e comercialização.

11. Realizar uma campanha nacional e detalhada que identifique e mapeie as potencialidades geológicas do território nacional.
11.1. estabelecer um quadro legal que permite maximizar os efeitos locais da exploração mineira e petrolífera na economia local das regiões onde decorre esta exploração.
11.2. criar mecanismos jurídicos que mantenham em mãos nacionais a riqueza gerada com estes recursos geológicos.

12. Controlo e coordenação do endividamento das autarquias. As autarquias têm de voltar a financiar-se apenas na Caixa Geral de Depósitos, uma vez que os bancos, numa época de crédito duvidoso e difícil, tenderão a preferir emprestar às autarquias – sempre receberão – do que ao setor privado.

13. Criar uma taxa sobre os alimentos e as bebidas com alto teor de açúcar, sal, hidratos de carbono e cafeína: Todos os recursos assim captados serão obrigatoriamente reservados ao Ministério da Saúde

14. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades. Assim se promoveria melhor a aparição de novos valores e de novos partidos potenciando a dinamização do nosso esclerosado sistema político-partidário e ativaria a participação dos cidadãos na vida política. O Estado (via Impostos) deve ser a única fonte de financiamentos nas campanha eleitorais, por forma a cortar pela raiz qualquer fonte de corrupções e desvios à boa conduta perante o património público.

15. Transparência e Dados Públicos
Na batalha pela aproximação entre o exercício da Democracia e os Cidadãos a transparência dos dados públicos deve cumprir um papel central. O Governo e, muito particularmente, as Administrações municipais, devem permitir que os Cidadãos possam aceder de forma fácil e intuitiva aos dados sobre a administração política, financeira e económica de todos os órgãos democráticos.
Os dados públicos devem reger-se por critérios de acessibilidade, transparência e qualidade. Todos os arquivos públicos devem estar abertos ao público e acessíveis a quem quer que tenha acesso à Internet.
Estes dados devem ser formatados por forma a permitirem a sua compreensão por não especialistas e servirem de fonte a investigações jornalísticas que possam expor situações polémicas, falhas de governação ou situações de corrupção pura e simples. Muito em particular estas regras de Transparência devem ser aplicadas na área judicial, onde a opacidade tem sido regra, mas nem sempre pelas melhores razoes… por exemplo; a produtividade dos juizes, as suas pendências, a eficiência dos tribunais, os seus custos e rendimentos, assim como o polémico “segredo de Justiça” devem ser reavaliados e postos em causa, sem preconceitos nem ideias feitas.
No âmbito municipal, todos estes dados devem estar presentes num único Portal, de acesso fácil e intuitivo, desde a quantidade de veículos rebocados pela EMEL, a concentração de assaltos a casas ou de roubos por “esticão” por zona geográfica, o numero de alunos, o custo do metro quadrado, a quantidade habitações devolutas ou alugadas, a distribuição de agentes na rua em policiamento de proximidade, de médicos ou farmácias, etc, etc. Assim se conseguirá obter uma visão mais precisa da cidade e permitir que o cidadão conheça melhor o contexto local em que se encontra inserido assim como a exata medida da Saúde da sua Comunidade, assim como a forma como a Res Publica está a ser governada.

16. Contrato Político: Um dos grandes problemas da sociedade e da democracia portuguesa tem sido a distanciação entre a classe governante e as governadas. A aproximação de ambas deve ser prioritária (conforme documento do Jorge) e o estabelecimento formal de um “contrato político” onde os partidos deviam inscrever todas as suas “promessas”/”compromissos” perante os quais seriam depois judicialmente responsabilizados em caso de incumprimento poderia contribuir para uma credibilização da política e para um realismo das propostas eleitorais que hoje, manifestamente, não existe.

17. Repensar o mecanismo de eleição do Presidente da República: O cargo presidencial é hoje o único cargo uninominal e, simultaneamente, aquele que maior sufrágio exige para recolher a função. Paradoxalmente, é também o cargo político mais esvaziado de responsabilidades e funções efetivas. Essa contradição fragiliza a representatividade democrática e afasta os eleitos dos eleitores. Urge repensar quer as funções presidenciais, quer o seu modelo eleitoral.

18. Semana de Trabalho de quatro: discutir as suas vantagens em termos de Desemprego, eficiência organizacional, controlo de custos, qualidade de vida e pegada de carbono.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil | Deixe um comentário

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade