Maria Dovigo: “Não é por acaso que o escudo da Galiza é o Graal, com toda a sua carga de busca e desejo tão bem relatada nos romances arturicos, vertidos à nossa língua no medievo. Porque a Galiza que desejamos não existiu: é uma procura sem descanso, é filha do desejo, é ao mesmo tempo utopia e ucronia”

“Não é por acaso que o escudo da Galiza é o Graal, com toda a sua carga de busca e desejo tão bem relatada nos romances arturicos, vertidos à nossa língua no medievo. Porque a Galiza que desejamos não existiu: é uma procura sem descanso, é filha do desejo, é ao mesmo tempo utopia e ucronia.”
Maria Dovigo
De Utopias e Ucronias: a Demanda da Galiza e a Profecia do Homem Livre
Nova Águia, número oito

Esta “galiza sonhada”, utópica e imaterial talvez nunca tenha existido… mas existe aquela nação não-Estado que na costa ocidental da Península Ibérica une portugueses e galegos numa comunhão linguística e cultural que nao tem par na Península e que – desde que Madrid não continue no seu criminoso genocídio cultural – ainda há de produzir uma só entidade política e nacional.

Acreditamos que a re-união entre a Galiza e Portugal será concretizada, mais cedo ou mais tarde, assim o queiram os povos de ambas as bandas do rio Minho e o espanholismo de Madrid não logre destruir a identidade nacional galega.

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Categories: Galiza, História, Nova Águia | 49 comentários

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49 thoughts on “Maria Dovigo: “Não é por acaso que o escudo da Galiza é o Graal, com toda a sua carga de busca e desejo tão bem relatada nos romances arturicos, vertidos à nossa língua no medievo. Porque a Galiza que desejamos não existiu: é uma procura sem descanso, é filha do desejo, é ao mesmo tempo utopia e ucronia”

  1. Pingback: o escudo da Galiza | AICL – Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia

  2. Riquepqd

    Bem, alguns galegos acreditam que os brasileiros falam galego, na verdade acreditam até que os portugueses falam galego.

    http://www.udc.es/dep/lx/cac/sopirrait/sr044.htm

    • Pois. Por isso é que a batalha da Educação Pública é a batalha decisiva para o desenvolvimento que o Brasil ainda nao venceu… a nossa “guerra” já é outra: é a da qualidade (muitos cursos superiores de má qualidade e escassa utilidade),mas vocês precisam reforcar muito mais o ensino nos primeiros niveis (nos, no ultimo)

  3. C Durão

    Mas esse é um brasileiro a acreditar: e não só isso; tb a razoar e demonstrar cientificamente!

  4. henrique dória

    JÁ NOTARAM QUE O ESCUDO DA GALIZA É IDÊNTICO AO DE COIMBRA?
    O GRAAL ENCONTRA-SE NO CENTRO DOS DOIS

  5. LuisM

    Ai essas eventuais junções da Galiza com o condado portucalense. Que caixa de Pandora em potencial.

  6. as tretas do CP e a sua enviesada lusofonia…

    Portugal e Galiza NUNCA estiveram unidas, logo a expressão “re-união” é falsa.

    Portugueses e Galegos unidos é outra falsidade, apesar de haver contactos centenários, enorme compatibilidade fonética e etimológica e relações raianas que nunca cessaram, os Alto-Minhotos sempre fizeram valente oposição aos galegos, como forma de afirmação e de sobrevivência.
    os galegos são mal-vistos, são motivo de anedotário e exemplo de mas costumes ou maus exemplos, como os portugueses para os brasileiros…

    sim, é uma Galiza sonhada, doutrinária, que a AGAL (???) e os seus membros tentam impor e cujo o MIL lhes dá guarida.
    mas a realidade é completamente diferente, ultrapassa-os e o CP também acredita nestas utopias pseudo-lusófonas.

    o que estes galegos querem (uma minoria, uma clique das letras que anda a inventar um passado arturiano) é a independência (para talve ficarem eles a governar???) mas à custa de Portugal.
    são os mais ferrenhos pró (des)AO90 e cantam loas ao Brasil, para serem salvos por este último numa política de hostilidade, raiva e ódio a Portugal porque alegam que não lhes dá apoio…

    NA GALIZA NÃO SE FALA NEM SE ESCREVE PORTUGUÊS!!!

    P.S. – as preocupações do LuisM tem pertinência e o “ehehehe” da resposta do CP revela as fragilidades da sua “verdade”…

    • Estivemos… vai la ler os canhanhos pre-henriquina.

      • não, não CP, eu afirmo que Portugal e Galiza NUNCA estiveram unidas.
        na minha História de Portugal nunca vi tal coisa..

        faz-me um favor, mostra-me os TEUS canhanhos onde está isso???
        ou continuas na tua doutrinação pan-lusofónica abrasileirante e gauleguizante da História de Portugal???

        • Nao é dificil: mas concedo num ponto: nessa epoca nao havia ainda “Portugal”, que so passou a existir depois de conquistar o centro e se refundou ao absorver o sul. Mas o proto-Portugal, da lingua galaicoportuguesa e dos guerreiros que conquistaram o sul era galaico-portugues, a todos os termos.

          • CP

            “mas concedo num ponto: nessa epoca nao havia ainda “Portugal””
            c.q.d.

            portanto, PARA DE ESCREVER MENTIRAS e comentários insidiosos nas entre linhas. queres reescrever a História mas enquanto eu puder (e tu deixares aqui) eu não deixo.

            4 considerações sobre o assunto:
            – Portugal fez-se SEMPRE em oposição à Galiza
            – o galaico-português é uma corruptela do Latim, que tu e TODOS os apoiantes do (des)AO90 querem destruir a sua herança sem respeito nenhum
            – ao teu resumo está correctíssimo.
            – dizes muito bem: ERA GALAICO-PORTUGUÊS – ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, ERA, mas já não é…………….

            • A matriz fundacional é comum a Portugal e á Galiza. E tudo comecou a norte do Minho.
              Sabes que nao “minto”, que sei isso por sentir-saber.

              • CP

                não intoxiques as mentes, a matriz fundacional vem dos suevos, dos visigodos, dos romanos, dos galaicos (isto a Norte).

                mais uma vez estás errado (desculpa escrever.te assim irritado), a matriz estava na entre-Minho.
                mas o teu desprezo por Portugal agora já passou para a sua pré-fundação também???
                tens de rever a tua identidade…

                tudo o resto é treta, passaram 900 anos, somos coisas diferentes hoje em dia.

                (obviamente que não és mentiroso, é no calor da discussão)

    • LuisM

      Quando me falam destas coisas só me vem à memória aquela história dos povos “fraternos” da Juguslávia e quando vejo gente extremamente sectária à frente disto (não, não és tu CP porque sei que as tuas intenções são as melhores, mas aqueles “barões do norte…) tenho um péssimo pressentimento sobre tudo isto

      • LuisM

        “de boas intenções está o Inferno cheio”.

        o CP e o MIL tem um projecto trans-nacional de desportugusização e abrasileiramento da CPLP, só pode.

        tento fazer como o Santo Condestável, ando com a espada debaixo do hábito, nunca se sabe.

        sobre os barões do Norte, sim, é uma possibilidade, mas eles NUNCA se unirão aos galegos, já se separam à 900 anos, sabem que eles não os beneficiam.
        quanto muito pode haver uma secessão de Portugal e seremos todos comidos por Castela devido à pulverização.

    • Ines

      perdon vivo en Argentina, y cuando estudie historia ahi aprendi y le explique a mi padre gallego q galicia dio origen a Portugal y q su nombre deriva de Porto Galego luego vinieron y los invadieron y España se quedo con la fraccion q hoy es Galicia, ni mi padre sabia eso, el idioma original se fue perdiendo con la influencia del castellano y la “prohibicion” de hablarlo, y cada region evoluciono el idioma en forma diferente.

      • A “limpeza étnica da memória” é talvez das formas mais brutais de etnocidio que o Homem pode conceber.
        A origem do nome “Portugal” é incerta, mas “Porto Galego” nao é uma das hipóteses, receio bem…

      • Ines

        nada disso que eu teu papá diz corresponde há verdade.

        “Saludos” de Portugal para toda a Argentina(*) país fascinante que adorava conhecer!!!
        🙂

        (*) excepção feita para todos os nazis que aí habitam e todos aqueles que colaboram com eles.

  7. C Durão

    curioso como abundam por aqui os pseudónimos… significativo?

    não vou entrar em fazer declarações sobre o sintagma “portugueses e galegos” (quantos? alguns? todos? todas?): é uma “treta” (por citar o aí acima escrito) muito cara para a imprensa anglo-saxónica (e não só), silogismo que sempre dá certo, desde que haja pelo menos dous de cada…

    depois isso da AGAL… está o/a Otus ao dia? ouviu falar da AGLP? das IFGP? da AAG-P?

    e o da clique (como se parece com a claque…), tb curioso: resulta que a tal super-minoria conseguiu fazer parvos os sisudos intervenientes nas negociações do AO (duas, Rio 86, Lisboa 90) e até “meter” nele, como de contrabando, duas palavras “galegas”, quer dizer então não portuguesas, oh, meu Deus! mas como foi isso? [consultar a Base XI, 2º a)…]

    e depois diz-que na Galiza não se fala nem escreve português… claro! ali chama-se galego, como no Brasil se chama brasileiro, e assim por diante: por que negar-se a admitir que a língua nasceu a N e a S do Minho (e até mais a N que a S…), e quando se independizou Portugal chamava-se … galego…

    enfim, muito a dizer e nadinha de tempo, então: saudinha!

  8. Pedro

    Discordo que o escudo da bandeira galega seja o Graal, o escudo é claro e não permite equívocos ou divagações como esta autora quer fazer crer, o símbolo tem no meio um cálice e uma hóstia por cima, sinal que representa o poder da igreja na formação da Galiza devido ao apóstolo S. Tiago que andou pregando por aquelas terras, será bom lembrar que o dia da Galiza é justamente o dia 25 de Julho dia dedicado ao dito apóstolo, ao contrário de Portugal que teve o poder das ordens militares e religiosas na sua formação, por isso nós somos mais místicos eles mais terra a terra.
    Eles sempre foram muito certinhos e direitinhos obedecendo ao bispado e nós sempre fomos rebeldes, o único país a não acatar a ordem papal para extinguir os Templários e em vez disso criámos a Ordem de Cristo, por isso ganhámos a nossa independência e eles se conservaram sob o jugo castelhano.
    Se existe alguma bandeira no mundo que permita divagações místicas é a portuguesa, ninguém ainda hoje conseguiu decifrar com exactidão o significado das cinco quinas, a explicação que aparece mais em voga e lógica é a de que vem dos bezantes, explicação popular é que representam os 30 dinheiros pelos quais Judas vendeu Cristo ou as cinco chagas de Cristo, a explicação mística é que representam o 5.º Império a ser iniciado por Portugal.
    Quando olho para elas me fazem lembrar a projecção das pontas dos vértices de uma pirâmide vista de cima (4 + 1), mais uma explicação a somar a outras tantas que haverá 🙂

    • Pedro

      e que tem ser o Graal???
      cada vez as pessoas são menos religiosas e Jesus Cristo foi invenção.

      a Esfera Armilar não, é uma realização humana concreta.

      • Pedro

        Sim a esfera armilar símbolo das descobertas claramente é a maior obra universal criada pelos portugueses, o mundo moderno, e se há país com a maior pergaminho em colocar o mundo na sua bandeira é Portugal.
        O verde e o vermelho também terá várias interpretações, mas para mim os republicanos apenas substituíram o azul e branco e no lugar dessas cores foram recuperar as cores da bandeira manuelina com fundo verde e a a cruz de Cristo vermelho e substituindo o azul pelo verde e o branco pelo vermelho, a explicação popular diz que verde é esperança e vermelho é o sangue derramado, então proponho que se invertam as cores e passe o vermelho para a faixa esquerda (não pelos comunistas 🙂 ) e o verde para faixa da direita, pelo simples facto de que agora mais do que sangue é preciso mesmo muita esperança no futuro 🙂
        De facto o único símbolo que não está nem historicamente bem explicando, nem até hoje ninguém conseguiu dar a explicação baseada em provas são realmente as quinas.

        • Pedro

          “nada a obstar, publique-se”
          😉

          P.S. – as quinas são para enfeitar, serviam de tiro ao alvo para treino dos arqueiros ingleses que nos ajudaram sempre.
          :mrgreen:

    • A interpretacao do Graal na bandeira galega é muito comum os meios galegos. E plausível… na idade media o Graal nao era um tema “mistico”, mas corrente e de uso comum (hoje a populacao media sabe la o que é o graal…)

      • Pedro

        Até há quem diga que o nome e Portugal não deriva de Portus Cale mas sim de Porto Graal (o porto do Graal), pois se diz que o Porto recebeu barcos com tesouros templários aquando da sua expulsão de França.

  9. C Durão

    – concretize lá essa ideia dos pseudonimos serem significativos.
    qual é o problema e o significado, não insinue e seja directo.

    – sobre as generalizações tem razão, é sempre injusto para alguns, sobretudo para a grande maioria dos galegos que estão em adiantado processo de desgaleguização embora existem alguns moicanos que insistem em espúrias alianças artificiais com o Brasil na vã esperança de os salvarem… a maioria dos galegos urbanos querem ser espanhóis e pronto, não inventem!!!

    – sim AGLP era o que eu devia ter dito, bem corrigido, o clube do José Manuel Barbosa, o doutrinador dos incautos, cartógrafo encartado e vendedor de sonhos de grandiosidade imaginária da Galaecia e de ódio contra Portugal, que advoga uma Galiza “.. até ao Rio Mondego.”.

    – sobre o (des)AO90 é apenas um processo político, dos quais a AGLP na ânsia de algum protagonismo e vaidade pessoal dos seus membros, colocaram-se sob o guarda-chuva desses “sisudos intervenientes” fazendo vénias ao Brasil, talvez na esperança de venderem mais uns livrinhos que ninguém lê.
    os AGLP são uns fanáticos, são ainda mais acordistas que os brasileiros, os vencedores deste processo de colonialismo reverso, aos quais nada tenho contra e admiro pela sua capacidade de dominarem os mansos portugueses.

    – não vamos nem mentir nem baralhar quem nos lê: NA GALIZA NÃO SE FALA PORTUGUÊS, fala-se maioritariamente castelhano e galego.
    confundir o galego e o português é desonesto, são línguas que o tempo, a história, a experiência colectiva dos seus povos tratou de diferenciar.
    o mesmo está a acontecer com o português de Portugal e com o português do Brasil.
    o que tivemos em comum à mais de 500 anos (já la vai um tempinho, não???) foi uma corruptela do latim, que teve uma língua designada por galaico-português que pelos motivos que descrevi acima hoje são línguas diferentes, diferenciadas e com identidade distinta.
    ninguém nega a génese da língua, mas ela nasceu nas planícies do Lácio para sermos justos.
    porque insistem os actuais galegos na questão da língua de Portugal como sua???
    os actuais portugueses não devem nada a ninguém em questões linguísticas, somos independentes e autónomos, coisa que pode acabar se este imundo (des)AO90 não acabar rapidamente.

    – sobre os comentários “en passant” apontando-me erros ou estrangeirismos, deixe-me notar que em português não se diz nem se escreve “dous”nem “independizou”.

    – sobre palavras galegas não me oponho desde que façam sentido para os portugueses e sejam de uso corrente, qual é o problema??? temos tantas palavras de origem estrangeira seriam por mim, um Alto-Minhoto, bem vindas.
    por curiosidade, quais são as famosas palavrinhas???

    muita saudinha também e muito sizo também para os reintegracionistas cuja dificuldade patológica em se colocar na pele dos portugueses os faz afastarem-se da sua causa e manter sempre presente que a sua primeira acção foi combatê-los, no Campo de São Mamede em Guimarães a 24 de Junho de 1128!!!
    e venham mais 900 anos de História para Portugal, com ou sem Galiza…

  10. Pedro

    Creio que se torna necessário desmistificar que Portugal deve algo à Galiza, muito pelo contrário a Galiza é que está devendo e muito a Portugal pelo facto de os portugueses de uma meia língua como o galaico-português terem criado uma língua que é das línguas latinas a mais rica e mais versátil e acima de tudo universal, o seu a seu dono.
    Esse crédito que Portugal tem para com a Galiza ainda não foi pago longe disso, para quando a língua portuguesa como língua leccionada nas escolas galegas? Ao contrário na Extremadura o português já é a primeira língua estrangeira ensinada nas escolas, não deixa de ser um paradoxo.
    Para quando os canais portugueses passando na TV galega, ao contrário na Extremadura até vêem jogos do campeonato português de futebol.
    Portanto existe aqui alguma “marosca” relativamente às desculpas galegas relativamente a estes e outros aspectos que por vias da concretização do aumento da cultura portuguesa na Extremadura, já não estão pegando…
    Os galegos não podem querer subir à conta de apanhar boleias, nomeadamente da lusofonia e do Brasil em particular, esse espaço foi criado por Portugal e pelo seu génio criador civilizacional.
    Não estou tentando segregar os galegos, bem pelo contrário acho que deverão ser apoiados caso pretendam ser independentes e ter uma cultura e língua próprias, nós sempre apoiamos as causas nobres desde que elas não interfiram com a nossa estabilidade e neste caso a Galiza não é Timor que está do outro lado do mundo, é mesmo aqui ao lado.
    Mesmo uma hipotética união entre essa região e Portugal seria geradora de instabilidade na região norte, o Porto nunca aceitaria perder o seu estatuto de capital do Norte para Santiago por exemplo.

    • Portugal não “deve” nada à Galiza. Devemos apenas a nós próprios: quando o povo ve a repressao cultural e humana no lado de la da fronteira e olha para o lado.

      • Pedro

        Ainda outro dia soube que o Presidente da Junta da Galiza um tal de Feijó, se deslocou por um périplo pela América Latina e nomeadamente o Brasil, por acaso este senhor se deslocou a Lisboa…pois isto diz bem acerca do interesse que Portugal tem para a Galiza a nível político ou económico e nós não devemos ser comidos por parvos, apoiar sim mas eles tem de dar um passo em frente nesse sentido bem determinado e sem equívocos.
        Fazendo analogia com caso de Timor houve mobilização geral por parte da população portuguesa também mas não só porque tínhamos responsabilidades históricas com esse povo.
        A estratégia galega está errada, estão partindo do pressuposto de que a lusofonia deverá orbitar em torno da Galiza em virtude de que dizem eles, o português provir do galego, ora esquecem-se que a lusofonia foi criada por países independentes que tem como língua oficial o português, portanto não é a lusofonia que tem de se adaptar à Galiza mas sim a Galiza que tem de se adaptar à lusofonia e só há uma maneira de estar integrada é de ser independente e ter como uma das suas línguas oficiais o português e isso será ponto assente.
        Não podemos ajudar a quem não quer ser ajudado, na Galiza não existe uma elite formada que permita que os ajudemos, existem casos isolados da AGAL e outro académicos galegos que fomentam o português, mas isso é uma gota no oceano, a questão terá que ser abordada pelo lado político e neste momento o Sr. Feijó se quer algo de Portugal tem de pôr pernas ao caminho e dirigir-se a Lisboa e não servir-se de uma comissão Norte de Portugal-Galiza que não tem nenhum poder de decisão político e que apenas é cosmética para Bruxelas ver.

        • Pedro

          dois comentários de excelente nível, pelo conteúdo (acertado) e pela forma (objectiva).
          gostei muito.

          o Feijó é o típico galego de há 300 anos a esta parte, não quer ser galego, quer ser espanhol.
          e são assim a maioria, sobretudo nas cidades, apesar de saberem que tem raizes galegas, usos e costumes e uma cultura telúrica própria, distinta de outras regiões espanholas são espanhóis.
          sobre viagens, andou a tratar de negócios para alguns empresários galegos sérios e para os traficantes de droga (armadores) fazerem “mais algum” porque isto na Europa agora está ruim… apenas isso.
          tenho mais medo das acções da AGLP do que destes políticos sem estatuto e importância, sinceramente.

          • Pedro

            Sou dos que pensam que a política vem primeiro, a cultura a seguir e por último vem a economia, sem política e estratégia não há cultura nem economia.
            Alguns há que pensam que primeiro vem a cultura ou a economia e no final a política, geralmente estes esbarram sistematicamente em barreiras e não sabem porquê ou então atiram o barro à parede…
            Vem isto a talho de foice da questão da aproximação de uma restrita elite galega, nomeadamente ligada às letras não a Portugal mas sim a lusofonia, ou seja contornando ou julgando contornar o papel de Portugal na questão, esquecendo-se que na CPLP tudo é decido por unanimidade e que não foi de estranhar o veto político por parte de Portugal na questão de admissão da Galiza como observador, ou seja foi “descurado” por parte dos galegos o papel político na questão ou talvez não e tenha sido uma estratégia deliberada pela falange espanholista infiltrada nesse movimento e como se diz na gíria Portugal esteve observando tranquilamente e quando chegou a altura definiu a sua posição e bem, já disse que não sou defensor de Paulo Portas, mas nesta questão esteve irrepreensível não dando qualquer hipótese dando um sinal claro às elites políticas galegas.
            Creio que por exemplo a questão das SCUTS nomeadamente a que liga Porto a Viana, foi um aviso à navegação política galega, ou seja como que a dizer “se querem algo que venham falar connosco pelos canais certos e não utilizando comissões e/ou outras entidades que nada decidem acerca das relações entre Portugal e a região autónoma da Galiza”, estou falando da Comissão Região Norte-Galiza, ao que acharam “por bem” chamar o arco Atlântico, o que está errado porque toda a costa portuguesa atlântica vai desde o Minho até à ponta de Sagres.
            O rio Douro não é nem nunca foi fronteira política em Portugal e estamos aqui a ver os galegos por “artes de ofícios” e ainda por cima acrescentado o misticismo céltico e suevo a querer impingir essa ideia.
            Como diria o outro certo dia “o povo está sereno” e Portugal estará sempre sereno observando e actuando sempre nos nossos melhores interesses, agora uma coisa é certa ou a Galiza se define politicamente acerca do que pretende no universo primeiramente peninsular e depois no da lusofonia ou esbarrarão sempre no veto político português seja para o que for.

            • Sem dúvida que a “questão galega” é… isso mesma: galega. E que atualmente a maioria dos residentes na Galiza não só não fala portugues da Galiza como nao tenciona sair de Espanha.
              Mas nem todos sao e pensam assim e nao viro as costas a quem me pede ajuda ou olha para o meu pais como uma tabua de salvacao num oceano de aglutinacao e assimilacao cultural e linguistica.
              É um argumento emocional e nao racional, decerto. Mas é também estratégico porque a Portugal nunca serviu uma Espanha forte.

              • Pedro

                A questão é de que quem lhe pede ajuda por muito boas intenções que tenha faz com que o barco esteja remando contra a maré.
                A primeira coisa a fazer é perceber a “maré” mediante isso equacionamos como, quem e porquê.
                A maré é a política galega e perceber como funciona, perceber o espectro politico galego, não deixa de ser curioso que os chamados nacionalistas galegos sejam de um partido de extrema esquerda o BNG o que deve ser caso único, porque geralmente associamos nacionalismo a extrema direita o que não deixa de ser um erro, temos aqui um caso de estudo, outra situação, é o porquê de um homem que unificou a Espanha ter a sua origem em Ferrol-Galiza, ou seja havia algo nesse meio galego que potenciou esses seus ideais de uma Espanha “forte e grande”.
                Outra coisa que temos que analisar é o porquê de o PP ganhar sistematicamente as eleições na região autónoma da Galiza, talvez porque esse meio galego ainda potencie nas elites políticas galegas ou politiqueiros a ambição desmedida inseridos numa tal Espanha à Franco, temos a prova de um indivíduo que há bem pouco tempo era um político de 2.ª linha na Galiza, ascende a líder do PP nacional e por conseguinte é presidente do governo de Espanha, por vias da vitória do PP nas eleições espanholas, Mariano Rajoy
                O que é o meio? São os eleitores que votam no PP, ou seja aqueles que lucram com o “status quo”, aqueles que estão acomodados por gerações e gerações ao sistema endémico castelhano ramificado na sociedade liderante galega, outras palavras aqueles cujo ganha pão depende de Madrid.
                Outra coisa que devemos reflectir é que os próprios empresários galegos estão acomodados a esse “status quo”, quando vemos que um determinado grupo galego sobejamente conhecido e cujo o seu dono ascende à 3.ª posição de homem mais rico, segundo a revista Forbes e não mexe uma palha para a defesa da Galiza, sua cultura e sua língua, nada mais há que dizer, ah claro é leonês e não galego e isso explica tudo…
                Portanto é preciso desmontar como se move a sociedade galega para depois oferecer soluções caso haja galegos interessados, depois criar uma estrutura política ou fortalecer uma determinada estrutura política que esteja em contra-corrente aos interesses espanholistas, isso é relativamente fácil do lado de cá promover uma estratégia ganhadora pelo lado da defesa da sua identidade, cultura e língua, ou seja quem está esperando somos nós, o resto virá com naturalidade…

        • No vaso da Galiza o que prevaleceu foi mesmo a baixa consciencia. Ainda nao ha muito tempo (via Garcia Leandro) soube umas historias sobre a nossa “retirada” de Timor que bradam aos céus.
          Quanto à estratégia lusofona dos Galegos, admito que cometem um erro, mas este é provocado pela desilusao de decadas (seculos?) Esperando por Portugal. A um dado momento (eu assisti pessoalmente a esse virar de eixo) havia que centrar no Brasil um apoio externo que Portugal temia dar.
          Foi uma estratégia possível, mas que nao surtira efeitos, porque o Brasil ainda padece do “complexo do anão”, isto é, acha que nao tem peso na cena internacional e age como tal.

          • Pedro

            Precisamente pela retirada de Timor ter sido uma vergonha e um acto cobarde, o povo português teve essa consciência porque se há palavra que nunca ousou ser aplicada na nossa história é a palavra “cobarde” todos nós sabemos o destino daqueles que traíram esta pátria, a morte, e então essa consciência colectiva mobilizou 1 milhão para as ruas com lenços brancos nos carros e lençóis brancos em janelas e varandas, isso foi um acontecimento único nunca visto, pressionando o então presidente americano Bill Clinton a influenciar a Indonésia e mais concretamente o governo de Jacarta, isso se deveu única e exclusivamente à acção cívica, objectiva e ordenada da sociedade civil portuguesa.
            Quando temos políticos na Galiza desde Fraga Iribarne até Feijó de uma linha política de direita com laivos franquistas, como é que Portugal tinha condições para empreender qualquer movimento no sentido de aproximação à Galiza? Mesmo durante o estado novo esse movimento estava “hipotecado” pela forma indirecta como Salazar apoiou Franco na guerra civil espanhola, mandando milícias e material de guerra a socapa e isso não está registado nos livros de história dos dois países mas que de facto aconteceu.
            Portugal tem alternado politicamente entre “esquerda” e “direita” agora a Galiza tem alternado sistematicamente entre “direita” e “direita” e assim é difícil.

          • a Galiza à espera de Portugal???

            isto é uma tentativa de infantilização, ó CP.
            então o problema é deles e estão à espera dos outros para-lho resolverem???
            lutem cabrões, sangrem, sofram, conquistem a pulso o que julgam ser vosso por direito e não se encavalitem nos outros, façam por merecer o respeito dos outros!!!
            👿

            • Já o disse muitas vezes: os galegos é que primeiro têm que se entender sobre o que querem ser. Mas se quiserem a independencia ou a uniao com Portugal, estarei ca para os apoiar.
              E se essa separação serve os interesses de Portugal? Claro que sim, a todos os trechos: economico, social, diplomatico, estrategico e politico.

              • essa tese de que “nos serve” é puramente emocional e a História mostrou SEMPRE o contrário.

                o processo de desmantelamento da Espanha tem de começar na Catalunha e no País Basco e quando chegar a vez dos galegos já nem existem…

                a Galiza NUNCA teve condições de existir (não confundas com o Reino da Galecia)

      • CP

        “quando o povo ve a repressao cultural e humana”
        continuas nesta campanha ignóbil.
        isso que dizes É MENTIRA!!!
        os AGLP estão a fazer-te a cabecinha, para com isso.
        vai pelas ruas, vê pelos teus olhos, fala português, galego ou espanhol, percorre os campos, fala com as gentes e diz-me onde vês isso.

        é um perigo as pessoas com credibilidade falarem de conhecimento escolástico…

  11. C Durão

    Cara/o Otus: como indiquei acima, muito a dizer, pouco tempo; então:

    http://aulete.uol.com.br/site.php?
    mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&palavra=independizar

    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=dous

    http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=pseud%F3nimo

    BASE XI: DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA DAS PALAVRAS PROPAROXÍTONAS
    1º) Levam acento agudo:
    […]
    2º) Levam acento circunflexo:
    a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo
    com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever),
    dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego,
    lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;
    […]

    é só procurar aí, não está mal algum trabalhinho, ou? que é o que tenho que eu fazer agora, para ganhar o pão…

    bom dia!

    • C Durão

      constato com alguma decepção que não respondeu a nada dos meus parágrafos, tive tanto gosto em ordenar a resposta e nada, ao invés manda-me com gramática brasileira (vindo de um reintegracionista não me admira) para justificar o injustificável.
      em Portugal NÃO SE UTILIZA (escreve) “dous”, nem na minha terra, como lhe disse, o Alto Minho.
      os sítios portugueses da interrede (os únicos que me interessam em questões linguísticas) rezam assim:
      dous
      adj. pl. num. card. det. indef. s. m.
      [Antigo] [Antigo] Ver dois.
      http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=dous

      esqueceu-se da sua “justificação” para o comprometedor “independizou”…

      quando refere a “BASE XI: DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA DAS PALAVRAS PROPAROXÍTONAS” isso é para quem segue e respeita o acordo político lavrado por linguistas e filólogos que não eleitos por mim designado por (des)AO90. não é o meu caso.
      mas se é tão cumpridor de leis, advogar a ndependência da Galiza é contra os fundamentos do Estado Espanhol, logo V.Exa. está a transgredir a lei do seu país.

      obrigado pela partilha intimista do seu quotidiano, quando vier do seu ganha-pão aguardo com serenidade e expectativa que desenvolva mais alguma coisa das coisas que respondi no comentário anterior – com objectividade.

      cumprimentos trans-fluviais Minhotos/Miñotos (sem esquecer Décimo Junio Brutus Galaico)
      😉

  12. João Tomé

    Parecem-me existir por aqui vários equívocos. Pelo que li, e já li bastante sobre o tema, o galaico-português nasceu da mistura entre o latim e as línguas locais da zona a norte do Mondego até à Galiza, incluindo os bravos Lusitanos.
    Essa origem não é exclusiva dos galegos nem dos portugueses, é dos locais de uma zona vasta.

    Começou a aparecer em alguns escritos no tempo de D. Afonso Henriques e inicialmente até chegou a ser utilizada nas cortes dos reinos de Leão e Castela como língua nobre, culta – o primeiro, que se conhece, a escrevê-la (registá-la) foi o rei castelhano Afonso X – mal sabia ele que essa língua seria uma das forças de um país independente como Portugal que espalhou a língua pelo mundo.
    Ou seja, existe uma ligação óbvia entre Portugal e Galiza, pela língua, acima de tudo e também pela história. Rivalidade só brevemente e no início da fundação portuguesa (século XII), D. Afonso Henriques que o diga.
    Faz todo o sentido a Galiza pertencer à CPLP. A língua galega é uma espécie de português arcaico, ou galaico-português e será normal que entre num domínio de lusofonia – Paulo Portas está contra essa hipótese, provavelmente porque os amigos do Governo espanhol não gostam nada da hipótese.
    A GALIZA NUNCA se irá unir a PORTUGAL, não só porque a cultura castelhana e espanhola está demasiado interiorizada, mas também porque nunca estiveram de forma clara ou voluntária, juntos.
    No período antes de Dom Afonso Henriques (e dos seus pais terem recebido o Condado Portucalense), já havia Portucale… uma zona com identidade própria que chegou a ir até à zona de Coimbra, com desejos de independência à margem da Galiza da altura.

    Vímara Peres era galego, foi o primeiro conde de Portucale e conseguiu que a zona, por influencia dos próprios locais (os portucalenses), gozasse de alguma autonomia do reino da Galiza. Vímara Peres governou a partir da cidade (burgo) que ele próprio fundou e que tem o seu nome: Vimaranis (Guimarães!) Daí que quem viva em Guimarães seja ‘vimarenense’, ainda hoje, 1144 anos depois.
    A sua descendência governou o condado (Portucale) com muita liberdade/independência por mais de 200 anos! Depois esse mesmo condado foi tomado por Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques.

    Curiosamente, D. Afonso Henriques foi educado por Egas Moniz, um homem nascido e criado Entre-Douro-e-Minho, um português da altura, portanto, que lhe transmitiu os valores da zona e os desejos dos locais em serem independentes.

    Mas se formos mais atrás na história:
    no tempo dos romanos e mesmo antes deles, havia a Lusitania, até ao rio Douro e a Gallaecia acima do rio Douro. Só que já na altura a Gallaecia era dividida em três tribos diferentes, a dos gróvios era do actual norte português – curiosamente esta tribo ajudou os lusitanos a tentar combaterem os romanos.

    Isso não impede que exista uma relação muito próxima, amiga, bonita entre Portugal e Galiza, porque têm mais em comum do que Portugal tem com Espanha, na língua e até na história mais antiga.

    Mas a história não é preto no branco, há muito cinzento. A origem da língua tem como méritos os povos locais de uma zona vasta, entre Portucale/Lusitânia e Galiza.

    • Exato… tudo é cinzento. Atualmente não ha condicoes para uniao pura e simples entre Galiza e Portugal. A prazo, só as haverá se a Espanha se fragmentar. Com efeito, é mais provável ver uma Galiza unida a Portugal, do que isolada, em tal contexto.

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