As Receitas da Segurança Social já não chegam para pagar as Despesas e a “Reforma Social Única”

Portugal alcançou neste primeiro semestre de 2012 a perigosa situação de que todas as contribuições dos trabalhadores e das empresas para a Segurança Social já não chegam para pagar as pensões dos reformados com uma diferença de oito milhões de euros a favor da despesa.

A situação decorre do perigoso cruzamento de vários fatores: desde o desemprego formal e informal que alcança já mais de 1.3 milhões de portugueses, quase metade de todos os jovens e um número crescente de desempregados crónicos com mais de 45 anos passando pela explosão de reformas com altos valores nas últimas décadas (juízes e médicos e professores em fim de carreira). Somadas as duas situações, temos o estado a que chegamos…

Obviamente, a curto prazo a situação não é sustentavel. A saída tem que passar a curto prazo pela compensacao destas verbas em falta com fundos transferidos diretamente do orçamento de Estado, mas a mais longo prazo a solução tem que passar pelo estabelecimento de uma “reforma social única”, ao modelo suíço, em que todos auferem a mesma pensão de reforma, independentemente da sua carreira contributiva e do volume da mesma e, simultaneamente, através de um combate sistemático e decido ao Desemprego.

A “reforma social única” determinara alguma justiça a um sistema social profundamente iníquo, que usa as contribuicoes de todos e, nomeadamente, dos mais pobres, para financiar reformas de juízes, banqueiros e outros privilegiados do sistema, quando as suas necessidades são exatamente as mesmas dos escriturarios, informaticos ou cozinheiros reformados. O ataque ao Desemprego, contudo, seria mais difícil de executar… os seus números são altos porque esse é o plano da Troika: aumentar o Desemprego para baixar a contestacao social (pelo Medo social do desemprego) e baixar assim os salários médios em Portugal.

Fonte:
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2685233&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

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