Daily Archives: 2012/08/12

O Irão vai enviar um macaco Rhesus para o Espaço

Um dos Rhesus enviados pela NASA (http://www.humanesociety.org)

Um dos Rhesus enviados pela NASA (http://www.humanesociety.org)

No final de julho, a agência espacial iraniana anunciou a sua intenção de enviar para o Espaço um macaco Rhesus (a mesma espécie escolhida pela NASA na década de 1940 e 50). Não é certo que a missão contemple um regresso do animal ao solo… pelo menos vivo. Em 1948, um Rhesus de nome “Albert” tornar-se-ia o primeiro primata a ser lançado para o Espaço, alcançando 63 Km de altitude num foguete V-2 modificado, mas morreria, sufocado durante o voo… Um ano depois, Albert II conseguiria regressar, mas apenas para morrer no impacto da V-2 depois de uma avaria do paraquedas, mas tendo batido o recorde anterior ao alcançar uma altitude de 134 km.

Esta será a segunda vez que o Irão tenta colocar um Rhesus no Espaço, tendo falhado da primeira vez, em outubro de 2011. Este lançamento deverá ocorrer em finais de agosto. Em 2010, o Irão lançou um foguetão Kavoshgar-3com vermes, um rato e duas tartarugas. Todos os animais regressaram vivos ao solo, o que pode indiciar que essa será novamente a intenção com esta segunda tentativa. O sucesso numa missão deste tipo representaria uma importante vitória para a capacidade espacial iraniana, mas o momento em que a República Islâmica conseguirá colocar um Homem num Espaço continua muito longe… O país já lançou com sucesso 3 satélites e espera realizar o seu primeiro voo espacial tripulado até 2020, tendo inclusivamente definido 2025 como a data para enviar um astronauta para a Lua! Uma coisa é certa: os iranianos partiram da mesma base tecnológica que os norte-coreanos: os mísseis soviéticos SCUD, mas ao contrário deles, têm registado sucesso após sucesso e não lhes falta ambição nem – aparentemente – capacidade para a concretizar.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn22136-iran-space-agency-to-launch-a-monkey-into-space.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news
http://en.wikipedia.org/wiki/Monkeys_in_space

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Os dois navios de combate à poluição (NCP) encomendados pelo Governo em 2004 continuam por construir

Projeto NCP (http://www.envc.pt)

Projeto NCP (http://www.envc.pt)

Em 2004, no rescaldo do incidente na Galiza com o petroleiro “Prestige” de 2002, o governo de Barroso-Portos haveria de tomar a decisão (correta) de encomendar aos Estaleiros de Viana do Castelo a conceção e construção de dois “Navios de Combate à Poluição” (NCP). Desde então, gastaram-se mais de 18 milhões de euros no projeto do NCP sobretudo na compra de materiais e (menos) na adaptação do projeto dos NPO2000 para esta função. Os dois NCP deveriam custar ao Estado Português cerca de 100 milhões de euros mas seriam os primeiros meios do tipo ao dispor da Marinha numa das costas mais movimentadas da rotas marítimas que servem o continente europeu e, além do mais, representariam um importante “balão de oxigénio” para os Estaleiros (que embora em processo de privatização continuam a ser estatais). Curiosamente, os NCPs foram concebidos não para serem “apenas” navios de combate à poluição podendo ser usados também em missões de patrulhamento, graças ao canhão embarcado de 40 mm (idêntico ao dos NPO2000).

Infelizmente, a construção dos navios está suspensa desde 2004… Petroleiros gigantes continuam a passar todos os dias pela costa portuguesa colocando em grave risco um dos grandes recursos económicos do país: o Turismo, hoje 11% do PIB, 15% futuramente nos planos do governo… Segundo parece esta prioridade não é prioritária para o Governo tendo em conta o estado (parado) da construção destes navios… Uma das saídas para este impasse – no presente clima de draconiana contenção orçamental – poderia ser a ajuda europeia. Atualmente, a Agência Europeia de Segurança Marítima (AESM) tem a responsabilidade no quadro europeu por estas missões, e em 2007 requisitou a construtores europeus três navios de combate à poluição, que se somaram aos nove já operacionais. Em 2007, nesta frota europeia constava já o “Galp Marine” que baseado em Sines cumpria missões de combate à poluição por todo o continente europeu, algumas delas no norte da Europa. Normalmente, o navio está em Sines, podendo ser usado rapidamente caso surjam emergências na nossa costa, mas é um recurso limitado e muito especializado a um dado tipo de poluição…

Uma das maiores marinhas europeias, a francesa possui atualmente 4 navios de combate à poluição (classes UT710 e UT711), para operar naquela que é a segunda maior ZEE do mundo (precedida apenas pela dos EUA), com uns impressionante 11,035,000 km2. Portugal tem a décima (contando com o pedido de extensão de 2009), com uns muito notáveis 3,877,408 km2, mas temos das rotas mais movimentadas no globo… com petroleiros a atravessarem constantemente as nossas águas, enquanto que a maior parte das águas francesas se situam nos territórios ultramarinos, em regiões de fraco tráfego marítimo. Assim, dois NCP poderiam não ser inadequados. Esses meios, de resto, poderiam ser construídos em Portugal, no modelo previsto (NCP), e depois alugados à Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), juntando-se ao “Galp Marine” e ao velho NRP “Bacamarte”, o único navio da Marinha com capacidade de combate à poluição do mar, uma lancha de desembarque adaptada

Fontes:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/governo-gastou-18-milhoes-em-navios-de-combate-a-poluicao-que-estao-por-construir–1557820
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prestige
http://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_Viana_do_Castelo
http://www.turismodeportugal.pt/portugu%C3%AAs/Clipping/Pages/Tecnologiass%C3%A3ope%C3%A7acrucialparaoTurismonacional.aspx
http://www.incineracao.online.pt/poluicao-do-mar-europa-precisa-de-mais-navios
http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1391:espadarte-2009&catid=101:actualidade-nacional&Itemid=290
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_current_French_Navy_ships
http://www.envc.pt/marinha/ncp2000/ncp2000.htm

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O “Conselho” Mujahideen Shura atacou um posto fronteiriço egípcio

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

Um incidente recentemente ocorrido na fronteira egípcia de Gaza veio exportar um novo problema que começa a despontar no mundo árabe. Num ataque vindo de Gaza mais de uma dezena de militares egípcios e dois transportes blindados de tropas foram capturados. O ataque terá sido executado por “jihadistas globais” durante a noite e dirigiu-se a um posto fronteiriço egípcio, tendo tido completo sucesso.

Depois da operação, os jihadistas (termo que designa habitualmente combatentes estrangeiros paquistaneses, no Afeganistão, mas que aqui parece referir-se a combatentes tribais do Sinai) retiraram para Gaza sendo então aqui atacados a partir do ar por Israel. A operação terá terminado com uma intervenção terrestre israelita e é apenas a mais ousada e recente de uma série de incidentes semelhantes que ocorreram no Sinai (especialmente no norte) desde há um ano e que levaram a que o Egito pedisse a Israel autorização para deslocar para esta região desmilitarizada (desde o tratado de paz) APCs como estes que estiveram envolvidos neste incidente.

Fontes israelitas ligam este ataque ao “Conselho” Mujahideen Shura, uma organização que alegam ter ligações ao que resta da Al Qaeda.

Fonte:
http://www.longwarjournal.org/archives/2012/08/global_jihadists_ove.php

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As Receitas da Segurança Social já não chegam para pagar as Despesas e a “Reforma Social Única”

Portugal alcançou neste primeiro semestre de 2012 a perigosa situação de que todas as contribuições dos trabalhadores e das empresas para a Segurança Social já não chegam para pagar as pensões dos reformados com uma diferença de oito milhões de euros a favor da despesa.

A situação decorre do perigoso cruzamento de vários fatores: desde o desemprego formal e informal que alcança já mais de 1.3 milhões de portugueses, quase metade de todos os jovens e um número crescente de desempregados crónicos com mais de 45 anos passando pela explosão de reformas com altos valores nas últimas décadas (juízes e médicos e professores em fim de carreira). Somadas as duas situações, temos o estado a que chegamos…

Obviamente, a curto prazo a situação não é sustentavel. A saída tem que passar a curto prazo pela compensacao destas verbas em falta com fundos transferidos diretamente do orçamento de Estado, mas a mais longo prazo a solução tem que passar pelo estabelecimento de uma “reforma social única”, ao modelo suíço, em que todos auferem a mesma pensão de reforma, independentemente da sua carreira contributiva e do volume da mesma e, simultaneamente, através de um combate sistemático e decido ao Desemprego.

A “reforma social única” determinara alguma justiça a um sistema social profundamente iníquo, que usa as contribuicoes de todos e, nomeadamente, dos mais pobres, para financiar reformas de juízes, banqueiros e outros privilegiados do sistema, quando as suas necessidades são exatamente as mesmas dos escriturarios, informaticos ou cozinheiros reformados. O ataque ao Desemprego, contudo, seria mais difícil de executar… os seus números são altos porque esse é o plano da Troika: aumentar o Desemprego para baixar a contestacao social (pelo Medo social do desemprego) e baixar assim os salários médios em Portugal.

Fonte:
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2685233&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA

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Maria Dovigo: “Não é por acaso que o escudo da Galiza é o Graal, com toda a sua carga de busca e desejo tão bem relatada nos romances arturicos, vertidos à nossa língua no medievo. Porque a Galiza que desejamos não existiu: é uma procura sem descanso, é filha do desejo, é ao mesmo tempo utopia e ucronia”

“Não é por acaso que o escudo da Galiza é o Graal, com toda a sua carga de busca e desejo tão bem relatada nos romances arturicos, vertidos à nossa língua no medievo. Porque a Galiza que desejamos não existiu: é uma procura sem descanso, é filha do desejo, é ao mesmo tempo utopia e ucronia.”
Maria Dovigo
De Utopias e Ucronias: a Demanda da Galiza e a Profecia do Homem Livre
Nova Águia, número oito

Esta “galiza sonhada”, utópica e imaterial talvez nunca tenha existido… mas existe aquela nação não-Estado que na costa ocidental da Península Ibérica une portugueses e galegos numa comunhão linguística e cultural que nao tem par na Península e que – desde que Madrid não continue no seu criminoso genocídio cultural – ainda há de produzir uma só entidade política e nacional.

Acreditamos que a re-união entre a Galiza e Portugal será concretizada, mais cedo ou mais tarde, assim o queiram os povos de ambas as bandas do rio Minho e o espanholismo de Madrid não logre destruir a identidade nacional galega.

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