Ao que parece, as forças armadas vão ter continuar a usar as vetustas G-3 por ainda mais algum tempo…

Ao que parece, as forças armadas vão ter continuar a usar as vetustas G-3 por ainda mais algum tempo… isso decorre do cancelamento do concurso de 80 milhões de euros para o equipamento das Forças Armadas de armas ligeiras. O cancelamento justifica-se tendo em conta a grave situação do país.

Desta forma a substituição de mais de 16 mil armas ligeiras, 27 mil G-3 e mais de 4 mil pistolas já não irá ter lugar. Recordemos que este processo arrancou em 2007 mas ficou num impasse desde então.

O argumento financeiro é compreensível, mas estranha-se muito quando Aguiar Branco, para justificar este cancelamento acrescenta que as contrapartidas que estavam previstas (e que naturalmente passavam pela exigência de um componente nacional na fabricação das armas ou um seu equivalente) são “atualmente consideradas violadoras dos princípios consagrados no ordenamento jurídico da União Europeia”. Ou seja, vamos tornar a sacrificar Portugal em favor de empresas europeias de armamento e prescindir de contrapartidas, entendi bem? É assim que a nossa “amiga” Europa quer que paguemos a dívida externa?

Recordemos que recentemente o Governo também cancelou o contrato de aquisição de 10 helicópteros NH90 que valeria perto de 420 milhões de euros. Os helicópteros são também europeus, como seriam muito provavelmente as armas do Exército, pelo que a declaração sobre o fim das contrapartidas pode encontrar aqui a sua explicação: procurar aplacar a ira europeia (e a penalização por incumprimento) entregando de mão beijada as contrapartidas das armas a um qualquer fabricante europeu (provavelmente alemão);

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/defesa-anula-concurso-para-a-substituicao-das-g3–1557630?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | 8 comentários

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8 thoughts on “Ao que parece, as forças armadas vão ter continuar a usar as vetustas G-3 por ainda mais algum tempo…

  1. HSMW

    E por muito que ela me pese no braço, ainda bem que assim foi porque vinha aí asneira…
    Estamos numa época de rápida evolução na tecnologia militar e em que existem duvidas quanto ao calibre mais adequado ao tipo de conflito mais provável.
    Tudo lições tiradas do Afeganistão e Iraque.

    Os alemães vinham impingir o material deles.

    • Mas o material deles na sua classe nao é o melhor? Com calibre nato, onde ficariamos melhor servidor, na relacao preco-custo?

      • HSMW

        O ultimo concurso foi feito à medida para HK e a sua G36 ganhar.
        Na minha opinião são algumas marcas dos EUA que fabricam as melhores armas.
        A própria NATO tem de decidir se 5,56 deve ser o calibre a manter.
        Quanto às armas brasileiras é tudo muito bonito politicamente mas deve ser feita uma decisão militar em que ganhe a melhor arma, nada mais.

  2. Riquepqd

    Que tal comprar armamento de fora da União Européia?

    No link abaixo há um quadro comparativo dos principais fuzis de assalto do mundo, e o brasileiro Imbel MD97 não deixa a desejar em nenhum quesito.

    http://www.militarypower.com.br/fuzil.htm

    E a Imbel já lançou um outro modelo mais moderno e ainda mais eficiente, o Imbel IA2, que vai equipar o Exército Brasileiro para substituir o eficiente, rústico, mas já antigo FAL:

    http://guerranaselva.ovale.com.br/novo-fuzil-e-reforco-na-fronteira/

    http://www.exercito.gov.br/web/guest/laad?p_p_id=noticias_WAR_noticiasportlet_INSTANCE_7fYF&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&_noticias_WAR_notici

    • Nesse tema, como em todos, o que defendo é uma “central lusofona de compras”… necessidades comuns, prioridade a equipamento comum e incorporando sempre fabricacao local.

  3. Riquepqd

    Sim, é uma excelente ideia, principalmente se a compra da tal central lusófona for feita dentro da própria CPLP.

    Eu não sei, mas Portugal ou outro lusófono também fabrica fuzis? Acho que se o Brasil transferiu parte da construção do KC-390 para Portugal, muito menos problemas haveria em transferir uma linha de produção de fuzis para Portugal ou outro país lusófono. O que acho difícil acontecer com fabricantes europeus.

    Olha as cinco versões do fuzil Fuzil IA2:

  4. Essa tecnologia não está (ainda) ao alcance do nível de desenvolvimento industrial de Angola ou Moçambique…
    Porque fabricava sobre licença muito armamento ligeiro, mas receio que as fábricas tenham já encerrado…

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