Daily Archives: 2012/08/09

A Rússia vai juntar-se à missão europeia JUICE?

Missão JUICE (http://www.planetary.org)

Missão JUICE (http://www.planetary.org)

A Rússia está a ponderar juntar-se à missão joviana “Jupiter Icy Moon Explorer” (JUICE). A missão deverá ser lançada em 2022 e pretende concentrar esforços em Europa, Ganimedes e Calisto.

A missão JUICE é uma versão reduzida da mais ambiciosa (e dispendiosa) missao EJSM que deveria incluir dois satélites, um para Jupiter e Ganimedes, da ESA e um outro, da NASA e visando estudar Jupiter e Europa. O Japão deveria também participar na missao.

A missão JUICE terá que vencer grandes obstáculos técnicos devido à necessidade de mudar de órbita em três satélites. A sonda começará por explorar Jupiter durante 26 meses, saltando depois para os três satélites jovianos.

Em 2010, a Rússia exprimiu interesse em juntar-se à EJSM propondo juntar à sonda uma Lander para Europa, mas com o cancelamento deste projeto NASA-ESA os russos estão agora a avaliar uma sonda própria para Europa ou para Ganimedes. Contudo, recentemente, a indústria espacial russa tem acumulado fracassos atrás de fracassos e é muito duvidoso que se atrevam a realizar uma missão de tão grande dificuldade técnica sozinhos. A possibilidade de se juntar assim à JUICE é cada vez maior…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Russian_space_agency_considers_Jupiter_mission_999.html

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A NASA prossegue o desenvolvimento do “Space Launch System” (SLS)

A NASA selecionou seis propostas para os foguetões de combustivel sólido (“boosters”) do seu novo lançador pesado conhecido como “Space Launch System” (SLS). O lançador será o pilar fundamental da capacidade de exploração espacial tripulada a longa distância, para a Lua ou até um asteroide (até 2025) conforme aos planos de médio prazo da NASA, que prevem na década de 2030 uma missão tripulada a Marte.

A NASA tenciona construir o SLS a partir de hardware pré-existente e bem testado, deixando espaço para futuros upgrades e permitindo que o lancador se mantenha operacional durante décadas.

O SLS deverá ter cinco segmentos de boosters de combustível sólido muito semelhantes à dupla que durante décadas serviu para ajudar a colocar o Shuttle em órbita. Os boosters do SLS terão que ser muito mais potentes que o Shuttle, mas terão basicamente a mesma tecnologia, bem conhecida e muito fiável.

Estes primeiros contratos ascendem a 200 milhões de dolares e consistem em estudos de contenção de riscos, desenvolvimento e testes de componentes e deverão preparar o primeiro vôo de um SLS que deverá acontecer já em 2017, na configuracao de 70 toneladas. A variante seguinte, com dois andares, terá capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 130 toneladas.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/NASA_Selects_Space_Launch_System_Advanced_Booster_Proposals_999.html

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Ao que parece, as forças armadas vão ter continuar a usar as vetustas G-3 por ainda mais algum tempo…

Ao que parece, as forças armadas vão ter continuar a usar as vetustas G-3 por ainda mais algum tempo… isso decorre do cancelamento do concurso de 80 milhões de euros para o equipamento das Forças Armadas de armas ligeiras. O cancelamento justifica-se tendo em conta a grave situação do país.

Desta forma a substituição de mais de 16 mil armas ligeiras, 27 mil G-3 e mais de 4 mil pistolas já não irá ter lugar. Recordemos que este processo arrancou em 2007 mas ficou num impasse desde então.

O argumento financeiro é compreensível, mas estranha-se muito quando Aguiar Branco, para justificar este cancelamento acrescenta que as contrapartidas que estavam previstas (e que naturalmente passavam pela exigência de um componente nacional na fabricação das armas ou um seu equivalente) são “atualmente consideradas violadoras dos princípios consagrados no ordenamento jurídico da União Europeia”. Ou seja, vamos tornar a sacrificar Portugal em favor de empresas europeias de armamento e prescindir de contrapartidas, entendi bem? É assim que a nossa “amiga” Europa quer que paguemos a dívida externa?

Recordemos que recentemente o Governo também cancelou o contrato de aquisição de 10 helicópteros NH90 que valeria perto de 420 milhões de euros. Os helicópteros são também europeus, como seriam muito provavelmente as armas do Exército, pelo que a declaração sobre o fim das contrapartidas pode encontrar aqui a sua explicação: procurar aplacar a ira europeia (e a penalização por incumprimento) entregando de mão beijada as contrapartidas das armas a um qualquer fabricante europeu (provavelmente alemão);

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/defesa-anula-concurso-para-a-substituicao-das-g3–1557630?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

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O avião espacial britânico Skylon entra na segunda fase do seu desenvolvimento

O avião espacial Skylon está cada vez mais próximo da realidade. O projeto tem apenas financiamento privado e deverá descolar e aterrar numa pista sendo capaz de colocar mais de 15 toneladas em órbita.
Concebido para transportar satélites ou para transportar um “módulo de passageiros” o avião espacial está a ser desenvolvido pela britânica “Reaction Engines” e entra agora numa segunda fase decisiva para a qual a empresa está a reunir investidores.

O Skylon depende essencialmente do revolucionário motor SABRE, ou “Synthetic Air Breathing Engine” e será a construção do primeiro motor SABRE que consistirá nessa “segunda fase” deste projeto. Este primeiro motor será testado em voo. Até ao momento, foi testado apenas o nozzle do motor com a colaboração de uma equipa da Universidade de Bristol. Outra tecnologia chave do SABRE é o “heat exchanger”, pelo qual o ar que entra no motor é arrefecido por forma a poder ser queimado pelo hidrogénio. Este arrefecimento tem que ter lugar enquanto o Skylon está a voar a baixas altitudes, onde o ar é mais quente e poderia colocar o motor criogénico em sobreaquecimento. Posteriormente, quando o avião espacial entrar em “modo foguetão”, acima da atmosfera, o hidrogénio passará a ser queimado não com o ar atmosférico, mas com o oxigénio liquido transportado em tanques pelo avião espacial.

Nas instalações da Reaction Engine com um motor a reação Viper o heat exchanger foi testado entre março e abril deste ano, simulando uma ascensão completa (6 a 8 minutos), arrefecendo com sucesso o motor até menos 10 graus Celsius. Estes testes foram financiados pela ESA e pelo governo britânico em 1,2 milhões de dólares (cedidos em 2009). A empresa trabalha agora nos circuladores de ar para o motor.

Além da continuação dos trabalhos no SABRE, a Reaction Engine vai também focar-se no desenho aerodinâmico do avião espacial, o qual terá que ser muito bem pensado, já que o veículo irá atravessar a atmosfera a cinco vezes a velocidade do som e porque a sua deslocação será feita por via de superfícies aerodinâmicas. As altas temperaturas da reentrada atmosférica irão implicar o recurso à mesma tecnologia desenvolvida para o Space Shuttle e já foi testada na câmara de plasma da empresa este ano.

O modelo de negócio para o Skylon concebido pela empresa britânica posiciona o avião espacial como uma empresa de transportes comum, com um retorno de investimento ao longo de vários anos, mas parece cada vez mais certo que quer a agência espacial europeia (ESA), quer a agência espacial britânica (“UK Space Agency”) irão ter um papel fundamental no financiamento deste ambicioso projeto, sendo dois clientes potenciais do Skylon.

Fontes:
http://www.cbsnews.com/8301-205_162-57482098/futuristic-space-plane-concept-moves-closer-to-reality/
http://www.reactionengines.co.uk/news_mar2009.html
http://www.bis.gov.uk/ukspaceagency/

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Rui Tavares sobre as eleições primárias nos partidos e as listas de deputados

“Em Portugal a democracia é incompleta. Todos podem podem eleger mas nem todos podem ser eleitos. Porque é que alguém que acha que podia ser um bom candidato não pode apresentar-se em eleições primárias de um partido, abertas?”

Os partidos políticos têm – com efeito – guardado ciosamente para si exclusivo da ação política. Controlando totalmente todos os sufrágio (até a Presidência da República que devia ser apartidária). Urge abrir o sistema político representativo aos cidadãos, abrindo espaço a candidaturas independentes à Assembleia da República, como propõe em petição online o MIL: Movimento Internacional Lusófono e abrir os partidos aos militantes, permitindo que se apresentem em listas, independentemente dos apoios aparelhísticos que consigam arregimentar o fidelizar e, sobretudo, abrir todos os partidos a primárias em que cidadãos não filiados possam participar na eleição dos líderes partidários e da aprovação das suas propostas eleitorais.

“Uma alteração da lei eleitoral: os eleitores poderem escolher dentro da lista quais são os deputados preferidos.”

Esta alteração, sugerida por Rui Tavares, faria com que as listas de deputados fossem abertas ao escrutínio efetivo dos eleitores e não fechadas ao opaco jogo de influências e favores intra-partidárias que os aparelhos gerem a seu bel prazer. Os deputados que os aparelhos hoje inserem nas listas em troca de favores e que publicamente são conhecidos por estarem envolvidos em processos criminais ou de corrupção, ou por pública e patente incompetência crassa seriam assim alvo da censura dos eleitores e gradualmente descartados dos partidos, traduzindo-se tal medida numa melhoria significativa da qualidade dos deputados para a Assembleia da República (e nas autarquias).

Sol
3 de agosto de 2012

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Portugal e as bancarrotas

“A primeira bancarrota na Europa foi protagonizada pela Inglaterra. Depois, que o campeão das bancarrotas no Velho Continente é a Espanha. Mas,  em terceiro, há que reconhecer que Portugal está na galeria dos países com maior número de bancarrotas até ao final do século XIX.”
(…)
“O nosso calvário nesta matéria começa com o Mestre de Aviz e a situação de quase-bancarrota a que o país chegou antes do início do processo de Expansão, no início do século XV. Contudo, oficialmente, o primeiro incumprimento da dívida soberana só ocorreria em 1560. O último, no final da monarquia, acabou com uma reestruturação da dívida cuja negociação durou dez anos e que apenas acabou de ser paga em 2010.”
(…)
“As bancarrotas entre 1544 e 1892 têm a ver com o esgotamento dos modelos económicos que dominaram a evolução do país ao longo de séculos.”
(…)
“Portugal mantém hoje um peso das exportações no PIB que é atualmente quase idêntico ao que se verificava quando o pais aderiu à então CEE, em 1 de janeiro de 1986, na casa dos 30%, quando países com populações e dimensão semelhantes (Irlanda, Bélgica) atingem valores acima, respetivamente, dos 90% e 80%.”
(…)
“Esta incapacidade de aproveitar as oportunidades decorrentes dos avanços do sistema capitalista a nível global tem de ser assacada às elites nacionais, provincianas e preferindo viver ao abrigo da asa do Estado e com base em salários de miséria do que em enfrentar a concorrência internacional. “
(…)
“Ou congelamos parte da dívida ou a reestruturamos para conseguirmos sair deste beco em que nos metemos e em que nos meteram. Não equacionar esta solução é condenar Portugal a um definhamento inexorável e mais rápido do que se pensa. “

Nicolau Santos
Expresso, 28 de abril de 2012

Sejamos claros: a Bancarrota apenas é um drama eventualmente (mas nem sempre) terminal para os credores, não para os devedores. Das linhas acima comentadas resulta a constatação evidente que ao longo dos últimos séculos muitos foram os países europeus – mesmo os mais ricos – que declararam várias vezes bancarrota e que esta não é algo que deva ser evitado a todo o custo e cobrando em seu nome todo o tipo de sacrifícios: num dado momento é a única opção razoável para sair de uma situação insustentável.

É assim hoje com Portugal: simplesmente o país não gera produto suficiente, nem exporta (nem exportara) o suficiente para pagar uma dívida externa acumulada ao longo de décadas de investimentos públicos de necessidade questionável (Portugal é hoje o país europeu com mais auto-estradas por habitante) e de crescimento insustentável da despesa do Estado. Para que possa regressar a uma situação sustentável, Portugal tem que expulsar de si o peso morto de uma dívida que não conseguira nunca pagar, recusar o pagamento de juros especulativos e negar-se a um empobrecimento coletivo a favor dos grandes bancos e interesses financeiros internacionais. E declarar bancarrota.

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