Resposta a Francisco Manuel Napoleão sobre a Escrita Cónia

“Que grande confusão aqui vai, e que história tão especulativa. Antes de mais são tudo tretas!”
> Não são “tretas” são opiniões pessoais, devidamente fundadas. Responderei apenas de memória, dado que deixei este tema vão já mais de dez anos… reparei contudo que somos citados como fontes no artigo da Wikipedia sobre os Cónios, pelo que considero o recurso a esse termo como fruto do entusiasmo típico de quem foi mordido pelo “bicho” deste fascinante mistério sud-lusitânico…

“Em Portugal não se usa quase nunca a expreção escrita “sud-lusitana” isso é usado apenas na literatura espanhola. O mais comunemente usado e correcto até novas descobertas é “escrita do sudoeste” e mais nada. Nem sequer é certo que os cónios dos gregos ou o cinetes dos romanos são o povo do sudoeste.”
> Decerto. Mas a expressão nem por isso deixa de ser válida. Ela refere-se a uma escrita (a única indígena) que era usada na região sul da província romana da Lusitânia. Tecnicamente, a designação é válida e não pode ser descartada de forma automática apenas porque “é usada apenas na literatura espanhola”. O termo “Escrita do Sudoeste” é de facto mais comum em Portugal, mas eu prefiro (e tenho essa liberdade) a designação “Escrita Cónia” porque dessas opções é a única que agrega do étimo desse povo do sul do nosso atual território nacional.
> Não é certo que os Cónios/Cinetes são o povo do Sudoeste, mas não poderão ser outra coisa. As datações das necrópoles descobertas por Caetano Beirão e onde foram encontradas Estelas em Escrita Cónia são consistentes com as datas Clássicas e não existem vestígios arqueológicos que comprovem outra grande civilização nessa região do nosso atual território.

“No início da Idade do Bronze o povo do Sudoeste (o das Antas e cromeleque etc) desce das montanhas e dos seus castros e acampa em pequenos povoados em terras baixas, geralmente muito férteis e cujo relevo natural permite rotas comerciais do interior à costa do Alentejo Litoral, Foz do Sado ou à Costa Algarvia.”
> Não é seguro que este povo da Idade do Bronze seja diretamente aquele que mais tarde deu origem à civilização da Idade do Ferro, no século IV a.C. acredito que houve entretanto o afluxo de populações estrangeiras, fenícias (que legaram a maioria dos carateres da Escrita Cónia) e eventualmente, povos do norte de África, que reforçaram os laços linguísticos comuns com os Tamazight (Cabilas) do Tardenoisense dos dois lados dessa banda do Atlântico.

“Mais tarde dedica-se também à exploração mineira. Por volta do séc. VIII antes de cristo adequire a tecnologia da escrita. O Alfabeto terá mais parecência com um alfabeto hihita do mar negro, e não fenício, como se lê muito por aí.”
> A maior parte dos carateres derivam diretamente dos carateres fenícios e terão um valor fonético (ou semisilábico, porque se trata de um semisilabário) semelhante ao seu correspondente fenício ou grego (na minoria de carateres com essa filiação). Morfologicamente não vejo semelhanças com nenhuma das escritas hititas, ainda que existam carateres idênticos, estes encontram na Fenícia a origem comum aos da Escrita Cónia…

“Num processo muito longo do séc. VIII ac ao II ac. estas populações tenderão a abandonar o padrão de habitações redondas para rectangulares por vezes com divisórias internas e casas a ladear ruas, assim como distinções mais claras entre zonas produtivas, habitacionais e necrópoles. Sabemos que estas populações se orientalizaram profundamente, tais como os povos do Castro da Azambuja. Encontram-se peças de várias origens do mediterrâneo, cerâmica grega e fenícia assim como do Levante.”
> É verdade. Os Cónios estavam plenamente inseridos nos circuitos comerciais do Mediterrâneo dessa época, mas parece que apenas por via interposta, através dos Tartessos e dos Fenícios, não tendo nem frota comercial, nem grandes portos marítimos.

“Foram as poucas estelas encontradas em ambientes urbanos actuais, Tavira, as estelas são quase todas contextualizadas em pequenos povoados mineiros e agrícolas, e algo abastadas. Perante a delicadeza dos artefactos encontrados as estelas estão quase todas rudemente gravadas. O que leva a supor muitas hipóteses uma delas de que nestas aldeias haveria pouco uso para a escrita, contudo o uso perlongado da mesma e até a evolução nos caracteres indica que fora usada com praticabilidade. Não sabemos quais eram os centros urbanos deste povo, mas tudo leva a querer situarem-se em actuais centros urbanos, daís a dificuldade arqueológica. Usariam no seu quotidiano provavelmente materiais perecíveis para escrever tais como tecido, barro seco, ou madeira. Não existem sinais de hierárquias sociais fortes nem do uso de escravos.”
> É impossível que uma escrita tão sofisticada e com evidentes períodos distintos não tivesse sido gerada num ambiente culto, ou seja, com produção de mais materiais além das estelas. Existem exemplos de carateres cónios na cerâmica (a assinatura do ceramista ou a marca do proprietário), mas o principal meio era perecível e perdeu-se: papiros, pergaminhos ou madeira eram certamente usados de modo corrente, já que é impossível que uma escrita destas fosse usada apenas num contexto funerário.

“A escrita do sudoeste desenvolveu sobre um alfabeto semita um pseudo-silabário para as letras T/D, K/G, B/P, falso porque contudo o caracteres silábicos eram sempre acompanhados pela letra vogal correspondente (redondâcia).”
> Daí o semissilabismo que acima indico e que é a única explicação plausível para a quantidade de carateres diferentes encontrada: demasiados para um alfabeto, de menos para um silabário.

“O sistema vocálico do sudoeste é inovador e tem paridade com o grego.”
> Fruto dos contactos comerciais com esses rivais históricos dos fenícios…

“Acredita-se que a escrita do sudoeste terá sido levada através do comérico para o levante, escrita tratésia e para o norte onde fora muito prefeccionado pelos celtiberos. Tanto os tartesos como os celtiberos usaram um silabário puro, i.e., perderam os sistema vocálico. Isto também poderá indicar de que se tratam de línguas muito diferentes, a base celtoide dos povos do sudoeste exigiria uma maior presença de vogais do que as línguas de base do ibero.”
> Base celtóide? Mas os primeiros Celtas (de facto, Celtici) chegaram ao Sul muito depois dos Cónios estarem aqui já estabelecidos e firmaram-se a Ocidente dos atuais Alentejo e Algarve, deixando as outras regiões para os Cónios. Não havendo duas “escritas do Sudoeste” (Cónia e Celtici) resta crer que não adotaram a escrita ou que continuaram a usar a Escrita Cónia, com a sua língua, o que seria compatível com o seu escasso número e recorda o fenómeno da ocupação dos Suevos na antiga Galiza: poucos invasores, dominantes e uma sociedade indígena relativamente intocada.

“Não aparece em nenhuma estela a palavra cónio. Aparece sim um conjunto de caracteres que parecem indicar a função das estelas, e o mais sugerido tem sido “aqui jaz”.”
> Obviamente, é discutível… a expressão mais comum nestas estelas é algo que leio como Lopes Navarro: “NADOCONII” com variantes CONI, CONII ou até CONIUM. Obviamente, “NADO” significa “nascido”, “CON” é o étnico e o sufixo final designa a filiação nesse povo.

“Tampouco a função das estelas está totalmente esclarecida. A maioria das estelas encontradas foram reutilizadas (em especial pelos romanos) e estão fora de contexto. Algumas foram econtradas próximo das necrópoles. A maioria das necrópoles saqueadas e violadas.”
> Mas todas as encontradas em contexto, estão num contexto funerário. A presença regular da mesma fórmula final reforça essa utilização funerária, assim como a presença evidente de antropónimos em quase todas elas.

“Encontraram-se estelas na Extremadura espanhola, mas em muito menor número, e são muito mais delicadas do que as encontradas em Portugal o que poderá sugerir que fossem ofertas de visitas aos famosos santuários que havia por essas zonas.”
> Ou pequenas cidades dispersas do outro lado do Anas, teve que prefiro. Porque ofertariam estelas numa língua diferente da do povo do tumulado?

“Por volta do séc. II ac o sul do Alentejo sofre uma invasão de tribus celtas. O povoamento reocupa os antigos castros do início da idade do Bronze e desaparecem no Alentejo quaisquer vestigios da civilização do sudoeste. No Algarve os fenícos instalam feitorias ou mesmo colónias.”
> Correto. Mas eram já celtas misturados com povos ibéricos, daí o termo “céltico” ou “celtici” que reforça esse mesmo caráter miscigenado.

“Logo após a conquista romana serão cunhadas moedas com esta escrita contudo: Não é claro se é turdetana ou do sudoeste, nao é claro que turdetanos tenham ali estado, e nao é claro que tivessem sido cunhadas para uso local ou se foram cunhadas com vista a servirem de pagamento num outro entreposto comercial.”
> Os carateres são cónios… mas concordo, num ponto. Podem não ser originárias de Santiago do Cacém, mas de uma cidade perdida mais a sul e terem sido para aqui levadas no contexto de um qualquer processo comercial.

“Não há quase nada que possamos dizer sobre a civilização do sudoeste e a sua escrita. Terão de se obter muitos mais artefactos para se poderem fazer mais afirmações. Tém sido feitos avanços grandes nos últimos 10 anos com a descoberta de novos documentos, estelas e faiança, e estudos na área da epigrafia. Sem uma espécie de pedra da roseta pouco se poderá decifrar. Descobrir um povoado de tamanho médio sem ter tido continuação histórica para além do sec. I ac também ajudaria muito a fazer-se luz sobre esta civilização cada vez mais mítificada.”
> O melhor que há é ainda a “estela de estudo” encontrada em Espanha… com duas linhas, a do mestre e a do estudante, mais imperfeita e abaixo da primeira.
> Restam as análises estatísticas… dificultadas pela relativa escassez de materiais achados. A tradução da Escrita Cónia é um problema difícil, por estas condições… mas não impossível, tendo em conta que a maior percentagem dos textos são fórmulas funerárias e antropónimos.

Fontes:
http://escritadosudoeste.no.sapo.pt/caracteres.html
http://www.facebook.com/Francisco.Napoleao
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3nios
http://movv.org/category/a-escrita-conia/
http://movv.org/2007/11/26/os-valores-foneticos/
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lticos

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Categories: A Escrita Cónia, História, Portugal | 17 comentários

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17 thoughts on “Resposta a Francisco Manuel Napoleão sobre a Escrita Cónia

  1. Luís Teixeira Neves

    E há que estar atento ao que já se conhece e ao que se vai descobrindo a Oriente, tanto no Médio como no Próximo. Pode haver um “efeito túnel” associado à navegação no Mediterrâneo. Li já há algum tempo o livro de Augusto Ferreira do Amaral, “Neo-Hititas em Portugal”, mas para escrever alguma coisa a propósito aqui e agora preciso antes de o voltar a reler.

    • tenho um livro desse autor, recente, mas penso que seja sobre os lusitanos (escapa-me agora o nome). lembro-me desse e de ter pensado que era tão improvável a tese que não o comprei…
      (sim, ainda não estou convencido! 🙂 )

  2. Luís Teixeira Neves

    O que dizer…

  3. Luís Teixeira Neves

    Isso não decorre de uma atitude racional…
    ((-:

    • Pois! 🙂 de qualquer modo, quando acabar as minhas leituras do momento (um livro de fc e o ultimo do krugman) prometo ir ver o que tenho nessa área!

      • Poço sugerir algo mais simples? Entre na primeira leitaria, padaria, mercearia ou drogaria e deixe o comerciante explicar-lhe a crise… Algo tão simples é tão complicado nos compêndios e nos jornais… Que triste civilização!

  4. Ui… não mereço tanta atenção… Quanto às origens do alfabeto acredito que os estudos de Rodríguez Ramos são os mais indicados. Ele diz que as estelas mais antigas, a acreditar pela antiguidade de VIII ac. não podem ser fenícias, porque os fenícios não estariam por essa época por estes lados do mediterrâneo e é ele que levanta a hipótese duma maior parecência do desenho dos caracteres com alfabetos hihitas.

    Eu diria que a língua do povo do sudoeste é Celtoide na medida que o lusitano e o galaico são proto-celtas. (Não é assim?)

    Faz sentido sobre este povo uma civilização de chão sagrado que vira muitos emigrantes chegar por causa dos santuários, dos muitos existente nesta zona. E que diferentes aldeias tenham diferentes preponderâncias de elementos exógenos.
    A escrita tem sempre algo de sagrado, visto não ser possível imaginar uma comunidade 100% alfabetizada, apenas uma elite o seria, veja-se a a lógica inerente a uma estória contemporânea em “estação central”. Há algo de mágico na escrita! Assim como sabemos que o mundo é visto de maneira bem diferente por quem sabe ler e não sabe (a hermenêutica da abstração).

    O facto de nem em todas as povoações datadas da época terem vestígios da escrita explica o seguinte: diferentes níveis de orientalisação, multiculturalismo estruturante ou mundos coexistentes muito distantes entre si.

    A forma como hoje pensamos e sentimos é muito diferente dos povos de então.

    Creio apenas que uma multiplicidade de povos habitavam esta área, o sudoeste peninsular, e que teriam uma rede de parentesco-diplomática onde todos lucravam pela distância suficiente para ter proximidade mas sem ser próxima o suficiente para colidir interesses. É uma sociedade tão complexa que não precisa de guerra para fazer valer argumentos e tão introspetiva que que promove o interesse colectivo para valer comunidade. O sudoeste seria tão pobre quanto hoje, tão austero quanto promissor à vida, se a boa governança bastasse.

    Gosto de ler artigos da arqueologia Portuguesa porque fazem exactamente referência às condições de vida, às condições materiais de sobrevivência. Analizam a fertelidade dos solos e comunicabilidade com o exterior distante. Os artigos espanhóis dedicam-se demasiado á especulação essencialista.

    A minha especulação é a seguinte: os povos do sudueste são descendentes dos proto-celtoides típicos do ocidente peninsular, viviam em comunhão com estirpes familiares de diferentes graus de orientalização, comunicariam por um sistema religioso-mitico e linguistico similar, assim como um parentesco familiar o suficiente próximo para se considerarem descendentes de uma mesma origem ou filiação civilizacional. Dai que sudoeste seja uma marca existencial mas não essencial, terra de paz e de prosperidade colectiva.

    Não é isso que faz PORTUgale?

    • Concordo globalmente… mas continuo muito cetico quanto aos mecanismos pelos quais a influência da escrita hitita chegou ao sudoeste… historica e arqueologicamente, o que se sabe é de contactos com fenicioos e gregos e dadas as semelhancas morfologicas, inclino-me para uma influencia dupla.
      Quanto aos galaicos e lusitanos serem proto-celtas, isso significava que era celtas, ou melhor, celtas com camadas superiores e mais recentes de povos locais. Ora a tese mais ou menos consensual na academia era de que eram povos locais, “celtizados” por pequenos grupos de invasorews indo-europeus. O pouco que se sabe da sua lingua aponta para uma lingua celta, com elementos indigenas, mas na epoca nao havia formas de realizar “grandes” deslocacoes demoograficas e mesmo as famosas “invasoes” germanicas foram protagonizadas por uns quantos milhares de famiias deslocando-se na Europa ao longo de seculos, lentamente e sempre em minoria para com as populacoes locais. As “invasoes” celticas na peninsula devem ter sido algo de muito semelhante.

  5. Luís Teixeira Neves

    Não sei porque não dar um nome ao povo da escrita do sudoeste. Esse nome existe. Cinetes. São mencionados exactamente aí na Orla Marítima que se supõe ser baseada num périplo massaliota de finais do século VI a.C. E é fácil supor que já se encontrassem aí desde um bom tempo atrás. Então não só há uma coincidência no espaço como há uma coincidência no tempo.
    Há ainda um outro nome mais antigo para o sudoeste da escrita que é ibérico (o sudoeste, não a escrita) e não português: Tartessos. Por altura do referido périplo Tartessos tinha sido destruída e o seu nome capturado por Cádis, mas poucas décadas antes a cidade ainda se encontrava de pé e foi visitada por Fócios (da Ásia Menor). Um século antes tinha sido visitada por samiotas. Mas a referência mais antiga à cidade é bíblica. E aí, sublinho, é Tartessos que se refere e não Cádis. Quer isto dizer que os Tírios já vinham a Tartessos antes de, junto a Tartessos, fundarem Cádis. Tartessos na Bíblia é Tarsis.
    Tartessos explica a escrita do sudoeste. A relevância e a antiguidade de ambas são conformes.
    Tartessos na Orla Marítima é Herbo, Estava no território dos Cinetes.

  6. Luís Teixeira Neves

    Clavis Prophetarum…
    Nas estelas estremenhas consta a representação do Zeus hitita, o que brame dois raios, um em cada mão. Consta também a representação de um guerreiro sardo. Mais vulgares nestas estelas são as representações de carros de combate. Isto é, um artigo oriental. Do 2.º milénio a.C.
    Quando digo sardo não me estou a referir só ou principalmente à ilha da Sardenha. Estou-me a referir a um dos “povos do mar”. Os sardos na batalha de Qades combateram nos dois lados.
    Há mais… muito mais… aqui, em Portugal, e em Espanha.

    • Esse deus numa estela (evora?) Que aparece no centro da inscricao? Mas essa inscricao termina com a formula funeraria (que eu leio como “nado conio”) e logo, será com alto grau de certeza o chefe ou guerreiro tumulado.
      Alias, todas as estelas parecem ser funerarias, nao havendo nenhuma de tipo votivo.

    • É pena que se conheca tao pouco da lingua dos sardos… mas sabe-sew que pertencia ao substrato mediterraneo, onde julgo existir um elemento norte-africano muito forte e logo, a sua lingua poode ate nao ser muito diferente da dos autores das estelas conias.

  7. Luís Teixeira Neves

    O celta é indo-europeu, mas nem todo ou a maior parte do indo-europeu é celta. O processo de celticização da Península Ibérica é recente e tem uma origem continental. O processo de indo-europeização é bem mais antigo e tem uma origem mediterrânica (oriental).
    O indo-europeu a ocidente faz a sua primeira aparição na história na Ásia Menor durante o 2.º milénio a.C. Mas esta sua aparição significa só a sua chegada ao poder num espaço próximo às duas grandes civilizações da antiguidade, a egípcia e a mesopotâmica e fortemente ligado às suas economias pela sua primazia na metalurgia. É de supor uma maior antiguidade do indo-europeu e é de supor que tenha sido a mineração e a metalurgia um meio da sua difusão. Se supusermos que ele está ligado a novas práticas funerárias, designadamente à incineração, então, atendendo às novas descobertas no sítio arqueológico dos Perdigões. em meados do 2.º milénio a.C. ele já estava aqui no (nosso) extremo ocidental da Europa. Um pouco antes do fenómeno campaniforme e da sua difusão que também lhe pode estar associado.

    • É uma pena a paleogenetica estar tao pouco desenvolvida entre nos e os nossos solos serem tao tramados para as ossadas ou poderiamos ter ja esclarecido essas duvidas.
      As provas “culturais” como a incineracao, sao fracas… o habito pode surgir de formas paralelas, sem exigir um traco passado comum.

  8. Luís Teixeira Neves

    É verdade. Mas isso também é extensivo à paleogenética. Melhor será a paleolínguística.

  9. E a hipótese Berber, o alfabeto ser “arcaico”-tifinagh…

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