“Há mais de 13 mil professores em horário no ano letivo de 2012-2013 (…) no ano passado havia perto de 103 mil docentes nos quadros.”

“Há mais de 13 mil professores em horário no ano letivo de 2012-2013 (…) no ano passado havia perto de 103 mil docentes nos quadros.”

SOL
3 de agosto de 2012

Portugal tem uma das taxas de substituição demográfica mais baixas do mundo: em vez dos 2.1 filhos por casal necessários para manter a nossa população aos níveis atuais temos apenas 1.3. O problema tem consequências tremendas a nível da sustentação económica do país e da segurança social e – em qualquer país inteligentemente governado – seria a prioridade absoluta de todas as políticas. Não é assim.

Mas o problema implica outra realidade: cada vez há menos crianças para frequentarem o ensino público e privado. Atualmente, existem 7.7 alunos por professor no ensino público. Esta rácio é intrigante (surge noutra fonte) já que as turmas, mesmo antes do recente aumento de alunos por turma, não tinham dimensões compatíveis com esta rácio. Por outro lado, se em “serviço sindical” há menos de 400 pessoas (um número impressionante, de qualquer forma) também não é aqui que estão estes professores… o mistério adensa-se. E leva a uma pergunta incómoda: se há cada vez menos crianças e mais de cem mil professores e se este número é fixo (são funcionários públicos e logo, indespediveis) não vamos chegar a um ponto em que a situação será impossível de suportar e que uma solução (por radical que seja) se acabe por ter que impor?

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Categories: Educação, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

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One thought on ““Há mais de 13 mil professores em horário no ano letivo de 2012-2013 (…) no ano passado havia perto de 103 mil docentes nos quadros.”

  1. Ricardo

    No fundo, isto é tipo pescadinha-de-rabo-na-boca. Se os salários são baixos e os preços são caros, pouco espaço existe para se ter filhos. E sem filhos, o futuro de um país fica comprometido.
    No fundo, dar um pouco de dignidade às pessoas é sempre o primeiro passo para que haja um mínimo de estabilidade e, quiçá, prosperidade a médio-longo prazo.

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