Daily Archives: 2012/08/07

“O FMI vem agora dar uma sugestão. Se o IVA não chegar, que se comece a pensar em impostos como o IMI”

“O FMI vem agora dar uma sugestão. Se o IVA não chegar, que se comece a pensar em impostos como o IMI. Esta ideia surge numa altura em que a receita do IVA está a cair com a crise no consumo, mas em que, por seu lado, o IMI está a gerar cada vez mais receita, daí ser uma fonte de verbas mais apetecivel.”
(…)
“A receita anual do imposto de propriedade ronda 1.1 mil milhões de euros, mas no próximo ano a troia revela que o Governo espera obter mais 250 milhões, o que representa um aumento de quase 25%”.

Luís Reis Ribeiro
Diário de Notícias, 19 de julho de 2012

Atencao ao aumento do IMI: não são poucos aqueles que – até em virtude da atual crise economica – estão desprovidos de rendimentos e nada mais têm que terrenos ou casas que não conseguem nem manter, nem vender. O cálculo do aumento do IMI foi feito com base em critérios muito duvidosos, por funcionarios das Finanças absolutamente cegos pelos “prémios de desempenhop” que vão receber em função desses aumentos e indiferentes às efetivas capacidades dos cidadãos em suportarem esse aumento.

O IMI, como todos os outros impostos, tem um patamar máximo a partir do qual o seu aumento se torna numa redução efetiva das verbas cobradas. Esse limite (como mostra o primeiro semestre de execução orçamental) já foi alcançado no IVA. O aumento esperado de 25% do IMI em 2013 vai fazer certamente disparar no IMI o fenómeno já registado no IVA este ano. E os rumores de que se tenciona aumentar o imposto em 400% nos próximo anos, então, a confirmarem-se serão catastroficos…
Bem sei que os funcionarios das Finanças ja exultam pensando nesta aumento explosivo dos seus prémios, mas o Estado tem o dever de saber pensar mais longe e de ter a capacidade para dizer à Troika (dois terços europeia…) que basta de aumentos da carga fiscal. Que são estúpidos por além de não resolverem nem o problema da dívida, nem o do orçamento, agravam ainda mais a recessão.

Urge coragem. Mas haverá tal sentimento entre a classe politica dominante hoje na partidocracia europeia ou nesta tecnocracia europeia que efetivamente governa hoje Portugal?

Anúncios
Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Resposta a Francisco Manuel Napoleão sobre a Escrita Cónia

“Que grande confusão aqui vai, e que história tão especulativa. Antes de mais são tudo tretas!”
> Não são “tretas” são opiniões pessoais, devidamente fundadas. Responderei apenas de memória, dado que deixei este tema vão já mais de dez anos… reparei contudo que somos citados como fontes no artigo da Wikipedia sobre os Cónios, pelo que considero o recurso a esse termo como fruto do entusiasmo típico de quem foi mordido pelo “bicho” deste fascinante mistério sud-lusitânico…

“Em Portugal não se usa quase nunca a expreção escrita “sud-lusitana” isso é usado apenas na literatura espanhola. O mais comunemente usado e correcto até novas descobertas é “escrita do sudoeste” e mais nada. Nem sequer é certo que os cónios dos gregos ou o cinetes dos romanos são o povo do sudoeste.”
> Decerto. Mas a expressão nem por isso deixa de ser válida. Ela refere-se a uma escrita (a única indígena) que era usada na região sul da província romana da Lusitânia. Tecnicamente, a designação é válida e não pode ser descartada de forma automática apenas porque “é usada apenas na literatura espanhola”. O termo “Escrita do Sudoeste” é de facto mais comum em Portugal, mas eu prefiro (e tenho essa liberdade) a designação “Escrita Cónia” porque dessas opções é a única que agrega do étimo desse povo do sul do nosso atual território nacional.
> Não é certo que os Cónios/Cinetes são o povo do Sudoeste, mas não poderão ser outra coisa. As datações das necrópoles descobertas por Caetano Beirão e onde foram encontradas Estelas em Escrita Cónia são consistentes com as datas Clássicas e não existem vestígios arqueológicos que comprovem outra grande civilização nessa região do nosso atual território.

“No início da Idade do Bronze o povo do Sudoeste (o das Antas e cromeleque etc) desce das montanhas e dos seus castros e acampa em pequenos povoados em terras baixas, geralmente muito férteis e cujo relevo natural permite rotas comerciais do interior à costa do Alentejo Litoral, Foz do Sado ou à Costa Algarvia.”
> Não é seguro que este povo da Idade do Bronze seja diretamente aquele que mais tarde deu origem à civilização da Idade do Ferro, no século IV a.C. acredito que houve entretanto o afluxo de populações estrangeiras, fenícias (que legaram a maioria dos carateres da Escrita Cónia) e eventualmente, povos do norte de África, que reforçaram os laços linguísticos comuns com os Tamazight (Cabilas) do Tardenoisense dos dois lados dessa banda do Atlântico.

“Mais tarde dedica-se também à exploração mineira. Por volta do séc. VIII antes de cristo adequire a tecnologia da escrita. O Alfabeto terá mais parecência com um alfabeto hihita do mar negro, e não fenício, como se lê muito por aí.”
> A maior parte dos carateres derivam diretamente dos carateres fenícios e terão um valor fonético (ou semisilábico, porque se trata de um semisilabário) semelhante ao seu correspondente fenício ou grego (na minoria de carateres com essa filiação). Morfologicamente não vejo semelhanças com nenhuma das escritas hititas, ainda que existam carateres idênticos, estes encontram na Fenícia a origem comum aos da Escrita Cónia…

“Num processo muito longo do séc. VIII ac ao II ac. estas populações tenderão a abandonar o padrão de habitações redondas para rectangulares por vezes com divisórias internas e casas a ladear ruas, assim como distinções mais claras entre zonas produtivas, habitacionais e necrópoles. Sabemos que estas populações se orientalizaram profundamente, tais como os povos do Castro da Azambuja. Encontram-se peças de várias origens do mediterrâneo, cerâmica grega e fenícia assim como do Levante.”
> É verdade. Os Cónios estavam plenamente inseridos nos circuitos comerciais do Mediterrâneo dessa época, mas parece que apenas por via interposta, através dos Tartessos e dos Fenícios, não tendo nem frota comercial, nem grandes portos marítimos.

“Foram as poucas estelas encontradas em ambientes urbanos actuais, Tavira, as estelas são quase todas contextualizadas em pequenos povoados mineiros e agrícolas, e algo abastadas. Perante a delicadeza dos artefactos encontrados as estelas estão quase todas rudemente gravadas. O que leva a supor muitas hipóteses uma delas de que nestas aldeias haveria pouco uso para a escrita, contudo o uso perlongado da mesma e até a evolução nos caracteres indica que fora usada com praticabilidade. Não sabemos quais eram os centros urbanos deste povo, mas tudo leva a querer situarem-se em actuais centros urbanos, daís a dificuldade arqueológica. Usariam no seu quotidiano provavelmente materiais perecíveis para escrever tais como tecido, barro seco, ou madeira. Não existem sinais de hierárquias sociais fortes nem do uso de escravos.”
> É impossível que uma escrita tão sofisticada e com evidentes períodos distintos não tivesse sido gerada num ambiente culto, ou seja, com produção de mais materiais além das estelas. Existem exemplos de carateres cónios na cerâmica (a assinatura do ceramista ou a marca do proprietário), mas o principal meio era perecível e perdeu-se: papiros, pergaminhos ou madeira eram certamente usados de modo corrente, já que é impossível que uma escrita destas fosse usada apenas num contexto funerário.

“A escrita do sudoeste desenvolveu sobre um alfabeto semita um pseudo-silabário para as letras T/D, K/G, B/P, falso porque contudo o caracteres silábicos eram sempre acompanhados pela letra vogal correspondente (redondâcia).”
> Daí o semissilabismo que acima indico e que é a única explicação plausível para a quantidade de carateres diferentes encontrada: demasiados para um alfabeto, de menos para um silabário.

“O sistema vocálico do sudoeste é inovador e tem paridade com o grego.”
> Fruto dos contactos comerciais com esses rivais históricos dos fenícios…

“Acredita-se que a escrita do sudoeste terá sido levada através do comérico para o levante, escrita tratésia e para o norte onde fora muito prefeccionado pelos celtiberos. Tanto os tartesos como os celtiberos usaram um silabário puro, i.e., perderam os sistema vocálico. Isto também poderá indicar de que se tratam de línguas muito diferentes, a base celtoide dos povos do sudoeste exigiria uma maior presença de vogais do que as línguas de base do ibero.”
> Base celtóide? Mas os primeiros Celtas (de facto, Celtici) chegaram ao Sul muito depois dos Cónios estarem aqui já estabelecidos e firmaram-se a Ocidente dos atuais Alentejo e Algarve, deixando as outras regiões para os Cónios. Não havendo duas “escritas do Sudoeste” (Cónia e Celtici) resta crer que não adotaram a escrita ou que continuaram a usar a Escrita Cónia, com a sua língua, o que seria compatível com o seu escasso número e recorda o fenómeno da ocupação dos Suevos na antiga Galiza: poucos invasores, dominantes e uma sociedade indígena relativamente intocada.

“Não aparece em nenhuma estela a palavra cónio. Aparece sim um conjunto de caracteres que parecem indicar a função das estelas, e o mais sugerido tem sido “aqui jaz”.”
> Obviamente, é discutível… a expressão mais comum nestas estelas é algo que leio como Lopes Navarro: “NADOCONII” com variantes CONI, CONII ou até CONIUM. Obviamente, “NADO” significa “nascido”, “CON” é o étnico e o sufixo final designa a filiação nesse povo.

“Tampouco a função das estelas está totalmente esclarecida. A maioria das estelas encontradas foram reutilizadas (em especial pelos romanos) e estão fora de contexto. Algumas foram econtradas próximo das necrópoles. A maioria das necrópoles saqueadas e violadas.”
> Mas todas as encontradas em contexto, estão num contexto funerário. A presença regular da mesma fórmula final reforça essa utilização funerária, assim como a presença evidente de antropónimos em quase todas elas.

“Encontraram-se estelas na Extremadura espanhola, mas em muito menor número, e são muito mais delicadas do que as encontradas em Portugal o que poderá sugerir que fossem ofertas de visitas aos famosos santuários que havia por essas zonas.”
> Ou pequenas cidades dispersas do outro lado do Anas, teve que prefiro. Porque ofertariam estelas numa língua diferente da do povo do tumulado?

“Por volta do séc. II ac o sul do Alentejo sofre uma invasão de tribus celtas. O povoamento reocupa os antigos castros do início da idade do Bronze e desaparecem no Alentejo quaisquer vestigios da civilização do sudoeste. No Algarve os fenícos instalam feitorias ou mesmo colónias.”
> Correto. Mas eram já celtas misturados com povos ibéricos, daí o termo “céltico” ou “celtici” que reforça esse mesmo caráter miscigenado.

“Logo após a conquista romana serão cunhadas moedas com esta escrita contudo: Não é claro se é turdetana ou do sudoeste, nao é claro que turdetanos tenham ali estado, e nao é claro que tivessem sido cunhadas para uso local ou se foram cunhadas com vista a servirem de pagamento num outro entreposto comercial.”
> Os carateres são cónios… mas concordo, num ponto. Podem não ser originárias de Santiago do Cacém, mas de uma cidade perdida mais a sul e terem sido para aqui levadas no contexto de um qualquer processo comercial.

“Não há quase nada que possamos dizer sobre a civilização do sudoeste e a sua escrita. Terão de se obter muitos mais artefactos para se poderem fazer mais afirmações. Tém sido feitos avanços grandes nos últimos 10 anos com a descoberta de novos documentos, estelas e faiança, e estudos na área da epigrafia. Sem uma espécie de pedra da roseta pouco se poderá decifrar. Descobrir um povoado de tamanho médio sem ter tido continuação histórica para além do sec. I ac também ajudaria muito a fazer-se luz sobre esta civilização cada vez mais mítificada.”
> O melhor que há é ainda a “estela de estudo” encontrada em Espanha… com duas linhas, a do mestre e a do estudante, mais imperfeita e abaixo da primeira.
> Restam as análises estatísticas… dificultadas pela relativa escassez de materiais achados. A tradução da Escrita Cónia é um problema difícil, por estas condições… mas não impossível, tendo em conta que a maior percentagem dos textos são fórmulas funerárias e antropónimos.

Fontes:
http://escritadosudoeste.no.sapo.pt/caracteres.html
http://www.facebook.com/Francisco.Napoleao
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3nios
http://movv.org/category/a-escrita-conia/
http://movv.org/2007/11/26/os-valores-foneticos/
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lticos

Categories: A Escrita Cónia, História, Portugal | 17 comentários

“Há mais de 13 mil professores em horário no ano letivo de 2012-2013 (…) no ano passado havia perto de 103 mil docentes nos quadros.”

“Há mais de 13 mil professores em horário no ano letivo de 2012-2013 (…) no ano passado havia perto de 103 mil docentes nos quadros.”

SOL
3 de agosto de 2012

Portugal tem uma das taxas de substituição demográfica mais baixas do mundo: em vez dos 2.1 filhos por casal necessários para manter a nossa população aos níveis atuais temos apenas 1.3. O problema tem consequências tremendas a nível da sustentação económica do país e da segurança social e – em qualquer país inteligentemente governado – seria a prioridade absoluta de todas as políticas. Não é assim.

Mas o problema implica outra realidade: cada vez há menos crianças para frequentarem o ensino público e privado. Atualmente, existem 7.7 alunos por professor no ensino público. Esta rácio é intrigante (surge noutra fonte) já que as turmas, mesmo antes do recente aumento de alunos por turma, não tinham dimensões compatíveis com esta rácio. Por outro lado, se em “serviço sindical” há menos de 400 pessoas (um número impressionante, de qualquer forma) também não é aqui que estão estes professores… o mistério adensa-se. E leva a uma pergunta incómoda: se há cada vez menos crianças e mais de cem mil professores e se este número é fixo (são funcionários públicos e logo, indespediveis) não vamos chegar a um ponto em que a situação será impossível de suportar e que uma solução (por radical que seja) se acabe por ter que impor?

Categories: Educação, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Sobre o fiasco colossal do Comité Olímpico Português nos Jogos Olímpicos de Londres: Uma reflexão que urge fazer num país em falência técnica

No momento em que escrevo estas linhas ainda há possibilidades de Portugal conseguir obter alguma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012. As hipóteses são cada vez mais remotas e começa a aproximar-se rapidamente o momento de levar algumas questões incómodas e, provavelmente, impopulares a este respeito.

Desde logo, há que perguntar porque é o Comité Olímpico Português, depois do fiasco colossal que foi presença portuguesa em Pequim em 2008 ainda é presidido pelo mesmo energúmeno, um certo José Vicente de Moura que há uns anos andava como sonhos loucos sobre a organização de um Jogos Olímpicos em Portugal (pagos pelo contribuinte tuga, claro. Feita esta pergunta, já que perguntar porque é um país tecnicamente falido e onde todos os dias mais e mais portugueses são atirados para o pesadelo do desemprego crónico, gastou ainda mais que em 2008, apostando 14,6 milhões de euros ao longo de quatro anos de preparação (mais 600 mil euros que em 2008 e em menos atletas!) e apesar de aumento de 10% nas bolsas não conseguiu nem uma medalha! Países menos ricos e bem menos populosos que Portugal já conseguiram mais que uma medalha (Lituânia, Eslováquia, Sérvia, Croácia, Azerbaijão, Geórgia, Guatemala, etc). De facto, até a igualmente falida Grécia conseguiu duas medalhas de bronze!

Um resultado tão mau como aquele que se desenha com contornos cada vez mais nítidos no horizonte não pode deixar de merecer reflexão e ação: Em que estado está o desporto escolar em Portugal? Qual o dano provocado nas outras práticas desportivas por esta obsessão nacional pelo futebol? Qual é a ação dos grandes clubes desportivos (FCP, Sporting, Benfica, etc) nas modalidades? E, sobretudo, qual é a responsabilidade da comunicação social neste autêntico desastre nacional e colocar a grande pergunta: Vale a pena gastar 14,6 milhões de euros num fiasco destes? Nas próximas olimpíadas (e se Portugal continuar falido, como se espera) será racional realizar tal nível de despesa?

Fontes:
http://www.ionline.pt/desporto/missao-olimpica-menos-atletas-objectivos-mais-vagos
http://en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Vicente_de_Moura
http://www.huffingtonpost.com/2012/08/01/olympic-medals-map-gdp_n_1729090.html

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 16 comentários

A primeira fotografia de alta resolução do Curiosity em Marte!

A primeira foto processada do Curiosity (http://www.newscientist.com)

A primeira foto processada do Curiosity (http://www.newscientist.com)

Esta é a primeira imagem de alta resolução enviada para a Terra do novo rover marciano da NASA, o Curiosity que na madrugada de 6 de agosto conseguiu realizar a muito difícil tarefa de aterrar em Marte. Depois de algumas imagens não tratadas em formato “raw” esta primeira imagem processada mostra o solo marciano e um segmento de uma das seis rodas do Rover. A imagem é o primeiro grande resultado depois de uma das mais perigosas descidas de um Rover em Marte (os ditos “7 minutos de terror”).

Esta primeira imagem mostra uma resolução impressionante apesar de usar uma das câmaras panorâmicas do Rover concebidas para evitar “surpresas” laterais, e designadas por isso mesmo (“hazards”) de Hazcams, que se encontram na secção traseira do Curiosity e que permitem que a NASA tenha uma visão permanente e completa de tudo o que rodeia o Rover. A maior parte da fotografia está inutilizada devido à incapacidade destas câmaras para lidarem com a exposição solar direta. Agora, vamos esperar pela entrada em funcionamento das câmaras principais do Rover nos próximos dias para termos as primeiras imagens realmente espetaculares de Marte… Stay tuned!

Atualização:
Alguns minutos depois de termos escrito estas linhas foi divulgada uma imagem do Rover descendo de paraquedas sobre a superfície marciana. A imagem foi captada pelo orbiter Mars Reconnaissance Orbiter (MRO):

Fontes:
http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2012/08/touchdown-first-images-curiosity.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news
http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/index.html
http://news.discovery.com/space/mars-curiosity-red-planet-photos-120816.html#mkcpgn=rssnws1
http://movv.org/?s=curiosity
http://www.wired.com/wiredscience/2012/08/mro-curiosity-descent/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29&utm_content=Google+Reader

Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Baptista Bastos: “O caso grego é complexo e estimulante”

A Evangeline Lilly não é o Baptista-Bastos mas fica bem melhor...

A Evangeline Lilly não é o Baptista-Bastos mas fica bem melhor…

“O caso grego é complexo e estimulante. O povo não quer nada do que se lhe impõe, e o que se lhe impõe é, simplesmente, um ato de servidão e de subserviência. De contrário, ou vai embora do euro ou procedera a eleições sucessivas até que o resultado seja coincidente com as normas. Aqui, o desprezo pela democracia, operado pelo “governo invisível dos poderosos”, chega a ser infame e obsceno.
A insistência dos gregos em lutar contra a fantasmagoria dos “mercados”, que impõe implacavelmente as suas leis, abre novas perspetivas de acareamento com o modelo de sociedade que nos infundem.
(…)
A Grécia pôs em causa a perfídia doutrinaria do “empobrecimento” e da inevitabilidade de passarmos a ser “democracias de superfície”, mandadas do exterior por esse inquietante “governo invisível dos poderosos”.
Não é o caso de Portugal?”

Baptista Bastos
Diário de Notícias, 9 de maio de 2012

Não deixa de ser irónico que seja um dos mais pequenos e pobres países membros da União Europeia que esteja agora a colocar de joelhos a – aparentemente – megapoderosa europa. Obviamente, os “grandes” do norte da europa, que se arrogam ao direito de mandar sobre os pequenos e de os empurrar para a pobreza, para um retrocesso de décadas da sua qualidade e nível de vida, enquanto enriquecem cada vez mais, à custa de taxas de juro de 0.0%, da desindustrialização do sul e de um egoísmo sem nome nem moral.

Obviamente, os povos que são assim empurrados para este beco sem saída, para uma caminhada desesperante de desemprego crónico e duradouro, de um recuo generalizado do Estado Social e a um empobrecimento inédito nos últimos séculos sacodem o jugo. Pressionados, insultados, desprezados e constantemente vilipendiados pelos europeus do norte, os gregos reagem.

E os portugueses?…

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, união europeia | 17 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade