Daily Archives: 2012/08/04

Caso Freeport: Sete anos perdidos

“Ao fim de quase sete anos de investigação, o caso Freeport, um dos mais importantes casos de corrupção na história judicial portuguesa, há de terminar como se suspeitava com os dois únicos arguidos declarados inocentes santos mártires. Este caso tem uma particularidade: o Ministério Público, que os acusou de tentativa de extorsão e perdeu tempo e dinheiro a leva-los a julgamento, acabou por pedir a absolvição das criaturas. Das duas, uma: ou a acusação foi temerária ou o procurador que acompanhou o julgamento recusou bater-se pela condenação. Nunca iremos saber.”

Manuel Catarino
Correio da Manhã, 19 de julho de 2012

O dito “Caso Freeport” ficará efetivamente nos já muito negros anais da “Justiça” portuguesa como um dos mais graves de sempre: a paragem durante dois anos da investigação pareceu desenhada a esquadro por forma a permitir a prescrição de eventuais certidões que fossem emitidas após este julgamento… a inépcia ou incuria dos procuradores mereceria assim um processo-crime, exemplar e de efeitos concretos ou palpáveis, já que o cidadão não consegue compreender como é que se gastou tanto do seu dinheiro de impostos (cada vez maiores) para depois o Ministério Público desistir do caso e não acusar ninguém!

Este processo já não é um daqueles que vai destruir a credibilidade da Justiça e dos seus agentes em Portugal, porque é impossível que o seu prestígio público seja mais baixo do que já é, mas a inacao das estruturas judiciais perante um caso onde a incuria ou o dolo na qualidade da investigação é inaceitável e a passividade da classe politica perante a mesma torna-se, neste processo, notória nas suas intenções… quanto mais inoperante, lassa e inepta for a Justiça em Portugal, menos políticos serão apanhados nas suas malhas, especialmente em processos tão complexos como este.

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Sobre o “Projeto Caetano” (Salvador Caetano-EADS)

O Governo assinou a renegociação do contrato de contrapartidas com a EADS (Airbus Military) originalmente pensado para o A400M. Esta renegociação vai permitir o arranque de um projeto que vai rondar os 75 milhões de euros e que poderá criar cerca de 800 postos de trabalho (diretos e indiretos). Com este projeto (a que se somam os da Embraer e da OGMA) pode começar a falar-se de um pequeno “cluster aeronáutico” português… Contudo, há que obter mais dados sobre este contrato já que Santos Pereira (mau sinal…) mencionou que este projeto “se enquadra perfeitamente no nosso desígnio nacional que é reindustrializar o País, apostar no sector produtivo e na exportação”.
Mas então em que consiste exatamente este “Projeto Caetano”? Peças para o A400M? Para o Typhoon? Mas se Portugal não tem nos seus planos adquirir nem os caros Typhoon para substituir os F-16… É certo que em 2015 esses aviões terão já mais de trinta anos de serviço, ou seja, as fuselagens estarão já demasiado enfraquecidas para permitir um uso em segurança. Em teoria, se não fosse a crise financeira, já deveríamos estar a procurar um sucessor, em que o Typhoon poderia ser uma opção, mas a 90 milhões de euros por unidade, é melhor esquecer… e o F-35 (para cima de 190 milhões, então é melhor mesmo nem falar. Embora seja o sucessor “natural” do F-16). Provavelmente, a opção financeiramente mais sustentável seja o Gripen sueco (40 a 60 milhões) ou o Rafale (60 milhões). Mas nenhuma destas opções económicas é da EADS. Apesar da EADS ter de facto 46,32% do capital da Dassault poder favorecer o Rafale, no contexto deste contrato… Será então o Rafale, via contrato EADS-SC e presença da Embraer em Portugal o sucessor do F-16?… De qualquer forma, espero que este contrato não venha a colocar em causa o KC-390 e que este aparelho não seja agora substituído pelo A400M, bem mais caro e difícil de manter que o aparelho brasileiro!
Fontes:
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Agostinho da Silva: “Uma educação que temperasse a vontade, não mais gente na rua vendo gente passar, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de vinte anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“Uma educação que temperasse a vontade, não mais gente na rua vendo gente passar, não mais gente encostada pelas portas dos cafés, não mais gente de vinte anos vergonhosamente desocupada, passando todo o dia sem fazer coisa nenhuma, fraquíssima de caráter, fraquíssima de corpo, esperando que chegue o tempo de jantar para que chegue o tempo de dormir para que chegue o tempo de se levantar. “

Baden-Powell, pedagogia e personalidade
Agostinho da Silva

As falsas facilidades da vida moderna que, num certo tempo em Portugal induziram a uma falsa sensação de riqueza e ociosidade, conjugada com a existência de uma taxa de desemprego jovem superior aos trinta por cento e uma enormidade de cursos “superiores” de nula ou rara utilidade para a vida real.

Mais que uma geração de funcionários públicos (o principal destino de todos os jovens licenciados depois de 1996) há que formar uma nova geração de empreendedores, criadores e inovadores. Sacuda-se o pesado capote deixado na nossa sociedade pela Inquisição, pelo Index, pelo Salazarismo e pela ignorância crónica e construamos uma sociedade nova, de empreendedores, de gente que ousa ousar e que não teme falhar para conseguir.

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