Uma proposta para o flagelo dos Incêndios Florestais

Todos os anos – por alturas do Verão – as notícias de incêndios florestais ascendem a todas as manchetes dos jornais e abrem telejornais…

Sem dúvida que existem pontualmente questões de faltaa de meios… ou de meios desperdicados, como sucede na Madeira onde o Governo Regional opta por dar 5.8 milhões de euros aos clubes de futebol e deixar arder casas e propriedades por falta de meios de combate a incêndios. Mas para além destas excepções de má gestão dos recursos públicos, a verdade é que Portugal tem pessoal competente nesta área, uma boa gestão de meios e um sistema aéreo de combate a incendios eficaz e bem coordenado. O problema dos incêndios florestais não é assim um problema de falta de meios de resposta. É um problema de condições propícias e é precisamente nesta frente, a das “causas” que se deve atacar, não das “respostas”.

E as “causas” estao no crescimento descontrolado dos matos, que produzem uma grande concentracao de combustivel que, depois, perante a primeira faúlha, desencadeiam estes incêndios. E esta acumulacao de combustivel é o sub-produto da crescente desertificacçã do noroeste da Península Ibérica (não somente de Portugal) que fez com que se deixasse de recolher esse mato e lenha para o consumo das pequenas aldeias e povoações que outrora existiam no interior do território. Esse combustivel era também consumido (antes de o chegar a ser) pela pastorícia, que o transformava – por digestão – em fertilizante e logo, pela agricultura. Atualmente, com o ermamento do interior luso todos esses ciclos estão quebrados.

Se se quiser efetivamente combater este problema dos incêndios florestais há que começar pelo mais simples: promover a pastorícia com um plano nacional, executado e adaptado localmente no âmbito do poder autarquico e a partir dos sucessos deste processo dinamizar a agricultura e a demografia do interior, restaurar a nossa soberania alimentar e reconstruir Portugal.

Esta poderia ser uma Causa da Sociedade Civil.

Categories: Política Nacional, Portugal | 10 comentários

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10 thoughts on “Uma proposta para o flagelo dos Incêndios Florestais

  1. otusscops

    a culpa dos incêndios é das árvores.
    CORTEM-NAS TODAS e verão que acabam de vez!!!
    😈

  2. Fenix

    Limpem os terrenos e multem quem não limpa mechas as terras. Controlem os espaço aereo pois já vi mandarem bolas em chamas de aviões em plena beira baixa.

    • O problema está em que muitos proprietarios nao tem dinheiro para mandar limpar essas matas…
      Quanto a essas avionetas tb pouvi esses relatos, mas sao antigos, nao ouvi nada disso recentemente.

  3. Fenix

    Se não tem dinheiro para limpar o estado que os multe.Se tem dinheiro para as multas a tão ficam sem as terras.As avionetas devem ter 7anos coisa menos coisa.

  4. Fenix

    falta o não tem

  5. Estas são, infelizmente, as causas em que nos tentam fazer acreditar.
    Na minha opinião, estas são as verdadeiras causas para o flagelo dos incêndios florestais:

    – Despopulação e desertificação propositada.
    – Destruição de fontes de rendimentos de pequenos proprietários.
    – Lobby do negócio dos bombeiros, nomeadamente, ECIN’s ELAC’s, GRIF’s ( e por aí fora ), Venda e aluguer de equipamentos. E, é por esta razão que o GIPS ( Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro ) da GNR criou tantos anticorpos no seio dos bombeiros. Uma entidade no combate aos incêndios e ao mesmo tempo fiscalizadora, tornou-se incómoda.
    – O enorme sorvedouro de dinheiro que é a EMA ( Empresa de Meios Aéreos ) que este ano já gastou mais de 500 Milhões de “Aéreos”.
    – E, finalmente, o idiota frustrado, que ateia um incêndio e o evento acidental, que neste caso acho que é uma pequeníssima parte do problema.

    Para que aconteça um incêndio de grandes porporções só de forma criminosa ( seja de que origem for ), sendo necessários conhecimentos avançados de metereologia ( variação do vento, humidade, temperatura ), cartografia e sobre o material combustível. Em suma, é preciso planear!!!

    Para terminar, devo dizer que acho que os bombeiros são fundamentais neste País, mas infelizmente, tal como o País, a sua cúpula foi raptada por gente inferior de espírito e de mente.

    • Por isso defendo mecanismos fiscais para estimular o regresso à exploração do meio rural (desde logo, a floresta). Mas de facto, toca aqui na questao mais delicada do problema: até que ponto em que estes interesses paralelos ao combate aos incêndios estão ligados à aparição de incêndios.

      • Clavis,
        Os interesses económicos ligados à floresta são variadíssimos, o que torna a sua protecção algo de muito complicado. Esqueci-me de referir, que a industria da madeira e papel também pode ter um “papel” no problema dos incêndios. Quantas vezes, e sem querer alongar-me muito mais, eucaliptos e(ou) pinheiros, de uma mata planeada e cuidada com a finalidade de venda das árvores, só são vendidos depois de arderem?
        Sobre o retorno da pastorícia de forma generalizada, acho que seria o maior crime que se pode cometer à floresta e zonas de montanha, nomeadamente a introdução de pequenos ruminantes, ovinos e caprinos ( especialmente estes ). Estas espécies são terríveis para a biodiversidade dos ecossistemas, ao contrário do que muitos pensam.
        Como solução, penso que:

        – O proprietário deve ser estimulado a tornar a sua mata/floresta rentável. A partir daqui, todo o problema seria reduzido a uma ínfima parte.
        Só como exemplo, na altura que foi criado o GIPS da GNR para fazer o ataque inicial aos incêndios, foi pensada como medida complementar ( e depois mal estabelecida, propositadamente ou não ) a criação de uma rede de centrais de compostagem que absorveriam o material combustível obtido na limpeza das matas. Este plano ajudaria finaceiramente os proprietários, estimulando-os a fazer a limpeza, uma vez que venderiam esse material combustível a essas centrais ( ou intermediários ). Adicionalmente, eram criados inúmeros postos de trabalho, especialmente em zonas remotas do País.
        Infelizmente, neste País de maçons, pedófilos e satânicos, todas as medidas que à partida parecem boas, são posteriormente CIENTÍFICAMENTE sabotadas. Neste caso concreto, a primeira central de compostagem fixou um preço/tonelada verdadeiramente baixo e absurdo. Inclusivé, sei de casos em que era mais vantajoso vender a uma empresa italiana ( que transportaria o material para Itália ) do que vender à nossa central. Conclusão, projecto sabotado! O GIPS, esse, com a chegada do Secretário de Estado actual ( amiguinho do actual Presidente da Liga dos Bombeiros ), está para deixar ( por sugestão do Presidente da Liga ) o combate aos incêndios, regredindo o País ao período anterior a 2006, quando o feudo dos interesses estava confortávelmente instalado.

        • Apreciou particularmente a sugestão de uma “rede de centrais de compostagem que absorveriam o material combustível obtido na limpeza das matas. Este plano ajudaria finaceiramente os proprietários, estimulando-os a fazer a limpeza, uma vez que venderiam esse material combustível a essas centrais ( ou intermediários ). Adicionalmente, eram criados inúmeros postos de trabalho, especialmente em zonas remotas do País.”
          Já que além dessas vantagens, também poderia gerar energia elétrica e assim poupar o país de mais importações de combustíveis fósseis…

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