Daily Archives: 2012/08/02

Uma proposta para o flagelo dos Incêndios Florestais

Todos os anos – por alturas do Verão – as notícias de incêndios florestais ascendem a todas as manchetes dos jornais e abrem telejornais…

Sem dúvida que existem pontualmente questões de faltaa de meios… ou de meios desperdicados, como sucede na Madeira onde o Governo Regional opta por dar 5.8 milhões de euros aos clubes de futebol e deixar arder casas e propriedades por falta de meios de combate a incêndios. Mas para além destas excepções de má gestão dos recursos públicos, a verdade é que Portugal tem pessoal competente nesta área, uma boa gestão de meios e um sistema aéreo de combate a incendios eficaz e bem coordenado. O problema dos incêndios florestais não é assim um problema de falta de meios de resposta. É um problema de condições propícias e é precisamente nesta frente, a das “causas” que se deve atacar, não das “respostas”.

E as “causas” estao no crescimento descontrolado dos matos, que produzem uma grande concentracao de combustivel que, depois, perante a primeira faúlha, desencadeiam estes incêndios. E esta acumulacao de combustivel é o sub-produto da crescente desertificacçã do noroeste da Península Ibérica (não somente de Portugal) que fez com que se deixasse de recolher esse mato e lenha para o consumo das pequenas aldeias e povoações que outrora existiam no interior do território. Esse combustivel era também consumido (antes de o chegar a ser) pela pastorícia, que o transformava – por digestão – em fertilizante e logo, pela agricultura. Atualmente, com o ermamento do interior luso todos esses ciclos estão quebrados.

Se se quiser efetivamente combater este problema dos incêndios florestais há que começar pelo mais simples: promover a pastorícia com um plano nacional, executado e adaptado localmente no âmbito do poder autarquico e a partir dos sucessos deste processo dinamizar a agricultura e a demografia do interior, restaurar a nossa soberania alimentar e reconstruir Portugal.

Esta poderia ser uma Causa da Sociedade Civil.

Categories: Política Nacional, Portugal | 10 comentários

“O sistema de algoritmos de alta frequência controlava menos de 25% das transações dos EUA em 2008; em 2012, já controla 70% das americanas e 40% das europeias”

“Os magos matemáticos do mundo financeiro não são os únicos culpados pela crise de 2008, mas estão, sem dúvida no pódio da culpa. (…) o mundo da abstração financeira chegou a ser 40% mais rico que o PIB real do mundo inteiro. Em 2006, o PIB de todos os países do mundo era de 48.6 triliões de dólares, mas o valor das ações e derivados estava nos 67.9 triliões. Os famosos ativos tóxicos escondiam-se – e escondem-se – nestes 40% de malabarismo financeiro.”
(…)
“O sistema de algoritmos de alta frequência controlava menos de 25% das transações dos EUA em 2008; em 2012, já controla 70% das americanas e 40% das europeias. Até parece piada. O fator que nos conduziu ao abismo de 2008 (modelos matemáticos) aumentou a sua dimensão e complexidade.”
(…)
“Como é que se fiscaliza um algoritmo que é incompreensível para 99.9999% dos seres humanos?”

Henrique Raposo
Expresso, 28 de abril de 2012

Proibição, a única saída desta situação insustentável passa pela pura e simples proibição total e global destes mecanismos artificiais e automáticos. Regular nesta área é relativamente fácil, bastando definir tempos mínimos em que os detentores de um dado título o terá que manter nas mãos, limitar o número de vezes em que um dado titulo pode circular de mãos durante um dia e, sobretudo, aplicar de forma global e sistemática uma taxa sobre todas as transações financeiras, a famosa “Taxa Tobim” enquanto, simultaneamente, se encerram todos os Off-Shores.

Este Mundo Novo, onde o setor financeiro regressa ao papel devido da subsidiaridade da produção, onde o Capital assume o seu lugar paritário frente ao Trabalho e à Terra será o Mundo em que queremos viver, não aquele em que hoje somos forçados a viver.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

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