Monthly Archives: Agosto 2012

O Iraque recebeu o último grupo de 9 MBTs norte-americanos M1A1 num total de 140 blindados deste tipo

O Iraque recebeu o último grupo de 9 MBTs norte-americanos M1A1. No total, este país do Médio Oriente vai assim poder contar com 140 blindados deste tipo no seu inventário tendo as entregas começado em março de 2009. No total, os 140 veículos terão custado 860 milhões de dólares ao Iraque, dos quais 804 foram pagos diretamente sendo que os restante 56 milhões terão provindo dos cofres dos EUA. Altos responsáveis iraquianos têm repetidamente declarado que o país só estará completamente capacitado para se defender sozinho a partir de 2020, algo que não tem tido muito acolhimento por parte dos EUA…

No total, o Iraque terá já realizado mais de 12 mil milhões de dólares em compras de material militar aos EUA, sendo a este respeito particularmente importante a aquisição de 36 aviões F-16IQ Block 52, um downgrade em relação ao modelo F-16C/D Block 52.

Fontes:
http://www.defencetalk.com/iraq-takes-delivery-of-final-batch-of-us-tanks-44379/
http://www.reuters.com/article/2011/12/18/us-iraq-withdrawal-idUSTRE7BH03320111218
http://www.defenseindustrydaily.com/Iraq-Seeks-F-16-Fighters-05057/

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Entrevista a José Maria Castro Caldas

“Na famosa quinta revisão do memorando (…) a dita complacência da troika não se irá concretizar: espera-se o aumento das taxas médias do IVA, o que provavelmente levará a uma contração da receita fiscal.”

> Nesta pequena, mas muito curiosa entrevista, o economista José Maria Castro Caldas mostra mais uma vez porque é que é um dos pensadores económicos mais ousados e independentes do meio… Começa por desfazer o mito – longamente propagandeado por Passos Coelho e Cavaco Silva – segundo o qual se continuarmos a suportar doses massivas e crescentes de austeridade com a passividade bovina que carateriza tradicionalmente a sociedade portuguesa, no final, os europeus nos vão “premiar” e dar mais tempo ou dinheiro… perante o impossível de evitar o incumprimento da meta de 4.5% do défice, tudo indica que apesar dos “melhores desejos” de Passos e Cavaco a opção a seguir para corrigir o défice será novamente a mais fácil: aumentar o IVA ou, pior o IRS. A Defesa mais fácil de cortar (salários e pensões) está agora protegida pela “equidade” defendida pelo TC e resta apenas, de novo, mais um aumento da canga fiscal.

“Defendo uma taxa sobre a propriedade, aí poderia haver ativos financeiros e imobiliários para repor a justiça fiscal. E medidas de combate à fraude fiscal, como seja fechar todas as portas abertas à evasão de capitais para paraísos fiscais.”

O problema das taxas sobre a propriedade é que além de serem injustas podem levar pessoas que herdaram casas dos pais ou avós, terrenos abandonados algures no Interior, prédios arruinados, etc e que não tendo rendimentos (por estarem desempregados ou terem a mulher ou o marido desempregados) não têm simplesmente meios para pagar esses impostos! Qual seria então a opção do Estado? Confiscar esses bens? Coloca-los a leilão por uma fração do seu real valor? E quem ganhará com isso para além de algum eventual especulador especialmente abonado?

“Temos de escolher entre a reestruturação da dívida agora, a curto prazo, ou um default (incumprimento) a médio prazo. Não é preciso fazer mais experiências para vermos que a via recessiva de ajustamento não produz as consequências previstas e a dívida vai aumentando a um ritmo que a torna insustentável: é o momento em que o peso dos juros é de tal ordem que toda prestação pública de serviços, nomeadamente a nível da reparação de infra-estruturas, começa a entrar em colapso.”

Com efeito, o desastroso exemplo grego (uma queda de 7% do PIB só este ano!) Já devia ter ensinado aos fanáticos monetaristas do Bundesbank (que mandam, de facto, na Troika) que o modelo austeritário não funciona. Aliás, as estatísticas demonstram até o contrário, com os Mercados a subirem mais os juros DEPOIS da aplicação dos pacotes austeritários do que ANTES.

O limite da exaustão dos povos perante esta obsessão de compressão do Estado Social está a aproximar-se muito rapidamente e a ser multiplicado porque a “moda” se estende até aos países mais ricos (no norte da Europa) que poderiam compensar esta onda sulista de austeridade comprando bens e serviços aos países do sul (por exemplo, através de um pacote de estímulo europeu). Quando as estradas, as pontes, os hospitais, os postos de policia e os blindados e navios de guerra deixarem de funcionar porque a austeridade os fez parar então, será chegado o ponto terminal e a inevitável dissolução do Estado vai necessariamente precipitar o fim desta louca moda anti-keynesiana.

“O problema coloca-se a nível do défice externo. Tal exigirá medidas que podem não passar pela saída do Euro, na fronteira do que é admissível na União Europeia. Passam por derrogações de cláusulas da livre concorrência de modo a limitar algumas importações. Impostos especiais que limitem algumas importações, como os combustíveis. E agir da mesma forma sobre as exportações de modo a aliviar alguma carga fiscal e de setores que substituem importações.”

É de facto impossível permanecer nas mesmas regras que a Europa hoje nos impõe e reconstruir a nossa economia: as portas comerciais escancaradas impedem-nos de reconstruir empresas industriais e agrícolas capazes de resistirem às grandes agro-industriais de Espanha e do norte da Europa. Há que proteger a produção nacional desses gigantes desproporcionados e compensar todos os múltiplos dumpings com que concorrentes estrangeiros nos esmagam e isso só pode ser feito criando mecanismos aduaneiros de compensação: taxas alfandegárias que favoreçam a aparição local de indústrias de substituição e implementando estímulos fiscais às exportações… mas umas e outras contrariam as regras e regulamentos europeus, razão porque estes têm que ser suspensos. Ou porque Portugal têm que sair da União Europeia ou, pelo menos, suspender a sua pertença durante alguns anos.

“Não existe nenhuma saída fácil para uma crise de grandes proporções do capitalismo. Agora, há uma grande diferença entre pseudo-saídas que pretendem manter a hegemonia do sistema financeiro e umas saídas igualmente difíceis, mas que tenham como objetivo preservar o estado social e procurar corrigir as duas principais entorses: a repartição do rendimento e a hegemonia do sistema financeiro.”

Quando se constata o gigantesco volume de verbas desviadas todos os anos para Paraísos Fiscais e a preponderância da Finança sobre a Política (escravizada pelos financiamentos e lobbys) e a Economia Real, juntamente com o grande problema do desenvolvimento económico dos últimos anos: a cada vez pior distribuição dos rendimentos. Desde a década de noventa (em Portugal) ano após ano, quase sempre sem parar os salários do trabalho estagnam, abaixo da inflação, enquanto que os rendimentos do capital sobem sem cessar, desviando mais e mais capital de investimentos reprodutivos e bens transacionáveis e concentrados no opaco mundo dos “mercados” e da Finança.

“Os super-ricos guardam 17 triliões de euros em paraísos fiscais…
Bastaria que se decidisse que não haveria transferências entre bancos da Zona Euro e paraísos fiscais para que estes entrassem em colapso. Isso seria suficiente para desencadear uma atitude semelhante em outros países, nomeadamente emergentes que têm tanto a perder. Falta é vontade.”

E esta Europa será capaz de tamanha (e devida) ousadia e frontalidade? Aparentemente, não. Os alemães, que lideram de forma imperial o BCE e indiretamente a Troika que estende um tape de protetorado sobre um número crescente de Estados membros, estão acima de tudo preocupados em “castigar” os europeus do sul, esquecendo que a sua atual riqueza se deve em grande medida às suas exportações precisamente para os países do sul e que na década de 1950 beneficiaram eles próprios de um generoso perdão da dívida (e que nunca devolveram o saque do Banco central grego, aliás).

SOL
27 de julho de 2012

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Agostinho da Silva: “O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga, é ter quem esteja sempre junto dele não deixando que a sua imaginação o leve por caminhos errados, ou que a sua informação seja deficiente; é ter o homem que a cada passo esteja dentro dele como contrário, para que da soma dos dois possa resultar alguma coisa de útil.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

“O essencial para um homem verdadeiramente de universidade não é ter quem o apoie, é ter quem o contradiga, é ter quem esteja sempre junto dele não deixando que a sua imaginação o leve por caminhos errados, ou que a sua informação seja deficiente; é ter o homem que a cada passo esteja dentro dele como contrário, para que da soma dos dois possa resultar alguma coisa de útil.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Não tenhamos dúvidas: a qualidade de uma Universidade – esteja ela onde estiver e em que época for – mede-se sempre em função da qualidade dos seus Professores. A maior prioridade não deve ser assim a buscar municiar-se dos maiores e melhores equipamentos, edifícios ou laboratórios, mas a de procurar os melhores, mais imaginativos, criativos e ousados professores, idealmente entre os seus próprios alunos, evitando recorrer a professores de carreira de outras universidades e criando assim mecanismos de meritocracia internos que estimularão os melhores alunos a serem ainda melhores e que criarão um espírito de comunhão e de pertença.

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Para quando o envio de uma Força de Paz para a Guiné-Bissau?

Guiné-Bissau (http://www.didinho.org)

Guiné-Bissau (http://www.didinho.org)

Recentemente, o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, declarou que o pedido de uma força multinacional para este país lusófono só pode ser realizado pelas autoridades guineenses. O responsável das Nações Unidas respondia assim a uma questão numa conferência de imprensa e onde a questão do golpe militar de 12 de abril foi levantada.

Ora, o primeiro-ministro legítimo da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior já disse várias vezes que defende o envio de uma força multinacional sob a bandeira da ONU para a Guiné-Bissau. Contudo, estas declarações do governo legítimo de Bissau não parecem ter sido ainda tornadas em forma oficial e formalmente apresentadas no Conselho de Segurança da ONU, como confirma este alto responsável das Nações Unidas.

Esta contenção por parte de Carlos Gomes pode justificar-se pela tentativa de resolução da crise de forma interna, quer através da intervenção do único partido político organizado na Guiné-Bissau, o PAIGC, que juntamente com alguns oficiais locais estará (segundo os golpistas) a preparar um contra-golpe que restaure a legalidade democrática neste sofrido país africano de expressão oficial portuguesa.

Já assinou a Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau?

Fonte:
http://noticias.sapo.cv/lusa/artigo/14871693.html

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A Agência Espacial Russa Roscosmos lançou um concurso para um novo modelo de foguetão

A Agência Espacial Russa (Roscosmos) lançou um concurso de 240 milhões de euros para financiar as primeiras fases do desenvolvimento de um novo foguetão pesado que seja capaz de transportar naves espaciais tripuladas para a Lua e mais além. As propostas devem ser submetidas até 28 de agosto e terão que detalhar o novo modelo de foguetão, assim como os necessários sistemas terrestres de apoio. A Roscosmos requer igualmente que o projeto esteja terminado até 31 de maio de 2013.
Este concurso interno russo visa certamente dar resposta à intenção expressa em meados de julho deste ano por parte de Vladimir Popovkin, o responsável máximo pela Roscosmos de devolver à Rússia parte do perdido brilho espacial da União Soviética e colocar um astronauta russo na Lua antes do final de 2018… Obviamente, quando estiver terminado, o mesmo lançador substituirá os atuais muito fiáveis e conhecidos foguetões Soyuz também nos voos para a Estação Espacial Internacional, que sem grandes alterações são lançados desde 1966. Sendo os foguetões Soyuz não um modelo desenvolvido diretamente do zero, mas a partir do Voskhod (e este da geração de foguetões R-7) este novo lançador pesado será não somente o primeiro a usar o novo cósmodromo de Vostochny, na região de Amur, no Extremo Oriente russo, mas também o primeiro foguetão pesado construído totalmente de raiz em muitas décadas…
O principal candidato a vencer este concurso é a “RKK Energia Space Corporation” que já tinha vencido um concurso semelhante em 2009.
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A indústria de Defesa do Brasil começa a despertar da sua letargia das últimas décadas

http://www.clmais.com.br

Depois de uma dormência quase letal nas últimas duas décadas, a indústria de defesa brasileira está em plena pujança. O montante global dos investimentos da indústria de defesa brasileira ascende, nas próximas décadas a mais de 120 mil milhões de dólares, devendo no processo gerar 25 mil novos empregos e muitos mais empregos indiretos, daqui a menos de dez anos, o país lusófono será capaz de exportar quatro mil milhões de dólares em equipamento de defesa, mais que quadruplicando as exportações atuais desse tipo e reequipando as suas forças armadas que em praticamente todos os setores estão armadas com equipamento obsoleto.

Em 2011, o orçamento de defesa brasileiro foi de 36.6 mil milhões de dólares, o décimo maior do mundo, mas mais de 80% deste montante corresponde a salários o que significa que a manutenção e aquisição de equipamentos são realizados a níveis sub-standard, aos padrões europeus e norte-americanos, pelo menos. E perante o gigantismo continental do Brasil, as suas riquezas e a sua recente ascensão a sexta potencia económica mundial, um orçamento de defesa de 1.5% do PIB parece escasso, especialmente quando comparado com outros países da região ou com outros BRIC.

Em virtude da força da sua demografia, massa continental e poder económico, o Brasil tem que acompanhar essa ascensão através do desenvolvimento sustentado (isto é, alimentado pela procura local) de um forte e dinâmico setor da defesa. Livre de paralisias pacifistas, não-alinhadas ou daquela timidez atávica que marcou a sua diplomacia nas últimas décadas, este grande país lusófono deve ser capaz de se afirmar também – sem pudores absurdos – como uma grande potência militar e estar presente em todos os grandes cenários internacionais de crise. E isso, só o poderá fazer com uma forças armadas modernas, credíveis e bem equipadas.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/brazils-defense-industry-booms-44322/

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Agostinho da Silva: “O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

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“O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta, a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva

É certo que os portugueses estão sempre prontos a buscarem e a realçarem os defeitos da sua Nação… e esquecem frequentemente que somos um dos países mais antigos da Europa, com fronteiras mais antigas e estáveis (excluindo esbulho espanhol de Olivença) e um dos raros países médios (em critérios demográficos e económicos não somos nunca um “pequeno país”) que têm o seu espaço físico conforme a uma só e mesma nação, cultura e língua.

Portugal consegue assim vários plenos e a esta acumulação notável há ainda que somar dois grandes milagres unicamente portugueses: o facto de erguido solidamente um dos maiores países do mundo, o Brasil e o facto de ser um dos raros Estados-Nação da Europa que, além de tudo o mais, conseguiu o feito notável (e hercúleo…) de resistir a essa grande centrifugadora de povos que foi a Espanha e manter-se livre e independente dessa grande “império” castelhano ibérico.

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Em 2010, os super-ricos do mundo tinham uma fortuna tinham mais de 32 triliões de euros em Paraísos Fiscais

“Um estudo de um ex-consultor da McKinsey, o economista James Henry, para a Tax Justice Network, uma rede independentes preocupados com a evasão fiscal, apresentou uma conclusão estonteante sobre o dinheiro em Paraísos Fiscais. Em 2010, os super-ricos em todo o mundo tinham uma fortuna avaliada em 21 triliões de dólares nas Ilhas Caimão. Henry avisa que serão 32 triliões, um valor similar ao das economias americana e japonesa. Os números são eloquentes quanto aos motivos por que as Paraísos Fiscais continuam a existir.”
Carla Hilário Quevedo
SOL
27 de julho de 2012

Quantas “austeridades” caberiam neste imenso poço sem fundo que os Paraísos Fiscais representam para a economia europeia? Quantos “choques fiscais” (sempre prometidos, nunca cumpridos) estariam aqui, se apenas 5% destas quantias realmente astronómicas fossem submetidas aos mesmos níveis de taxação a que estão submetidos os trabalhadores por conta de outrem? Quanta corrupção, quanto tráfego de droga veria os seus mecanismos de branqueamento de capitais bloqueados se estes Paraísos Fiscais fossem encerrados?…

É do máximo interesse de todo o planeta resolver de vez este grande problema que são os Paraísos Fiscais. Os países emergentes são espoliados todos os anos por quantias imensas, desviadas pelos seus políticos corruptos e que nunca chegam a contribuir para o verdadeiro desenvolvimento dos seus países. Se não fossem estes mesmos políticos que lideram estes países, estaríamos hoje a ver os emergentes (e na sua vanguarda, os BRIC) liderando um processo global de extinção dos Paraísos Fiscais… O mesmo se pode dizer do Ocidente, com a notável exceção de que aqui, os principais beneficiários são novamente políticos corruptos e, não esquecer, os especuladores e financeiros que têm acumulado fortunas crescentes desde a desregulação financeira e comercial que começou na década de 1990. Esta densa rende de cumplicidades e interesses cruzados explica porque ainda há hoje Paraísos Fiscais e porque é que no primeiro aperto orçamental a classe política prefere ir buscar recursos aos pensionistas e aos trabalhadores e não coloca sequer em equação a recuperação de uma parte destes 32 triliões de euros “lavados” nos Paraísos Fiscais.

Mas este artigo de Carla Quevedo (na revista do SOL) peca por uma imprecisão: Não é preciso ir às Ilhas Caimão para encontrar Paraísos Fiscais. Aqui mesmo, na soberba Europa, temos países inteiros, Estados Soberanos de pleno direito e que se arrogam a supremos defensores da Lei e da Justiça funcionando como autênticos Paraísos Fiscais: Além da já conhecida Suíça (que recebeu calorosamente as fortunas dos gregos ricos), também o Liechstein, o Monaco e o Vaticano funcionam como Paraísos Fiscais. No seio do próprio território europeu da União Europeia, Gibraltar. Jersey, Gueneysey, Sark e Alderney, Ilha de Man (Reino Unido) aparecem nas listas internacionais de Paraísos Fiscais mais opacos. Dois Estados membros inteiros, Malta e Chipre, constam também nesta vergonhosa lista… e noutros critérios (menos exigentes) países como a Suécia, a Holanda e até a arrogante Alemanha são considerados como Paraísos Fiscais. Isto mostra, que havendo vontade política (não há), a Europa podia resolver este problema que estrangula toda a economia e que porque reduz a exposição fiscal aos trabalhadores por conta de outrem e exclui desta os mais ricos acabará por comprimir de tal forma os rendimentos dos Estados que o colapso económico global será inevitável e terrível. Sejamos mais claros: não é impossível continuar a cortar despesas aplicando o sagrado mantra austeritário e deixar de fora destes cortes e destes aumentos desbragados de impostos os mais ricos, refugiados nos seus Paraísos Fiscais dourados. Vamos chegar a um ponto em que o aumento brutal de impostos sobre o trabalho e as reduções de salários e pensões deixam de produzir aumento das receitas e passam a reduzi-las cada vez mais. Portugal, teve no primeiro semestre de 2012 uma amostra deste refluxo que devia ser estudado com grande cuidado pelos economistas e defensores fanáticos da minarquia… ou pagamos todos (pelo menos um pouco) ou vamos todos ao ar. A escolha é dos políticos e daqueles que os elegem: comecem por proibir Paraísos Fiscais no território europeu e depois, bloqueiam todas as transações bancárias de bancos europeus tendo como destino Paraísos Fiscais… e o problema acabará (por arrasto) por se resolver também no resto do mundo. Cabe à Europa esse papel de liderança moral. Estarão os líderes europeus à altura?

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As duas frentes desconhecidas: A morosidade da Justiça e a Economia Paralela, alternativas à sanha natalícia fiscaleira que se avizinha

http://wp.clicrbs.com.br

Os impostos são extraordinariamente elevados em Portugal. Não para todos claro! Os impostos são opressivos e esmagadores para quem retira do trabalho a maioria dos seus rendimentos, mas a economia paralela, que se furta facilmente a esta fanática voracidade fiscal não tem parado de crescer… e a essa, a sanha troikista não tem afrontado. Falta dedicar ao combate à evasão fiscal o mesmo foco que tem sido dado à cobrança de impostos, fazendo regredir a economia paralela até níveis que sejam – pelo menos – semelhantes à média europeia.

Sem dúvida que – desde que Paulo Macedo esteve à frente da DGCI – muito se fez no aumento da cobrança fiscal, mas estes avanços foram essencialmente feitos no que se limita à cobrança de dívidas. Foi uma boa medida na direção certa, mas o verdadeiro problema: a identificação dessa nebulosa economia paralela que se furta aos seus deveres sociais do bom pagamento de impostos e cuja recuperação permitiria baixar esta terrível carga fiscal que hoje esmaga os contribuintes-trabalhadores poderia ser aliviada.

Além desta segunda frente (a da compressão da economia paralela) o Estado deve também avançar numa terceira: a agilização e simplificação do processo judicial de cobranças de dívidas: completamente abusado pelas grandes empresas e escritórios de advogados, a sua morosidade permite prescrições em massa e acumular hoje a espantosa quantia de 17 mil milhões de euros, encravados nas mãos de juízes ineptos, desleixados ou simplesmente esmagados pelo peso jurídico de escritórios de advogados especializados na fuga ao fisco, que elaboram frequentemente as leis fiscais (e que portanto, as conhecem de trás para a frente, incluindo as lacunas que, propositadamente, nelas deixaram….). Estejamos cientes que essa quantia encravada nos tribunais ascende a quase nove vezes o “desvio colossal” na execução do OGE de 2012. Esta simplificação poderia fazer com que o fisco não perdesse 70% de todos os processos. .. como sucede hoje em dia… e que prova a má preparação dos seus quadros, o enredo incompreensível que é hoje a legislação fiscal e a escala da fuga ao fisco que aqui se verifica?

Os merkelianos Passos Coelho e Vítor Gaspar andam todos ufanos a preparar o seu próximo assalto fiscal: um “imposto ordinário-extraordinário” sobre o subsídio de Natal de 2012, para colmatarem um défice que caminha alegremente para mais de 6%. Algumas vozes (especialmente no PP) clamam que em vez de se aumentar ainda mais a carga fiscal, o Governo deve cortar na Despesa (e que Despesa?…), mas quase ninguém, fala nestas duas frentes alternativas – e socialmente mais justas – onde se esconde um valor que ascende a pelo menos dez vezes o desvio orçamental deste ano: a Economia Paralela e a Morosidade de Justiça!

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Agostinho da Silva sobre os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)

Os Descobrimentos: “Uns acham que foi por outros, outros acham que foi pela fé, outros acham que foi pela aventura, outros acham que eles iam impelidos por uma ideia de catolicidade do Universo, outros acham que iam impelidos por outra ideia, quer dizer, o descobridor sobra no sistema filosófico. O descobridor tem o corpo mais vasto de que os paletós de que os querem vestir.

Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Na verdade, o denso e absolutamente notável processo dos Descobrimentos e da Expansão marítima portuguesa nunca se deixará enclausurar em qualquer sistema ou explicação isolada e castradora. O Homem é um animal infinitamente complexo e Portugal – enquanto entidade coletiva igualmente complexa – não cumpriu o processo dos Descobrimentos apenas motivos religiosos ou económicos ou políticos. Na verdade, a verdadeira explicação passará sempre por um cruzamento em matizes muito complexas e densas de todos esses fatores e ainda mais alguns.

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O primeiro PAK-FA indiano vai voar em 2014

A primeira versão do novo caça indiano de 5a geração, desenvolvido conjuntamente pela Rússia e pela Índia a partir do PAK-FA (Sukhoi T-50) deverá realizar o seu primeiro voo em 2014, sendo um segundo protótipo recebido da Sukhoi três anos depois. O programa recebeu a designação “Fifth Generation Fighter Aircraft” (FGFA) e conhecera posteriormente, em 2022, uma segunda fase, com a adoção de caraterísticas furtivas no aparelho. Até ao final deste ano a conceção final do aparelho deve estar terminada pelos engenheiros russos e indianos que se encontram hoje na Sukhoi, começando logo depois a construção do primeiro protótipo.

O projeto conjunto deverá ascender a mais de 11 mil milhões de dólares e deverá traduzir-se na aquisição de 214 aparelhos FGFA até 2030, a custo estimado de 30 mil milhões de dólares.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/fifth-gen-fighter-aircraft-to-be-unveiled-in-india-by-2014-44279/

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“Estando impedido pelos seus estatutos de intervir nos leilões de dívida pública no mercado primário (como acontece com o Fed, o Banco de Inglaterra ou o Banco do Japão), o BCE nunca atuou como lender of last resort informal no mercado secundário – o que os bancos centrais acima referidos já fazem em caso de necessidade (e que os mercados sabem que acontece e confiam – levando a que, na prática, esses bancos centrais ou tenham de intervir muito limitadamente ou nem sequer o tenham que fazer de todo”

“Estando impedido pelos seus estatutos de intervir nos leilões de dívida pública no mercado primário (como acontece com o Fed, o Banco de Inglaterra ou o Banco do Japão), o BCE nunca atuou como lender of last resort informal no mercado secundário – o que os bancos centrais acima referidos já fazem em caso de necessidade (e que os mercados sabem que acontece e confiam – levando a que, na prática, esses bancos centrais ou tenham de intervir muito limitadamente ou nem sequer o tenham que fazer de todo.
Aliás, mesmo quando (desde 2010) comprou dívida pública no mercado secundário, o BCE fê-lo de forma intermitente” (…) “e a cereja no topo do bolo veio em maio último, quando o BCE anunciou – aí com uma postura bastante mais afirmativa e, digamos, satisfeita, do que anteriormente – que não tinha planos para implementar quaisquer medidas destinadas a contrariar a volatilidade nos mercados financeiros”.

Miguel Frasquilho
SOL
3 agosto de 2012

A situação é insustentável: bloqueado pelos dogmas monetaristas e pelos pavores atávicos dos germanos e que resultam da hiperinflação alemã da década de trinta, o BCE funciona como um “banco central incompleto”. Sabedores desse auto-condicionamento estúpido (porque baseado em critérios emocionais e não religiosos), os Mercados atiram todo o seu imenso poder de fogo financeiro contra a europa do sul e acumulam ganhos especulativos tremendos.

Os políticos europeus (se os houvessem, dignos desse nome) deviam estar a tratar de rever os objetivos do BCE (expandi-os alem da monotemática defesa contra a inflação) em vez de estarem permanente a queixarem-se contra um BCE que – sejamos sinceros – não faz mais do que cumprir o seu mandato! E se Frasquilho é influente dentro do PSD (e sabemos que sim) então porque não está o governo português na primeira linha internacional, de forma corajosa e assertiva, ao lado daqueles que defendem a revisão urgente dos estatutos do BCE?!…

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Sobre o modelo borgo-relvista de Concessão da RTP1 e encerramento da RTP2

António Borges, o para-ministro (http://www.meiosepublicidade.pt)

António Borges, o para-ministro (http://www.meiosepublicidade.pt)

Existem sinais fiáveis de que o modelo que António Borges (o tal economista que o FMI despediu por ser demasiado incompetente e que Passos Coelho repescou como para-ministro) para a privatização da RTP e que Relvas usou para “sondar” os portugueses está severamente ferido de legitimidade.

Com efeito, é incompreensível que alguém que esteja realmente interessado em defender os supremos interesses da República não veja nenhum problema em usar um imposto (a taxa audiovisual) para alimentar diretamente os cofres de uma empresa privada, concessionaria da RTP. Os impostos são (conjuntamente com a Justiça e a Defesa) um dos três aspetos centrais do Estado e a sua cedência direta a particulares consagra uma muito elementar violação de um dos mais basilares princípios do Estado de Direito.

Além desta grave ilegalidade, o facto deste concessionário “dourado” (e provavelmente já selecionado por Relvas numa qualquer lógica turva) vir a ser beneficiado com uma “renda garantida” vai também criar dificuldades às outras empresas de televisão em Portugal: SIC e TVI, que assim não terão acesso a essa vantagem ilegal (já o dissemos) e desleal (dizêmo-lo agora). E uma deslealdade com vinte anos de duração, bem à imagem das imensamente perniciosas PPPs…

Tenha-se em conta que não tenho objeções de princípio contra o modelo de concessão a privados de um canal: desde que isso seja feito num contrato com uma longevidade razoável (nunca de vinte anos!), não implique o abjeto pagamento direto de impostos a privados e implique (pelo contrário!) Um pagamento de uma renda anual ao Estado. Discordamos igualmente do fim da RTP 2 (que deve manter-se no modelo atual) e, sobretudo, da RTP Internacional, especial ferramenta de ligações das Comunidades da Diáspora e da RTP África, indispensável meio de projeção de Portugal no mundo africano de expressão oficial portuguesa.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/vamos-ver-a-rtp1_150643.html

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BioQuids S1: Quem era este homem?

 

1. Todos os quids valem um ponto e todos serão sobre personalidades conhecidas, com fotografias obtidas na Internet.

2. Os Quids são lançados a qualquer hora.

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Pontos:

Otus: 5 (Harry Turtledove + Alberto Pimentel + Ian Watson + William Reddington Hewlett + Philip José Farmer)

HSMW: 2 (Michael Wittman + Howard Clive Mayers)

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António Borges: “o encaixe resultante da privatização da TAP não será muito elevado”

Quando o “Duque das Privatizações”, António Borges, diz que “o encaixe resultante da privatização da TAP não será muito elevado», então há que perguntar se nesse caso vale mesmo a pena privatizá-la. Ou não? O conhecido ex-funcionário do FMI – despedido por incompetência – vai ainda mais longe na sua aleivosia acrescentando que “o encaixe financeiro não é o principal objetivo da operação”.

Pois não, Borges, não é: o objetivo imposto pela Troika (dominada em dois terços por europeus do norte) é o de desmantelar uma das duas ferramentas que Portugal dispõe para poder alcançar o mundo da diáspora e da lusofonia: a RTP Internacional (também prestes a ser desmantelada por Borges) e a TAP. Sem a primeira, Portugal eclipsa-se da África Lusófona, que segue com grande fidelidade esse canal, sem a segunda, torna-se um país periférico irrelevante nas importantes ligações para a África Lusófona e para a América do Sul.

Borges, como Passos, estão mais preocupados em agradarem a Merkel do que a servirem Portugal, por isso estão dispostos a seguirem caninamente esse plano germânico de desmantelamento de Portugal, sem se darem sequer ao luxo de o mascararem com a alegação de “encaixe financeiro” mas esperando depois a recompensa: um sumptuoso cargo numa qualquer grande instituição internacional que recompense essa fidelidade e traição a Portugal.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/tap-privatizacao-ana-antonio-borges/1369907-1728.html

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Agostinho da Silva: “Nas nossas universidades, em lugar de andar procurando com uma lanterna na mão quais os homens rebeldes e agressivos, quais os homens que ela chama de desajustados, andam, pelo contrário, à procura dos homens não rebeldes, dos não-agressivos, dos homens ajustados”

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

“Nas nossas universidades, em lugar de andar procurando com uma lanterna na mão quais os homens rebeldes e agressivos, quais os homens que ela chama de desajustados, andam, pelo contrário, à procura dos homens não rebeldes, dos não-agressivos, dos homens ajustados.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

Porque se estima muito mais o comodismo e bovino assentamento frente ao Sistema do que o seu permanente desafio e contestação… as universidades modernas são depósitos infindos de gerontes que se arrastam de cadeirão em cadeirão, com a lentidão de caracóis barbudos tentando tudo por tudo bloquear a entrada de jovens promissores (mas potencialmente contestatários) nas suas carreiras.

As Universidades são os seus professores, não os seus edifícios, salas, cadeiras, quadros de ardósia ou – mesmo – laboratórios. É no recrutamento dos seus melhores que devem concentrar o cerne dos seus esforços, mas não é isto que têm feito, pela simples razão de que as carreiras estão bloqueadas por estas hostes infindas de gerontes e por hierarquias que preferem sempre a estabilidade bacoca e a ortodoxia fundamentalista à inovação e à renovação de quadros.

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Os rebeldes sírios do “Exército Livre Sírio” receberam o primeiro carregamento de mísseis anti-aéreos Stinger

Os rebeldes sírios do “Exército Livre Sírio” receberam o primeiro carregamento de mísseis anti-aéreos Stinger. Com estas novas armas, os rebeldes adquirem a capacidade de abater helicópteros e aviões governamentais que estejam a operar a baixa altitude.

Esta primeira entrega consiste em 14 mísseis e foi realizada através da fronteira turca. A notícia significa que a maior vantagem do governo de Assad (o controlo absoluto do ar) sofre um golpe e o recente derrube de um MiG-23 pode ser apenas um isolado golpe de sorte ou o resultado de uma avaria, mas os Stinger já são outra coisa… talvez não consigam abater nenhum avião governamental, mas a simples ameaça latente da sua existência, vai obriga-los a voar muito mais alto e a reduzirem em muito a eficácia dos seus bombardeamentos, o que num conflito onde o controlo do ar tem sido tão determinante pode vir a ser muito importante.

Fonte:
http://defensetech.org/2012/08/20/report-syrian-rebels-acquire-stingers/#ixzz248HCygJV

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O primeiro MiG-29KUB aterra no porta-aviões indiano INS Vikramadity

O primeiro avião de treino (ou “treinador” para o Otus 😉 ) RAC MiG-29KUB pilotado por pilotos de teste russo aterrou a bordo do porta-aviões indiano INS Vikramaditya. De seguida o avião descolou usando o “sky jump”. Estes testes bem sucedidos são um passo decisivo para a operacionalização do porta-aviões indiano (o antigo Almirante Gorshkov) depois de vários anos em obras de modernização em estaleiros russos. Só quando o navio entregue aos indianos é que pilotos indianos começarão a aterrar no navio, algo que deve acontecer em finais de 2012.

A Índia já recebeu todos os doze MiG-29K comprados à Rússia e encomendados em 2004. Existe uma segunda encomenda de 34 aparelhos deste modelo, mais recente, mas os aviões ainda não começaram a ser entregues.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/indian-navy-confirms-mig-29kub-landing-aboard-vikramaditya-374864/

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Mario Monti, o Sátrapa europeu em Itália e a “chatice” da democracia

Mario Monti, o Sátrapa (http://imediata.org)

Mario Monti, o Sátrapa (http://imediata.org)

É preciso estar muito atento a todas as entrelinhas daquilo que é dito no decurso da atual crise europeia… é quase sempre muito difícil o que pertence a um “plano” longamente gisado e pleno de pequenos passos, consequentes e previstos e aquilo que resulta da descoordenação, incompetência ou nacionalismos anacrónicos, mas nesta confusão há que estar especialmente atento a Mário Monti. Antigo quadro do tenebroso Goldman Sachs – considerado por alguns como parte do “governo secreto” mundial – Monti quando abre a boca não fala sozinho: repercute o pensamento desses “grandes interesses” que movem o mundo e que hoje governam Itália por sua própria interposta pessoa.

Assim, quando Monti diz que “para garantir a “sobrevivência da União Europeia os governos devem ser capazes de dispensar a ligação aos seus parlamentos nacionais”, não fala apenas em seu nome, mas derrama uma gota da torrente que vem aí e que faz parte do “plano” que gisaram para nós e que nos estão a apresentar como saída “inevitável” para a atual crise europeia. O sátrapa italiano (nomeado indiretamente pela CE) disse ainda mais exprimindo um nítido desconforto perante as “chatices” da democracia e desabafando que “se se tivesse prendido às considerações do parlamento italiano não teria sido possível acatar com as decisões já tomadas em sede europeia.”

Estas afirmações perfeitamente notáveis – e que não mereceram entre nós grande eco, por causa dos ronaldismos e pintocostismos do costume – são de uma extrema gravidade e num país realmente democrático deveriam ter conduzido a uma demissão automática e a uma negação veemente por parte da Comissão Europeia. Mas Itália, como Portugal, a Grécia e a muito desgovernada Espanha de Rajoy já não são “países a sério”, no sentido em que já não gozam dos mesmos níveis de soberania dos países do norte (que lançam sobre eles o protetorado da Troika) e não passam hoje de ensaios para um federalismo desequilibrado que se lança hoje sobre a Europa.

Se esta Europa “passa melhor” sem a chatice dos parlamentos, dos representantes eleitos, das democracias e da cidadania, então não quero esta europa e desafio os europeístas a saíram agora em defesa das declarações deste sátrapa norte-europeu.

Fonte:
Elisabete Joaquim
http://economico.sapo.pt/noticias/o-preco-do-federalismo_150517.html

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Agostinho da Silva: “Nas Universidades da Alemanha (sobre cuja capacidade técnica ninguém tem a menor dúvida) onde os alunos vivem no desespero porque para eles não há carreira universitária possível, pois há sempre um catedrático velhíssimo que teima em não morrer e que já tem diante dele dez ou vinte assistentes quase tão velhos quanto ele, de maneira que a fila não se vai esgotar antes que esse aluno envelheça, morra também e perca os seus ideais”

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

Agostinho da Silva (http://www.cenif.com)

“Nas Universidades da Alemanha (sobre cuja capacidade técnica ninguém tem a menor dúvida) onde os alunos vivem no desespero porque para eles não há carreira universitária possível, pois há sempre um catedrático velhíssimo que teima em não morrer e que já tem diante dele dez ou vinte assistentes quase tão velhos quanto ele, de maneira que a fila não se vai esgotar antes que esse aluno envelheça, morra também e perca os seus ideais.”
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito
Agostinho da Silva

A situação descrita por Agostinho a propósito das universidades alemãs não é – não se pense – muito diversa daquela que hoje assola a maioria esmagadora das universidades portuguesas… pelo menos aquelas que eu conheço melhor (a Clássica e a Luís de Camões) padecem desse mal e não há razões para duvidar que tal funesto fenómeno não ocorra também nas demais. De facto, as Universidades modernas enfermam quase todas do mesmo mal: a sua inépcia em recrutar os Melhores, deixando o seu quadro reservado a uma gerontocracia que bloqueia e dissuade muitos jovens de entrarem nessa carreira e que deixa noutras espaço para os muito nefandos “acumuladores de tachos”, professores que leccionam simultaneamente em várias universidades garantindo nessa dispersão uma ma qualidade de ensino e bloqueando assim a admissão na carreira académica de muitos jovens promissores.

De facto, a questão tem que ser atacada nas duas frentes: não somente devem ser criados mecanismos que permitam que os académicos de maior idade se afastem (reformando-se ou abrindo posições consultivas ou honorários nas universidades) deixando espaço para os mais jovens e, sobretudo, impedindo pela via legislativa que alguns professores acumulem vários cargos, lectorados e cadeiras em várias universidades e impedindo assim a entrada na carreira de potenciais grandes valores que veem assim o seu futuro cerceado.

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BioQuids S1: Quem era este homem?

1. Todos os quids valem um ponto e todos serão sobre personalidades conhecidas, com fotografias obtidas na Internet.

2. Os Quids são lançados a qualquer hora.

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Pontos:

Otus: 4 (Harry Turtledove + Alberto Pimentel + Ian Watson + William Reddington Hewlett)

HSMW: 2 (Michael Wittman + Howard Clive Mayers)

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Da imperativa necessidade de proibir globalmente os algoritmos automáticos de Trading nos Mercados Financeiros

Recentemente escrevi algo no Quintus contra os algoritmos automáticos que eram hoje responsáveis por mais de 70% de todas as transações nos mercados financeiros. Defendo a sua total proibição, por forma a devolver alguma estabilidade e previsibilidade a um sistema completamente desequilibrado e nervoso até à esquizofrenia.

Nos começos de agosto, uma notícia (discretamente escondida do foco mediático) deu conta de um “update” no software de trading (algoritmo) que teria provocado um massivo volume de compras e vendas, o que provocou, em cascata, na New York Stock Exchange. Algumas destas transações foram anuladas pelo regulador da Bolsa, mas a Knight Capital Group terá perdido em consequência deste bug qualquer coisa como 400 milhões de dólares…

O nível de perdas mais alto continua ao bug (atribuído a um erro do processador Pentium) dito de “Pentium FDIV Bug” e que provocou perdas superiores a 500 milhões de dólares.

Estes algoritmos continuam a existir, nos EUA, na Europa e em Portugal, mas os reguladores parecem incapazes de os monitorizar e os legisladores continuam amorfos perante os mesmos, quando no clima de elevado nervosismo nos Mercados estes perigosos automatismos deviam estar completamente proibidos. De facto, França e Espanha já vieram dar razão a esta proibição quando recentemente proibiram temporariamente o correlacionado “short selling”. Falta contudo ação mais decisiva, por parte da Comissão Europeia e dos políticos dos EUA e da Europa.

Fonte:

http://rss.slashdot.org/~r/Slashdot/slashdot/~3/CIZOASRQU7A/algorithmic-trading-glitch-costs-firm-440-million

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BioQuids S1: Quem era este homem?

1. Todos os quids valem um ponto e todos serão sobre personalidades conhecidas, com fotografias obtidas na Internet.

2. Os Quids são lançados a qualquer hora.

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Pontos:

Otus: 4 (Harry Turtledove + Alberto Pimentel + Ian Watson + William Reddington Hewlett)

HSMW: 1 (Michael Wittman)

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“Os gestores portugueses tiveram um aumento médio de remunerações de 5.3% relativamente a 2010 (…) [mas] os custos com pessoal foram reduzidos em média, em 11%”

José Manuel Pureza (http://www.ces.uc.pt)

José Manuel Pureza (http://www.ces.uc.pt)

“Os gestores portugueses tiveram um aumento médio de remunerações de 5.3% relativamente a 2010 (…) os custos com pessoal foram reduzidos em média, em 11%. (…) os grandes executivos das empresas cotadas passaram, em 2011, a ganhar mais 44 vezes que os seus trabalhadores (em 2010 a diferença era de apenas 37 vezes). Portugal é o país mais desigual no espaço da União Europeia. E o que a austeridade está a operar é uma radicalização dessa austeridade. Sob a retórica descarada da distribuição dos sacrifícios por todos escancarar-se uma realidade de polarização social cada vez maior, em que um empobrecimento geral contrasta com um enriquecimento obsceno de uns poucos (…) nisto como em tanto mais Portugal é a Grécia. A política de austeridade está a conseguir o seu intuito de destruir a classe média precarizando-a, proletarizando-a e empobrecendo-a.”

José Manuel Pureza
Diário de Notícias
18 de maio de 2012

Portugal já foi o terceiro país mais desigual em termos de rendimentos da OCDE. No ano passado, passamos a uma inglória primeira posição nesse nefasto ranking… algo está a correr muito mal na distribuição de riqueza em Portugal e tinha que correr, num contexto de grande austeridade e perda de rendimentos por parte da classe média! Sem esta justa distribuição de rendimentos criam-se condições para uma revolta social de proporções sem semelhantes na nossa História! O grande problema está em que os “mecanismos automáticos” de auto-regulação empresarial que supostamente deviam impedir esta ascensão insustentada dos rendimentos dos gestores e o aprofundamento do fosso salarial entre estes e os trabalhadores destas empresas não está a funcionar. Impõe-se assim que o Estado intervenha e determine alguma regulação na distribuição dos rendimentos.

Se o Estado abandonar os dogmas neoliberais de “não-intervenção” na política salarial das empresas privadas e determinar, por exemplo, distancias máximas entre o salário mais alto e o mais baixo, a incorporação obrigatória dos subsídios no salário base, limitações legais dos prémios de gestão, participações percentuais obrigatórios dos trabalhadores no capital das suas empresas, etc, poder-se-á corrigir algumas destas disfunções e reduzir a profundidade deste fosso. Mas para isso é preciso coragem política.

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A Catalunha vai para a Lua!

Um grupo catalão que está a participar no Google Lunar X Prize assinou um contrato com uma empresa chinesa para lançar o seu rover lunar em 2014. A equipa, baseada em Barcelona, assinou com os chineses um contrato de trinta milhões de euros e mostra assim que está na vanguarda para vencer esta competição. A equipa catalã vai usar um foguetão Longa Marcha 2C, com um estádio superior CTS2 por forma a garantir a viagem até à Lua.
A equipa, designada por “Barcelona Moon Team” é de facto um consórcio de empresas, liderado pela “Galactic Suite Moorace” e que envolve a EAQDS e a Thales Alenia.

A equipa catalã parece atualmente a mais bem posicionada das vinte e cinco equipas (uma portuguesa) no concurso e aquela que está mais perto de construir um rover e de o lançar para a Lua estando a equipa a oferecer até 25 g de carga para payload científico a quem quiser realizar experiências durante a missão.

Para vencer o “Google Lunar X PRIZE” há que construir e enviar para a Lua um Rover capaz de viajar pelo menos 500 metros no solo lunar e enviar para a Terra imagens de alta definição. A primeira equipa a conseguir tal feito ganha 20 milhões de dólares, com quantias inferiores disponíveis para os classificados logo abaixo do vencedor. O objetivo é desenvolver um sistema robótico de exploração espacial fiável e de baixo custo.

Além deste concurso lunar, a empresa desenha atualmente um hotel espacial designado como “Galactic Suite Experience”, uma pequena estação orbital não permanente em órbita baixa LEO para alojar turistas espaciais. A hotel terá 16 janelas e um desenho modular. A sua arquitetura resulta de uma parceria com a EADS Astrium que permite a incorporação de tecnologia do ATV que hoje abastece a Estação Espacial Internacional. Na sua primeira fase, terá um só módulo e permitirá para dois turistas e um tripulante numa presença que não deverá exceder os seis dias e que serão servidos por naves russa Soyuz. Posteriormente, o hotel receberá mais quatro módulos e poderá ser servido por outras naves espaciais, com mais capacidade como a Dragon da SpaceX.

Fontes:
http://www.wired.com/autopia/2012/08/china-x-prize-robot/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wired%2Findex+%28Wired%3A+Top+Stories%29
http://en.wikipedia.org/wiki/Long_March_2C
http://www.googlelunarxprize.org/
http://www.galacticsuitegroup.com/galactic-suite-moonrace-eng/

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O modelo Euro-Escudo de Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite (http://cdn1.beeffco.com)

Manuela Ferreira Leite (http://cdn1.beeffco.com)

Se compararmos a última valorização do Escudo com a atual valorização do Euro, observamos que a economia portuguesa foi obrigada a absorver uma valorização da sua moeda internacional de troca de mais de 400%! Obviamente, tal movimentação teve efeitos catastróficos ao nível dos setores primário e secundário, destruindo dezenas de milhares de empresas e centenas de milhares de empregos… em troca, tivemos duas décadas de crédito barato e de tercialização da economia.

Mas agora, que o Euro revela as suas fragilidades e que a Europa dá provas sucessivas da sua incapacidade para as resolver, o país tem que começar a procurar alternativas. Entre elas, encontra-se o “Escudo CPLP”, uma moeda internacional de troca (que invoca o ECU da CEE), o regresso puro e simples ao Escudo e uma terceira hipótese, recentemente Ferreira Leite lançou uma interessante terceira hipótese: o relançamento do Escudo, “como moeda instrumental, não convertível. A função dessa moeda não é como antes do euro, com desvalorizações para compensar os aumentos salariais da ordem dos 20%. A desvalorização seria apenas em duas circunstâncias: no caso de haver alguma pressão das importações, e voltar a haver um desequilíbrio comercial que tenha impacto no défice externo e endividamento, ou se Portugal tiver exportações para um determinado mercado que estejam a ser negativamente influenciadas por uma valorização do euro.”

Neste modelo híbrido, Escudo-Euro, haveria um estímulo natural a comprar artigos produzidos ou incorporando produção portuguesa, simultaneamente, o Estado teria reservas internacionais, em moeda forte, que lhe serviriam de reserva e usada nas transações externas (o Escudo teria apenas curso interno).

Esta moeda dupla permitira evitar a perda de nível de vida que se estima ter que ser superior a 70% e estimularia a poupança (feita em Euros) e – na visão de Ferreira Leite – permitiria que Portugal tivesse não um, mas dois orçamentos: um em Euros, o outro em Escudos. No primeiro, teriam que respeitar-se todos os compromissos financeiros (défice, inflação e dívida externa), no segundo, estes limites não existiriam, pelo que seria possível lançar um grande programa de estímulo económico usando apenas Escudos. Este programa seria alimentado por empréstimos obrigacionistas, comprados pela Banca e comprados pelo Banco de Portugal, muito na forma de funcionamento da Reserva Federal. Este programa faria crescer a dívida externa, mas em Escudos, mas se fosse contraído apenas para financiar a economia real e sobretudo empresas dos setores primário e secundário, seria sustentável, a prazo, pelo decorrente crescimento do PIB.

Fonte:
Entrevista de Manuela Ferreira Leite ao jornal Público

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A Geração Copy-Paste

“A cultura dos nossos antepassados foi substituída por uma versão mais ligeira, diluída e imediata, em que toda e qualquer referência e espiritualidade ou valores morais é ridicularizada. Alguns lutam pela manutenção de certos rituais, contudo o espírito lusófono raramente existe neles. A maioria apenas quer saber do último escândalo que envolva alguma celebridade ou do resultado do último jogo de futebol, deixando de lado, por exemplo, a leitura de um bom livro que a nossa vasta literatura tem para nos oferecer. É fácil culpar os políticos e os interesses económicos. No entanto, neste caso a culpa não é exclusivamente deles, já que cada um de nós mata o nosso espírito lusófono através da negligência.”

Pedro Cipriano
Nova Águia, número oito

Existe um nítido declínio da quantidade e qualidade de produção cultural na sociedade portuguesa contemporânea: a qualidade do ensino público está na base de uma redução da base populacional que se encontrava preparada para diferir bens culturais de uma sofisticação mais exigente e a mudança de mentalidades que foi criada por uma geração condicionada pelos métodos de pensamento rápidos e imediatistas, por uma geração que exige viver em “tempo real” e onde as tradicionais virtudes do trabalho continuado e esforçado não valem tanto como a rapidez de acesso ou a repetição ad aeternum de fontes copipastadas sem reflexão nem pensamento.

A geração jovem de hoje tem acesso rápido, ubíquo e universal à informação, através da Internet, mas essa facilidade está a favorecer o raciocínio mais primário, imediatista e em “tempo real” que a reflexão inteletual, com a sua maturação muito própria e produtiva… o Pensamento original e criativo requer Tempo e não ocorre num mundo onde as solicitações são múltiplas, diversas e rápidas.

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O projeto de uma colónia marciana privada Mars One

Colónia Mars One (http://digitaljournal.com)

Colónia Mars One (http://digitaljournal.com)

O projeto Mars One é uma iniciativa do empresário holandês Bas Lansdorp que visa a constituição de uma base permanente em Marte. O projeto foi apresentado à imprensa em junho de 2012 e terá a sua primeira fase cumprida com o envio de um satélite de comunicações para Marte, seguindo-se depois várias fases até chegar ao ponto em que os quatro primeiros colonos serão enviados para o Planeta Vermelho em 2023 inaugurando então uma instalação permanente a um custo estimado de seis mil milhões de dólares. Depois de 2023, o plano é enviar mais um grupo de colonos a cada dois anos.

Todo o projeto Mars One se baseia em tecnologias já disponíveis hoje em dia. Em 2016 a Mar One espera enviar uma carga com abastecimentos para o solo marciano e um Rover dois anos depois. Ambas as missões serão realizadas através do mesmo “Mars Lander”.

Neste momento, a Mars One está a reunir apoiantes e financiadores, assim como interessados em participar nessa colonização fazendo assentar a sustentação financeira do projeto no facto de se tratarem apenas de missões de ida (sem volta) o que reduz substancialmente os custos astronómicos que as agências espaciais atribuem a uma missão tripulada a Marte.

Em termos tecnológicos, o projeto Mars One assenta no foguetão Falcon Heavy atualmente em desenvolvimento pela SpaceX, engenho que será testado pela primeira vez entre finais de 2012 ou começos de 2013. A outra peça essencial do projeto será o supracitado “Mars Lander”. Desenvolvido também pela SpaceX, trata-se de uma variante da cápsula Dragon, já testada em 2010, mas maior e concebido para suportar cinco configurações diferentes: Unidade de Abastecimentos, Unidade de Vida, Unidade de Suporte de Vida, Lander para os astronautas e ainda, Lander para o Rover. As primeiras variantes serão parte essencial da colónia marciana, ligadas entre si por passagens estanques.

A energia para a colónia será fornecida painéis solares extrafinos levados para Marte em densos rolos que depois serão estendido pela superfície, ao lado da base marciana. A produção de água doce estará a cargo de um sistema que recebe cerca de 60 kg de solo e extrai a agua aqui contida e, posteriormente, o oxigénio. A recolha e transporte desse solo será a tarefa principal do Rover. O sistema deverá ter a capacidade de recolher 1500 litros de água e 120 kg de oxigénio, que serão armazenados no “Mars Lander” configurado como “Unidade de Suporte de Vida” onde a filtragem do azoto e do árgon e injeção no ar da base será também realizada.

O “Mars Lander” configurado “Unidade de Vida” terá um anexo insuflável com uma comporta que permitirá o acesso aos colonos. Será o Rover que montara esta estrutura que depois será preenchida pela atmosfera produzida na unidade dedicada. No Lander ficarão estruturas como a cozinha e a casa-de-banho.

Um componente crucial deste projeto será o “Mars Transit Vehicle”, uma estação espacial compacta e que levará os quatro astronautas até Marte numa viagem com sete meses de duração. O veículo será montado em órbita terrestre a partir de vários componentes dispersos: dois estádios de propelente, um módulo de vida e um Lander.

Se tudo correr como o planeado e especialmente se o financiamento ambicionado for almejado em 2033 a Mar One espera ter vinte colonos em Marte em 2033. Um grande “se”.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Mars_One
http://mars-one.com/en/

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