João Franco: “O povo português foi afogado numa torrente de consumismo desenfreado e de dívidas”

“O povo português foi afogado numa torrente de consumismo desenfreado e de dívidas, desenraizado numa sociedade cada vez mais hedonista, sem governantes que lhe apontem um rumo sério e esperançoso, parece ter perdido a vontade de sobreviver, como o atestam a taxa de natalidade cada vez mais baixa, que já nem sequer permite a substituição de gerações, e o crescente número de depressões e suicídios.”

João Franco
Portugal ainda existira no século XXII?
Revista Nova Águia, número oito

Vivemos hoje uma verdadeira e muito profunda depressão coletiva. Doses massivas de aumentos de impostos e a preservação de quase todas as “gorduras” do Estado (evidentes nas PPPs, nos salários acima da média na função pública e nas rendas excessivas das elétricas) criaram nos cidadãos a convicção de que todos os sacrifícios são inúteis.

Os portugueses carregam hoje às costas uma pesada canga de décadas de apostas públicas e privadas erradas, de um despesismo desbragado e de investimentos públicos irrealistas. Somos hoje o país da Europa com mais quilometro de autoestrada por habitante, mas também o mais desigual e um dos que apresenta uma mais alta taxa de desemprego. Portugal tem que alijar o peso esmagador da dívida externa para  conseguir reconstruir a sua economia.

Só poderemos manter a soberania económica se alijarmos a impossivelmente pesada carga da divida externa e isso só pode ocorrer se declararmos bancarrota, parcial ou total. Deixemos os credores suportarem o essencial do risco de crédito (permeado pelo lucro, de resto), assumamos estoicamente a quebra do nível de vida que virá da consequente perda de capacidade em realizar importações e construamos na produção local e no Emprego e declaremos Bancarrota.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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