Rui Tinoco: “Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos”

“Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos. Os primeiros gestos foram ambiciosos: fez-se um mapeamento do fundo oceânico, delimitou-se uma ampla área de soberania nacional. Seríamos, aprovadas as nossas intenções em sede da ONU, um dos países com maior fatia de solo subaquático a nível mundial. Divulgaram-se mapas do Novo Portugal: existe a oportunidade de uma viragem histórica.”

Pelo Mar e pela Net
Rui Tinoco
Revista Nova Águia, número oito

Depois de perdidas todas as “índias” físicas e espirituais da nossa História, eis que se oferece a Portugal mais uma nova “Índia”: uma das maiores zonas marítimas do globo está prestes a ser reconhecida mundialmente como património económico português. Malbaratamos todas as “índias” passadas, cabe agora a esta geração (e àquelas que hoje crescem) assegurar que nas próximas décadas não desperdiçaremos também esta nova oportunidade.

Portugal não pode tornar a deixar que sejamos nós a barcar, para que outros lucrem. O Mar Português deve ser português e não dos povos do norte da Europa nem de Madrid. As riquezas pesqueiras, os sulfitos metálico, os eventuais gás e petróleo, não podem ser explorados por estes “parceiros” desonestos e coloniais que a coberto da torpe cumplicidade da “União” Europeia nos exploram e destroem a nossa capacidade para sermos economicamente autónomos e produtivos.

Portugal tem que saber agarrar com as duas mãos o seu destino marítimo e não ter temor em expulsar dele os estrangeiros que no-lo querem – de novo – usurpar. Se os europeus souberem viver com essa recusa, tanto melhor para eles,  se não, que vaiam. Não precisamos deles.  O Quinto Portugal de que fala Fernando Pessoa e que António Telmo no seu “Horóscopo de Portugal” interpreta pode começar a ser construido a partir da reconstrução do nosso tecido produtivo pela exploração deste Mar Português, criando as condições que nos permitam depois buscar nos demais países lusófonos um estatuto paritário (que hoje, subjugados pela Europa e pela Crise, não merecemos) e fundar os alicerces dessa União Lusófona que é o principal desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Anúncios
Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Navegação de artigos

4 thoughts on “Rui Tinoco: “Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos”

  1. Pedro

    Para isso é preciso ter uma força naval e aérea compatível…

  2. Fenix

    Eu veijo o mar como uma nova fronteira mesmo antes do que o espaço.No futuro até cidades se vão fazer no fundo desse mar.Por isso não podia estar mais de acordo texto.Essa fronteira é nossa lutemos por ela.

    • É tudo uma questão de haver motivacoes economicas suficientemente fortes… quando os recursos se esgotarem à superficie, iremos para lá. Isso, contudo, não será para os próximos dias… mas quando for, estará lá esse “mar portugues”, isto se entretanto a Troika nao no lo tiver ja exigidoo para pagarmos os juros das suas generosas “ajudas”…
      Isso, aliás, pode também estar no “gros plan” europeu para Portugal.

  3. Fenix

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: