Daily Archives: 2012/07/21

A China está ser cada vez mais agressiva quanto às suas reinvindicações no Mar do Sul da China

O Mar do Sul da China (http://www.pmel.noaa.gov)

O Mar do Sul da China (http://www.pmel.noaa.gov)

A China está a assumir uma postura internacional cada vez mais agressiva… em conflito diplomático com praticamente todos os países que com ela têm a infelicidade de partilhar águas territoriais no Mar do Sul da China, Pequim também reclama a soberania de algumas ilhas que o Japão acredita serem seu território. E agora realiza essa reivindicação com tom mais agressivo do que nunca alegando “uma soberania indisputável” sobre essas ilhas.

A disputa tem a ver com a posse das ilhas do arquipélago Senkau e a China está a elevar a tensão entre os dois países não somente no campo das palavras, mas também no das ações, tendo enviado recentemente três navios patrulha para esse arquipélago, desafiando um arquipélago que hoje é povoado por cidadãos nipónicos. Como resposta, Tóquio chamou o seu embaixador em Pequim.

O apetite chinês por estas águas não tem parado de aumentar desde que se soube que esta região era rica em petróleo, sendo este episódio apenas o mais recente de uma série de casos semelhantes com as Filipinas, a Malásia e o Vietname.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/China_Japan_in_new_spat_over_disputed_islands_999.html

Categories: China, DefenseNewsPt, Política Internacional | 3 comentários

Rui Tinoco: “Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos”

“Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos. Os primeiros gestos foram ambiciosos: fez-se um mapeamento do fundo oceânico, delimitou-se uma ampla área de soberania nacional. Seríamos, aprovadas as nossas intenções em sede da ONU, um dos países com maior fatia de solo subaquático a nível mundial. Divulgaram-se mapas do Novo Portugal: existe a oportunidade de uma viragem histórica.”

Pelo Mar e pela Net
Rui Tinoco
Revista Nova Águia, número oito

Depois de perdidas todas as “índias” físicas e espirituais da nossa História, eis que se oferece a Portugal mais uma nova “Índia”: uma das maiores zonas marítimas do globo está prestes a ser reconhecida mundialmente como património económico português. Malbaratamos todas as “índias” passadas, cabe agora a esta geração (e àquelas que hoje crescem) assegurar que nas próximas décadas não desperdiçaremos também esta nova oportunidade.

Portugal não pode tornar a deixar que sejamos nós a barcar, para que outros lucrem. O Mar Português deve ser português e não dos povos do norte da Europa nem de Madrid. As riquezas pesqueiras, os sulfitos metálico, os eventuais gás e petróleo, não podem ser explorados por estes “parceiros” desonestos e coloniais que a coberto da torpe cumplicidade da “União” Europeia nos exploram e destroem a nossa capacidade para sermos economicamente autónomos e produtivos.

Portugal tem que saber agarrar com as duas mãos o seu destino marítimo e não ter temor em expulsar dele os estrangeiros que no-lo querem – de novo – usurpar. Se os europeus souberem viver com essa recusa, tanto melhor para eles,  se não, que vaiam. Não precisamos deles.  O Quinto Portugal de que fala Fernando Pessoa e que António Telmo no seu “Horóscopo de Portugal” interpreta pode começar a ser construido a partir da reconstrução do nosso tecido produtivo pela exploração deste Mar Português, criando as condições que nos permitam depois buscar nos demais países lusófonos um estatuto paritário (que hoje, subjugados pela Europa e pela Crise, não merecemos) e fundar os alicerces dessa União Lusófona que é o principal desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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