Duas saídas simultâneas para a Crise

Se o défice público dos primeiros três meses deste ano foi maior que o do ano passado, e isto apesar do aumento brutal, sistemático e continuado de impostos e do corte de salários e pensões então chegou o momento de refletir se não chegou o momento de dar um golpe realmente decisivo nesta dívida, aguentar as consequências de curto prazo e criar os alicerces para uma recuperação efetiva e duradoura de longo prazo. E este golpe decisivo não pode deixar de passar sem resposta, tão clamorosa é a evidência de que o “plano de salvação” imposto por Bruxelas está a falhar.

O governo e a troika (dominada em dois terços pela UE) ainda não perceberam que não se corrige a diferença entre as necessidades de financiamento do Estado e os seus proventos do mesmo (impostos). Há apenas duas saídas para a crise atual, compatíveis entre si e absolutamente incontornáveis: redução da despesa pública, sobretudo na sua componente salários e pensões, preservando aqui (tanto quanto o possível) o emprego na função pública e recusando o pagamento de juros especulativos (bancarrota parcial), nacionalizando PPPs financeiramente absurdas (quase todas) e reorganizando assim a estrutura da despesa pública libertando assim o resto do país de uma divida asfixiante e impagável e de uma das cargas fiscais mais pesadas da Europa.

Só assim haverá dinheiro para que o Estado mantenha a funcionar as suas funções essenciais e que a Economia – livre do peso fiscal de um Estado agigantado e disfuncional – possa retomar o caminho do crescimento e da sustentabilidade.

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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4 thoughts on “Duas saídas simultâneas para a Crise

  1. Thor

    Alguém por favor diga à Bruxelas que a Islândia já demonstrou como lidar com a crise.

    • Muitos dizem… mas quando alguem nao quer ouvir… bruxelas (BCE, FMI, CE, etc) está completamente comprometida com os grandes interesses da financa e a esses nao convem ouvir falar de bancarrotas… ja tiveram que engolir o perdão parcial da divida grega e esse foi o limite deles.

  2. otusscops

    esqueci-me de colocar esta ligação http://economico.sapo.pt/noticias/mais-ricos-colocam-26-bilioes-em-paraisos-fiscais-para-evitar-pagar-impostos_148837.html para corroborar o que escrevi aqui antes…

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