Daily Archives: 2012/07/02

A Virgin Galactic anunciou planos para lançar pequenos satélites utilizando o seu avião WhiteKnightTwo

WhiteKnightTwo (http://www.blogcdn.com)

WhiteKnightTwo (http://www.blogcdn.com)

A Virgin Galactic anunciou planos para lançar pequenos satélites utilizando o seu avião WhiteKnightTwo. O avião foi concebido para transportar o SpaceShipTwo até altas altitudes, por forma a permitir a ignição do seu foguete até órbitas baixas. Em tese, nada obsta a que o mesmo conceito seja aplicado ao lançamento de pequenos satélites.

A empresa trabalha agora num desenvolvimento do já conhecido conceito LauncherOne, cancelado em 2010, por uma alegada “falta de interesse comercial”, na altura pensava-se em criar um lançador descartável, transportado pelo avião-mãe até altas altitudes e capaz de colocar em órbitas baixas satélites com ate duzentos quilogramas. Além deste conceito, a Virgin Galactics trabalha também no Stratolaunch, que deverá ser o maior avião jamais construido e capaz de lançar foguetões criados pela SpaceX e concebido para colocar em órbita cargas de até treze toneladas.

As vantagens de lançar um foguetão contendo pequenos satélites são notáveis devido à poupança de combustível porque o lançador de satélites só é ativado a altas altitudes e assim não tem que vencer a resistência das camadas mais densas da atmosfera. Existem poupanças adicionais se o avião voar em direção à rotação da Terra e a alta velocidade. Tudo isto permite poupanças em cada lançamento e na complexidade da estrutura local terrestre que são muito apreciáveis e que podem representar uma muito respeitável poupança nos custos de lançamento por quilograma.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/virgin-galactic-to-launch-smallsats-from-whiteknighttwo-373431/

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Porque é que Passos Coelho não defendeu Portugal na última cimeira europeia?

A última cimeira europeia não foi tão vácua em termos de resultados como tem sido tradição (muito devido a uma coligação entre Espanha e Itália que dobrou os joelhos a Merkel). As decisões saídas da cimeira podem fazer descer – de forma duradoura – os juros de financiamento pagos por Espanha e Itália e a Irlanda está também entre os grandes beneficiados. A péssima prestação dos representantes portugueses na Cimeira (onde anda Portas?!) deixou o país de fora na lista de beneficiários da cimeira, de forma absolutamente incompreensível, mas que apenas um seguidismo acéfalo e bovino aos interesses da Alemanha pode explicar.

Porque é que a Irlanda conseguiu a inscrição no texto final da cimeira onde se promete “uma melhoria da sustentabilidade do programa de ajustamento irlandês, que está a revelar um bom desempenho” e Portugal – que proporcionalmente está a realizar um esforço muito maior – não obteve o mesmo resultado?!

Porque é que Espanha conseguiu uma capitalização direta da sua Banca, enquanto que Portugal tem que a obter através da agiotica “ajuda da Troika”, com juros e pesados pacotes recessivos de austeridade?

Porque é que Itália saiu com a garantia de que a sua dívida soberana será comprada nos mercados primário e secundário (ainda que de uma forma indeterminada)? Até a Grécia – que tem falhado sistematicamente nos seus compromissos – obteve a promessa de “ajustamentos” no seu programa…

Perante esta vaga de sucessos, Portugal e os seus representantes na cimeira parecem – no mínimo – ter dormido na forma. Podíamos (devíamos) ter beneficiado da ajuda direta à Banca. Podíamos (devíamos) ter recebido também a garantia de compra de dívida, que seria essencial para fazer baixar os juros especulativos que ainda pagamos.

Passos Coelho, parece ter vestido a pele de “ovelha negra” imposta pela sua dona, Merkel e assumido – em nome de todos nós – o jugo da austeridade, percebida já (os resultados da execução orçamental provam-no) mais como castigo que receita para nos curar da recessão. Na melhor das hipóteses, o Governo espera apenas que a europa conceda uma extensão de um ano no prazo do ajustamento-castigo que nos foi imposto pelos nossos “amigos” europeus.

Da cimeira, o governo parece ter saído apenas com uma redobrada convicção de seguir o caminho de uma austeridade fundamentalista que trouxe a maior recessão das ultimas décadas, níveis recorde de desemprego (mais de metade sem subsídio: 444 mil pessoas!) E um desvio colossal na execução orçamental. Mas Merkel está contente com Passos e aparentemente só isso importa. Não alinhar com este novo eixo Madrid-Roma-Paris que se desenha no horizonte, ou, pelo menos concertar posições comuns com Irlanda e Grécia. Não, para Passos e para o invisível Portas, importa apenas alinhar com o jugo que de Berlim nos mandam vestir.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/solucoes-para-os-paises-perifericos-deixam-portugal-de-fora_147508.html

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa, união europeia | 40 comentários

A Língua Portuguesa em Angola

“Existe uma continuidade surpreendente na posição consolidada da língua portuguesa. Durante a luta de libertação, o português foi um dos fatores de unificação que manteve o MPLA junto. Em 1971, quando a expressão “África Portuguesa” parecia inadequada para territórios onde largas porções da população estavam em rebelião contra Portugal, cunhei o termo “África Lusófona” que foi rapidamente adotado pelos media e governos estrangeiros, embora o não fosse pelos movimentos nacionalistas que se referem embaraçosamente às suas nações como “países de língua oficial portuguesa”. Depois da independência, a relevância política da língua portuguesa tornou-se ainda mais crucial em Angola do que o tinha sido durante os longos anos passados nas terras agrestes do chamado “fim-do-mundo”.
(…)
“Um dos papéis da língua na divisão política de Angola dizia respeito à rivalidade entre o MPLA e a FNLA. Os segundos usavam habitualmente o francês como a sua língua franca. Os apoiantes da agora extinta FNLA eram predominante gente do norte, da qual uma grande parte tinha vivido no Zaire por muitos anos.”
(…)
“Em 1974, metade dos “Angolanos” no Zaire eram zairenses de nascimento e quando regressavam à “terra” em Angola, a falar francês em vez de português, eram desdenhosamente tratados de “Zairotas”. (…) Uma primeira tentativa dos exilados de Kinshasa de se apoderar de Luanda acabou num confronto armado e em derrota em 1975. A ajuda militar significativa fornecida pelo presidente Mobutu do Zaire, que emprestou o seu exército à FNLA, e por Henry Kissinger, que permitiu aos serviços secretos americanos recrutar mercenários brutais mas incompetentes para ajudar a FNLA, não foi suficiente para expulsar ao MPLA na batalha de Quifandongo, a 10 de novembro de 1975.”
Portugal e África
David Birmingham

Fica assim explicada a preferência clara dada à língua portuguesa por Angola depois da independência: tratou-se não tanto de opção para afirmar uma união nacional (em que a língua portuguesa era um dos raros traços pontos comuns) mas mais uma afirmação interna do próprio regime do MPLA contra a FNLA (francófona). A existência (única em toda a chamada “África Portuguesa” de pre-1975) de uma considerável colonização portuguesa e de uma extensa classe de letrados e “assimilados” em Luanda (a chamada “elite creoula” de onde provém Eduardo dos Santos) tornaram Angola como o país lusófono onde mais e melhor se fala português, exceção feita a Portugal (matriz original da língua) e do económica e socialmente mais desenvolvido Brasil.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 10 comentários

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