Monthly Archives: Julho 2012

Baptista-Bastos: “Portugal está, novamente dividido entre “eles” e “nós”. Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que nos engendram, ignoram-nos e desprezam-nos.”

Baptista-Bastos (http://www.icicom.up.pt)

Baptista-Bastos (http://www.icicom.up.pt)

“Portugal está, novamente dividido entre “eles” e “nós”. Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que nos engendram, ignoram-nos e desprezam-nos.”
Baptista-Bastos
Diário de Notícias
11 de julho de 2012

“Eles” são – obviamente os europeus, que dominam a dois terços (Comissão Europeia e Banco Central Europeu) a Troika e que apesar do recente apelo do FMI a que se alargasse o prazo de aplicação do protocolo, continuam obcecados a seguirem uma cega cartilha neoliberal de emagrecimento do Estado e da extinção do Estado Social.
Deixemos contudo bem clara a minha posição: o país não gera atualmente a riqueza suficiente para suportar este 1.2 milhão de funcionarios do Estado, das Autarquias e das empresas públicas. Nem vencimentos acima da média do setor privado, nem sequer pensões de elevado valor. Urge impor aqui alguma racionalidade economica e isso só pode ser feito pela via das rescisoes amigáveis e das reduções de salários e pensões. Mas este ajustamento (mais de metade da despesa pública vai para salarios e pensões) pode traduzir-se num equilíbrio financeiro das contas do Estado que garanta a sua solvência e a continuidade (ou reforço) do seu papel social nesta epoca de severa crise economica e galopante desemprego.

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Forças especiais dos EUA e da Coreia do Sul estiveram a reconhecer a rede de túneis da Coreia do Norte

Forças especiais da Coreia do Sul e dos EUA foram lançadas por para-quedas na Coreia do Norte por forma a recolherem elementos sobre as instalações militares subterrâneas do país comunista. A informação foi revelada pelo Brigadeiro General Neil Tolley numa conferência nos EUA revelando igualmente que a Coreia do Norte tem uma densa rede de milhares de túneis, interligados, que percorrem todo o seu território.

Como toda a rede está imune ao reconhecimento por satélite, foi necessário enviar forças para o terreno, mas a esmagadora maioria da rede de túneis continua por identificar, naturalmente. Alguns dos túneis atravessam a zona desmilitarizada e penetram perto do território sul coreano, admitiu o militar norte-americano, outros, estão ligados a bases aéreas parcialmente subterrâneas, e uma grande parte alberga instalações de artilharia.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/us-commandos-parachuted-into-north-korea-report-42823/

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“Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira”

“Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira. É refém da teia reticular com a qual se cumpliciou, esquecendo os compromissos de honra e a qualidade imparcial das funções que exerce. As vaias de que é objeto representam não só um ricochete pelas conivências em que se enredou, mas uma acusação reiterada às máscaras sob as quais se pretende ocultar.”

Baptista-Bastos
Diário de Notícias
11 de julho de 2012

Não tenho dúvidas (seria preciso que fosse muito ingénuo…) de que uma boa percentagem destas manifestacoes anti-governo e anti-cavaco são organizadas por núcleos locais do PCP… mas esta é a parte organizada do fenómeno. Existe um outro segmento – desorganizado e caótico – desta contestação que é cada vez mais forte e que escapa ao controlo direto dos partidos convencionais.

Este “descontentamento surdo” ainda está muito desfocado e desorganizado mas começa a permear todos os segmentos da sociedade, devido à multiplicacao dos números do desemprego. Este descontentamento perdeu o contraponto de uma presidencia capaz e ativa (ao eleger o dormente e inepto cavaco silva), ao permitir que este fosse eleito, apesar de uma abstenção histórica. Agora, com os partidos políticos desprestigiados, com uma presidencia inoperante (mas gastadora) os portugueses não se reconhecem na classe politica que os rege… e esta separação ainda pode ter consequencias dramáticas na nossa sociedade.

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A Excalibur Almaz apresenta os seus planos para voos circumlunares e estações espaciais privadas

Estação espacial "Salyut" da Almaz (http://easponsorship.com)

Estação espacial “Salyut” da Almaz (http://easponsorship.com)

A empresa Excalibur Almaz apresentou pela primeira vez planos mais detalhados para lançar naves espaciais e estações orbitais a instalar em órbitas lunares. A Excalibur Almaz tenciona utilizar equipamento espacial da era soviética, amplamente testado e de baixo custo para construir uma rede espacial a partir de uma versão modernizada das estações espaciais Salyut, da década de 70 e 80 e de cápsulas Soyuz.

As Soyuz serão lançadas por foguetões Soyuz FG a partir das instalações de Baikonur, no Casaquistão. Uma vez em órbita baixa (LEO), as Soyuz atracam numa estação Salyuyt, previamente colocada em órbita que depois, com o auxílio de propulsão por iões de tipo Hall se irá deslocar até entrar em órbita lunar.

A Almaz já adquiriu quatro Soyuz de um programa militar entretanto descontinuado e estas cápsulas estão hoje nas instalações que a empresa britânica mant~em na ilha de Man, no Reino Unido. A empresa tem também duas estações Salyut em fases diferentes de construção. As quatro Soyus já terão voado algumas vezes, mas a Almaz espera que possa voar pelo menos mais 15 vezes, sem que o escudo térmico tenha que ser substituído.

A empresa assinou um acordo de cooperação com a NASA, mas não parece interessada a enviar mantimentos ou astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS), como a SpaceX, ainda que não excluia para já essa opção. O seu foco neste momento é criar um sistema de transporte barato, robusto e capaz de operar em órbitas baixas e de realizar trânsitos e voos orbitais até à Lua. Obviamente, se o conseguir demonstrar, torna-se automaticamente um dos mais importantes atores neste campo… mesmo usando tecnologia soviética da década de 70, literalmente!… Tamanho é o estado de retrocesso do programa espacial russo e norte-americano…

Fontes:
http://www.flightglobal.com/news/articles/excalibur-almaz-details-plans-for-capsule-and-space-station-372347/
http://en.wikipedia.org/wiki/Hall_effect_thruster

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“O Estado gastou 5.8 milhões de euros com os consultores financeiros e jurídicos que entre 1998 e 2007 estiveram envolvidos na fase de lançamento das parcerias público-privadas rodoviárias e na gestão dos contratos”

“O Estado gastou 5.8 milhões de euros com os consultores financeiros e jurídicos que entre 1998 e 2007 estiveram envolvidos na fase de lançamento das parcerias público-privadas rodoviárias e na gestão dos contratos. A maior fatia foi para o aconselhamento financeiro do Banco Efisa, descando-se duas sociedades de advogados no apoio jurídico: a Flaminio Roza e a Jardim, Sampaio, Caldas & Associados, fundada em 1977 por Vera Jardim, Jorge Sampaio e Júlio Castro Caldas.”

Marina Marques
Diário de Notícias
11 de julho de 2012

É inegável que o maior desastre financeiro das últimas décadas foram os sucessivos (e crescentemente ruinosos) contratos das PPPs. A troco de rendimentos absurdos de 15% ao ano durante trinta (!!!) os maiores “empresarios” portugueses desmantelaram as suas indústrias e trocaram-nas por estes rendimentos seguros, mas de lucros especulativos que agora ameaçam a própria solvência da República. Seria de pensar que estes contratos ruinosos foram responsabilidade de politicos ou tremendamente corruptos (comendo assim desta generosa manjedourazi ou incrivelmente incompetentes (devendo ser escorraçados de qualquer lista de deputados, o que, obviamente, não aconteceu…). Os políticos podem ter sido ou ineptos ou corruptos. Ou ambas as coisas. Mas estes “especialistas”, pagos em quase SEIS MILHÕES de euros para “aconselharem” o Estado nestes contratos foram também uma de duas destas coisas?

É crivel que neste cataclisma nacional que são as PPPs os políticos tenham sido ineptos-corruptos e que os “especialistas” tenham deixado que estes contratos tenham sido negociados de forma tão desfavoravel para o Interesse Público?! E se estes escritórios de mangas-de-alpaca foram assim tão colossalmente incompetentes não existem fundamentos para que o Estado (ou a Sociedade Civil) leve os responsaveis destes escritórios a Tribunal exigindo a devolução dessas verbas absurdamente elevadas assim como uma indemnizacao por danos presentes e futuros decorrentes do seu péssimo trabalho?…

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Estado Atual da Força Aérea do Peru

Atualmente, o essencial da força aérea peruana é composto por 12 Mirage 2000 e por 18 MiG-29. Além destes aparelhos de primeira linha, alinham-se algumas dezenas de aviões SU-22 e SU-25, no papel de apoio terrestre e suporte direto. Ora, os Mirage 2000 estão a alcançar rapidamente patamares de obsolescência perigos (foram comprados em 1985) e os MiG-29 caminham na mesma direção, tendo sido comprados em 1995 à Bielorússia. A partir de 2008, graças a um acordo com a construtora dos MiG, a RAC MiG, foi possível atualizar o padrão destes aparelhos para a versão MiG-29SMT e foram realizadas algumas atualizações menores aos Mirage 2000, pela Dassault.

A prazo, o Peru terá que desenvolver um projeto de substituição destes aparelhos, algo que será necessário não somente por causa da duradoura guerra de guerrilha que o Estado tem que travar com o Sendero Luminoso, mas também por causa dos conflitos fronteiriços com o Equador (com quem esteve em guerra em 1995) e, mais a sul, com o Chile, um dos países mais bem armados da América do Sul. Estes dois conflitos justificam a existência de uma força aérea moderna, relativamente numerosa e preparada para enfrentar os 39 F-16MLU e os 10 F-16 Block 52 da força aérea chilena ou os cerca de 40 aparelhos Kfir, Cheetah e Mirage F.1 da força aérea equatoriana. De recordar que no conflito de 1995 o Peru perdeu 2 Mi-8TV, 2 Mi-17, 2 SU-22, um A.37B, um Canberra e um Mi-25, contra apenas um Gazelle, um A-37B e um Kfir danificado do lado equatoriano, o que indica que o adversário mais formidável poderá não ser o Chile, mas o bem menor e mais pobre Equador…

Fontes:
http://www.defenseindustrydaily.com/Peru-Moves-to-Maintain-Modernize-its-Fighter-Fleet-07400/
http://en.wikipedia.org/wiki/Ecuadorian_Air_Force
http://www.aeroflight.co.uk/waf/americas/ecuador/AirForce/Ecuador-af-home.htm

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A Indonésia vai adquirir 37 blindados BMP-3F à Rússia


BMP-3F (http://www.army-guide.com)

A Indonésia vai adquirir 37 blindados BMP-3F à Rússia para aumentar a capacidade das suas forças navais. A aquisição ascende a mais de 114 milhões de dólares e incluirá sistemas de armas e manutenção, assim como os custos de transporte e os programas de treino de pessoal. A transferência de tecnologia para empresas indonésias está também incluída neste negócio e as entregas vão começar em julho de 2013.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/35468/

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O Irão vai criar uma frota de cargueiros nucleares?

Mini-submarino criado no Irão (http://blog.standforisrael.org)

Mini-submarino criado no Irão (http://blog.standforisrael.org)

Uma comissão parlamentar iraniana aprovou uma lei exigindo ao Governo que desenvolva navios mercantes movidos a energia nuclear. O movimento pode ser meramente propagandistico, no sentido de sublinhar simultâneamente a capacidade nuclear iraniana e as intenções civis do seu programa nuclear.

Os cargueiros nucleares iranianos dificilmente seriam economicamente rentaveis, mas permitiram ultrapassar os problemas que os navios mercantes e petroleiros iranianos estão a ter devido às sanções, porque alguns países estão a recusar abastecer os navios de combustivel nos pontos de passagem.
Tecnicamente, o Irão ainda não é capaz de fabricar o tipo de reator necessário para navios mercantes, mas está a trabalhar num submarino nuclear desde já há alguns anos que poderia servir de ponto de partida para esta nova geração de cargueiros nucleares.

Fonte:
http://www.military.com/daily-news/2012/07/16/iranian-lawmakers-call-for-nuclear-ships.html?ESRC=topstories.RSS

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Taiwan vai construir 12 navios “stealth” como resposta direta ao grande investimento naval chinês

Plano das corvetas Stealth que Taiwan vai construir

Plano das corvetas Stealth que Taiwan vai construir

Taiwan vai construir 12 navios “stealth” como resposta direta ao grande investimento naval chinês que Pequim está a programar para as próximas décadas. O estaleiro de Taiwan “Lung Teh Shipbuilding Co” vai receber 30,1 milhões de dólares para construir a primeira corveta de 500 toneladas que deverá ser entregue à Marinha em 2014. Depois deste navio, o estaleiro irá construir mais 11 navios semelhantes, com caraterísticas furtivas e de casco duplo.

As corvetas serão armadas com até oito misseis anti-navio Hsiung Feng III e oito Hsiung Feng II.

Fontes:
http://www.defencetalk.com/taiwan-to-build-stealth-warship-fleet-42623/#ixzz1v80YDv2V
http://www.taipeitimes.com/News/taiwan/archives/2012/04/28/2003531472

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Atrasos com o plano indiano de ter até 2015 dois grupos de batalha no Índico

INS Vikrant (cdn2.shipspotting.com)

INS Vikrant (cdn2.shipspotting.com)

Os Estados Unidos têm planos a médio prazo para concentrar 60% do seu poder naval região Ásia-Pacífico, como forma de contrabalancar o crescimento do poder naval chinês. Outro elemento de equilíbrio seria o desenvolvimento da frota de porta-aviões da Índia, nomeadamente do plano indiano para operar dois grupos de porta-aviões autonomos até 2015.

Mas este plano indiano está a atravessar sérias dificuldades: o fim da construção do primeiro porta-aviões indiano, de 40 mil toneladas e que está a ser construido nos estaleiros de Cochim está três anos atrasada e o navio não estará certamente pronto antes de 2017. Este navio terá o nome de INS Vikrant e está apenas dois terços pronto apesar de a sua construção ter já começado em 2009. Os custos de construcao também não têm parado de subir.

Este atraso significa que a Índia não vai conseguir ter os dois planeados “grupos de batalha” com destroyers, fragatas, submarinos e liderados por um porta-aviões até 2015… e cuja simples existencia tornariam a Índia numa potencia com capacidade de projeção global de pooder, como poucos outros países conseguem hoje fazer.

Pelo menos, o primeiro “grupo de batalha” está teoricamente pronto, centrado no INS Vikramaditya, o antigo porta-aviões russo Almirante Gorshov e que estará pronto em 2013 (após uma intensa revisão de 2.3 mil milhões de dolares)

Uma solução poderá ser a de estender a vida util do porta-aviões de 28 mil toneladas, o INS Viraat, um navio de origem britânica ja com mais de cinquenta anos e apenas onze caças Sea Harrier… muito diferentes dos MiG-29K que equiparao os outros dois porta-aviões…

O INS Vikrant terá 260 metros de omprimento, terá embarcados 12 aviões MiG-29K, oito Tejas e dez Kamov helicópteros anti-submarinos e de reconhecimento.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/indias-aircraft-carrier-ambitions-take-a-dive-43771/

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A presente crise europeia tem diversos aspetos que fazem crer que foi artificialmente gerada…

A presente crise europeia tem diversos aspetos que fazem crer que foi artificialmente gerada… não há dúvidas de que tudo poderia ter sido travado mesmo no início, quando as brechas do edifício do euro começaram a ceder,a na Grécia primeiro e depois, na Irlanda e Portugal os grandes países da Europa poderiam ter agido e estancado a sangria. Não o fizeram: preferiram culpar os povos do sul enquanto exaltavam as virtudes étnicas dos “superiores” povos germânicos do norte. Intencionalmente, atiraram o sul para a crise.

Resta saber qual foi a intenção por detrás destas movimentações dos países do norte… Esta pode contudo estar agora a revelar-se: no último conselho europeu foi dado um passo na direção do federalismo com o desenho inicial de um plano que pode abranger realidades como um sistema europeu de garantias bancárias, um regime europeu de supervisão do sistema bancário e a emissão comum, a prazo, de dívida pública através de eurobonds. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, foi mandatado para elaborar um relatório com estas opções e para o entregar dentro de um mês. Nesta tarefa, Rompuy será assistido pelo presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

É nossa crença que daqui a um mês os líderes europeus estarão a revelar aquilo que se prepara desde pelo menos 2010 nas chancelarias europeias : um impulso decidido, não-democrático e neoimperial para um “federalismo” europeu dominado pelos grandes países do norte e destinado a conseguir pela via “europeia” aquilo que duas guerras mundiais não conseguiram: o IV Reich alemão.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/eurolandia-prepara-novo-salto-na-integracao-1547409

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Panorama da Sociedade Civil em Portugal e as duas Vias de cidadania: associativismo e partidos políticos

PASC - Plataforma Activa da Sociedade Civil (http://www.facebook.com/PASCPlataformaActivaSociedadeCivil)

PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil (http://www.facebook.com/PASCPlataformaActivaSociedadeCivil)

A Sociedade Civil é o espaço entre os cidadãos e o Estado e as Empresas. Neste sentido, a Sociedade Civil assume-se como um “terceiro setor”, uma ponte, entre as organizações com fins lucrativos e as instituições do Estado. Este espaço é preenchido por entidades organizadas de uma forma formal e hierárquica, privadas, sem fins lucrativos e recorrendo a trabalho voluntário.

Estas entidades podem assumir um papel crucial na defesa dos Direitos Humanos em sociedades não democráticas, assumindo o papel de charneira impossível em regimes de partido único ou muito difícil em “Estados falhados” (como a Guiné-Bissau) ou em “democracias incompletas” (como Portugal na atualidade). Estas associações podem utilizar a sua voz coletiva e o peso que advém da força da sua massa associativa para reclamarem do poder alterações à sua forma de condução da comunidade sendo assim essenciais em sociedades onde a democracia é incompleta, imatura ou simplesmente inexistente.

Se a Sociedade Civil é o Espaço entre os cidadãos e o Estado e as Empresas é também a tensão entre esses dois grandes eixos da comunidade, a tensão que naturalmente se estabelece entre o indivíduo e a comunidade, do seu conflito de interesses , frequentemente contraditórios e que exigem um espaço e mecanismos de mediação bem oleados e conhecidos que possam resolver de forma pacífica essa tensão, potencialmente violenta (especialmente em épocas como aquela em que vivemos). Esta mediação entre indivíduo e Estado e Empresas cabe à Lei e aos órgãos de administração pública. Quanto melhor for o quadro legislativo e a sua aplicação pelo sistema de Justiça, menos necessidade haverá de uma Sociedade Civil ativa e dinâmica, quanto mais frágil for a Lei e, sobretudo, a sua aplicação pela Justiça, mais necessidade haverá. Se tal mecanismo de compensação não ocorrer estaremos perante as condições sociais para uma ebulição social de escala e consequências difíceis de antever.

Portugal vive hoje oscilando entre uma sociedade civil inativa e a necessidade de a ativar. Esta necessidade advém da existência hoje, entre nós, de um nítido “défice democrático” que se exprime de forma particularmente eloquente através da queda constante da participação dos eleitores nos sufrágios eleitorais e num fenómeno paralelo que se regista em todas as sondagens quanto ao nível de confiança dos cidadãos nas instituições (Justiça, Parlamento, Presidência, etc). Esta desconfiança explica o desinteresse aparente da maioria dos cidadãos pela vida cívica, nos seus dois patamares (associativo e partidária), mas é particularmente intenso na via partidária de expressão de cidadania. As frustações acumuladas pela desilusão pela qualidade da governação, pela plenitude da democracia e por este aprofundamento do fosso entre eleitos e eleitores podem levar a uma revolta social, violenta, generalizada e incontrolável. Outro canal de expressão possível para esta frustração acumulada pode ser a ascensão dos extremismos de todo o tipo, particularmente evidentes nas ultimas eleições gregas e francesas e que encontra no caótico e popular, mas muito organizado e bem financiado movimento norte-americano dos “Tea Party” uma variante particularmente perigosa.

Entre estes extremos (uma partidocracia desacreditada e um caos social/extremismos) resta a via do meio: uma dinamização das entidades da sociedade civil, desse “terceiro setor” de que falamos no inicio deste texto e podem mobilizar os cidadãos em torno de grupos de interesses,  causas polarizadores e energizantes, capazes de os fazer saírem da modorro e da passividade bovina onde parecem agora encerrados.

Constatada assim esta necessidade, importa agora traçar uma radiografia do estado da Sociedade Civil lusa, a partir da “Conta satélite das instituições sem fim lucrativo” de julho de 2011 (mas com dados de 2006). Este estudo foi apresentado pelo Professor Rui Vilar no X Fórum PASC de 2011.

Os dados deste estudo são anteriores a 2008, ou seja, não têm em conta a situação de recessão que depois se instalou em Portugal, mas nem por isso deixam de serem ilustrativos e, certamente, muito aproximados da situação atual.

Segundo este estudo do INE existem em Portugal mais de 45 mil instituições sem fim lucrativo. Deste universo, mais de metade funciona no setor da cultura e do recreio, pouco mais de 15% são de inspiração religiosa, 13% são de solidariedade social. Um grupo menor, 4.5% são dedicadas às áreas de educação e investigação e apenas 1.7% do campo da defesa da ecologia e do ambiente e 1.4% da Saúde.

No que respeita a recursos financeiros, um panorama bem diverso se apresenta, sendo que estas instituições têm no total, recursos da ordem dos 6.8 milhões de euros, dos quais 40.4% vindos de transferências correntes e subsídios do Estado, o que exprime uma pesada dependência… Sobretudo nos setores de serviços sociais, educação e investigação, cultura e a saúde, que receberam 90% destas transferências do orçamento de Estado. Com efeito – e ao contrário do que é comum no resto do mundo desenvolvido – a filantropia representa apenas 12% dos recursos financeiros destas instituições sem fins lucrativos… Para completar um quadro, já de si algo deprimente, há que sublinhar que entre receitas e despesas, em 2006, existia um défice de 418.6 milhões de euros,  colmatado com recurso à Banca. Estes dois fenómenos (dependência do OGE e da Banca) indicam que hoje, com a necessidade de contrair fortemente as despesas do Estado e o “credit crunch” da Banca nacional, grande parte destas 45 mil associações devem estar a atravessar um período de graves dificuldades dependendo como nunca do voluntariado e da filantropia para sobreviverem e seguindo cumprindo a sua missão cívica e ativa na sociedade civil portuguesa.

O peso destas entidades sem fins lucrativos no campo da economia e do emprego era em 2006, surpreendentemente elevado: 2,2% do Valor Acrescentado Bruto nacional e assumindo um total de 4,4% de todos os postos de trabalho remunerados, curiosamente bem mais do que alguns setores económicos mais convencionais como a agro-indústria, com 2,5% e os têxteis e vestuário, com 4,3%.

Este peso na economia e emprego, assim como as importantes missões cívicas e sociais destas instituições estão hoje ameaçadas pela contratação das despesas do Estado (que resultada da crise económica) e pela redução drástica dos rendimentos da maioria das famílias portuguesas pela via da quebra salarial e do “credit crunch”. Tradicionalmente baixo, o nosso índice de filantropia está a cair ainda mais e na Europa ocidental, apenas somos ultrapassados pela Grécia.

No campo do voluntariado existem poucos dados estatísticos. Mas um estudo de 2003, do Center of Civil Society Studies da Johns Hopkins University expunha percentagens de
voluntários na força de trabalho das organizações da sociedade civil inferiores, também, à média internacional e à dos outros países desenvolvidos: 29% da força de trabalho das organizações da sociedade civil contra 37% nos países desenvolvidos. Paralelamente e de forma não muito surpreendente, a percentagem de portugueses que são voluntários é também muito inferior às médias dos países mais desenvolvidos (apenas 1.1% da população economicamente ativa em Portugal contra 2.6% para os 18 países desenvolvidos). É certo que estes são números antigos, e que os de hoje poderão ser consideravelmente superiores,

Este é o panorama atual da sociedade civil em Portugal… um panorama que urge alterar por forma a que seja possível reconstruir Portugal e fazê-lo erguer-se do estado quase terminal a que uma sociedade civil adormecida ou, melhor dizendo, mumificada. A via da expressão da cidadania pela participação em partidos políticos não pode ser descurada, não pelo menos enquanto nos encontrarmos no presente estágio de desenvolvimento das instituições democráticas. Mas sem descurar esta forma mais convencional de intervenção cidadã, há que estimular todas as formas associativismo, a outra grande vertente de expressão de cidadania. Pela via do voluntariado, da inscrição e participação plena em associações com quem nos identifiquemos, ativemos esta sociedade civil e criemos as condições para que Portugal desperte deste torpor e possa começar aquele “Quinto Portugal” antevisto por esse enorme vate da portugalidade e da lusofonia que foi Fernando Pessoa.

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O Rover Curiosity vai aterrar em Marte a 6 de agosto

Rover Curiosity (http://www.geekosystem.com)

Rover Curiosity (http://www.geekosystem.com)

O Rover mais sofisticado de sempre está a caminho de Marte, em boa saúde e pronto para uma delicada descida que terá lugar em seis de agosto.

O ponto crítico da missão será a aterragem, que a NASA admite ser a mais difícil jamais tentada por uma sonda planetária: a respeitavel tonelada do Curiosity impede o fiável método dos sacos insuflaveis, assim, os engenheiros da NASA conceberam um “planador” para os últimos segundos do voo até ao solo marciano e onde um grupo de retro-foguetes vai controlar a velocidade de descida, largando o Rover por três cabos  de nylon sobre o solo, imediatamente antes deste tocar a superfície do planeta vermelho. Toda esta perigosa – e nunca ensaiada – fase final do voo vai demorar apenas sete minutos, desacelerando o Rover de 5900 metros por segundo para três quartos de metros por segundo em apenas sete segundos!

Depois da aterragem, o Rover passará algumas semanas testando os seus equipamentos. De seguida, começará a recolher dados sobre a presença de água na região da cratera de Gale. Então, o Rover vai usar o seu braço robótico para recolher amostras do solo e das rochas e analisá-las no seu laboratório interno. Depois, o Curiosity vai alargar a sua exploração percorrendo um território cada vez maior numa missão que deverá durar pelo menos durante dois anos.

Fonte:
http://www.nasa.gov/home/hqnews/2012/jul/HQ_12-235_MSL_Prelanding.html

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“Na Renascença Portuguesa, a fratura instalou-se entre a corrente que defendia o progresso tecnológico e económico, como a solução para um mundo melhor, de influência positivista e materialista, e aquela outra que representava a continuidade da corrente metafisico-cristã dentro do pensamento português”

Teixeira de Pascoaes (http://www.livroscotovia.pt)

Teixeira de Pascoaes (http://www.livroscotovia.pt)

“Na Renascença Portuguesa, a fratura instalou-se entre a corrente que defendia o progresso tecnológico e económico, como a solução para um mundo melhor, de influência positivista e materialista, e aquela outra que representava a continuidade da corrente metafisico-cristã dentro do pensamento português.”
(…)
“António Sérgio via na Economia política “a ciência das róseas esperanças” – a sua tese “é a de que o progresso moral de um povo está dependente do seu progresso económico (…), cada melhoria no material da grande massa da população é uma base para o desenvolvimento espiritual.  Por isso as virtudes democráticas florescem num desafogo suficientemente generalizado, sobre a distribuição equilibrada de riqueza.”
(…)
“Pascoaes sem desprezar o valor do avança científico e tecnológico,  propôs que este se submetesse a um escrutínio moral resultante da compreensão do lado espiritual da Vida.”

Portugal: Ponte entre o passado e o futuro
Clara Tavares
Revista Nova Águia, número oito

Esta oposição conceptual entre Sérgio e Pascoaes é muito profunda: Matéria ou Espírito? Qual dos dois eixos deve nortear a nossa vida? Ambos, de facto. Não temos os patamares de produção agrícola ou industrial para mantermos de forma sustentável ou independente de doses massivas de crédito. Obviamente, depois de décadas em que se desmantelou de forma sistemática a nossa indústria e pescas, cumprindo com primor os mandatos impostos do norte da Europa e pagos a “subsídios” e contando sempre com os sabujos do costume,  os Cavaquistas de ontem…

Portugal tem que consumir menos. E, sobretudo, tem que consumir local, por forma a alavancar a recuperação da economia e emprego nacionais. Produções de substituição devem ser a regra e aquilo que o país não conseguir produzir, então – por regra – deve deixar de consumir. A diferença entre os dois: produção e consumo deve ser tão pequena quanto o possível e o tempo libertado da onda obsessiva de consumismo desbragado e irrefletido preenchido pela cultura, pela leitura, pela reflexão, pelo Espírito, enfim…

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A Virgin Galactic anunciou a sua intenção de desenvolver um novo veículo, intitulado de LauncherOne, que terá como objetivo a colocação de satélites em órbitas baixas

A Virgin Galactic anunciou a sua intenção de desenvolver um novo veículo, intitulado de LauncherOne, que terá como objetivo a colocação de satélites em órbitas baixas. O sistema vai reutilizar algum do equipamento criado para o SpaceShipTwo, o sistema de turismo espacial da empresa norte-americana, transportando, como este um foguete até uma altitude de cerca de quinze quilometros. A esta altitude, o foguete é libertado e fica em queda livre durante quatro segundos até à ignição do seu propulsor que entra depois em funcionamento. O foguete tem um segundo estádio que levará o satélite até à sua órbita.

O conceito elimina a necessidade de construir um grande e pesado primeiro estádio clássico nos sistemas lancadores de satélites. Reduzindo assim custos e a complexidade (e fragilidade) inerentes a estes sistemas mais convencionais. Segundo a Virgin Galactic, o LauncherOne conseguira colocar em órbitas baixas satélites com até 225kg por preços que não deverão ultrapassar os dez milhões de dólares, o que é realmente notável tendo em conta que hoje, colocar um satélite em órbita custa algo entre os 50 e os 700 milhões de dólares…

Fonte:
http://www.virgingalactic.com/news/item/xxx/

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Pedro Cipriano: “Durante o último século, avanços tecnológicos levaram à multiplicação do número de editoras e, com a redução do preço, tornando acessíveis bons livros e numerosas revistas e jornais à maioria da população. Porém,a quantidade de lixo e sensacionalismo aumentou também a um ritmo exponencial”

“Durante o último século, avanços tecnológicos levaram à multiplicação do número de editoras e, com a redução do preço, tornando acessíveis bons livros e numerosas revistas e jornais à maioria da população. Porém,a quantidade de lixo e sensacionalismo aumentou também a um ritmo exponencial.”

Pedro Cipriano
Revista Nova Águia, número oito

Mas a verdade é que vivemos uma época muito especial: nunca foi tão fácil e barato editar um livro. É certo que a estrutura de distribuição livreira está em crise em Portugal, muito por via do efeito pernicioso do dumping e da pressão desleal por parte da grande distribuição e da multiplicação caótica de “feiras do livro” um pouco por todo o território nacional, destruindo um e outro fenómenos a rede tradicional de livrarias de qualidade que em tempos existiu em Portugal. As livrarias são essenciais para uma certa visão de cultura e de vida cultural, o seu fim, irá ditar o fim consequente de uma certa mundo-visão e o fim de muitas edições que são incompatíveis com a restrita “visão de mercado” exigida pelas grandes superfícies.

Defendamos as livrarias continuando a frequentá-las e comprar nestes importantes espaços de convívio e cultura.

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A dívida pública portuguesa chegou aos 111,7% do PIB

Apesar dos discursos mais ou menos triunfalistas do governo e dos seus mandantes norte-europeuss da Troika, a verdade é que a execução do Memorando de Entendimento está a correr mesmo muito mal. Não só o orçamento está muito longe de estar equilibrado (como se vê no deslize das receitas no primeiro semestre de 2012), como a Recessão e o Desemprego estão absolutamente fora de controlo.

Obviamente (nunca foi aliás essa a intenção) o problema de fundo que é a existência de uma Dívida Externa monstruosa não só não está resolvido, como (graças aos emprestimos da Troika) ainda se agravou mais: Portugal tem agora uma dívida pública total de 117.7% do PIB (190 mil milhões de euros), ou seja, mais 10% que em idêntico período há apenas um ano atrás!

A situação coloca Portugal como o país com a terceira maior dívida pública da União Europeia, atras da Grécia (132,4% do PIB) e de Itália (123,3%). Ou seja, as doses massivas de austeridade de nada têm servido além de agravarem ainda mais uma situação que à partida já não era famosa. É claro que, de permeio, os sagrados interesses dos credores (os Bancos espanhois, franceses e alemães que detém a dívida portuguesa) têm sido acautelados… e ao fim ao cabo é isso que realmente interessa à União Europeia (dois terços da Troika), certo?…

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/divida-publica-eurostat-economia-agencia-financeira/1363255-1730.html

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A SpaceX completou o desenho da sua versão tripulada da cápsula Dragon

A Dragon tripulada da SpaceX (http://www.bis-space.com)

A Dragon tripulada da SpaceX (http://www.bis-space.com)

A SpaceX completou o desenho da sua versão tripulada da cápsula Dragon. Este desenho foi recentemente revisto pela NASA, com um foco muito especial na componente de segurança, nomeadamente no sistema de abortagem de lançamento SuperDraco. Com a aprovação da NASA, a SpaceX está pronta para a fase seguinte da sua Dragon tripulada.

Simultaneamente, a NASA está a continuar a trabalhar com outras empresas norte-americanas com o objetivo de desenvolverem a cápsula Orion e o seu Space Launch System (SLS), para além do muito polémico lançador pesado que deverá levar a Orion até um asteróide nas próximas décadas.

Fonte:
http://www.tgdaily.com/space-features/64681-spacex-preps-crewed-dragon-ship

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João Franco: “Dois caminhos estendem-se à nossa frente, a escolha que for feita, determinara a sobrevivência ou o desaparecimento do nosso país”

“Dois caminhos estendem-se à nossa frente, a escolha que for feita, determinara a sobrevivência ou o desaparecimento do nosso país. Por um lado estende-se o caminho da perda de soberania, com o consequente esboroar de Portugal, diluído numa Europa burocrática e cinzenta, ou numa Ibéria. Por outro, o caminho de um reerguer nacional, em que Portugal recupere independência, isto é a capacidade e autonomia de tomar decisões quanto ao seu futuro.”

João Franco
Portugal ainda existira no século XXII?
Revista Nova Águia, número oito

Não são poucos aqueles que defendem que por detrás da dita “crise da dívida soberana” se encontra um impulso – mais ou menos subterrâneo, mais ou menos intencional – para criar uma “federação europeia”, não democrática e totalmente dominada pelas elites económicas e financeiras do norte da Europa.

Ameaçando os cidadãos europeus com o Medo (do Desemprego, da Recessão, do Caos, etc) estes interesses estariam a confrontar os cidadãos, pouco a pouco, com a “inevitabilidade” da entrega dos derradeiros limites de soberania à “união” europeia. Os pretextos para este falso “federalismo” (que mais justamente deve ser chamado de “nortismo neoliberal”, porque assenta no norte da europa) estão aí, à vista de todos: um sistema fiscal único, abertura total de fronteiras, moeda única, soberanias limitadas e governos “autocráticos”, etc,  etc

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Incêndios na Madeira: Outras prioridades mais importantes para Jardim. Aparentemente, a Bola dá mais votos

“Dezenas de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, com muitas delas a correrem pelas estradas, em panico. Ouviram-se também algumas explosões, eventualmente provocadas pelo rebentamento de botijas de gás.”
(…)
“A falta de meios era uma das principais críticas dos moradores. A Madeira não possui nenhum meio aéreo de combate a incêndios (…) Alberto João Jardim disse que bastava ter trinta bombeiros no Funchal.”

Diário de Notícias, 19 de julho de 2012

Uma região paralisada pelo medo (de perder o emprego, a pensão ou apoios do governo regional) exprime muito dificilmente a sua opinião negativa sobre a situação gravissima que se desenrola hoje na Madeira. Apesar disso, alguns vão atrevendo-se a desabafar perante a falta crónica de meios de combate a incêndios…

O governo de Jardim está contudo muito mais interessado em entregar 5.8 milhoes de euros aos seus clubes de futebol do que em aumentar os ridículos efetivos da corporacao de bombeiros do Funchal (trina elementos!). Dirão que a culpa é de Jardim. E terão razão, mas estes madeirenses que, década após década elegem e reelegem Jardim têm também a sua quota parte de responsabilidades, apesar de todo o Medo que se sabe existir na Madeira, já que apoiam estes clubes de futebol despesistas e inúteis e nas urnas (o verdadeiro forum de protesto em democracia) se têm abstido de mudar a realidade política regional.

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A França prossegue a sua retirada militar do Afeganistão

A França prossegue a sua retirada militar do Afeganistão. No dia 11 de julho, foi realizada a última patrulha aérea, realizada por dois Mirage 2000D, lançada para proteger um comboio da coligação na província de Farah.

Os primeiros aparelhos franceses chegaram ao Afeganistão a 23 de outubro de 2001 para realizarem missões de reconhecimento. Inicialmente operavam a partir de bases aéreas no Golfo Pérsico. A partir de 2006 basearam-se em Kandahar. No Afeganistão, a França utilizou aviões Mirage 2000D, Mirage F1 CR, Rafale e, até, aviões da Marinha do tipo Super Etendard. Desde 2001, o tipo de missões foi mudando, acrescendo às de reconhecimento, o apoio aéreo, presença aérea e vigilância de área.

No total, os aviões franceses realizaram mais de 7200 saídas, tendo sido 380 missões de combate efetivo.

Fonte:
http://www.defense.gouv.fr/operations/afghanistan/actualites/afghanistan-derniere-mission-pour-les-avions-de-combat-francais

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A Índia continua a preparar a sua primeira missão robótica a Marte

Logo da ISRO (http://www.topnews.in)

Logo da ISRO (http://www.topnews.in)

A agência espacial indiana (ISRO) está a ultimar os estudos para um orbiter marciano por forma a os apresentar oficialmente ao governo em novembro deste ano.

O planeamento da missão está praticamente completo e existe ja uma lista quase final de carga científica que será transportada pela sonda até à órbita do planeta vermelho.

O objetivo desta primeira missão marciana da Índia é lançar o engenho com o lançador pesado “Polar Satellite Launch Vehicle” (PSLV-XL) e ao fim de uma viagem interplanetaria colocar o orbiter a cerca de oitenta mil quilometros da superficie. O orbiter deverá transportar cerca de 25 kg de carga util que recolhera dados sobre sinais de vida, clima, geologia e a evolução de Marte.

Concluída está ja a forma exterior do satélite, assim como as suas células solares e o refletor.

Fonte:
http://zeenews.india.com/news/space/india-all-set-to-give-go-ahead-for-mars-mission_787459.html

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Ernesto Guerra da Cal: “Reclamo o que de juz me cabe: o direito a sonhar com uma estrutura da Hispânia mais em harmonia com a pluralidade dos Povos que a compõem”

Ernesto Guerra da Cal (http://emigracion.xunta.es)

Ernesto Guerra da Cal (http://emigracion.xunta.es)

“Reclamo o que de juz me cabe: o direito a sonhar com uma estrutura da Hispânia mais em harmonia com a pluralidade dos Povos que a compõem; o direito a sonhar que nessa nova ordenação o Minho deixe de ser uma linha de separação política para passar a ser apenas uma bela fita de prata numa paisagem comum; o direito a sonhar com a resposta de uma Galiza livre ao apelo lançado pelo poeta Lopes Vieira: “Deixa a Castela e vem com nós”; o direito, enfim, a sonhar com aquela Portugaliza ideal dos dois Povos do Cabo da Europa que visionaram Pondal e Teixeira de Pascoaes – e Mestre Lapa, vitalício sonhador, que, graças a Deus, continua a nutrir sonhos animadores de realidades.”

Ernesto Guerra da Cal
Citado em
Revista Nova Águia, número oito

Espanha é uma entidade anómala e anti-natural: não é uma “nação”, com uma cultura ou língua única, mas um constructo erguido por Castela e por Madrid, asfixiando, anexando ou colonizando etnicamente e linguisticamente os demais povos ibéricos. Espanha confunde-se nesta visão com Castela, sendo apenas a máscara do tradicional imperialismo castelhano.

Espanha quis afirmar-se com Ibéria, engolindo tudo à sua volta num projeto asfixiante a que apenas Portugal se soube furtar, pagando ainda assim o preço trágico de ter sido obrigado a deixar para trás a sua metade feminina (“que devia arcar enquanto Portugal barcava”), a Galiza…

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A USAF recebeu mais quatro aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II

Lockheed Martin F-35 Lightning II (http://www.flightglobal.com)

Lockheed Martin F-35 Lightning II (http://www.flightglobal.com)

A USAF recebeu mais quatro aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II. No total, a USAF já tem 30 aviões deste modelo, sendo que 16 estão completamente operacionais e 14 em diversos estádios de testes.

O programa F-35 está atualmente focado no desenvolvimento de sistemas e testes, mas brevemente irá entrar em modo de produção.

Em uso nas USAF e na US Navy estão já várias variantes do aparelho, como o mais convencional F-35A, e um F-35B “short takeoff and vertical landing” (STOVL)

Muito criticado pelos sucessivos atrasos e aumentos de custos, o F-35 é um aparelho de quinta geração, com caraterísticas furtivas, altos desempenhos e deverá substituir um extenso leque de aparelhos atualmente em uso nos EUA: o A-10, o F-16, o F/A-18 e o AV8-B Harrier estando igualmente prevista a sua adoção por nove países, tendo Israel confirmado recentemente o seu interesse em equipar a sua força aérea com estes aviões norte-americanos.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/lockheed-martin-delivers-four-f-35s-to-usaf-and-marine-corps-43653/

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A Indonésia vai receber um segundo conjunto de aviões brasileiros A-29 Super Tucano

A Indonésia vai receber um segundo conjunto de aviões brasileiros A-29 Super Tucano. A encomenda inclui também um simulador e treinamento para os pilotos indonésios destes aparelhos ligeiros de ataque e treino. Os primeiros quatro Super Tucano da encomenda de novembro de 2010 foram recebidos em agosto de 2012 e os restantes quatro aparelhos serão entregues em 2014.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/indonesian-air-force-orders-second-batch-of-a-29-super-tucano-airplanes-43663/

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João Franco: “O povo português foi afogado numa torrente de consumismo desenfreado e de dívidas”

“O povo português foi afogado numa torrente de consumismo desenfreado e de dívidas, desenraizado numa sociedade cada vez mais hedonista, sem governantes que lhe apontem um rumo sério e esperançoso, parece ter perdido a vontade de sobreviver, como o atestam a taxa de natalidade cada vez mais baixa, que já nem sequer permite a substituição de gerações, e o crescente número de depressões e suicídios.”

João Franco
Portugal ainda existira no século XXII?
Revista Nova Águia, número oito

Vivemos hoje uma verdadeira e muito profunda depressão coletiva. Doses massivas de aumentos de impostos e a preservação de quase todas as “gorduras” do Estado (evidentes nas PPPs, nos salários acima da média na função pública e nas rendas excessivas das elétricas) criaram nos cidadãos a convicção de que todos os sacrifícios são inúteis.

Os portugueses carregam hoje às costas uma pesada canga de décadas de apostas públicas e privadas erradas, de um despesismo desbragado e de investimentos públicos irrealistas. Somos hoje o país da Europa com mais quilometro de autoestrada por habitante, mas também o mais desigual e um dos que apresenta uma mais alta taxa de desemprego. Portugal tem que alijar o peso esmagador da dívida externa para  conseguir reconstruir a sua economia.

Só poderemos manter a soberania económica se alijarmos a impossivelmente pesada carga da divida externa e isso só pode ocorrer se declararmos bancarrota, parcial ou total. Deixemos os credores suportarem o essencial do risco de crédito (permeado pelo lucro, de resto), assumamos estoicamente a quebra do nível de vida que virá da consequente perda de capacidade em realizar importações e construamos na produção local e no Emprego e declaremos Bancarrota.

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A China está ser cada vez mais agressiva quanto às suas reinvindicações no Mar do Sul da China

O Mar do Sul da China (http://www.pmel.noaa.gov)

O Mar do Sul da China (http://www.pmel.noaa.gov)

A China está a assumir uma postura internacional cada vez mais agressiva… em conflito diplomático com praticamente todos os países que com ela têm a infelicidade de partilhar águas territoriais no Mar do Sul da China, Pequim também reclama a soberania de algumas ilhas que o Japão acredita serem seu território. E agora realiza essa reivindicação com tom mais agressivo do que nunca alegando “uma soberania indisputável” sobre essas ilhas.

A disputa tem a ver com a posse das ilhas do arquipélago Senkau e a China está a elevar a tensão entre os dois países não somente no campo das palavras, mas também no das ações, tendo enviado recentemente três navios patrulha para esse arquipélago, desafiando um arquipélago que hoje é povoado por cidadãos nipónicos. Como resposta, Tóquio chamou o seu embaixador em Pequim.

O apetite chinês por estas águas não tem parado de aumentar desde que se soube que esta região era rica em petróleo, sendo este episódio apenas o mais recente de uma série de casos semelhantes com as Filipinas, a Malásia e o Vietname.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/China_Japan_in_new_spat_over_disputed_islands_999.html

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Rui Tinoco: “Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos”

“Daqui a cem anos Portugal terá de ter cumprido o mar. Do modo como se pode cumpri-lo no século XXI: através da exploração sustentada dos seus recursos e do fundo dos oceanos. Os primeiros gestos foram ambiciosos: fez-se um mapeamento do fundo oceânico, delimitou-se uma ampla área de soberania nacional. Seríamos, aprovadas as nossas intenções em sede da ONU, um dos países com maior fatia de solo subaquático a nível mundial. Divulgaram-se mapas do Novo Portugal: existe a oportunidade de uma viragem histórica.”

Pelo Mar e pela Net
Rui Tinoco
Revista Nova Águia, número oito

Depois de perdidas todas as “índias” físicas e espirituais da nossa História, eis que se oferece a Portugal mais uma nova “Índia”: uma das maiores zonas marítimas do globo está prestes a ser reconhecida mundialmente como património económico português. Malbaratamos todas as “índias” passadas, cabe agora a esta geração (e àquelas que hoje crescem) assegurar que nas próximas décadas não desperdiçaremos também esta nova oportunidade.

Portugal não pode tornar a deixar que sejamos nós a barcar, para que outros lucrem. O Mar Português deve ser português e não dos povos do norte da Europa nem de Madrid. As riquezas pesqueiras, os sulfitos metálico, os eventuais gás e petróleo, não podem ser explorados por estes “parceiros” desonestos e coloniais que a coberto da torpe cumplicidade da “União” Europeia nos exploram e destroem a nossa capacidade para sermos economicamente autónomos e produtivos.

Portugal tem que saber agarrar com as duas mãos o seu destino marítimo e não ter temor em expulsar dele os estrangeiros que no-lo querem – de novo – usurpar. Se os europeus souberem viver com essa recusa, tanto melhor para eles,  se não, que vaiam. Não precisamos deles.  O Quinto Portugal de que fala Fernando Pessoa e que António Telmo no seu “Horóscopo de Portugal” interpreta pode começar a ser construido a partir da reconstrução do nosso tecido produtivo pela exploração deste Mar Português, criando as condições que nos permitam depois buscar nos demais países lusófonos um estatuto paritário (que hoje, subjugados pela Europa e pela Crise, não merecemos) e fundar os alicerces dessa União Lusófona que é o principal desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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