Portugal, a Demanda e o “Porto do Graal”

“Nas diferentes versões da Demanda, o graal será, na mais antiga, a de Chretien de Troyes (século XII), uma escudela; na de Wolfram Von Echenbach, uma pedra; na de Peredur, do País de Gales, e de autor desconhecido, um prato com uma cabeça; e na Demanda do Santo Graal, atribuída a Robert Boron, o vaso onde Cristo celebrou a última ceia e onde José de Arimateia recolheu no Calvário o santo sangue. Será esta versão, do século XIII, difundida pela Ordem de Cister, a mais lida no Portugal de então. À qual ainda, no mesmo complexo, se juntará, o Livro de José de Arimateia, atribuído ao mesmo autor, e a Crónica do Imperador Vespasiano, como ligados ao mesmo circulo.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Assim, a visão do Graal adotada em Portugal por inspiração de Cister e propagada pelos monges-guerreiros do Templo seria precisamente a do Graal enquanto Vaso ou recetor do Sangue de Cristo. O Graal é em Portugal, o Vaso Sagrado e Portugal assume ele próprio, logo desde a sua fundação (precisamente cumprindo um plano de Cister executado pelos Templários) a essência do próprio Graal que está incluso na sua própria designação “porto-do-graal” e testemunhada no selo de Afonso Henriques e no Mosteiro da Batalha.

Portugal é o Vaso do Graal. O Porto de onde partiram e tornarão a partir as Caravelas sejam elas as de Henrique, ontem, ou da Lusofonia ou do Espaço, amanhã.

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | 5 comentários

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5 thoughts on “Portugal, a Demanda e o “Porto do Graal”

  1. Lusitan

    Há uma coisa que não bate certo com a ideia porto-do-graal.
    É que o condado portucalense donde veio o nome Portugal é anterior à fundação da Ordem dos Templários e da própria Ordem de Císter. O primeiro condado portucalense nasce em 868 quase duzentos anos antes do nascimento dessa Ordem. Aliás o nome Portucale é inclusivé anterior ao condado, pelo que as teorias de Portugal e o Graal não têm qualquer fundamento.

    • otusscops

      bem dito, Lusitan.

      Portu Cale, porto cálido (grego) ou porto belo (latim).

    • Sim, é verdade: falando de memoria (e ela ja nao é boa…) portucale vem de portus calle, isto é, porto dos calle, ou gallaeci. Mas isso nao tira validade à tese da adaptacao intencional (e templaria) dessa palavra – anterior – à derivacao porto do graal, até pelas semelhancas foneticas dos dois termos.

  2. Luis Portal

    A sua dúvida tem lógica, mas eu pessoalmente tenho outra versão, isto é, a de que o Santo Graal poderá ter vindo no mesmo barco que trouxe S. Tiago para a Galiza, desembarcou perto de
    Portosin . Também existe uma versão bem sustentada, de que a
    Arca da Aliança teria fortes possibilidades de estar nos Açores,
    depois de ter passado por Chipre, Rhodes, e Malta .

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