Daily Archives: 2012/06/18

Nicolau Santos: “A Cimpor controla 27 fábricas em doze países. Nelas trabalham 830 pessoas de 33 nacionalidades. E todo este conglomerado é controlado a partir de Lisboa.” (…) A Camargo pode exigir o desmembramento e a colocação da sede no exterior. Não havia urgência para vender a Cimpor. Borges deve esclarecer porque impôs esta solução que lesa os interesses do país.”

“A Cimpor controla 27 fábricas em doze países. Nelas trabalham 830 pessoas de 33 nacionalidades. E todo este conglomerado é controlado a partir de Lisboa.” (…) A Camargo pode exigir o desmembramento e a colocação da sede no exterior. Não havia urgência para vender a Cimpor. Borges deve esclarecer porque impôs esta solução que lesa os interesses do país.”

Nicolau Santos
Expresso, 28 de abril de 2012

impõe-se assim a pergunta: se esta privatização não conforme ao interesse público então António Borges quer servir que interesses? Os nacionais não, aparentemente, e se assim é então qual é a sanha privatizante que impele este governo para o abismo e, com ele, a República?

Se esta privatização (assim como as da REN, CTT, EDP ou TAP) servem somente interesses estrangeiros então Portugal e o seu governo têm o dever de não prosseguir nesta senda destrutiva e que – além do mais – retira ao Estado fontes de rendimento muito importantes, especialmente importantes na grave situação de emergência financeira em que vivemos.

Aparentemente temos um governo fraco, impotente para afirmar os supremos interesses nacionais contra os fitos oportunistas e egoístas das grandes multinacionais e dos países do norte da europa.

Enquanto quisermos manter a nossa dócil bovinidade, claro…

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 7 comentários

Dom Sebastião e o Mito do Rei Artur

Dom Sebastião (http://pnsintra.imc-ip.pt)

Dom Sebastião (http://pnsintra.imc-ip.pt)

“Dom Sebastião continuará o mito do Rei Artur, como modelo exemplar da soberania; do rei que, como oficiante e vitima, se oferta e Imola no sacrifício ritual pelo seu reino, dele seu representante, a ele identificado transcendentemente; e o que, após longa dormição, o virá salvar. E assim como os Cavaleiros da Távola Redonda foram exterminados na batalha de Camlan, assim também o foram os cavaleiros da nobreza do reino lusíada na batalha de Alcácer Quibir: mas também depois da sua morte, seu longo período de pausa e ocultamento, o rei salvador voltará ressuscitado, purificado e iniciado, para redimir e ressuscitar o seu povo. E entretanto, como Artur ficou permanecendo na Ilha de Avalon, centro do mundo, assim também Dom Sebastião ficou permanecendo na sua Ilha Encoberta, como outro centro do mundo.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Os paralelismos entre o mito arturiano do “rei perdido, mas que regressará” e o sebastianismo português, são, como aponta esta grande teórica do movimento lusófono, evidentes. Sebastião é o Artur dos portugueses e Artur o Sebastião dos ingleses. Um e outro pertencem ao mesmo quadro mítico-simbólico de fundo celta, cruzado de elementos messiânicos judaicos. Um e outro mito fundador buscam numa misteriosa e oculta ilha atlântica o refúgio desse Rei refundador. Um e outro construíram um projeto nacional em torno das navegações atlânticas e um e outro ergueram impérios transatlânticos absolutamente ímpares.

Os ingleses de hoje não sentem muitos traços de união com estes seus parentes celtizados, atlânticos e ultraperiféricos, mas a mesma matriz civilizacional continua lá. E o mesmo sucede com Portugal, país que sempre foi muito mais atlântico, que “europeu” (no sentido restrito), muito mais marítimo que continental e muito mais aventureiro do que laborador (no sentido germânico do termo).

Categories: História, Lusofonia, Mitos e Mistérios, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

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