Daily Archives: 2012/06/13

Francisco Sarsfield Cabral: “A política de austeridade sem crescimento, de que a Alemanha não parece desistir, arrisca-se a levar a Europa não só à recessão”

Francisco Sarsfield Cabral (http://www.ffms.pt)

Francisco Sarsfield Cabral (http://www.ffms.pt)

“A política de austeridade sem crescimento, de que a Alemanha não parece desistir, arrisca-se a levar a Europa não só à recessão, que já se avista, como a uma autêntica depressão, apenas comparável à dos anos trinta do século XX. O que afastaria, totalmente, os europeus da integração europeia. Não é por acaso que sobem as forças políticas xenófobas, anti-imigração e eurocépticas na Europa do norte. Renascem demónios nacionalistas que se julgariam ultrapassados.  Entretanto, vêm a público ideias para relançar a integração europeia em crise. Comum a essas propostas está, naturalmente, mais Europa política. Só que as opiniões públicas dos países da UE aderem cada vez menos ao projeto europeu.”

Francisco Sarsfield Cabral
Sol, 24 de fevereiro de 2012

Enquanto acumula lucros escandalosamente especulativos a pérfida Germânia, pedindo aos Mercados dinheiro a juros de 0.019 e “ajudando” agiotamente aos países em dificuldades (como Portugal, Irlanda e Grécia) a Alemanha insiste na “receita batida da austeridade. Existe muito capital disponível na Europa do norte, sobretudo na Alemanha, simplesmente os alemães estão muito ciosos do mesmo. Captado com exportações para os países do sul (desindustrializados sob pressão alemã) e com créditos obtidos a juros de quase zero por cento este capital existe, está disponível e é possível usar estes milhares de milhões de euros num “plano Marshall” que crie emprego, redindustrialize e riqueza na Europa do sul.

É possível mas os alemães não querem.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 12 comentários

Sobre “Luso” o fundador mítico dos Lus-itanos

“O jesuíta António Cordeiro, na sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sujeytas no Oceano Occidental (publicada em 1717) que teve como base as Saudades da Terra de Gaspar Frutuoso, afirma, que “o rey décimo-nono de Hespanha foi o dito Luso, e começou a reinar pelos ditos anos de 1509 antes da vinda Cristo, e foi tão celebrada a sua vinda pelos Portugueses, que o coroaram solenemente no célebre templo de Hércules no Cabo que hoje chamam de São Vicente, e tão afeiçoado se mostrou aos portugueses, e lhes fundou terras, e povoações tantas que os mais povos de Hespanha começaram a chamar os Portugueses de Lusitanos.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Obviamente, lenda tem um grande componente mítico… Mas, como ocorre em todas as lendas, existe um fundo de verdade que importa destrinçar… Neste caso, trata-se da referência ao “célebre templo de Hércules no Cabo que hoje chamam de São Vicente” e ao facto desse antigo monarca ter assumido essa função numa investidura sagrada, assumindo a monarquia a partir de um mandato cedido pelos deuses por intermédio dos seus mediadores, os sacerdotes de Hércules.

Os relatos que mencionam a existência de rituais religiosos no Cabo de São Vicente são muito antigos e recuam a Avieno, que os terá conhecido através de um périplo grego do século V a.C. Esta referencia num texto do século XVIII transmite-lhe crédito e permite que o texto não seja simplesmente descartado como um delírio mítico.

A referencia a “Luso” invoca igualmente uma das questões mais intrigantes da portugalidade: qual é a origem do termo?  Desde “Lígure” até este fundados mítico “Luso” várias teses foram já lançadas, mas não se encontrou ainda uma solução satisfatória… A tese do “fundador” não é absurda e pode bem corresponder à verdade dos factos: mas a ser assim qual seria a origem do termo? A segunda partícula “-tanos” é já mais fácil de compreender uma vez que incorpora uma derivação de “-itanii”, que significará algo como “filhos de”, neste caso de “Luso” ou de um lugar chamado “Lus”. Sabendo da precedência cultural dos Conii do Sul de Portugal, da sua superioridade cultural (foram dos primeiros povos do mundo a usar uma escrita alfabética) estaremos assim perante a recordação do nome de uma cidade cónia de nome “Lus”?

Categories: História, Portugal | 76 comentários

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