Daily Archives: 2012/06/08

Prometheus, o filme de Riddley Scott: Alguns comentários, críticas e análises

O filme Prometheus do realizador Ridley Scott e escrito por Jon Spaihts e o produtor de “Lost”, Damon Lindelof é, sem dúvida, um dos acontecimentos cinematográficos do ano. Bom ou mau, é algo que veremos depois dos comentários que aqui deixarei nas próximas linhas…

1. A nave Prometheus é enviada para o Espaço, até a um Sistema Solar identificado através de testemunhos arqueológicos em todo o mundo e com cerca de trinta mil anos por uma mega corporação, a Weyland Corporation: Neste mundo do futuro, as corporações e multinacionais parecem deter muito mais meios e recursos que os governos… no filme, o governo (presume-se que o norte-americano) não aparece, de todo, não regula a expedição, nao a organizou nem monitorizou. A ideia é realista… tendo em conta o seu crescente poder e o enfraquecimento dos Estados que torna o mundo de hoje numa espécie de gigantesca corporotocracia.

2. Todo o enredo parte do princípio de que o desenho de uma constelação presente na arte de varias culturas passadas serviu de argumento único para a organização de uma dispendiosas expedição interestelar. Parece pouco convincente… por muito uni-pessoal que fosse a decisão de um dono de uma gigantesca mega-empresa, seria sempre difícil justificar tal opção perante um conselho de administração, por muito dócil que este fosse, na base de argumentos tão escassos…

3. A tese segundo a qual o ser humano é o produto de um processo de “engenharia genética” é de alguma forma apelativa, já que não existam dúvidas na comunidade científica quanto ao valor da teoria da Evolução de Darwin (o que aliás é recordado pelo biólogo da expedição), a verdade é que os testemunhos fósseis indicam que esta se processou através de grandes saltos, de grandes modificações morfológicas e não pelos pequenos passos que a teoria clássica sugere. A teoria imanente no filme será a de que estes “grandes saltos” foram o produto de engenharia genética extra-terrestre… mas assim, os “engenheiros” teriam que ter visitado a Terra várias vezes, e não apenas à 25 mil anos… fica também por explicar porque não repetiram a viagem posteriormente, se consideravam a nossa destruição uma prioridade assim tão importante.

4. Prometheus é de facto, “Alien 5”… foi assim que o projeto começou a ser desenvolvido em 2000, na forma de uma prequela para o primeiro Alien (de 1979). Em 2003, foi adiado pelo avanço do “Alien vs Predator”, sendo recuperado em 2009 num argumento que era muito mais próximo da série “Alien” que aquele que haveria finalmente por ser produzido, a partir de abril de 2010. Na verdade, preferia que não fosse assim… é como se vivêssemos numa espécie de anos finais do Baixo Império Romano em que já não se fazia mais do que imitar a arte e as realizações culturais do século passado, sem espaço para a imaginação e inovação. Será impossível produzir hoje um novo Alien, Star Trek, Star Wars e estaremos condenados a ver apenas prequelas, sequelas e afins?…

5. De notar que a Fox aceitou um argumento revisto por Lindelof não só porque a estimativa de custos era inferior (de 250 milhões de USDs para 150) mas também porque “o produto final era menos adulto”… presumo em cenas de sexo, já que cenas de “soft terror” há q.b…. como aquela operação feita ao vivo, por exemplo…

6. O filme foi rodado em Inglaterra, Islândia (o vulcão no meio do gelo), Espanha (?) e Escócia (a primeira cena)… a boa notícia é que tendo sido gravado em 3D, é possível vê-lo sem essa tecnologia na maioria das salas de cinema. Curiosamente, as cenas na garagem da Prometheus foram gravadas nos “Pinewood Studios” de Inglaterra, onde também se filmavam os episódios da série Espaço 1999…

7. A primeira cena mostra um extra-terrestre na Terra, sacrificando-se para que o seu ADN modificado se espalhasse pela água e assim chegasse a uma forma de pré-humanóide (o Homo Erectus?). Ora, na verdade seria impossível a que uma frágil cadeia de ADN sobrevivesse sozinha, sem uma proteção dada por uma parede celular (bactéria ou vírus) em qualquer tipo de meio, quanto mais no aquático, como sugere o filme…

8. O android David segue demasiado de perto, nas cenas iniciais o percurso e atividades dos astronautas da Odissey, no clássico de Kubrick “2001”. Não é um plágio, mas é pelo menos um pastiche muito forte, um traço que de resto é comum a todo este filme: a falta de imaginação. Aliás, a “estásis” dos tripulantes é outro ponto comum aos dois filmes. A existência de uma “agenda secreta” de Meredith Vickers é outra semelhança demasiado próxima.

9. Não há qualquer referência ao efeito da distorção temporal provocado pelo Efeito da Relatividade numa nave viajando perto da Velocidade da Luz. Tudo decorre como que o tempo-Terra fosse sincrónico com o tempo-nave, o que obviamente seria impossível.

10. Os pontos de contacto com a saga Alien são numerosos, o que é normal (mas negativo) tendo em conta que se trata de um filme concebido para encaixar neste ciclo. Mas isto sacrifica a imprevisibilidade da ação. Pessoalmente, por exemplo, fiquei muito desiludido quando vi a sala cheia de “ovos” na Pirâmide. Via-se logo o que eram e o que iria sair deles….não seria possível ter imaginado uma forma diferente de contentor? Sim, claro. Se houvesse imaginação e não uma obsessão comercial e emular o sucesso dos outros filmes da saga. E os pontos comuns continuam: a gravidez indesejada de Shaw… a criatura no seu ventre… e, claro, o Alien no final, assumindo-se assim que este foi o produto de engenharia genética e uma “arma” criada para destruir a espécie humana. Tudo isto torna o filme demasiado previsível… numa entrevista, Lindelog assume aliás, isso mesmo:  “If the ending to [Prometheus] is just going to be the room that John Hurt walks into that’s full of [alien] eggs [in Alien], there’s nothing interesting in that, because we know where it’s going to end. Good stories, you don’t know where they’re going to end.”

11. Se os “ovos” contêm uma arma biológica concebida para destruir a humanidade e se esta foi desenvolvida por uma civilização superior, então esta não foi capaz de conceber nada melhor que uma “sopa” que exige ser ingerida para ser letal?… nem um vírus que se dissemina por aerossol, uma bactéria de contacto, nada de minimamente eficaz, como o SIDA (de incubação lenta, logo eficaz) ou o Ébola (letal, mas demasiado rápido)?…

12. Não fica claro (pelo menos para mim), porque é que os “engenheiros” programaram na nave a viagem para a Terra e depois não a executaram… Podemos admitir que os outros 3 tripulantes morreram nos seus sarcófagos de hibernação por causa do “vírus” e que apenas o piloto saiu incólume, mas se assim foi, porque não estava ele na cadeira do comando (que aparece em Alien 1 e neste Prometheus)?

14. Não se percebe como é que o geólogo Fifield não morre da contaminação, mas sofre uma mutação (ele é atacado por um ácido segregado por uma criatura nativa, recordam-se?) e entra em “mutação”. A cena parece encaixada à pressa, apenas para aumentar o nível de tensão e estresse na história, mas não é consistente com o resto do enredo.

15. Posso presumir que David tem uma fonte de energia interna… teoricamente um gerador nuclear como o do Terminator. Mas como consegue continuar a funcionar e a emitir ondas de rádio (até à cápsula de resgate) sem essa fonte de energia?…

No global, o filme apresenta efeitos especiais muito competentes, um desenho de naves, ruínas alienígenas e fatos muito credíveis, mas tem uma história particularmente fraca, altamente previsível demasiado obcecada em deixar “pontas soltas” que venham a justificar uma nova sequela, algo que em junho de 2012, estava longe de estar garantido…

Anúncios
Categories: Ciência e Tecnologia, Sociedade | 24 comentários

Contra o Assalto à TAP pela Iberia

Contra a possa da TAP pela Iberia (http://www.publituris.pt)

Contra o Assalto à TAP pela Iberia

“A pior solução é, sem dúvida, a integração da empresa no IAG (Iberia), na medida em que o hub passará a ser Barajas.”
Rui Moreira

“Não há razão para a Iberia/BA tratar Lisboa diferente de Barcelona, Sevilha, Valência, Corunha”.
Pedro Pita Barros

“Há muitos turistas brasileiros que apenas fazem escala em Lisboa com destino a várias capitais europeias”
Jorge Rebelo de Almeida

“Há companhias com as quais nunca deveríamos negociar. As europeias e brasileiras (que voa,  para onde a TAP voa) são altamente indesejáveis e o IAG é a solução mais desastrosa”
Henrique Neto

Expresso, 28 de abril de 2012

De todas as privatizações impostas por uma Troika dominada pelos interesses particulares e egoístas da Alemanha a da TAP é a que mais lesa os superiores interesses nacionais. Sem a TAP – entregue de bandeja a mãos estrangeiras – Portugal perderá a sua posição de entreposto de ligação intercontinental entre os três continentes onde fala a língua de Camões.

Em troca de umas centenas de milhões de euros (menos que o país tem de défice público mensal) Portugal perderá a sua empresa mais estratégica, para imenso gáudio da Iberia (que se prepara para abocanhar a empresa portuguesa) e para transferir para Madrid as suas operações, com imensa perda de Emprego, relevância económica e a total subalternização de Portugal frente a Espanha.

Portugal não pode vender a sua companhia de bandeira a uma empresa estrangeira (e muito menos a uma espanhola, como a Iberia) e se o fizer, então terá que pouco depois a renacionalizar, por forma a não se tornar num país irrelevante e numa mera “região” de Espanha.

Categories: Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Dezasseis Propostas Práticas para Despertar a Cidadania e a Sociedade Civil em Portugal

0. Introdução
Portugal tem um crónico défice de participação dos seus cidadãos na vida cívica, na ação política e no mundo associativo. A demissão consciente ou inconsciente dos deveres da vida em comunidade deixa a regência da Res Publica entregue a uma clique relativamente reduzida de clãs familiares, que casam entre si, mantendo a “pureza genética” das suas famílias e resguardando para si o essencial do poder político e económico, os quais, de facto, se acabam por misturar nesse imenso cadilho do poder político-económico.

Portugal precisa de um novo 25 de abril, que aprofunde a democratização da sociedade iniciada em 1974 e que faça multiplicar os níveis e a extensão da ação cívica dos cidadãos na sociedade. Todos devemos interiorizar a imperativa necessidade de despertarmos de um torpor na vida comunitária, agindo ativamente na comunidade e no país, dando ao “Dever” cívico o mesmo patamar dos “Direitos” que tanto ocupa monopolísticamente os quadros reivindicativos de muitas corporações…

Urge revificar a Sociedade Portuguesa, religando os Eleitos aos Eleitores e dinamizando a participação cívica das populações. Assim se reformará a política, aproximando eleitos de eleitores, aumentando o retorno positivo ou negativo das boas ou más governanças e se aprofundará um exercício democrático que caminha a passos largos para não ser mais do que um mero formalismo ou um ritual esvaziado de conteúdo e onde as elevadas abstenções mascaram uma democracia formal que definha e se deixa paulatinamente substituir por uma plutocracia cada vez mais fechada e solipsista.

Como parte desta necessária revificação da Democracia, propomos 15 medidas para aumentar o nível de vida cívica e o dinamizar a sociedade civil portuguesa:

1. Todos os aspetos mais importantes da governação devem ser submetidos a referendo:

O sistema democrático representativo deve incorporar no seu seio mecanismos que favoreçam a democracia direta. Este processo deve ser gradual e controlado, sustentar-se em níveis crescentes de vida cívica e de Educação pública, mas os políticos devem ganhar consciência de que o exercício democrático não pode, não deve, ser seu exclusivo e que todos os poderes e prebendas decorrem apenas da representação dos seus eleitores. O medo atávico pela expressão popular e pela vontade dos povos deve ser substituído pela confiança e por uma cultura de responsabilidade, utilizando as novas tecnologias colaborativas disponibilizadas pela Internet e aproveitando o poder criativo de uma população que além de ser governada deve – tanto quanto possível – ser capaz de assumir níveis crescentes de auto-governo.

2. Todos os partidos que se apresentam às Legislativas devem apresentar sempre os elencos governativos que levam à eleição ( ministros e seus suplentes):

Desta forma, se estabelecerá uma maior confiança entre os eleitores e os eleitos, já que cada partido se apresentará às eleições já com todas as personalidades que utilizará para formar governo, sem surpresas nem incertezas quanto ao futuro rumo da governação. O tempo de entrada em funções poderá ser também sensivelmente encurtado já que as infindáveis negociações e contactos que sempre antecedem a entrada em funções dos governos serão desnecessárias, uma vez que todo o elenco governativo que se apresentou às eleições transitará diretamente para o Governo.

3. A eleição de deputados independentes para a Assembleia da República deve estar constitucionalmente consagrada reservando para estes deputados sem filiação nem patrocínio partidário um número determinado de assentos parlamentares, numa proporção populacional por distrito:

Por esta forma se irá assegurar o estabelecimento de um laço unívoco entre eleito e eleitor, já que o deputado independente responderá apenas perante a sua própria consciência e perante os seus próprios eleitores, livre de cangas ou obediências partidárias. O resultado será um aprofundamento da democracia pelo aumento da liberdade dos seus agentes e da sua responsabilização perante os seus eleitores. Estes deputados independentes são um dos objetivos da petição do MIL que brevemente será entregue à Assembleia da República.

4. Fundação de um Senado (usando, aliás, para esse efeito a sala existente com esse nome na Assembleia da República):
Este Senado seria constituído por representantes eleitos diretamente nos municípios, representando-os de forma paritária e dando assim corpo à descentralização municipalista advogada pelo MIL.


5. Deve ser promovida uma redução do número de concelhos por forma a torna-los mais eficientes e a dotar o municipalismo de mais meios e recursos financeiros:

Municípios mais fortes, mais dotados de meios financeiros e técnicos e com demografias mais consideráveis serão mais fortes perante o Estado Central e mais capazes para exercerem ao grau elevado de autonomia que corresponde a um dos pontos mais centrais dos princípios do MIL, a descentralização municipalista que torne Portugal no sonho de Agostinho da Silva: uma “federação de municípios livres”.


6. Leis populares por petição: um grupo de cidadãos deve poder elaborar uma Lei e submetê-la a petição:

A reunião de um dado número de peticionários será suficiente para que esta seja debatida e votada em Parlamento, havendo lugar a penalizações financeiras – a pagar proporcionalmente – pelos partidos políticos representados no Parlamento, sem este processo não for respeitado, nem com ele, os cidadãos peticionários.


7. Deve ser promovida a criação de “Conselhos de Cidadãos”, agrupando associações e movimentos e obrigatoriamente consultados antes da produção de legislação sobre as suas áreas de especialidade ou ação:

Assim se estenderá à Sociedade Civil e a grupos de peritos e especialistas a ação governativa abrindo a ação legislativa não somente aos políticos profissionais, mas também ao todo constituído por uma Cidadania que se quer mais ativa e nao passiva.

8. Devem ser fundados Programas de Elaboração Participativa inscritos no orçamento de Estado, à imagem do que já existe no município de Lisboa e promovendo a sua seleção por via cibernética, por parte dos cidadãos eleitores:
Estes programas terão uma dotação anual fixa. Os cidadãos acederão à lista total de programas em opção em forma “online” , votando em programas propostos por outros cidadãos, mas apenas depois deste terem sido técnica e juridicamente validados e aprovados na Assembleia da República.

9. Os contribuintes deverão passar a poder  alocar percentagens dos seus impostos a ministérios específicos:
Um cidadão que considere que a Saúde merece mais dotação orçamental que a Defesa (por exemplo), pode decidir que a percentagem variável dos seus impostos seja entregue a esse ministério numa proporção que ele defina. Assim se conseguirá uma maior ligação entre o cidadão-contribuinte e o Estado, dando ao primeiro o desígnio de escolher as prioridades que julga mais importantes para os seus impostos.

10. Obrigação de que os Partidos apresentem um “contrato eleitoral” que se eleitos serão forçados a cumprir, sendo os seus dirigentes punidos por multa em caso de incumprimento:
Este “contrato eleitoral” fará com que as conhecidas “promessas eleitorais” seja contidas pelos limites da razoabilidade e da possibilidade. Declarações bombásticas e populistas serão evitadas, porque a sua consequência não será a eleição do demagogo, mas a sua condenação e pagamento de uma pesada multa. Com este “contrato eleitoral”, celebrado por escrito e conservado na Assembleia da República para memória futura, os eleitores passarão a confiar nas promessas eleitorais e estas, por sua vez, serão muito mais realistas. A consequência será uma classe política mais prestigiada e um noção mais realista por parte dos eleitores daquilo que pode ou nao ser realizado durante um mandato.

11. Promover a redução draconiana dos orçamentos eleitorais dos partidos políticos e um rigoroso equilíbrio temporal nas peças televisivas eleitorais nas televisões públicas e privadas:
A democracia não se pode deixar corromper pelos mercenários do “marketing político”. As numerosas empresas e “especialistas” que vestem, maquilham e treinam os candidatos até os tornarem em robots eleitoralmente prefeitos devem ser afastadas do exercício da democracia. As campanha eleitorais que consomem dezenas de milhões de euros de fundos públicos em cartazes, canetas, t-shirts, jantares e camionetas, devem ser contidas através da limitação draconiana dos custos das campanhas. A democracia não é beneficiada quando os ricos conseguem pagar campanhas eleitorais caras, mas quando um bom programa eleitoral consegue fazer passar a sua mensagem e chegar aos eleitores. E quanto mais circo mediático houver, mais turva será a mensagem política que se quer realmente fazer passar. Por forma a garantir a paridade rigorosa entre os partidos e candidatos que se apresentam a eleições os meios de comunicação social devem também assegurar uma rigorosa cobertura de todos os partidos e candidatos que se apresentam a eleições, sendo alvo de multas (aplicadas de forma rápida e severa) sempre que o livre exercício democrático for condicionado através do favorecimento injusto de uma ou outra força política.

12. Deve ser dada publicidade à declaração de rendimentos dos titulares de cargos públicos, perfil académico e currículo profissional:
Terá que existir uma punição severa em caso de falsidades nestas declarações servirá de dissuasor contra falsas declarações, devendo estas punições incluir – nos casos mais graves – a perda do cargo público para o qual o candidato foi eleito.

13. Estabelecer um novo tipo de empresa: a “Empresa Solidária”:
Estas “empresas solidárias” devem ter fins sociais na sua missão, sem prejuízo de acumular lucros, mas operando num quadro fiscal mais favorável. Devem ser criados mecanismos que facilitem a transformação de uma empresa que entre em insolvência numa “empresa solidária” por forma a preservar sempre que possível o tecido produtivo e o Emprego. Estas “empresas solidárias” devem também incorporar métodos de gestão democrática e de distribuição paritária dos lucros por todos os trabalhadores, sem privilégios especiais por parte dos gestores ou quadros dirigentes.

14. Para estimular a vida cívica, o Estado e as Autarquias devem estabelecer “Centros Cívicos”:
Que disponibilizem aos cidadãos, nas suas comunidades locais serviço administrativos, escritórios, auditórios e salas de reunião para associações com o estatuto de “utilidade comunitária” ou que possam ser utilizadas por “empresas solidarias” reduzindo assim os seus custos de equipamento.

15. “Deputados Sorteados” na Assembleia da República:
Além dos senadores (figuras notáveis), dos deputados independentes (eleitos fora de listas partidárias) e dos representantes dos concelhos, o Parlamento deve também incluir um certo número de “Deputados Sorteados”.
Todos os indivíduos de maior idade poderiam ser eleitos, por sorteio, para um assento parlamentar. Estes deputados não seriam compelidos a fazer promessas irrealistas para serem eleitos e por esta forma – estatisticamente aleatória – se garantiria a representação  parlamentar de todos as camadas demográficas, sociais e económicas. Este sistema de representatividade aleatória não é novo. Já existiu na República de Veneza e em Atenas.

16. Petições Sem Limites Mínimos mas critérios qualitativos:
O regime atual consagra um número mínimo de assinaturas para que uma petição seja debatida em plenário ou para que os peticionários sejam recebidos pelos partidos políticos representados no Parlamento. Esse limite devia ser abolido e os dois mecanismos substituídos por uma análise por uma comissão pluripartidária que analisar as comissões pela sua qualidade, relevância e também, pelo seu número de subscritores, sem critérios rígidos. Todas as petições que não produzissem efeitos (recepção ou plenário) deviam também produzir uma multa pecuniária a pagar proporcionalmente consoante a sua representação parlamentar pelos grupos parlamentares presentes na Assembleia.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade