Daily Archives: 2012/06/06

Cavaco Silva admite ter alterado quase metade dos diplomas de Sócrates

É sabido que semana sem nova asneira cavaquista, não é semana. Uma das últimas foi a publicação do último relato dos ano presidencial e as acusações viperinas (e desprestigiante para a função) ao antigo Primeiro-Ministro José Sócrates. Não vou aqui questionar a sua justeza ou não (escrevi muito sobre os erros de Sócrates durante os seus governos) mas a falta de elegância de Cavaco fica neste episódio absolutamente clara.

Adiante. Existe outro ponto desta última edição dos “Roteiros” um ponto ainda mais importante a observar e que foi notada pelos blogueiros neoliberais do Blasfemias.net: Cavaco admite que 40% de todos os diplomas que aprovou (696!) resultaram de contatos entre a Presidência e o Governo, com subsequentes alterações! Parece inócuo, mas não é: Segundo a Lei e a Constituição (que Cavaco, antes de todos devia respeitar) existem três formas de o presidente reagir a um diploma que lhe seja enviado: promulga, veta ou pede a fiscalização preventiva. Ora Cavaco optou por não respeitar esse quadro legal e usar a ameaça de veto para levar o governo a alterar nada mais, nada menos que 40% de todas as leis que lhe passaram pelas mãos!

Admita-se que Cavaco não é o primeiro presidente a usar este mecanismo não constitucional, mas sem dúvida que é de todos o que mais usou e abusou do mecanismo. E existe outra conclusão: o papel do presidente na condução do país é muito maior do que se pensava e do que o próprio gostaria certamente que soubéssemos…

Decorre desta confissão cavaquista um facto evidente: existe mais uma razão para levar Cavaco Silva a um tal ponto que não lhe reste outra saída que não seja a demissão: O presidente foi co-responsável por quase metade de todas as Leis produzidas durante os vários governos Sócrates!

Mais uma razão para ASSINAR.

Ler mais:
http://blasfemias.net/2012/03/12/semipresidencialismo/

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Categories: Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Lições da nacionalização da YPF argentina

“A nacionalização de 51% da YPF, petrolífera controlada pela espanhola Repsol.  (…) O anúncio, que foi acompanhado mas ruas por uma manifestação de apoiantes, foi justificada por Cristina Kirchner pelo facto de a empresa não estar a investir na produção de petróleo, o que levou a que desde 2010 (e pela primeira vez em 17 anos), o país ter de importar gás e petróleo.”
(…)
“O governo espanhol e a Repsol receberam a notícia como se de uma declaração de guerra se tratasse. (…) A União Europeia assegurou que “não se exclui nenhuma opção” na resposta a dar a Buenos Aires.”

Sol 20 de abril de 2012

Perante a situação de verdadeira chantagem que a Endesa está – por exemplo – a fazer contra o Estado português a propósito das escandalosas “rendas excessivas” cobradas em contratos pessimamente negociados, esta alternativa: a Nacionalização de bens estratégicos é uma opção sobre a mesa. A opção da presidente argentina é assim, razoável e até, economicamente muito oportuna e lógica, por muito que isso incomode os neoliberais ou aqueles operadores que fazem uso da sua posição dominante para colocarem de joelhos nações soberanas.

A opção da nacionalização nunca deve ser descartada por nenhuma nação soberana, seja ela sul-americana – como no caso da YPF na Argentina – ou europeia – como no caso das pérfidas PPPs ou das Rendas Excessivas das empresas do ramo da produção e distribuição de eletricidade em Portugal. Defendo que em Portugal se deve tentar renegociar essas condições absurdas impostas pelos operadores aos governos fracos, manipuláveis e – provavelmente – corruptos de Sócrates, mas tendo sempre sobre a mesa a arma negocial derradeira: a da nacionalização e usar essa arma se os operadores se mostrarem inflexíveis. Como fez Kirschner na Argentina. Sem medos, nem pudores, e tendo sempre em superior conta o mais alto interesse nacional.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 16 comentários

Origens Templárias do Culto do Espírito Santo

http://www.folclore-online.com
O culto do Espírito Santo foi em Portugal desenvolvido em Portugal a partir de uma matriz popular pré-existente por Dom Dinis e pela sua rainha Isabel de Aragão. Foi este grande rei português que recusou as pressões da Santa Sé contra os templários e depois de uma longa e muito dura guerra diplomática obteve de João XXII a autorização para a fundação de uma nova ordem monástica, a Ordem de Cristo, que haveria de integrar os templários portugueses e os seus membros. Foi precisamente durante esse período que a rainha Santa Isabel, agindo com franciscanos e com a conivência da nova Ordem desenvolvia o culto do Espírito Santo.

Grande admiradora do filósofo e alquimista catalão, Arnaldo de Vilanova, Isabel introduziu no Culto pentecostal do Espírito Santo elementos do culto secreto templário e outros elementos contrários à ortodoxia católica.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Categories: História, Mitos e Mistérios | 2 comentários

Henrique Neto: “A Espanha é decisiva para Portugal se manter no euro? Não é decisiva e será bom que Portugal assuma uma estratégia de desenvolvimento autónoma de Espanha e termine a subserviência dos governos portugueses aos interesses espanhóis”

Henrique Neto (http://www.regiaodeleiria.pt)

Henrique Neto (www.regiaodeleiria.pt)

“A Espanha é decisiva para Portugal se manter no euro? Não é decisiva e será bom que Portugal assuma uma estratégia de desenvolvimento autónoma de Espanha e termine a subserviência dos governos portugueses aos interesses espanhóis. No plano ferroviário, a ligação a Madrid para mercadorias é absurda e apenas serve a estratégia de domínio – político, económico e logístico – de Madrid sobre as autonomias espanholas e sobre Portugal.”

Henrique Neto
Expresso, 28 de abril de 2012

De novo, como no projeto inicial do TGV – com uma multidão de linhas que apenas serviam os interesses de Madrid – e nas autoestradas que abriam Portugal às exportações espanholas, Portugal deixou-se neste “novo” projeto de Alta Velocidade enredar na teia argutamente tecida por Espanha.

Não podemos deixar que Madrid transforme Portugal numa região espanhola. Os espanhóis já o tentaram antes – várias vezes -, mas é agora numa lógica de dominação que tem uma vertente mais económica que militar que Espanha tem mais condições para absorver Portugal.

Recentemente, no século XIX, os franceses tudo fizeram para nos vencer, na altura aliados de Espanha, que reclamava para si o sul de Portugal. Não o conseguiram e acabaram sendo perseguidos por tropas angloportuguesas até às portas de Paris. Pouco depois os torpes “aliados” ingleses tentaram o mesmo, sem sucesso. Agora, temos os anónimos “mercados” e a União Europeia que sob a capa do “federalismo” nos querem anular e transformar num imenso “clubmed” visitado no verão por horas ululantes de germanos e cercado de armado farpado em gigantescas favelas de miséria humana e pobreza económica no resto do ano.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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