CPLP: A Convergência Lusófona de que se precisa

CPLP (http://www.raiadiplomatica.com)

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Sem qualquer tipo de pruridos morais a CPLP tem que se assumir cada vez mais não somente como um espaço cultural ou linguístico mas também – e até sobretudo – como um espaço económico.

Atualmente, a evolução do mapa geoeconómico global alavancou a ascensão de vários países lusófonos até novos patamares de riqueza e desenvolvimento impensáveis há algum tempo atrás: Angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor conhecem um crescimento notável. Apenas a Guiné-Bissau vegeta de golpe em golpe militar… Portugal, forçado pela “troika” a privatizar empresas públicas abre espaço ao investimento brasileiro e angolano, mas dando – infelizmente – prioridade ao torpe e imoral regime comunista de Pequim.

Estas condições favorecem uma cada vez maior convergência económica lusófona. Esta convergência pode encontrar um terreno fértil na CPLP se esta ousar sair do patamar da diplomacia, da língua e da cultura (entendida aqui no seu sentido mais restrito) e se se atrever a seguir de esteio fundador a um mercado comum lusófono, onde se possam intercambiar produções que se complementam, reduzindo as taxas alfandegarias em áreas não concorrências (retirando assim lições da desbragada abertura comercial de fronteiriças da Europa com a China) e abrindo assim espaço para uma verdadeira convergência lusófona na área económica que depois se poderia estender a outras áreas.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: | 12 comentários

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12 thoughts on “CPLP: A Convergência Lusófona de que se precisa

  1. Thor

    Posso estar enganado, mas eu acho que a UE está prestes a tornar-se um Estado Federal único.

    http://www.globalpost.com/dispatch/news/regions/europe/120525/euro-crisis-european-federalism

    E na minha opinião, a crise é proposital para isso. Se vocês são contra o Federalismo Europeu, deviam fazer alguma coisa a respeito o mais rápido possível. Se são a favor, podem sorrir.

    • É exatamente isso que começo a pensar cada vez com maior grau de certeza e so isso explica toda esta sucessao de “atos falhados” e “gaffes”. Tudo é um plano e vai precisamente na direção de um federalismo muito pouco democratico e dominado pelos paises do norte.

      • Fenix

        Eles bem querem Federalismo Europeu.Mas o barro e o ferro não se mistura.Pode até tentarem da forma menos democratica possivel.Pode durar algum tempo mas não será para sempre.

        • Thor

          “Mas o barro e o ferro não se mistura.” Gostei da expressão, pois a profecia do “pé de ferro e barro” é referente aos potentados europeus pós-Império Romano. O Federalismo Europeu será apenas o primeiro passo para o Federalismo Global. Ou ditadura global. Quem sabe?

  2. Riquepqd

    Quanto a saída da zona do Euro, a Islândia deu um exemplo de sucesso:

    http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/06/islandia-se-recupera-da-crise-e-festeja-o-crescimento-da-economia.html

    Quanto há uma maior convergência lusófona, acredito que algumas ações mais concretas já tenham se iniciado, apesar de ainda estarmos longe do ideal:

    1º A criação da Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira;

    2º A realização anual dos Exercícios Felino entre os exércitos da CPLP;

    Ninguém lembra mas o objetivo da criação deste exercício era justamente criar um embrião de uma força lusófona de manutenção de paz para atuar sob a égide da ONU.

    3º A participação de Portugal na construção do cargueiro brasileiro KC-390;

    4º O simpósio anual das Marinhas da CPLP.

    5º A iniciativa frustrada de Brasil e Angola para treinar o exército da Guiné-Bissau.

    6º A oferta do ministro da defesa de Portugal para que o Brasil privatize o estaleiro militar português de Viana.

    • É verdade: esta situação de crise tem criado condições para boa parte dessas convergencias lusofonas que bem listas. Gostaria de ver mais progressos, nomeadamente no campo militar, financeiro e da Guiné-Bissau…

  3. Fenix

  4. Fenix

    Bem é um começo com passo de bébé vamos lá chegar um dia.

  5. Pedro

    A Namíbia quer entrar para a CPLP como membro de pleno direito o que não deixa de ser uma ironia, que seja a república a recuperar aos poucos o mapa de cor de rosa, aquele que vergonhosamente a monarquia pintou de amarelo de cobardia na nossa história e que precipitou a emergência da cabornária para a implantação da república.

    • Bem, a Namibia, tecnicamente, nao fazia parte do mapa… mas sem duvida que a lusofonia afirma aqui a sua influencia, aqui muito devido ao crescimento do papel de luanda na região.

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