Monthly Archives: Junho 2012

O Regime pós-democrático que se avizinha: a Indiferenciatura

Manuel Villaverde Cabral (http://historico.ensino.eu)

Manuel Villaverde Cabral (http://historico.ensino.eu)

Num dos debates organizados pelo MIL e pela PODe o sociólogo Manuel Villaverde Cabral defendeu a tese de que “a economia funcional é incompatível com a democracia”. Isso explicaria porque é que alguns dos países que exibem hoje condições económicas mais prósperas são precisamente aqueles onde o sistema democrático é mais aparente ou disfuncional: China, Vietname, Angola, Rússia, entre outros… Tudo se passa como se fosse impossível viver em democracia, ter direitos cívicos e sociais e conciliar tal liberdade com o desenvolvimento económico.

Esta aparente incompatibilidade resultaria da “necessidade” de conceder direitos cívicos, democráticos e laborais aos cidadãos e de manter os custos de produção baixos, os níveis de contestação social e laboral residuais.

A interpretação pessimista de Villaverde pode levar-nos a crer de que a curto prazo os poderes económicos haverão de levar as democracia ocidentais à extinção e irão impor sistemas ditatoriais, um pouco como a resposta de muitos países europeus à “Grande Depressão” da década de 20 e 30 foi precisamente a vaga de ditaduras e regimes autoritários que então se impuseram na Europa de Leste e do Sul. Aplicando desta forma redutora este paralelismo, poderíamos ser levados a crer na repetição desta resposta. Mas a História nunca se repete de forma literal… As condições hoje não são propicias a um regresso puro e duro do mesmo tipo de regimes que se estenderam por boa parte da Europa nessa época: as populações dispõem do conhecimento dos excessos que esses regimes trouxeram ao globo e as democracias estão demasiado amadurecidas para que possam subitamente degenerar em ditaduras.

Mas o processo de transformação das democracia “noutra coisa” está em marcha. Não serão as ditaduras racistas e de Extrema Direita de antanho, mas observamos já uma virtualização, uma ritualização vazia, um esvaziamento efetivo da acao e capacidade dos órgãos eletivos para representarem os seus cidadãos. No atual contexto, é possível exprimir livremente todas as opiniões, manifestarmo-nos e publicar praticamente tudo. Mas tudo isso é cada vez mais irrelevante.

O Ocidente não caminha para uma nova vaga de ditaduras. Caminha – e a passos largos – para uma Indeferênciatura, a ditadura da indiferença, em que continuará a ser possível votar e exprimir livremente as suas opiniões, mas que o controlo dos meios de comunicação pelos interesses económicos, pelas multinacionais e seus agente, é tão absoluto que apenas os “candidatos do sistema” estão autorizados a alternarem no poder, e onde sátrapas desses interesses são instalados remotamente nas democracias em dificuldades financeiras como a Itália ou a Grécia.

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Garcia Leandro: memória de uma conversa sobre Timor Leste

Garcia Leandro (http://idp.somosportugueses.com)

Garcia Leandro (idp.somosportugueses.com)

Num encontro recente da organização da PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil contava-me que em 1975 estava em Timor, numa fragata ao largo de Díli recebeu uma delegação de Liurai (chefes tradicionais) onde estes perante a iminência da invasão Indonésia lhe perguntaram: “Portugal, não nos vai abandonar, pois não?”

Portugal haveria de os abandonar. Garcia Leandro lembra-se ainda de dois navios fretados para embarcar o máximo de pessoal português daquela que sempre fora a “colónia mais abandonada” do Império e da desilusão que sentiu quando o Conselho da Revolução recusou fretar um terceiro navio e da discussão que teve em Lisboa com o conselheiros a propósito da fuga desordenada, inglória e vergonhosa de Timor à medida que o território se preparava para mergulhar em três décadas de repressão e colonização javanesa.

Um detalhe otimista nas suas histórias: nascida em Timor-Leste, durante a sua comissão de serviço, a filha do general (então apenas major) teria votado no referendo pela independência e assim, desta forma indireta, o general acabaria por dar a sua ajuda na libertação timorense do jugo indonésio…

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Dos Sindicatos de polícia e de juízes

“Em primeiro lugar, os sindicatos e as associações sindicais são, regra geral, muito permeáveis à influência dos partidos políticos, em especial do PCP.
Em segundo lugar, a constituição de sindicatos ou associações sindicais pressupõe a existência de dois campos com interesses opostos e potencialmente em conflito.
(…) A PSP e a GNR são as forças que asseguram o exercício da autoridade do Estado – e, nessa medida, são “extensões do governo”, são como os braços em relação ao corpo, têm de lhe obedecer.
Imaginemos que, em determinada altura, os sindicalistas da GNR (ou da PSP) estão envolvidos num braço-de-ferro com o Governo, exigindo determinadas regalias ou melhores condições de trabalho.
Imaginemos ainda que, a meio desse braço-de-ferro, ocorre uma perturbação grave da ordem pública por outra razão qualquer – e o Governo manda a GNR (ou a PSP) avançar.
Imaginemos, ainda, que a GNR (ou a PSP) responde que só cumprirá as ordens do Governo se as suas reivindicações forem satisfeitas. Ora, se assim; estará criada uma situação de rutura. (…)
Sendo forcas da ordem, a Polícia e a Guarda deveriam reger-se por normas próprias, não podendo ter os mesmos direitos de outros trabalhadores.
Dispondo de armamento, têm de funcionar de forma muito hierarquizada – pelo que os mecanismos de “reivindicação” deveriam-se fazer-se através das chefias (e nunca através de associações de base que saltam por cima das chefias e se confrontam diretamente com o Governo).
(…) Pode ocorrer situações em que as ordens dos líderes sindicais se sobreponham às da própria cadeia de comando, subvertendo a hierarquia.”
Sol, 9 de março de 2012

Sou contra os sindicatos da polícia. Não acredito que devam existir direitos sindicais em funções de soberania como as policias, o exercito ou os juízes. Ataque-me quem quiser, mas não quero ver os juízes, soldados e policias em greve, nem com atitudes corporativas que colocam os interesses (por justos que sejam) da classe acima dos interesses superiores da Justiça, Lei e Ordem que são os seus, por missão e dever.

E este cenário aqui desenhado é absolutamente abominável, mas muito plausível: policias contra policias, militares contra polícias ou policias contra militares combatendo-se nas ruas com ou sem armas, como de resto já aconteceu nas Maldivas e no Egito há não muito tempo atrás.

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Da imperativa necessidade do BCE emitir moeda

http://coins.thefuntimesguide.com

coins.thefuntimesguide.com

Enquanto os bancos centrais de todas as grandes potências mundiais (EUA, Japão e China) emitem furiosamente moeda para manterem a sua baixa cotação frente ao Euro, o BCE – paralisado pela ortodoxia monetarista germânica e pela incompetência crassa de homens como Vítor Constâncio – resiste a emitir moeda e cria assim, efetivamente, condições para uma recessão global que começa a assustar seriamente quase todos os especialistas…

Responsáveis do Banco Mundial alertaram para a iminência de uma crise idêntica aquela que foi criada pela falência do Lehman Brothers em 2008 a menos que nada de realmente relevante seja feito… e esse algo só pode passar por suportar alguma inflação e por emitir moeda para estimular a economia. Por muito que isso custe aos dogmáticos germânicos de religião monetarista.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/presidente-do-banco-mundial-alerta-para-risco-de-choque-financeiro-1550729?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=76E7363A-1B59-45BB-8875-992D0F103B14&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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Do Envelhecimento de Portugal

Portugal é um dos países europeus que apresentam uma situação mais grave do ponto de vista demográfico. Isso mesmo comentou a presidente da Comissão Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, Joaquina Madeira, que alertou que Portugal estaria à beira de um autêntico “tsunami demográfico”.

Portugal tem há quase uma década um défice anual demográfico, com taxas de substituição decrescentes e a um ritmo cada vez mais intenso. Ao contrário de muitos países do norte (sobretudo, os escandinavos) os países do sul e, sobretudo, Portugal nada têm feito para inverter este declínio.

Os números atualmente conhecidos apontam para que em 2050 vivam em Portugal o dobro da percentagem de idosos de hoje.

A solução não pode ser simples, mas múltipla, consequente e decidida: há que prolongar a vida útil, trazendo e mantendo no mundo do trabalho os cidadãos que tendo mais de 45 anos agora os empregadores e os departamentos de RH se ufanam em despedir. Há que criar medidas de estímulo (e não combate, como hoje) à demografia, sérias e prolongadas no tempo. De permeio, é preciso criar formas de fazer regressar os reformados a formas ativas de vida cívica e comunitária e, travar a emigração dos jovens parando imediatamente com este discurso suicida que convite à emigração.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=EF3CF317-7459-4BE2-9FCB-FECE426846FA&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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Uma nova pesquisa parece desvendar o mecanismo por detrás do efeito do Resveratrol

Resveratrol (http://antiagingbydesign.com)

Resveratrol (antiagingbydesign.com)

Uma pesquisa recente parece confirmar a importância do composto conhecido como “Resveratrol” para estender a duração da vida através do impulso que o Resveratrol fornece à atividade das mitocondrias, as “fábrica de energia” das células dos seres vivos.

A pesquisa foi conduzida pelo professor David Sinclair da Harvard Medical School e residiu no gene SIRT1 onde interage o Resveratrol. A equipa trabalhou em vários organismos, desde vermes, moscas e ratos. Inativaram esse gene e observaram como a célula deixava de reagir ao Revesterol. Isto, contudo, só pôde ser observado nos vermes e nas moscas, já que os ratos morriam ao nascer na falta deste gene. A equipa foi conduzida por Nathan Price e pela estudante graduada de origem brasileira Ana Gomes e durante 3 anos procuraram criar um rato com esse gene SIRT1 que se desligasse quando o rato recebia a droga Tamoxifen. O procedimento foi particularmente difícil de realizar, mas a equipa conseguiu leva-lo a cabo com sucesso e permitiu constatar que quando os ratos recebiam pequenas doses de resveratrol depois da SIRT1 ser desligada, os investigadores não encontraram mudanças significativas na função mitocondrial. Mas pelo contrário, os ratos com a SIRT1 intacta mostraram melhorias muito sensíveis nos níveis de energia e dinamismo.

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/More_evidence_for_longevity_pathway_999.html

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A Índia tornou-se o maior importador mundial de armamento pesado

Sukhoi Su-30 (http://www.acig.org)

Sukhoi Su-30 (http://www.acig.org)

A Índia tornou-se o maior importador mundial de armamento pesado. Segundo um relatório recente, mais de 10% de todas as compras de armamento pesado entre 2007 e 2011 foram indianas contando-se entre estas contratos tão importantes como os 120 Su-30MKI e os 29 Mig-29Ks russos. Depois da Índia, encontramos países como a Coreia do Sul, o vizinho e eterno rival Paquistão, a China e… Espantosamente, a pequena Singapura. Todos somados, respondem por mais de 30% de todas as importações de armamento.

Os maiores exportadores continuam a ser os EUA (30%) e a Rússia (24%). Entre os “sucessos” encontramos aviões F-15E e F-15SG, F-16C e F/A-18 e os acima mencionados Sukhoi Su-30.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/33456/

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Israel tem capacidade para lançar mísseis nucleares de cruzeiro

Type 800 israelita da Classe Dolphin (http://www.naval.com.br)

Type 800 israelita da Classe Dolphin (http://www.naval.com.br)

Israel está a desenvolver capacidades para lançar a partir dos seus submarinos mísseis de cruzeiro capazes de transportarem engenhos nucleares. Sinais disso mesmo foram revelados na revista alemã Der Spiegel que afirma numa das suas últimas edições que os três submarinos alemães Type 800 da Classe Dolphin recentemente vendidos a Israel incluíam um “dispositivo classificado” para o lançamento de mísseis de cruzeiro com armas nucleares.

Como os submarinos já se encontram ao serviço da marinha israelita é provável que já tenham esse tipo de armamento. Além destes três submarinos, Israel vai receber mais outros três navios do mesmo tipo em 2017 os quais – espera-se – deverão ter equipamento idêntico, concedendo assim a Israel uma decisiva capacidade para responder a qualquer tipo de ataque nuclear iraniano, mesmo após um ataque desse tipo ter sido realizado sobre o seu país.

Fonte:
http://www.military.com/daily-news/2012/06/05/report-israeli-submarines-nuclear-armed.html?ESRC=topstories.RSS
http://en.wikipedia.org/wiki/Dolphin_class_submarine

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Continua a guerra do Dumping…

“Os produtores de carne nacional acusam: as promoções de carne – vão resultar num aumento da importação de carne espanhola, já que Portugal não é autosuficiente para fazer face a esta procura. Numa situação normal, por ano, Portugal importa cerca de 45 e 50% de carne estrangeira, a maioria espanhola. (…) A ASAE diz-se “atenta a esta situação” (…) as cadeias de distribuição Jerónimo Martins e Minipreço não quiseram prestar declarações (…) os talhos de rua vão ter dificuldades e isto não é bom para ninguém porque estas empresas de distribuição vão acabar por tomar conta de tudo diz a Associação de Comerciantes de Carnes de Lisboa.”

18 de maio de 2012
Diário de Notícias

De uma vez por todas, o governo deve abrir os olhos e lançar um pacote de medidas que promova o peque comércio – gerador de impostos e emprego – ao contrário das grandes superfícies que pagam parcelas crescentes da sua fiscalidade na Alemanha ou na Holanda e que por cada emprego sub-remunerado destroem dois ou três auto-empregos no pequeno comércio deixando os consumidores com cada vez menos hipóteses e abrindo caminho a um oligopolio que só interessa às grandes redes de distribuição.

As grandes superfícies estão a destruir o pouco que resta em Portugal da pequena e média distribuição de raiz familiar. O dever do governo é o de defender todo o emprego, riqueza e empresas familiares que a grande distribuição ainda não destruiu e de intencionalmente as conter (desde logo, pela via fiscal) por forma a reabrir espaço para que ressurjam todas empresas pessoais e familiares que foram destruídas no processo de construção de monopólios da distribuição a que hoje assistimos.

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“Até nos resgates financeiros a Europa um princípio escrito por George Orwell no Triunfo dos Porcos: todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros”

“Até nos resgates financeiros a Europa um princípio escrito por George Orwell no Triunfo dos Porcos: todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros. A ajuda a Espanha é mais favorável do que o apoio a Portugal. O empréstimo de cem mil milhões à Banca espanhola, à taxa de juro de 3%, não obriga à draconiana austeridade portuguesa, com exames regulares.” (…) “não há razões para o resgate dos vizinhos ser melhor que o nosso.”
Armando Esteves Pereira
11 de junho de 2012
Correio da Manhã

Ainda não se conheciam os detalhes do resgate espanhol e já o Primeiro Ministro Passos Coelho vinha repetir o seu estafado mantra: “não renegociamos”. Passos Coelho deu assim mostras de uma teimosia e de um autismo que tem um – je ne sais pas quois – de socrático, já que os irlandeses (menos socráticos que Passos) se apressaram a vir a terreno anunciar que queriam as mesmas condições muito favoráveis dos espanhóis.

As condições do empréstimos português são absurdas: a “ajuda” cobra juros agiotas, muito superiores aos dos resgate espanhol e, sobretudo, exigindo um pagamento num prazo mais compacto… e, sobretudo, os espanhóis não terão associado a este resgate nenhum pacote adicional de austeridade.

Obviamente, agora, com o exemplo espanhol, há que renegociar o empréstimo português. A única razão para não o fazer passa por este estar a ser usado (e a austeridade que lhe está associada) como pretexto para neoliberalizar a nossa sociedade e destruir o Estado Social…

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Portugal Precisa de um Programa de Estímulo a Obras de Otimização Térmica dos Edifícios

“Sabia que cerca de 25% a 30% das nossas necessidades de aquecimento são devidas às perdas de calor que se originam nas janelas? E que 30% da energia que se gasta em Portugal é proveniente dos edifícios? Na realidade, só o setor residencial contribuiu com 17% dos consumos de energia primária em termos nacionais.” (…) “Cerca de 60% das caixilharias foram aplicadas há mais de 40 anos e a sua qualidade em termos de estanquicidade e permeabilidade é má ou muito má.”
Sol 9 de março de 2012

Um dos setores que mais sofre atualmente as consequências da crise atual é o setor da construção. Tal pressão resulta de décadas de construção descontrolada e de muita cumplicidade autárquica, condimentada com doses iguais de incompetência, irresponsabilidade e corrupção. Naturalmente, dada a contenção do crédito e a compressão das disponibilidades financeiras de muitos portugueses, agora o setor conhece uma crise histórica.

Nada a fazer? Errado. Portugal é – como se constata neste extrato – um dos países com mais a ganhar no que respeita ao lançamento de um programa alargado de melhoramento das características térmicas dos seus edifícios. Um programa governamental, que poderia passar simplesmente pelo estabelecimento de uma cativante isenção fiscal às obras de otimização térmica dos edifícios antigos poderia reduzir a fatura energética dos cidadãos e empresas, reduzir o défice energético e comercial luso e dar um balão de oxigénio a muitas pequenas empresas do ramo da construção…

Fica a sugestão!

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O robot Djedi e a presença de “Salas de Assembleia” no interior da Grande Pirâmide de Queóps

O robot Djedi (http://img.ibtimes.com)

O robot Djedi (http://img.ibtimes.com)

No manuscrito árabe Le Murtadi, traduzido em 1666 por Pierre Vattier referem-se algumas descobertas na chamada “Pirâmide do Rei” (que se presume ser a de Queóps) feitas pelos seus saqueadores muçulmanos.

Tendo penetrado na Pirâmide, os saqueadores encontraram nos seus corredores uma estátua de um homem feita de pedra negra, tendo ao lado uma outra estátua de uma mulher de pedra branca, mas nenhuma destas estátuas se assemelhava ao tipo étnico habitualmente presente na estatuária do Antigo Egito. Estas estátuas estavam de pé sobre uma mesa, uma estava armada com uma lança, a outra com um arco tendo entre elas um estranho vaso “talhado em cristal vermelho” que “enchiam de água, depois pesavam sem que o peso do vaso mudasse”.

Noutro lugar do interior da Grande Pirâmide aquilo que parecia ser um autómato: “Num lugar quadrado, como numa sala de assembleia, havia muitas estátuas e, entre outras, a de um galo de ouro vermelho. Esta figura era espantosa, ornamentada com pedras preciosas, das quais duas representavam os olhos, brilhantes como duas tochas… quando os homens se aproximavam o animal soltou um grito terrificante, começou a bater as asas, e ao mesmo tempo ouviram-se vozes provenientes de todos os lados”.

Serão estas estátuas, aparentemente autómatos relativamente simples testemunhos da grande antiguidade da Grande Pirâmide e a prova ainda por descobrir de uma antiga civilização perdida (Atlântida?) e encerrada ainda nos dias de hoje numa câmara secreta imersa entre os mais de cinco milhões de toneladas de rocha da Pirâmide?

Em meados de 2011 um robot em forma de serpente enviado para os túneis da Grande Pirâmide produziu resultados interessantes que foram interrompidos pela perturbação no clima social e político no Egito. a expedição deveria continuar agora, em 2012. Talvez lá mais para final do ano se possam encontrar mais hieróglifos como aqueles pintados a tinta vermelha nas paredes dos túneis por onde pequeno robot evoluiu. O robot também captou mais imagens da porta com pegas de cobre que intriga os egiptólogos desde a sua descoberta.

Os túneis que estão agora no foco dos arqueólogos são realmente intrigantes já que terminam bem dentro, algures, no interior da pirâmide. Explorados pela primeira vez em 1993 pelo robot do alemão Rudolf Gantenbrink que descobriu a dita porta depois de subir 64 metros no interior da Grande Pirâmide. Nove anos depois, numa nova expedição, o robot conseguiu furar esta porta e colocar nela para descobrir apenas… outra porta.

Um recente concurso internacional, viu como vencedor um novo robot, desenhado pela Universidade de Leeds que visou estudar aquela segunda porta, conhecida como “Porta de Gantenbrink”. Este robot (designado como “Djedi”) com uma câmara tipo cobra-robot observou através do orifício anteriormente aberto hieróglifos numa parede do túnel que terão mais de 4500 anos. o robot observou também que os pregos de cobre da segunda porta têm as suas extremidades dobradas sobre si mesmas, num possível motivo decorativo. Observou também que a porta foi polida. Mais detalhes deste mistério serão revelados nos próximos meses ja que o Djedi está equipado com uma panóplia de equipamentos que vão desde um pequeno robot inseto que poderá entrar no orifício aberto na primeira porta, uma broca e um gerador de ultrassons capaz de sondar as paredes do túnel e a densidade da segunda porta.

Ninguém sabe o que se encontra alem desta segunda porta… a diminuta largura do túnel não faz crer que se trate de um acesso corrente, mas de um túnel de ventilação ou de um acesso simbólico ou ritual bloqueado posteriormente. Mas os relatos árabes sobre a existência de uma “sala de assembleia”, os hieróglifos, a porta polida, os pregos de cobre dobrados, fazem crer que existe uma relação entre esta mítica sala e aquilo que se encontra por detrás desta misteriosa porta. Talvez no final deste ano tenhamos uma resposta a esta dúvida…

Fontes:
http://news.discovery.com/history/pyramids-hieroglyphs-robot-mystery-110526.html
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2073544/Secret-gates-Great-Pyramid-opened-2012-predicts-British-company.html#ixzz1wvIUGXhb
Não é terrestre de Peter Kolosimo, Edições Melhoramento, 1973
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2073544/Secret-gates-Great-Pyramid-opened-2012-predicts-British-company.html

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Rússia e Portugal: irmãos na Epopeia e no Sangue

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

“Em ambas (Rússia e Portugal) existe o anseio da morte e regeneração, como drama completo de ressurreição, haverá latente; e com uma mesma funda necessidade de expiação, sacrifício (e este, até à humilhação), levada a cabo coletivamente (e este em hecatombes) em formas históricas – quer ele se processe nas planícies infindas dos Oceano pelos Lusíadas nos séculos XV e XVI, quer nas planícies infindas do solo terrestre – como outro mar, a Sibéria – nos séculos XIX e XX. Um e outro, para o surgimento do “homem novo”.

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Estes dois extremos europeus têm de facto paralelismos semelhantes: ambos, Portugal e Rússia, foram confrontados com dois imensos desafios geográficos: a Portugal deparou-se um Oceano imenso e perigoso, à Rússia uma gigantesca massa continental asiática que a desafiava a expandir-se para Leste, até ao Pacífico enfrentando os “bárbaros” e as imensas estepes e desertos asiáticos. Um e outro extremos europeus não enjeitaram esse convite e abalançaram-se em epopeias de sangue e conquista que esgotariam as energias anímicas de nações menos fortes. Um e outro abriram a Europa a outros mundos e tornaram o continente o centro efetivo do globo até aos dias de hoje.

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José Marques Vidal: “Quando se corta nas estruturas e quadros da Administração Pública e se mantém praticamente intacta a rede de institutos, empresas públicas, participadas parcial ou totalmente pelo Estado, e as parcerias público-privadas e a sua gigantesca teia de administradores e empregos criada à base de favores partidários, o desalento começa a minar os que acreditaram numa mudança de rumo”

“Quando se corta nas estruturas e quadros da Administração Pública e se mantém praticamente intacta a rede de institutos, empresas públicas, participadas parcial ou totalmente pelo Estado, e as parcerias público-privadas e a sua gigantesca teia de administradores e empregos criada à base de favores partidários, o desalento começa a minar os que acreditaram numa mudança de rumo.”
José Marques Vidal
Sol 20 de abril de 2012

Com efeito, passado que foi já o primeiro ano de governo, seria de esperar que um recuo generalizado das funções do Estado Social e de um aumento desbragado e irracional de impostos se tivesse também já assistido a algo de mais ambicioso e consistente do que alguns arrufos inconsequentes contra os poderosos interesses instalados nas fundações, PPPs, múltiplos institutos e nas pessimamente geridas EPs. Nada, contudo, se fez.

O problema maior está em que à frente destas instituições estão indivíduos em condição de “pré-reforma”, depois de carreiras cumpridas no bi-partido PS/PSD e que depois de erros clamorosos ou após entrarem em “cansaço” ou “exaustão” na carreira do serviço público acabam por procurar carreiras menos trabalhosas, expostas e muito mais bem remuneradas que as oferecidas pelos cargos políticos. Obviamente, não são bons gestores, raramente estão bem preparados ou motivados para cumprirem com competência as suas missões e, logo, estes “boys” tornaram-se num dos fatores do estado terminal das empresas públicas em Portugal… a solução só pode passar pelo fim dos cargos de nomeação política e pela imposição de mecanismos de recrutamento por concurso e avaliação por júris realmente independentes… esta é a alteração que urge implementar. Para ontem!

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Portugal, Após a Ocultação, a Revelação

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

“Vejamos Portugal, no seu período de vero esplendor, como sua plena manifestação, o período de inicio da Idade Moderna, como tendo sido então um dos centros espirituais do Ocidente. De que a sua posterior decadência, nada mais seria que a ocultação, como movimento ou processo natural das leis cíclicas da manifestação, que se segue à revelação; e que a posterior face de comércio, de simples ganância e luxo mundano, em que neste reino decaiu a aventura da descoberta da terra, nada mais seria que um sinal concomitante e revelador dessa degenerescência, como sua queda duma primeira função e missão arcada no seu vero plano, num outro puramente material e humano.”
Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Portugal foi grande apenas enquanto assumiu de forma plena e realizada a sua espiritualidade. Fomos grandes enquanto realizámos o Reino do Espírito Santo e o tornámos universal, levando- aos Açores e, mais além, até ao Brasil. O comercio, a ganância e o luxo levaram à decadência e esta à morte ritual de Portugal em Alcácer Quibir. O renascimento, patrocinado por esse Rei Encoberto que há de surgir do Vaso do Graal que é o Mar Oceano passará pela recusa ao luxo e à ganância como formas de vida e pelo regresso a um estilo de vida regrado e contido, mas generoso e sonhador que caraterizava o “reino de ouro” de Dom Dinis e dos alvores da Gesta dos Descobrimentos. Austero e moderado, mas ambicioso e universal, esse será o Portugal dos tempos futuros que hoje já é possível antever por entre as brumas da grave crise social, financeira e de mentalidades que hoje atravessamos.

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O Uganda recebeu os últimos dois Sukhoi Su-30MK dos seis que comprou à Rússia em 2010

O Uganda recebeu os últimos dois Sukhoi Su-30MK dos seis que comprou à Rússia em 2010. Estes sofisticados aparelhos terão custado a este país da África central cerca de 740 milhões de dólares.

Os aparelhos estão a operar a partir da base aérea de Entebe e recentemente um deles sofreu um acidente quando um bando de pássaros entrou num dos reatores, destruindo as suas pás. O piloto conseguiu escapar ileso e o motor acabou sendo substituído pelos russos ao abrigo de um contrato de garantia de três anos.

O Uganda está contudo a ter dificuldades em manter os pilotos destes aparelhos, que se queixam de serem mal pagos (500 dólares/mês) que estão a abandonar a carreira militar e troca-la pela civil. Dois dos oito pilotos já saíram da força aérea e os restantes seis escreveram uma carta aberta queixando-se das condições em que têm que exercer as suas funções.

Estes problemas estão a dificultar a intenção ugandesa de enviar estes aparelhos em apoio às forças da União Africana na Somália, já que os cinco MiG-23 ex-libios e os seis MiG-21 ex-polacos parecem insuficientes para essa necessidade e para manterem uma defesa aérea credível num país que tem relações tensas com vários dos seus vizinhos.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/36215/

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Dalila Pereira da Costa: O Vaso do Graal

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

“Na Ilha do Encoberto, se dará a morte ritual (ou segunda morte), dum rei e do seu reino, como anulação ou suspensão da sua história. (…) Assim, o Desejado repetirá no Atlântico, o que desde tempos imemoriais desde o paganismo e através do cristianismo, o homem dessa pátria sempre realizou na água, ou Santo Vaso. Dom Sebastião emergirá do mar, na manhã da sua epifania, regenerado como dum Batismo.”
Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

O Rei Encoberto só regressará depois de morrer na sua Ilha atlântica onde se encontra hoje refugiado… Essa morte ritual será na água, como um batismo e será sucedida por um renascimento que o fará renascer do lado de cá do Atlântico. O Graal – veiculo da regeneração do Rei, assim como também o foi da sua imortalidade – é nesta leitura – o Vaso que cura o Rei é o Mar…

O Mar onde está a Ilha do Encoberto é assim o vetor de Portugal e do seu Renascimento deste pantanal infecto e paralisante onde vegeta desde o desvio do projeto nacional conduzido pelo ultracatolicismo, pela Inquisição e pela adesão ao espírito do Lucro e do Império em desfavor do Espírito criador, das liberdades cívicas e do universalismo fraterno que prometia a primeira fase dos Descobrimentos.

Portugal será reconstruido pelo Mar, por Aquele que dele e por ele virá e o Graal mítico que buscamos e precisamos será simultaneamente esse Rei Redentor e o Mar, eixo fundamental de uma reconstrução que só pode ser feita olhando para e para alem do Atlântico.

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“O Estado não tinha até 2011, despesas com as concessões da Auto-estrada do Norte e Grande Lisboa. Após o negócio com a Ascendi, detida pela Mota-Engil e o BES o Estado aceitou ficar responsável pelas duas concessões. Isto é, passou a pagar uma renda anual à empresa, recebendo em troca a receita das portagens”

“O Estado não tinha até 2011, despesas com as concessões da Auto-estrada do Norte e Grande Lisboa. Após o negócio com a Ascendi,  detida pela Mota-Engil e o BES o Estado aceitou ficar responsável pelas duas concessões. Isto é, passou a pagar uma renda anual à empresa, recebendo em troca a receita das portagens. O problema é que as negociações foram mal conduzidas pelo Estado: as estimativas de tráfego, que serviram de base às negociações,  previam o dobro de carros daqueles que circulavam,  realmente, nas estradas em questão. E as receitas de portagens ficarão assim sempre abaixo do previsto. Os contribuintes perdem duplamente: ficam com o risco de tráfego e perderão 600 milhões de euros até 2036 devido à diferença entre as rendas pagas à Ascendi e as portagens.”

Frederico Pinheiro
Sol, 24 fevereiro de 2012

ROUBO, dolo e provável corrupção. Todos os processos das PPPs tresandam a uma combinação destes três fenómenos. E todos – dado o estado absolutamente disfuncional da nossa Justiça – acabarão por ficar impunes,  agravando ainda mais uma sensação generalizada de impunidade perante esta sucessão de atos de flagrante gestão danosa e certa corrupção.

Há apenas duas vias para resolver o problema gigantesco e incontornável para a sanidade das finanças públicas: a via judicial para punir os responsáveis do bi-partido que nos colocaram nesta situação e a da Nacionalização total de todas as PPPs por forma a repor uma solidez mínima nas finanças públicas e os supremos interesses da República.

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Dalila Pereira da Costa: A morte de Portugal

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

Dalila Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

“Este povo, logo após Alcácer Quibir, teria começado, recomeçado por sua vez, na historia individual e coletiva, para merecer o ressurgimento e possessão do bem supremo – e em gesto solidário ao do seu rei – a perfazer em si uma longa prova, tal outra demanda e navegação: como sacrifício ritual. Para futura regeneração. E que seria ao mesmo tempo de ocultação e prova. Ou em termos de alquimia e hermética o tempo de Nigredo.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

O Nigredo Português é assim a fase do desenvolvimento nacional em que ainda hoje vivemos. Parte de um Processo maior, significa que Portugal tem que passar por ela para pode evoluir até ao Albedo e daqui para a sua realização mais plena e completa. Em Alcácer Quibir não morre (se morre) apenas um Rei de uma Nação. Fenece com ele toda uma nação que a partir daí se limita a existir perdendo todo o norte e energia, vagueando ao sabor das circunstâncias, sem projeto nacional ou energia bastante para recentrar uma existência que deixou de ser possível.

Portugal tem que passar pela Morte ritual, para poder renascer. Tem que cruzar o Nigredo para chegar ao Albedo. Tem que morrer para poder renascer.

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A “Propulsão Mustafa”: uma aplicação prática do “Efeito Casimir”?

Aisha Mustafa 8http://www.onislam.net)

Aisha Mustafa 8http://www.onislam.net)

Quando li a notícia, parecia “hoax”… mas depois de a ter encontrado em vários sites especializados no campo científico comecei a crer que tinha bases reais e sólidas, ainda que pela notabilidade da noticia parecesse demasiado incrível para ser verdadeira. Mas é mesmo: uma jovem egípcia, de nome Aisha Mustafa, com apenas 19 anos, patenteou um novo tipo de propulsão para naves espaciais baseada na Física Quântica (sim,  eu sei…). Mais concretamente, a propulsão “Mustafa” baseia-se no facto de que segundo a Física Quântica, não existe tal coisa como o “espaço vazio” já numa escala infinitesimal, existem partículas e anti-partículas que aparecem e se aniquilam mutuamente num tão curto espaço de tempo que se torna muito difícil confirmar a sua existência.

Aisha Mustafa usou este efeito, conhecido como “Efeito Mustafa” para conceber um aparelhos com dois pratos refletivos de silicone muito planos e colocados muito próximos, frente a frente. Os dois discos movem-se ligeiramente por forma a interagir com esta “sopa” quântica de partículas, obviamente, isto é hipersimplificando… O produto deste arranjo é uma força que pode propulsar uma nave espacial e que é a primeira alternativa teoricamente viável à tradicional propulsão por foguete ou por impulsão/ejeção de um material a alta temperatura. Esse material tem que ser armazenado em tanques e levado para o Espaço, ocupando a maioria do peso total do veículo espacial, com os custos naturalmente que daqui decorrem. A “Propulsão Mustafa” dispensa qualquer tipo de combustível, é mecanicamente muito simples e, logo, fiável e irá reduzir drasticamente os custos associados a uma deslocação no Espaço. Mas atenção… tal tipo de motor não será capaz de colocar nenhuma nave em órbita, servindo apenas para a sua propulsão no Espaço, um pouco já sucede hoje com a sonda Deep Space 1 que estudou o asteroide Braille e o cometa Borrelly em 1998 graças aos seus motores iónicos de muito baixo consumo.

A Universidade do Cairo – onde estuda Aisha Mustafa – patrocinou a patente e tenta agora desenvolver um protótipo com os escassos fundos à sua disposição.

Fontes:
http://www.fastcompany.com/1837966/mustafas-space-drive-an-egyptian-students-quantum-physics-invention
http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_Space_1

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Portugal, a semente fossilizada da Europa (Dalila Pereira da Costa)

Dalila Pereira da Costa

Dalila Pereira da Costa

(…) essa semente aqui fossilizada, mas intacta na sua potência germinativa, o que urgirá ofertar ao Ocidente. (…) e não sabendo, ele, que aqui existe preservada numa cultura sua, ocidental atlântica, neste seu extremo, sua Península. (…)
Essa semente, consigo trará o fim dum mundo em si obstruído, morto, nas suas formas ou forças de conhecimento e vida, do qual as aparências, nós por vezes as podemos apontar, como: distanciação do real, impossibilidade de aderência a ele, solipsismo, abstração, inteletualismo e racionalismo, estremes e estéreis; e negação última de possibilidade de vida, como niilismo, ou loucura.”
Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

A renovação da Europa virá de Portugal. Portugal não deverá assim “europeizar”, mas pelo contrário deve – como também dizia Agostinho da Silva – tudo fazer para preservar o seu carácter livre e independente.

Portugal pode curar a Europa do mal de que esta hoje padece. Fazer com que deixe de ser uma criatura que padece de “solipsismo, abstração, inteletualismo e racionalismo, estremes e estéreis; e negação última de possibilidade de vida” negando a natureza humana das sociedades, dando primazia radical e absoluta ao individualismo e ao egoísmo contra a comunidade e a integração com a natureza e o meio e rendendo – sobretudo – o cívico e o político ao económico e financeiro.

A Europa tem que se recentrar no Homem. Retomar a ligação do Homem com a Vida e sem pudores ou receios admitir que a existência plena do humano no mundo não se faz sem a admissão e inclusão de um plano espiritual.

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“Em Portugal mandam Passos Coelho, Vítor Gaspar, Miguel Relvas. Acima dessa trindade (e mais que eles) mandam a senhora Merkel e o Parlamento alemão. Cavaco não manda rigorosamente nada.”

Foi você que votou nisto? (http://www.omocho.info)

Foi você que votou nisto? (http://www.omocho.info)

“Em Portugal mandam Passos Coelho, Vítor Gaspar, Miguel Relvas. Acima dessa trindade (e mais que eles) mandam a senhora Merkel e o Parlamento alemão. Cavaco não manda rigorosamente nada.”
Ana Sá Lopes
Jornal i, 17.2.2012

Protetorado. Efetivo. Anti-democrático e germanizado em décadas de erros políticos crassos, sucessivos e sistematicamente tolerados por um povo abstencionista e bovinizado por doses massivas de “tele-lixo” e de futebol.

Este é o Portugal de hoje: uma região secundária, totalmente desprovida de soberania, com o seu Mar aberto a um saque absoluto por parte da frota pesqueira espanhola a coberto de “legislação” europeia convenientemente urdida para tercializar o país e o tornar num gigantesco “clubmed” para conveniente usufruto dos turistas endinheirados do norte da europa.

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“José Ribeiro e Castro desafia o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas a agir perante a provocação de Olivença em festejar a anexação daquele território português”

“José Ribeiro e Castro desafia o ministro dos Negócios Estrangeiros,  Paulo Portas a agir perante a provocação de Olivença em festejar a anexação daquele território português.
‘Festejar a Guerra das Laranjas nas nossas barbas e, no território que tem as campas dos oliventinos mortos no enfrentamento militar de há dois séculos é uma provocação tão gratuita como Isabel II ir, em junho,  a Gibraltar celebrar o seu Jubileu de Diamante’, diz Ribeiro e Castro no seu blogue Avenida da Liberdade. ‘Se o alcaide Bernardino Piriz quis ter o seu  minuto de fama,  já o conquistou. Não sei é se aguentara no balanço. A questão que abriu não pode, agora, deixar de ser tratada ao nível adequado”.

“Este é um assunto delicado para a diplomacia portuguesa. A anexação em 1801 nunca foi reconhecida pelo direito internacional, mas, na prática, Portugal também não quer abrir uma guerra diplomática com o país vizinho. O tema está fora da agenda diplomática com Espanha.”

Helena Pereira
Sol, 24 de fevereiro de 2012

Este não é um simples desafio de um autarca espanhol isolado. É um ataque direto – aprovado ou pelo menos tolerado – pelo governo do PP em Madrid. Esta “comemoração” visa esfregar na cara de todos os portugueses a ocupação ilegítima de Olivença e a continuada afronta que esta representa.

Ainda muito recentemente, cavaco (o pior Presidente da República de sempre, de facto) recebeu os “príncipes” das Astúrias. Novamente, como os seus antecessores, desperdiçou mais uma oportunidade para perguntar a Espanha quando devolve o território português furtado e assim mantido mesmo após a prometida devolução. Mas cavaco recebeu os espanhóis com o seu sorriso pífio, macaqueando Passos no Porto com Rajoy, semanas atrás e todos os políticos portugueses dos últimos séculos, com raras exceções, como o deputado Ribeiro e Castro.

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Portugal, a Demanda e o “Porto do Graal”

“Nas diferentes versões da Demanda, o graal será, na mais antiga, a de Chretien de Troyes (século XII), uma escudela; na de Wolfram Von Echenbach, uma pedra; na de Peredur, do País de Gales, e de autor desconhecido, um prato com uma cabeça; e na Demanda do Santo Graal, atribuída a Robert Boron, o vaso onde Cristo celebrou a última ceia e onde José de Arimateia recolheu no Calvário o santo sangue. Será esta versão, do século XIII, difundida pela Ordem de Cister, a mais lida no Portugal de então. À qual ainda, no mesmo complexo, se juntará, o Livro de José de Arimateia, atribuído ao mesmo autor, e a Crónica do Imperador Vespasiano, como ligados ao mesmo circulo.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Assim, a visão do Graal adotada em Portugal por inspiração de Cister e propagada pelos monges-guerreiros do Templo seria precisamente a do Graal enquanto Vaso ou recetor do Sangue de Cristo. O Graal é em Portugal, o Vaso Sagrado e Portugal assume ele próprio, logo desde a sua fundação (precisamente cumprindo um plano de Cister executado pelos Templários) a essência do próprio Graal que está incluso na sua própria designação “porto-do-graal” e testemunhada no selo de Afonso Henriques e no Mosteiro da Batalha.

Portugal é o Vaso do Graal. O Porto de onde partiram e tornarão a partir as Caravelas sejam elas as de Henrique, ontem, ou da Lusofonia ou do Espaço, amanhã.

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Nicolau Santos: “A Cimpor controla 27 fábricas em doze países. Nelas trabalham 830 pessoas de 33 nacionalidades. E todo este conglomerado é controlado a partir de Lisboa.” (…) A Camargo pode exigir o desmembramento e a colocação da sede no exterior. Não havia urgência para vender a Cimpor. Borges deve esclarecer porque impôs esta solução que lesa os interesses do país.”

“A Cimpor controla 27 fábricas em doze países. Nelas trabalham 830 pessoas de 33 nacionalidades. E todo este conglomerado é controlado a partir de Lisboa.” (…) A Camargo pode exigir o desmembramento e a colocação da sede no exterior. Não havia urgência para vender a Cimpor. Borges deve esclarecer porque impôs esta solução que lesa os interesses do país.”

Nicolau Santos
Expresso, 28 de abril de 2012

impõe-se assim a pergunta: se esta privatização não conforme ao interesse público então António Borges quer servir que interesses? Os nacionais não, aparentemente, e se assim é então qual é a sanha privatizante que impele este governo para o abismo e, com ele, a República?

Se esta privatização (assim como as da REN, CTT, EDP ou TAP) servem somente interesses estrangeiros então Portugal e o seu governo têm o dever de não prosseguir nesta senda destrutiva e que – além do mais – retira ao Estado fontes de rendimento muito importantes, especialmente importantes na grave situação de emergência financeira em que vivemos.

Aparentemente temos um governo fraco, impotente para afirmar os supremos interesses nacionais contra os fitos oportunistas e egoístas das grandes multinacionais e dos países do norte da europa.

Enquanto quisermos manter a nossa dócil bovinidade, claro…

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Dom Sebastião e o Mito do Rei Artur

Dom Sebastião (http://pnsintra.imc-ip.pt)

Dom Sebastião (http://pnsintra.imc-ip.pt)

“Dom Sebastião continuará o mito do Rei Artur, como modelo exemplar da soberania; do rei que, como oficiante e vitima, se oferta e Imola no sacrifício ritual pelo seu reino, dele seu representante, a ele identificado transcendentemente; e o que, após longa dormição, o virá salvar. E assim como os Cavaleiros da Távola Redonda foram exterminados na batalha de Camlan, assim também o foram os cavaleiros da nobreza do reino lusíada na batalha de Alcácer Quibir: mas também depois da sua morte, seu longo período de pausa e ocultamento, o rei salvador voltará ressuscitado, purificado e iniciado, para redimir e ressuscitar o seu povo. E entretanto, como Artur ficou permanecendo na Ilha de Avalon, centro do mundo, assim também Dom Sebastião ficou permanecendo na sua Ilha Encoberta, como outro centro do mundo.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

Os paralelismos entre o mito arturiano do “rei perdido, mas que regressará” e o sebastianismo português, são, como aponta esta grande teórica do movimento lusófono, evidentes. Sebastião é o Artur dos portugueses e Artur o Sebastião dos ingleses. Um e outro pertencem ao mesmo quadro mítico-simbólico de fundo celta, cruzado de elementos messiânicos judaicos. Um e outro mito fundador buscam numa misteriosa e oculta ilha atlântica o refúgio desse Rei refundador. Um e outro construíram um projeto nacional em torno das navegações atlânticas e um e outro ergueram impérios transatlânticos absolutamente ímpares.

Os ingleses de hoje não sentem muitos traços de união com estes seus parentes celtizados, atlânticos e ultraperiféricos, mas a mesma matriz civilizacional continua lá. E o mesmo sucede com Portugal, país que sempre foi muito mais atlântico, que “europeu” (no sentido restrito), muito mais marítimo que continental e muito mais aventureiro do que laborador (no sentido germânico do termo).

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“Misturadas a necessidade dos mais afetados pela crise e a ganância da natureza humana, parecia ter sido uma armadilha para mostrar o lado pior de cada um de nós”

“A promoção do Pingo Doce de um de maio não foi uma corrida aos saldos para comprar fatos ou vestidos fora de moda (…) da forma e na data em que foi montada colocou multidões a disputar caixas de ovos, pacotes de leite, carne, peixe e uma ou outra garrafa de vinho bom ou uísque de marca. Misturadas a necessidade dos mais afetados pela crise e a ganância da natureza humana, parecia ter sido uma armadilha para mostrar o lado pior de cada um de nós. Isto tem uma distância enorme, mas também muito curta para uma cena na África da morte quando uma multidão esfomeada se lança um saco de arroz. (…) gostaria de saber junto de todos os envolvidos o seguinte: é mesmo este o país que querem? Um país onde as pessoas passam a ir para as compras como quem vai para um campo de batalha? Um país de miséria humana?”

Pedro Tadeu
Diário de Notícias, 8 de maio de 2012

Com efeito, o dia um de maio demonstrou que a linha entre a barbárie e a civilização é muito mais fina do que julga, especialmente em momentos de crise económica, social e moral, como aqueles que hoje atravessamos. Nos últimos meses Portugal e os portugueses conheceram um decréscimo sensível dos seus padrões e níveis de vida: financeiros e morais: o rendimento disponível caiu de forma brutal, pela via do aumento ávido da carga fiscal e da pura e dura redução de salários (pela via dos despedimentos ou da supressão de subsídios). Mas mais que este empobrecimento individual e familiar, pesou coletivamente uma dissolução moral profunda: hoje o país está moralmente doente.

Os corruptos foram sistematicamente ilibados de todas as acusações que sob eles pendiam: Isaltinos e Felgueiras saíram dos tribunais rindo e cantando sendo eleitos e reeleitos por um povo boçal que acredita que “eles” quando roubam mas fazem roubam sempre aos “outros” mas nunca a ele próprio. De permeio, corruptos lograram nem sequer serem incomodados pelos tribunais (Sócrates pelo Freeport) ou, pior, serem ilibados e ainda se deram ao luxo de processar os que se atreveram a expor a sua corrupção (Domingos Névoa contra Sá Fernandes).

Num país moralmente doente, fenómenos como a corrida louca às prateleiras cuidadosamente planeada e executada pelo Pingo Doce é normal. Além do mais, cumpre um objetivo: prova às elites e ao próprio povo que se deixa assim manipular de forma tão boçal e primária que a massa maior da população continua a ser ígnara e facilmente manipulável e que o seu poder imperial sobre a sociedade não pode ser ainda (nem nunca) desafiado

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Dalila Pereira da Costa: A Rússia e a teoria da tripolaridade da Europa

Dalilda Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

Dalilda Pereira da Costa (novaaguia.blogspot.com)

“Na Europa, só um outro seu país, e justamente na sua outra extremidade, a oriental – assim, como criados em polos opostos de simetria equilibrada – a Rússia, deterá tal vontade e poder de messianismo. E de valorização última, sagrada, da história: como justificadora e salvadora.”

Dalila Pereira da Costa
A Nau e o Graal

A Europa não o sabe. Mas ela é de facto uma entidade oscilante que cintila entre um equilíbrio tripolar: Rússia, Portugal e Grécia. Ao contrario do que creem os eurocratas de Bruxelas ou os Neoimperialistas de Berlim o “centro” da Europa não reside nem em Berlim, nem em Paris nem (muito menos) na parasitária e ridícula Bruxelas. O “centro” da Europa são os seus tripolos. É deles que emana a energia que dinamizou o continente que deu ao mundo realizações tão notáveis como a democracia, a ciência ou os direitos humanos.

O centro europeu oscila ora na direção de Portugal e então a Europa é mundialista, vira-se para o exterior e abre-se ao Outro. Quando o centro oscila na direção da Grécia, a Europa é racional, criativa e democrática. Quando oscila para a Rússia, é imperial, “romana”, continental, sonhadora e ambiciosa.

A Europa não é o seu centro. É a sua periferia.

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