Um Plano Lusófono para a Estabilização da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tem sido nas últimas décadas fonte constante de golpes de Estado, assassinatos de figuras públicas e usurpação da vida política e cívica por grupos de narcotraficantes armados e fortemente infiltrados no exército que sequestraram a democracia e o povo guineenses. Urge agir, rapidamente e de forma decisiva e esta ação deve ser protagonizada pela única entidade internacional que é realmente isenta – na densa teia de interesses regionais que rodeia a Guiné-Bissau – e tecnicamente e militarmente capaz de fazer localmente a diferença: a CPLP.

Por essa razão, propomos este “Plano Lusófono para a Estabilização da Guiné-Bissau”:

1. Objetivo

O objetivo do Plano Lusófono de Estabilização (PLE) consiste em – num prazo de 24 meses a partir da sua implementação – resolver a permanente instabilidade politico-militar que se vive de forma crónica e aparentemente insanável.

2. Protagonistas

A execução deste Plano deve competir à CPLP, enquanto entidade internacional imparcial e independente no conflito interno guineense. Em particular, os Estados que compõem a Comunidade têm os meios militares e policiais suficientes para estabilizar a Guiné-Bissau.

2. Execução

2.1. A CPLP enviará – com caráter de urgência – uma missão de observadores militares para a Guiné-Bissau com o objetivo de avaliar a situação local e realizar recomendações que conduzam à estabilização deste país lusófono.

2.2. Esta missão de observação militar da CPLP devera ajuizar se a Comunidade deve apelar ao Conselho de Segurança da ONU que autorize a uma missão de paz na Guiné-Bissau.

2.3. Se a recomendação da Missão Militar da CPLP for no sentido de uma intervenção de estabilização na Guiné-Bissau, a Comunidade Lusófona deve assumir a organização e envio de uma Força Lusófona de Paz, constituída por elementos de todos os ramos das forças armadas dos países da CPLP e que terá como primeira missão o desarmamento de todos os militares do exército da Guiné-Bissau.

2.4. O desarmamento e inativação do exercito da Guiné-Bissau será a primeira fase de uma reforma profunda das forças armadas deste país lusófono a que se seguirá a passagem à reforma de todos os oficiais com patente superior à de capitão, independentemente da sua idade ou condição física.

2.5. Durante a fase de reforma das forças armadas guineenses, a Defesa da soberania e dos interesses internacionais da República serão asseguradas pela força lusófona de Paz.

2.6. Após a reforma do oficialato guineense,  serão desmobilizados todos os militares,  sem prejuízo do seu vencimento e regalias que serão assegurados pelos países da Comunidade Lusófona.

2.7. Logo que esteja concluída a desmobilização do exercito, terá início a formação de um novo exercito,  seguindo o modelo de “guarda nacional”, paramilitar e sob estreito comando das autoridades civis e democraticamente eleitas do país.

2.8. O processo de seleção dos novos elementos da Guarda Nacional Guineense será cuidadosamente conduzido pelas forças da CPLP,  procurando identificar e repelir elementos ligados ao narcotráfico, crime organizado ou a grupos ligados ao oficialato que foi reformado em fase anterior do processo de estabilização.

2.9. As novas forças armadas terão cerca de metade do contingente atual,  nunca excedendo os dois mil homens e nao tendo meios pesados à sua disposição, mas apenas armamento ligeiro. Haverá contudo um acordo de defesa com os países da CPLP que assim assegurarão a complementaridade da Defesa deste país lusófono.

2.10. Um processo de reforma idêntico será realizado tendo como âmbito a reforma da policia nacional guineense, contemplando a sua reforma,  treinamento e enquadramento com forças policiais dos países da CPLP.

Por outro lado, já subscreveu a http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb ?

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Guiné-Bissau, Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional | 12 comentários

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12 thoughts on “Um Plano Lusófono para a Estabilização da Guiné-Bissau

  1. Fenix

    Resolvia o problema mas duvido que aceitem.

  2. lusitanium

    “2.3. (…) e que terá como primeira missão o desarmamento de todos os militares do exército da Guiné-Bissau (…)”

    Um militar nunca abandona a sua arma. Logo…

    “2.4. O desarmamento e inativação do exercito da Guiné-Bissau…”

    Agradáveis palavras politicamente correctas para uma solução militar… Os termos correctos seriam: desarmamento e eliminação da oposição por parte das FA da Guiné-Bissau.

  3. logo… terá que se submeter ao poder político, como deve ser… se não o fizer, pode sempre ser desarmados por forças superiores…
    e estes não são “militares” no sentido europeu do termo. São narcomilitares, enfeudados a mafias colombianas e nigerianas.

    • Ó chave…

      Limite-se ao seu rectângulo histórico.

      A história do futuro é aberta…

      • lusitanium

        ?

        • eu percebo: é a tese clássica: para quê investir em Defesa, variante bancarrota.
          há quem goste muito.
          especialmente os espanhóis e os radicais islamitas que espreitam não muito longe das nossas fronteiras do sul.

      • é tudo uma questão de sabermos o que queremos para o nosso país: vamos ficar encerrados no retangulo ibérico e tornados numa colónia de férias de germanos ou vamos aceitar o destino de sermos (sempre) uma nação global, de presença global?
        Essa é a escolha.

  4. joaquim

    Perante o que acabo de ler, não posso deixar de dar a minha opinião sobre o que é o Portugal de hoje com estes medríoques e políticos que nos têm governado.
    Para mim, todos eles mais me parecem outra coisa do que verdadeiros portugueses.
    O caso de Olivença é uma prova de que os problemas de Portugal não são defendidos junto dos espanhóis castelhanos e não fazem valer os nossos direitos internacionais.
    Pelo que observo, todos eles estão muito próximos dos nossos inimigos ibéricos e submetem-se às vontades de madrid que é mais ladra do quie séria.
    Os políticos portugueses já não são credíveis para mim assim como os respectivos partidos, a maioria.
    Viva Portugal e abaixo a espanha castela.

    • E agora falta passar à ação… nomeadamente e m compras e desenvolvimentos conjuntos e na Guiné-Bissau.
      Os golpistas tremeriam como varas verdes se uma grande esquadra luso-brasileira se aproximasse de Bissau, por exemplo…

  5. Riquepqd

    Ministro da defesa de Portugal propôs ao Brasil a privatização do estaleiro militar de Viana.

    http://www.defesabr.com/blog/index.php/26/05/2012/brasil-recebe-convite-para-privatizacao-de-estaleiro-militar-de-portugal/

    Sem muito a ver com o assunto do post, mas bastante interessante:

    Área desabitada da Amazônia entre as fronteiras de Brasil, Suriname e Guiana é esmiuçada por forças especiais e comandos baseados em Manaus.

    http://www.forte.jor.br/2012/05/24/area-desconhecida-e-levantada-pela-forcas-especiais-do-eb/

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