A revolta…

…Só vai suceder quando esta juventude entorpecida e alienada, que vive em casa dos pais, entre discotecas, jogos vídeo e álcool deixar de o poder fazer quando ambos os pais estiverem na falência e incapazes de os sustentar.

Esta juventude entorpecida pela (falsa) abundância induzida pelo credito cronico, pelos meios de comunicação ao serviço de holdings e offshores obscuras com as suas mensagens alienantes e inteletualmente entorpecedoras só se revoltará quando a fome for mais forte que a indolência. Mas então poderá ser já tarde demais para reformar a sociedade de uma forma ordeira e pacifica. Talvez esta necessária reforma humanista e re-humanizante da sociedade e economia contemporânea só possa já ser feita por meios violentos, através de uma sucessão descontrolada e caótica de revoltas sociais, de saques, de mortes e de colapso generalizado das estruturas que mantêm a coesão das nossas sociedades. O sistema socioeconómico erguido pelos obreiros da globalização neoliberal depois da década de 1990 está demasiado blindado para poder ser reformado de uma forma profunda e radical, e tentará sempre manter o Status Quo favorável de que beneficia hoje pela via ilusória da palavra e de “reformas” cosméticas e superficiais… Resta assim esperar que ele colapse, esmagado pelo peso das suas próprias contradições internas (alto desemprego, desemprego cronico, desigualdade de rendimentos, recessão, tercialização das economias, sobrepeso do setor financeiro, etc) e esperar que essa transição se realize com o menor grau de violência possível.

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 2 comentários

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2 thoughts on “A revolta…

  1. Olá Clavis,
    Infelizmente tenho de concordar com as suas palavras a 100%.
    Muito bem dito, mas que magoa… magoa. Dói muito saber a que ponto chegou a sociedade portuguesa.
    Muito bom este artigo e uma reflexão que suponho muito verdadeira…
    Um abraço

    • Sim, é isso mesmo: receio bem ter razão. A situação atual é muito triste e deprimente, mas ainda maiis deprimente é a passividade de quase todos e particularmente de praticamente todos os jovens (os que se “mechem” sao uma rara minoria)

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