Daily Archives: 2012/05/14

Um Plano Lusófono para a Estabilização da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tem sido nas últimas décadas fonte constante de golpes de Estado, assassinatos de figuras públicas e usurpação da vida política e cívica por grupos de narcotraficantes armados e fortemente infiltrados no exército que sequestraram a democracia e o povo guineenses. Urge agir, rapidamente e de forma decisiva e esta ação deve ser protagonizada pela única entidade internacional que é realmente isenta – na densa teia de interesses regionais que rodeia a Guiné-Bissau – e tecnicamente e militarmente capaz de fazer localmente a diferença: a CPLP.

Por essa razão, propomos este “Plano Lusófono para a Estabilização da Guiné-Bissau”:

1. Objetivo

O objetivo do Plano Lusófono de Estabilização (PLE) consiste em – num prazo de 24 meses a partir da sua implementação – resolver a permanente instabilidade politico-militar que se vive de forma crónica e aparentemente insanável.

2. Protagonistas

A execução deste Plano deve competir à CPLP, enquanto entidade internacional imparcial e independente no conflito interno guineense. Em particular, os Estados que compõem a Comunidade têm os meios militares e policiais suficientes para estabilizar a Guiné-Bissau.

2. Execução

2.1. A CPLP enviará – com caráter de urgência – uma missão de observadores militares para a Guiné-Bissau com o objetivo de avaliar a situação local e realizar recomendações que conduzam à estabilização deste país lusófono.

2.2. Esta missão de observação militar da CPLP devera ajuizar se a Comunidade deve apelar ao Conselho de Segurança da ONU que autorize a uma missão de paz na Guiné-Bissau.

2.3. Se a recomendação da Missão Militar da CPLP for no sentido de uma intervenção de estabilização na Guiné-Bissau, a Comunidade Lusófona deve assumir a organização e envio de uma Força Lusófona de Paz, constituída por elementos de todos os ramos das forças armadas dos países da CPLP e que terá como primeira missão o desarmamento de todos os militares do exército da Guiné-Bissau.

2.4. O desarmamento e inativação do exercito da Guiné-Bissau será a primeira fase de uma reforma profunda das forças armadas deste país lusófono a que se seguirá a passagem à reforma de todos os oficiais com patente superior à de capitão, independentemente da sua idade ou condição física.

2.5. Durante a fase de reforma das forças armadas guineenses, a Defesa da soberania e dos interesses internacionais da República serão asseguradas pela força lusófona de Paz.

2.6. Após a reforma do oficialato guineense,  serão desmobilizados todos os militares,  sem prejuízo do seu vencimento e regalias que serão assegurados pelos países da Comunidade Lusófona.

2.7. Logo que esteja concluída a desmobilização do exercito, terá início a formação de um novo exercito,  seguindo o modelo de “guarda nacional”, paramilitar e sob estreito comando das autoridades civis e democraticamente eleitas do país.

2.8. O processo de seleção dos novos elementos da Guarda Nacional Guineense será cuidadosamente conduzido pelas forças da CPLP,  procurando identificar e repelir elementos ligados ao narcotráfico, crime organizado ou a grupos ligados ao oficialato que foi reformado em fase anterior do processo de estabilização.

2.9. As novas forças armadas terão cerca de metade do contingente atual,  nunca excedendo os dois mil homens e nao tendo meios pesados à sua disposição, mas apenas armamento ligeiro. Haverá contudo um acordo de defesa com os países da CPLP que assim assegurarão a complementaridade da Defesa deste país lusófono.

2.10. Um processo de reforma idêntico será realizado tendo como âmbito a reforma da policia nacional guineense, contemplando a sua reforma,  treinamento e enquadramento com forças policiais dos países da CPLP.

Por outro lado, já subscreveu a http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb ?

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A Grécia vai sair do Euro

A saída da Grécia do Euro parece cada vez mais impossível de evitar, apesar de todas as declarações em contrário de Bruxelas e de muitos líderes europeus. Sabe-se que a Alemanha já tem preparada essa saída desde finais do ano passo e o seu ministro das Finanças (Wolfgang Schaeuble) admitiu recentemente que tal saída implicaria perdas, para a Europa, em torno dos cem mil milhões de euros o que – nas suas palavras – seria suportável…

A ideia do abandono grego do Euro começa a ser muito referida na Alemanha. Tabu ainda há não muito tempo atrás, consta agora de todos os cenários e em muitos círculos é dada tanto como segura, como iminente. Sinal desses tempos é um artigo recente da revista “Der Spiegel” onde se escreve que é “tempo de admitir a derrota. O plano de resgate falhou. As melhores esperanças para a Grécia estão, agora, no regresso ao dracma”. A revista constata o evidente: mesmo depois de uma reestruturação e dois resgates sucessivos a dívida grega continua a explodir, a economia afunda constantemente ano após ano. O resgate da troika não funcionou, e isso hoje é particularmente evidente. Quando os gregos recusaram liminarmente a continuação do ciclo interminável austeridade-resgate-austeridade nas últimas eleições e agora a saída do Euro é a única opção.

A Grécia vai assim regressar ao Dracma, num prazo que pode estar por semana ou até por dias. Sem dúvida que o momento de transição será muito duro, com um acentuado e brusco colapso do nível de vida e uma explosão dos preços das importações. Mas a médio prazo, Atenas pode recuperar competitividade internacional, libertando-se do Euro, uma moeda que sempre esteve sobreavaliada, e que sempre serviu mais os interesses da Alemanha do que os dos países do Sul. Idêntica posição tem Paul Krugman, que acredita que a Grécia vai regressar ao Dracma, o mais tardar em junho.

O artigo da “Der Spiegel” termina afirmando que sair do Euro seria a única forma de a Grécia: “reconquistar a dignidade”.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=556601

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia | Etiquetas: | 7 comentários

A revolta…

…Só vai suceder quando esta juventude entorpecida e alienada, que vive em casa dos pais, entre discotecas, jogos vídeo e álcool deixar de o poder fazer quando ambos os pais estiverem na falência e incapazes de os sustentar.

Esta juventude entorpecida pela (falsa) abundância induzida pelo credito cronico, pelos meios de comunicação ao serviço de holdings e offshores obscuras com as suas mensagens alienantes e inteletualmente entorpecedoras só se revoltará quando a fome for mais forte que a indolência. Mas então poderá ser já tarde demais para reformar a sociedade de uma forma ordeira e pacifica. Talvez esta necessária reforma humanista e re-humanizante da sociedade e economia contemporânea só possa já ser feita por meios violentos, através de uma sucessão descontrolada e caótica de revoltas sociais, de saques, de mortes e de colapso generalizado das estruturas que mantêm a coesão das nossas sociedades. O sistema socioeconómico erguido pelos obreiros da globalização neoliberal depois da década de 1990 está demasiado blindado para poder ser reformado de uma forma profunda e radical, e tentará sempre manter o Status Quo favorável de que beneficia hoje pela via ilusória da palavra e de “reformas” cosméticas e superficiais… Resta assim esperar que ele colapse, esmagado pelo peso das suas próprias contradições internas (alto desemprego, desemprego cronico, desigualdade de rendimentos, recessão, tercialização das economias, sobrepeso do setor financeiro, etc) e esperar que essa transição se realize com o menor grau de violência possível.

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 2 comentários

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