Daily Archives: 2012/05/07

Divergências entre a CPLP e a CEDEAO quanto à crise na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau (http://www.didinho.org)

Guiné-Bissau (http://www.didinho.org)

O ministro dos negócios estrangeiros de Angola, Georges Chicoti, falando em nome do conselho de ministros da CPLP que recentemente se reuniu em Lisboa para debater a situação na Guiné-Bissau, declarou que a CPLP não alinha com a posição da CEDEAO quanto à crise guineense.

A divergência entre as duas comunidades reside na aceitação por parte da CEDEAO de permitir que o parlamento de Bissau escolha um Presidente da República para exercer essa função durante um ano. A posição da CPLP é de que apesar de existir alguma sintonia entre as duas organizações: “A CEDEAO no seu comunicado de 17 de abril reitera o princípio da tolerância zero contra o golpe de estado (realizado na Guiné-Bissau a 12 de abril). Cremos que esses princípios, para nós ao nível da CPLP, continuam a ser válidos”, existe uma grande divergência no que concerne à total liberdade de movimentos do presidente da república Raimundo Pereira e do Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior na Guiné-Bissau e, sobretudo, quanto à aceitação pela CEDEAO de que exista um “período de transição de 12 meses” com a escolha de um novo Presidente da República pela Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau. Essa aceitação implica uma conformação com a situação de Golpe de Estado e legitima diretamente a ação dos golpistas, algo com que a CPLP não está disposta a pactuar (ao contrário da CEDEAO) e que no futuro abriria autorização e espaço para mais golpes de estado militares como aqueles que têm caraterizado este país lusófono desde o fim do regime de partido único.

Neste concreto, como na sua primeira reação, a CPLP está a agir de forma correta. Falta-lhe contudo “músculo” e mais assertividade, sendo hoje mais importante do que nunca subscrever a http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

Fonte:
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=551018&tm=7&layout=121&visual=49

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Guiné-Bissau, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 8 comentários

Daniel Amaral: “O governo entrou a matar: aumentos brutais de impostos, encarecimento dos bens e serviços, cortes impiedosos dos salários e pensões. A propósito de pensões: também absorvemos o fundo dos bancários. Só as gorduras do Estado continuaram gordas.”

“O governo entrou a matar: aumentos brutais de impostos, encarecimento dos bens e serviços, cortes impiedosos dos salários e pensões. A propósito de pensões: também absorvemos o fundo dos bancários. Só as gorduras do Estado continuaram gordas.”

Recordo-me bem que em plena campanha eleitoral se dizia que os cortes da Despesa seria feitos quase todos na dita “despesa intermédia”, nas ditas “gorduras do Estado”. Mas volvido quase um ano vemos um aumento generalizado e muitas vezes brutal e injusto da carga fiscal (que antes já era uma das maiores da Europa) e que o essencial das despesas do Estado não diminuíram como até aumentaram (na Segurança Social). Pior, o Estado continua a gastar três quartos do OGE em despesas fixas,  como salários e pensões e a parcela de investimento encolhe cada vez mais.  Há que mexer,  e de forma decisiva e corajosa na despesa primaria do Estado e sendo esta essencialmente ordenados e vencimentos, há que fazer aqui alguma coisa,  antes que entremos em bancarrota e todos os funcionários públicos e pensionistas percam todos os seus rendimentos ou que as empresas e trabalhadores do mundo privado sejam completamente esmagados por uma carga fiscal cada vez mais insana e voraz.

“A atividade económica caiu a pique e, a confirmar-se a recessão de 3.4% prevista pelo Banco de Portugal em 2012, atingiremos no final do ano o mesmo nível a que estávamos no início do século. É também a maior recessão dos países da União Europeia, logo a seguir à da Grécia. Podemos consultar todas as estatísticas e afirmar sem receio:esta é a crise mais grave de que há memória desde os últimos oitenta anos. Estas crises, como se sabe, arrastam o desemprego. Em 2011 estavam desempregadas 706 mil pessoas, 12.7% da população ativa, e este número deverá subir para 880 mil em 2012.”

Parece certo que havia a necessidade de efetuar uma correção no padrão de vida dos portugueses, Estado, empresas e particulares, demasiado embriagados por décadas de crédito barato e embevecidos no logro induzido pela Europa de que era possível transformar o país num improdutivo “país de serviços” e continuar a sobreviver. Agora, a alta dos Juros, torna evidente que esse modelo estava fadado ao desastre, a prazo e a dimensão da dívida entretanto acumulada parece tornar evidente que, mais tarde ou mais cedo, será inevitável realizar algum tipo de reestruturação da Dívida.

Fonte:
Daniel Amaral
Diário Económico
5 de abril de 2012

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