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Bruno Proença: “O pedido de ajuda internacional, uma machadada na soberania do país, significou também a falência do modelo de sociedade portuguesa construído no pós 25 de abril”

“O pedido de ajuda internacional, uma machadada na soberania do país, significou também a falência do modelo de sociedade portuguesa construído no pós 25 de abril e basicamente sustentado no Estado. Mais de metade do país come à mesa do Orçamento. É necessário mudar esta forma de estar e, para isto, a “troika” não tem a solução.Aqui a responsabilidade é dos portugueses. Eles têm de reinventar o modelo nacional, torná-lo produtivo para garantir o crescimento sustentado. Provavelmente, uma economia mais aberta, menos centrada no Euro e na Europa e mais virada para África, América Latina e Ásia. Nesta parte, ainda está quase tudo por fazer.”
Bruno Proença
Diário Económico
5 de abril de 2012

Portugal tem que mudar em tudo aquilo que foi a sua estratégia nacional pelo menos desde meados da década de oitenta. Em vez de uma clássica “política de betão” que nos tornou em 2011 o país da Europa com mais autoestradas por habitante (ver http://www.youtube.com/watch?v=QiOWV9DJQCY), Portugal tem que evitar os grandes projetos faraónicos, públicos e de retorno económico duvidoso ou difícil de medir, para focar capitais cada vez mais escassos na economia real, no setor transacionável e nas PMEs. Em vez de “grandes” projetos, temos que investir em “pequenos” projetos, repartidos por todo o território, com especial foco nas regiões do interior e nas que economicamente mais afastadas estão da média nacional. Este “regresso ao local” deve assentar primariamente em três setores, por ordem de prioridade: Agricultura, Pescas e Indústria. Portugal deve estabelecer mecanismos que potenciam o aproveitamento pleno de todas as terras aráveis deixadas hoje ao abandono, quer promovendo a sua recuperação através de uma carga fiscal pesada para terras abandonadas, promovendo “bancos de terras” públicos onde todos os interessados podem aceder e disponibilizar (por um determinado valor) os terrenos que possuem mas que não são capazes de explorar e, sobretudo, criando barreiras alfandegárias que impeçam dumpings agrícolas ou manobras desonestas na Distribuição que prejudiquem a produção nacional. Nas Pescas, o setor deve ser recuperado, com incentivos à reconstrução da frota abatida durante os anos do Cavaquismo e expulsando espanhóis das nossas tão depredadas e saturadas costas e regiões piscícolas. A União Europeia terá que aceitar uma moratória às regras comunitárias, dada a excecionalidade da nossa situação financeira e o facto de apenas produzirmos ⅓ do pescado que consumimos e de sermos, logo após a Islândia e o Japão o terceiro maior consumidor de pescado por habitante.

Reconstruida a economia portuguesa, a partir do setor produtivo e devolvendo ao setor dos Serviços o lugar acessório que realmente lhe compete é cada vez mais a única saída possível para um país que esgotou o seu modelo de desenvolvimento.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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