Monthly Archives: Maio 2012

A Moeda Local grega Ovolos: Uma resposta à Troika

As Moedas Locais são uma das causas mais antigas do Quintus. São também um dos cernes do pensamento económico de E. F. Schumacher. Foi assim com grande interesse que acompanhei as notícias que davam conta da aparição de moedas “alternativas” na Grécia, de formas de realizar trocar monetárias sem o recurso a euros.

Uma destas moedas é a Ovolos, que começou a ser usada em 2009 e que hoje agrega já mais de 5200 membros. A moeda funciona a partir de um URL na Internet e é usada por todo o país e permite a troca de bens sem o recurso à moeda europeia. A Ovolos é usada sobretudo para trocar bens como azeite, fruta e outros artigos alimentares. Mas serviços, como aulas de línguas ou serviços legais são também aqui, muito frequentes. Os utilizadores desta Moeda Local podem trocar artigos diretamente no site, atribuindo um valor em Ovolos a cada artigo e depois possibilitando assim a troca de cinquenta quilos de batatas por cinco litros de azeite, uma massagem shiatsu ou um corte de cabelo e barba.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/nao-e-preciso-ter-euros-para-ter-valor-1544933?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

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Avelino Jesus: Os custos das PPPs podem vir a ser “empolados em limites impensáveis”

O antigo membro da “Comissão de Avaliações das Parcerias Público-Privados” o Professor Avelino Jesus, do ISEG, alertou para que devido à péssima redação destes contratos, os mesmos podem vir a ser “empolados em limites impensáveis”. O problema reside na nefanda dita “cláusula dos reequilíbrios financeiros” que defende os “investidores” de uma série de riscos, protegendo assim os seus lucros à custa do aumento incontrolável da despesa pública.

Segundo Avelino Jesus existem leis que poderiam ser invocadas por forma a proteger o Estado, mas tal legislação “nunca foi respeitada” e existe uma certeza crescente de que devido a esses “reequilíbrios financeiros” o Estado tenha nos próximos anos de entregar nas mãos dos privados uma quantia que ascende a 50 mil milhões de euros como forma de “compensar” a redução do tráfego nas autoestradas, pontes e demais serviços entregues a privados ao abrigo do famigerado regime das PPPs.

Há que agir, e há que agir depressa. Renegociar estes contratos é cada vez mais um imperativo, neste contexto de grave crise económica e financeira, libertando recursos para outras áreas de intervenção prioritária, como a proteção à legião crescente de desempregados ou créditos para empresas. Aplicar a lei, julgar e condenar os responsáveis socialistas e sociais-democratas por estes péssimos contratos é outra necessidade. Para ontem.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/contratos-das-ppp-permitem-descalabro-completo-para-o-estado_145527.html

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A China prepara-se para construir um novo lançador pesado de satélites

A China terminou a primeira fase de desenvolvimento de um novo lançador pesado de satélites. Se o governo de Pequim decidir construir o foguetão, a China será capaz de lançar até cem toneladas de carga útil para órbitas baixas.

Este possível lançador chinês é quatro vezes mais potente que o mais poderoso lançador chinês, o Longa Marcha 5 e será crucial para o sucesso das ambições chinesas de colocar na Lua um astronauta nas próximas décadas…

Fonte:
http://usa.chinadaily.com.cn/china/2012-03/05/content_14752371.htm

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A Aliança entre a Bigelow Aerospace e a SpaceX

O BA 330 da Bigelow Aerospace (http://www.bigelowaerospace.com)

O BA 330 da Bigelow Aerospace (http://www.bigelowaerospace.com)

A SpaceX e a Bigelow Aerospace estabeleceram uma parceria para oferecer viagens turísticas ao Espaço usando cápsulas Dragon e o lançador Falcon. O conjunto será depois usado para colocar esses turistas no hotel orbital da Bigelow.

Este hotel será o BA 330 e irá disponibilizar um total de 330 metros cúbicos com a capacidade para albergar até sete pessoas. O hotel poderá ligar-se a outros módulos idênticos, prevendo-se que até três módulos poderão estar ligados.

Fonte:
http://spaceref.com/news/viewpr.html?pid=37001

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Sobre a Posse e Exploração Comunitária da terra entre os Vacceos

http://paroquia-alvarelhos.com

“O historiador romano Diodoro, descrevendo os Vacceos, povo pré-romano dos atuais Trás-os-Montes dizia que “das tribos vizinhas dos celtiberos, o povo vacceo era o mais desenvolvido. Em cada ano dividem a terra a cultivar entre os seus membros e, fazendo dos seus frutos propriedade de todos, reservam a parte dividida para cada homem. Os agricultores que se apropriam indevidamente de algum lote são castigados com a morte.”

Citado em
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A forma de propriedade e exploração da terra deste povo pré-romano pode ter constituído o cerne das influencias que haveriam de caraterizar a forma comunitária e partilhada de exploração da terra que caraterizava alguns concelhos medievais portugueses.

A posse comunitária da terra, a divisão das parcelas a explorar de forma paritária por toda a população com desejo de a cultivar e a divisão equitativa da produção agrícola representa aquilo que hoje se carateriza como uma “cooperativa de produção agrícola” que ainda hoje parece muito moderna e completamente capaz de se apresentar como um modelo alternativo ao sistema mercantislista de exploração e usufruto da terra, como se esta fosse apenas mais um tipo de “bem” ou se a sua posse fosse idêntica à posse de qualquer outro “bem” ou “propriedade”…

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Sobre a degradação moral do 1 maio de 2012, no Pingo Doce

“O Pingo Doce levou a que cerca de 500 mil pessoas visitassem esses espaços comerciais e esgotassem os stocks dos mesmos. Foi degradante ver pessoas a sair de maca vítimas de agressões. Só em Lisboa e Porto a PSP foi chamada a intervir em 40 ocasiões. E as pessoas acorreram em massa, não por fúria consumista, mas porque os descontos eram enormes e a crise aperta.”
Carlos Anjos
Correio da Manhã, 4 de maio de 2012

Quando uma empresa privada cria – de forma intencional e planeada – uma situação de segurança pública perigosa e que criou feridos, poderia ter criado um pânico ou desordem pública generalizada, desviando meios policiais de outras situações onde estes poderiam ter sido necessários, então estamos perante uma situação que merece a atenção das polícias e que deveria ter já deixado o tenebroso Alexandre dos Santos sob investigação judicial: Quem atenta à ordem pública considerando apenas o lucro deve ser punido e punido de forma severa e exemplar.

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Ainda sobre as malfadadas PPPs, componente “reequilíbrio financeiro”…

“A Brisa pediu ao Estado, no âmbito do reequilíbrio financeiro das concessões rodoviárias do Litoral Centro e do Douro Litoral, uma indemnização superior a 1.1 mil milhões de euros.”
“Devido à variação do IRC nos anos de 2010 a 2012 a Ascendi,  que é controlada pela Mota-Engil pediu ao Estado uma indemnização total por conta das várias concessões rodoviárias de 9.6 milhões de euros.”
“A Lusoponte pediu com base na variação do IRC de 2010 a 2012 solicitou ao Estado uma indemnização de 104 milhões de euros.”

Correio da Manhã, 4.5.2012

Estes contratos das PPPs são uma verdadeira purga radical nas noções de “interesse público” e racionalidade económica. A troco da satisfação de alguns contratos altamente lesivos para o interesse público, negociados e assinados em condições muito suspeitas, Portugal está sequestrado a interesses insaciáveis, egoístas, imorais e – possivelmente – corruptores.

O superior interesse nacional deixa apenas uma saída a este profundo desequilíbrio contratual entre as entidades que operam as concessões rodoviárias e o Estado: a nacionalização. Com a justa reposição de todo o capital investido (sob a forma de ações nas empresas nacionalizadas), mas com a assumpção do controlo do Estado sobre esse património em 51% de todo o capital dessas entidades.

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Sete prioridades para que a CPLP seja a “CPLP 2.0” que todos desejamos

A CPLP deve ser a antecâmara para uma União (ou Comunidade) Lusófona. Já o defendemos aqui e esse é um dos principais desígnios estratégicos defendidos pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono desde os seus primeiros momentos.

Mas a União Lusófona não se fará amanha… Um projeto de tamanho espetro e ambição irá requerer uma longa e dura caminhada até chegar ao momento da concretização… Por isso devemos que a CPLP deve reorganizar-se, receber um reforço de competências e financiamento, alavancando a sua transição para um novo patamar de ação a que chamámos 2.1 (numa alusão a um outro artigo de nossa lavra).

Esta CPLP 2.1 poderia começar pelo estabelecimento de acordos bilaterais, negociados no seio das instituições e com o beneplácito da CPLP em determinadas áreas vitais:

1. Energia
A partir do conhecimento existente em Portugal no campo das energias renováveis, campo tecnológico onde Portugal se encontra na vanguarda mundial, seria possível criar uma “fundação lusófona de energia” para partilhar esse conhecimento entre os países da comunidade, através de fóruns, comunicações e formação comum. Projetos inovadores poderiam ser financiados em grupo, por exemplo em África.

2. Justiça e Corrupção
No quadro da CPLP poder-se-ia criar um mecanismo automático de extradição, de partilha direta de dados policiais e de agilização da investigação de casos de corrupção. Países com menos recursos humanos e policiais poderiam beneficiar igualmente dos países (como Brasil e Portugal) que mais recursos têm nestas áreas.

3. Desburocratização
Toda a burocracia que atrasa e bloqueia a instalação e funcionamento de empresas lusófonas e que agem como travão à instalação e operação de empresas lusófonas em países da CPLP devem ser simplificadas e tanto quanto o possível uniformizadas.

4. Fiscalidade
Em todos os países da CPLP devia existir o mesmo regime de IRC e IRS. A isencao de dupla tributação devia ser uma consequência necessária da presença de um pais na comunidade lusófona com o objetivo de favorecer investimentos cruzados e multiplicar as relações económicas entre os países da Lusofonia.

4. Desporto
No campo desportivo deviam multiplicar-se os estágios e centros de formação e intercâmbio comuns preparando a presença comum numa única equipa multinacional em provas mundiais como os Jogos Olímpicos ou competições regionais.

5. Defesa
O trabalho já realizado com grande sucesso no âmbitos dos exercícios conjuntos “Felino” devia ser aprofundado através da constituição da “força lusófona de manutenção de paz” cuja defesa o MIL escolheu como uma das suas primeiras posições públicas. Esta força multinacional poderia ser usada em situações de crise no espaço lusófono ou fora dele e servir de espinha dorsal a missões mais permanentes como a reforma do exercito guineense, o patrulhamento das aguas territoriais de Cabo Verde ou a pacificação de Timor Leste.

6. Educação
A formação profissional e os percursos académicos devem ser uma das maiores e mais urgentes prioridades da CPLP. Currículos compatíveis e comummente aceites devem ser implementados, numa espécie de “Bolonha lusófona” que assegure o reconhecimento automático de todas as licenciaturas por intermédio de um exame único realizado pela Internet e avaliado por uma comissão multinacional de peritos.

7. Investigação
A investigação cientifica e a interligação universitária deve ser uma prioridade absoluta. As sinergias podem ser tremendas e a integração de varias universidades (angolanas, brasileiras e portuguesas, por exemplo) podem permitir a aquisição ou o financiamento de equipamentos não estariam ao alcance destas entidades, isoladamente consideradas.

Avançando simultaneamente nestas sete frentes, ambiciosas mas alcançáveis sem grandes investimentos ou alterações estruturais, quase desprovidas de polémica e sem exigirem financiamentos intensos ou de longo prazo, é possível alavancar o progresso da CPLP até um novo patamar em que esta comunidade seja mais operativa e útil para os cidadãos lusófonos que o constructo abstrato e quase somente diplomático que conhecemos hoje. Esta será a “CPLP 2.0” que poderá ser a antecâmara para a União Lusófona que é o maior desígnio do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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Manuela Moura Guedes: “O relatório do secretario de Estado da Energia que se demitiu e que foi chumbado pelo Governo, apesar de ter por base um estudo da Universidade de Cambridge encomendado pelo próprio Governo, dizia que era preciso cortar 165 milhões por ano no que a EDP cobra a mais aos consumidores na fatura da luz. Já no relatório de Carlos Moedas para a troika, esses cortes ficaram-se nuns miseráveis 4 milhões”

“O relatório do secretario de Estado da Energia que se demitiu e que foi chumbado pelo Governo, apesar de ter por base um estudo da Universidade de Cambridge encomendado pelo próprio Governo, dizia que era preciso cortar 165 milhões por ano no que a EDP cobra a mais aos consumidores na fatura da luz. Já no relatório de Carlos Moedas para a troika, esses cortes ficaram-se nuns miseráveis 4 milhões. Entre um e outro apenas houve as críticas feitas por António Mexia ao estudo dos ingleses e a que terá tido acesso poucas horas depois de ter sido entregue ao Governo. “

Manuela Moura Guedes
Correio da Manhã 4.5.2012

Existe em Portugal um sério problema: a subjugação dos interesses do Estado e de Portugal aos interesses privados e estrangeiros (chineses) das grandes empresas que parasitam os nossos impostos desde há décadas. Este é o caso da EDP que desde os governos Sócrates conseguiu condições extraordinariamente vantajosas do Estado e de todos os grupos privados que parasitam as PPPs obtendo lucros seguros, escandalosos e altamente lesivos para a economia nacional.

O problema dos contratos que estiveram na base destas “rendas excessivas” da EDP e dos lucros absurdos dos operadores das PPPs tem que ser encarado de frente, de forma corajosa e livre de dogmas neoliberais ou socializantes. Acreditamos que nacionalizar não assegura de forma alguma uma gestão eficiente ou o benefício público a prazo. De facto, preferimos o modelo da concessão, cuidadosamente vigiada por um regulador forte e atuante, ao modelo clássico da nacionalização… Mas chegamos hoje a uma situação nas PPPs que desafia já toda a racionalidade. Há que agir e depressa, sob pena de dentro em muito pouco tempo estarmos a gastar mais com as PPPs do que na Saúde e na Educação (como de resto já sucede com os juros da dívida pública).

Portugal deve colocar os superiores interesses do Estado e da República acima dos interesses particulares, especulativos e estrangeiros e nacionalizar todas as estruturas hoje operadas em regime de Parceria Público Privada e realizar idêntica operação nas participações públicas que vendeu recentemente a empresas estrangeiras, como a REN e a EDP. Sem dúvida que haveria represálias, mas a prazo ainda haveria Portugal. Conforme estamos, asfixiamos um país inteiro em nome dos interesses particulares de uma mão cheia de privilegiados, sem o retorno de eficiência que se esperava inicialmente e sequestrando toda uma nação à vontade de uns poucos

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Os Dez Princípios da “Nova Economia” a partir do pensamento económico de E. F. Schumacher adaptados ao pensamento económico do MIL

E. F. Schumacher (http://designpublic.in)

E. F. Schumacher (http://designpublic.in)

A presente crise global demonstra que a promessa de produzir e entregar bens básicos de forma eficiente à maioria da população dada pela Globalização neoliberal não foi cumprida. Pelo contrario, existe uma cada vez mais evidente incapacidade de alimentar uma população que não para de aumentar, ano após ano.

Urge assim erguer uma Nova Economia assente em dez vertentes principais:

1. Prosperidade partilhada dentro dos limites planetários

É preciso converter a atual economia numa economia verde, justa e sustentável. Esta conversão deve ser de longo prazo e incorporar novas formas de pensamento e modelos económicos revolucionários. O planeamento económico ao nível local e comunitário deve assumir aqui um papel central, assim como a aparição e promoção de novos tipos de liderança empresarial e organizativa, cívica e ambientalmente mais responsáveis e democráticos.

2. Financiando uma Nova Economia

A atual sistema global financeiro falhou de forma absolutamente clamorosa, criando vaga após vaga de perturbação e caos social e económico. Não há duvidas que muito sofrimento pessoal e familiar tem nas atitudes egoístas e cúpidas da Banca e do setor financeiro em geral: neste negro rol de pecados e erros diversos, a perda de lares e o desemprego são apenas duas das mais conhecidas consequências da doentia predominância do setor financeiro sobre a economia real e produtiva. Esta predominância financeira tem que acabar e têm que emerger sistemas económicos alternativos que sejam capazes de garantir um desenvolvimento sustentável de longo prazo em vez da perigosa e insustentável busca de mais valias de curto prazo. Modelos económicos alternativos que incorporem bancos cooperativos e comunitários devem surgir por forma a promover o desenvolvimento de uma economia cidadã capaz de executar programas de financiamento comunitário e às empresas e cooperativas locais.

3. Métricas Alternativas

Existem formas alternativas aos métodos tradicionais utilizados pela economia. O indicador mais conhecido, o do PIB, ou Produto Interno Bruto tem-se revelado muito inadequado para aferir a felicidade ou satisfação dos cidadãos. Não há duvidas de que existem outras formas de medir a felicidade e o progresso de uma sociedade e essas formas devem incorporar métricas mais ricas que aquelas tradicionalmente utilizadas pelos e incorporar fatores como ecologia, ambiente, bem estar, democracia e vida cívica.

4. Comunicando a Nova Economia

A transição para uma Nova Economia vai requerer uma abordagem comunicacional muito desafiante e difícil. A comunicação tem que ser realizada em multi-plataforma, com recurso às novas tecnologias, por forma a ultrapassar o bloqueio mediático imposto pelos meios de comunicação fidelizados ou mercenarizados pelo sistema globalista neoliberal dominante. Toda esta comunicação deve assumir que a adoção de uma Nova Economia tem que passar pela transformação de mentalidades e da própria matriz cultural das sociedades. Trata-se assim, necessariamente de um processo que requer paciência, preservença e… Tempo.

5. Reconstruindo as Economias Locais: os motores para a resiliência

Depois de décadas de predomínio “imperial”: opressivo, empobrecedor e destruidor do Global sobre o Local a necessária renovação da economia deve agora passar por um regresso ao Local. Será a este nível que surgirá a renovação económica que vai levar o globo de forma decidida e firme para fora da recessão. Este ressurgimento da economia local será propulsado pelo ativismo cidadão e não pelo políticos ou governos, tornados à muito em lacaios passivos dos grandes interesses corporativos e financeiros. No reavivar das economias locais, a produção de alimentos tem que ocupar uma parcela principal e o grosso do consumo local deve ter origem local, por forma a poupar em custos de transporte e armazenamento gerando simultaneamente Emprego e desenvolvimento.

6. Sobre a propriedade

Na Nova Economia será imperativo rever o conceito de “propriedade”: o equilíbrio entre Trabalho e Propriedade tem que ser reposta e a organização empresarial repensada. As “novas empresas” não podem ser detidas em exclusivo pelos possuidores do Capital, mas partilhadas pelos seus trabalhadores e acionistas e a atual desigual distribuição dos rendimentos resolvida.

As cooperativas de produção e de consumo serão um aspeto essencial nestas “Novas Empresas” no bom exemplo das cooperativas Mondragon em Espanha, das cooperativas industriais dos EUA, das redes flexíveis fabris do norte de Itália e dos planos de distribuição de ações por trabalhadores em pratica nalgumas empresas norte-americanas. Estes modelos devolvem Justiça Social onde ela rareia cada vez mais.

7. A Reforma da Política e da Vida Cívica

O maior obstáculo a uma reforma profunda e duradoura da economia é a política: A corrupção crónica, generalizada e impune, a influencia opressiva da Finança e dos “grandes interesses” sobre democracias cada vez mais diminuídas e castradas. Campanhas eleitorais cada vez mais caras e de resultados sempre previsíveis. O pernicioso e podre “rotativismo democrático” do bi-partido PS/PSD. Para que a Nova Economia possa vingar é preciso redescobrir a democracia, estimulando a participação e a vida cívica e associativa focando sempre no Local e na Comunidade e abrindo assim caminho para uma contaminação global (pela via do exemplo) desta “nova economia”.

8. Partilhando

A “Nova Economia” terá também que avaliar qual é o lugar que a Terra ocupa neste novo paradigma económico e social. A Terra não pode continuar a ser um “bem” que se comercializa como se se tratasse de um automóvel ou de uma tonelada de trigo. A sua propriedade hereditária não pode prejudicar a comunidade. A posse comunitária da terra, na melhor tradição medieval portuguesa, deve ser recuperada e com ela formas alternativas de posse e exploração da terra e de partilha dos seus frutos.

9. Produção e Consumo Sustentáveis

Os indivíduos terão um papel central na propagação dos valores da “Nova Economia”. Será pelo consumo consciente e voluntário que as empresas serão forçadas a alterarem a sua produção e a forma como fabricam e desenvolvem os seus Bens. Valores com a simplicidade, a resiliência, a autonomia serão recuperados. A importância de consumir local, de viver dentro dos limites razoáveis também… Neste âmbito, a redução da jornada de trabalho (levando a uma otimização dos processos e de um incentivo à economia da cultura e do lazer) será central, assim como os Bancos de Tempo, as meta-moedas e as moedas locais.

10. Transformando a Moeda

O setor Financeiro terá que recuar desde a posição dominante e asfixiante que hoje ocupa para o papel auxiliar e facilitador da atividade económica que é, de facto, o seu. A própria forma da “moeda” deve ser reequacionada e as Moedas Locais devem ser implementadas de forma massiva e generalizada. Exemplos atuais bem sucedidos como a BerkShares nos EUA ou a Palmas no Brasil devem ser estudados, melhorados e seguidos. As plataformas eletrónicas oferecidas agora pela Internet não devem ser esquecidas, pelas tremendas potencialidades que oferecem no campo das moedas locais ou virtuais…

Para saber mais:
http://www.neweconomicsinstitute.org/

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A ESA vai lançar uma sonda em 2022 para estudar as luas de Júpiter em busca de indícios de vida

Sonda JUICE da ESA (http://t1.gstatic.com)

Sonda JUICE da ESA (http://t1.gstatic.com)

A ESA vai lançar uma sonda em 2022 para estudar as luas de Júpiter em busca de indícios de vida. A sonda terá a designação de  “Jupiter Icy moons Explorer (JUICE) e será lançada por um foguetão Ariane 5 devendo chegar ao sistema joviano em 2030, mantendo-se ativa aqui por pelo menos três anos.

O objetivo da JUICE será o estudo da atmosfera de Júpiter e das luas Europa, Ganimedes e Callisto, esperando-se encontrar indícios dos oceanos subterrâneos que elas albergam e (com sorte…) alguma prova da existência de vida.

O custo total desta missão deve rondar os 830 milhões de euros para financiar a nave espacial a que se somarão mais 200 milhões de euros para custear a instrumentação.

Fonte:
http://www.spacemart.com/reports/ESA_says_to_probe_Jupiters_moons_for_life-giving_elements_999.html

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O Templo de São Cristóvão de Rio Mau (Vila do Conde)

O Templo de São Cristóvão de Rio Mau (Vila do Conde) (http://www.infopedia.pt/)

O Templo de São Cristóvão de Rio Mau (Vila do Conde) (http://www.infopedia.pt/)

Esta igreja inclusa no caminho português dos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela foi precedida por uma ermida fundada em 1151 pelo sacerdote Pedro Dias. Foi este presbítero que converteu a igreja num pequeno mosteiro tendo sido a capela-mor erguida em sua vida e a menor nos começos do século XIII.

No tímpano, surge um bispo mitrado. Julga-se que poderá ser Santo Agostinho, uma vez que os monges seguiam essa regra. Mas poderá ser também um bispo hermético, como sugere Dalila Pereira da Costa. Poderá tratar-se de um iniciador, rodeado de dois iniciados, já que os seus acompanhantes apresentam em relação a este uma estatura inferior. Todos tem uma cabeça amendoada, o que é uma alusão à sua natureza crística. Um segura um Livro Aberto (a Natureza ou o conhecimento Exotérico), o outro tem orelhas (que são omissas no primeiro), como para levar quem observa a cena a perceber que à direita (o lado favorecido) escuta a sabedoria do “bispo” ou iniciador. Sob esta cena, alguém segura um crescente lunar, signo do lado feminino da matéria. À esquerda, encontramos um símbolo solar que contrasta com o lunar e o completa, encerrando assim o ciclo masculino-feminino da Alquimia natural. Ainda no interior do tímpano, um Agnus Dei invoca uma possível influencia templária no templo de Rio Mau…

O tímpano do portal norte exibe dois animais fantásticos: um grifo ao lado de um animal bípede e alado. Na capela-mor encontramos vários símbolos, desde um soldado com escudo e espada, passando por um par de soldados ou monges em que um tem tem a mão sobre o coração e o outro não tem barba nem cabelo. Sobre os capitéis que guardam estes ricos símbolos uma decoração de quadrados recorda o motivo do xadrez que se encontram em muitos templos de origem ou inspiração templária.

Numa das esquinas da capela-mor umas mãos seguram, elevando, uma cabeça, o que faz lembrar na Baphomet, uma misteriosa cabeça (dizem alguns que de João, o Baptista).

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

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O Asteroide 2011 AG5 de 2040: uma explosão de 517 megatoneladas em perspetiva?

Apesar de toda a parafernália bélica reunida para que as grandes nações da Terra se defendam umas contra as outras aquela que é a maior ameaça à civilização e à vida sobre a Terra não tem ainda nenhuma forma de ser combatida ou – pelo menos – diminuída: trata-se da ameaça meteórica.

Esta ameaça vai-se tornando cada vez mais concreta e atual à medida que prossegue a catalogação dos asteroides do Sistema Solar… Sendo que aquele que se assume como a ameaça mais real e imediata é o asteroide 2011 AG5. O asteroide tem cerca de 140 metros de diâmetro.

Se cair na Terra, cairá a uma velocidade estimada de 69 mil quilometros por hora, num impacto que equivalerá a uma explosão nuclear de 517 megatoneladas, cinco vezes maior do que a mais poderosa arma nuclear jamais desenvolvida pelo Homem. O impacto vai deixar no solo uma cratera com quase quatro quilometros de extensão e mais de mil metros de profundidade. Menos de um segundo depois do embate com o solo ascenderá uma bola de fogo com 2.5 quilómetros, várias vezes mais brilhante que o Sol. A dezenas de quilómetros de distancia, sentir-se-á um tremor de terra da escala de 6.4 de Richter e a luminosidade decorrente vai provocar queimaduras do terceiro grau a quem ficar exposto. Todos os materiais combustíveis expostos ao calor da bola de fogo entrarão em combustão imediata, como em Hiroshima.

Um pouco mais de um minuto depois um vento supersónico de 442 quilometros por hora vai arrasar todas as estruturas em redor do ponto de impacto com uma intensidade sónica de quase cem decibéis, provocando surdez temporária ou permanente em que tiver o azar de se encontrar nas imediações.

Atualmente estima-se que esta calamidade tem uma em 625 hipóteses de acontecer em 2040, algures no globo e materializando um impacto que em média sucede uma vez em cada 40 mil anos.

Urge que a Humanidade encare de vez, com decisão e imaginação aquela que é a sua maior ameaça. Que seja aumentado o financiamento do projeto Spaceguard, que está a mapear as ameaças meteóricas do Sistema Solar e que se construa e coloque em orbita um sistema de reação de emergência que possa ser ativado em caso de deteção de uma ameaça que seja detetada e considerada como credível. Ao contrario do que se apresenta nos filmes de Hollywood detonar uma ou mais bombas nucleares na sua superfície nada fará para o destruir, apenas servirá para o fragmentar e multiplicar os pontos de impacto, mantendo intacto o somatório de energia que se abaterá sobre o planeta. De facto, a única forma eficaz de combater esta ameaça é detetá-la com suficiente antecedência (e por isso é que um projeto de mapeamento do firmamento é tão importante) e criar um sistema de reação e colocá-lo em órbita, seja ele velas solares, um propulsores de iões ou uma pintura refletora que altere a órbita por forma a que esta não coincida com a da Terra.

Fonte:
http://www.popsci.com/technology/article/2012-02/new-near-earth-object-could-collide-earth-2040

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João Marcelino: “O Pingo Doce fatura cerca de sete milhões de euros por dia em Portugal”

João Marcelino (http://www.dn.pt)

João Marcelino (http://www.dn.pt)

“O Pingo Doce fatura cerca de sete milhões de euros por dia em Portugal. No dia um, com certeza que este valor foi multiplicado por quatro ou cinco. É por isso, estranho e pouco credível que Alexandre Soares dos Santos não tenha tido conhecimento antecipado (como disse ao Expresso). Não é possível que um presidente de uma empresa possa não despachar pessoalmente uma operação deste nível, que terá com certeza permitido um fluxo financeiro acima dos vinte milhões num só dia e implicado um financiamento extra.”

João Marcelino
Diário de Notícias, 5 de maio de 2012

Obviamente, o maléfico Alexandre dos Santos soube antecipadamente do que se preparava e mentiu com todos os dentes que tem na boca. Isto significa que além de fujão de impostos e de destruidor da produção agrícola nacional, Alexandre dos Santos é também um grande mentiroso.

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O “OVNI” do Cabo Espichel

Cabo Espichel (http://static.flickr.com)

Cabo Espichel (http://static.flickr.com)

Segundo uma lenda documentada em 1336, o culto da Senhora do Cabo do Cabo Espichel estaria relacionado com a observação por dois anciões que viram uma “estranha luz” que iluminava todo o cabo.

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A “estranha luz” segundo a lenda explicaria o trilho da mula que hoje se sabe ser apenas o testemunho fóssil de uma caminhada de sauropodes e gravada na pedra, mas pode também ser uma recordação da observação de um OVNI por parte da testemunha que terá observado o fenómeno, transpondo-o assim até à atualidade e enquadrando-o no cenário religioso que servia na época para explicar todas as anomalias que se observavam na natureza. Fica a possibilidade…

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O que está a criar hipóxia nos pilotos dos F-22A Raptor?

Algo de estranho se está a passar com a saúde dos pilotos da USAF que voam no avião furtivo F-22A Raptor. E o mistério adensa-se… depois dos pilotos, são agora também os mecânicos que estão a adoecer. Os relatos descrevem fenómenos similares à hipóxia (baixo teor de oxigénio). Os primeiros sintomas em pilotos começaram em abril de 2008, mas desde então foram registados 25 incidentes semelhante, dos quais 11 desde setembro, quando a USAF terminou a suspensão de voos deste modelo que tinha iniciado em março de 2011 precisamente por causa destes casos.

Os novos casos – agora em mecânicos – foram cinco casos sendo que alguns estavam no interior da carlinga quando foram vítimas de hipóxia e testavam os motores do aparelho. Este novo facto indica que o problema não está ligado às altas altitudes e performances em que pode operar o aparelho, mas que é algo que também pode ocorrer no solo, talvez ligado à máscara que fornece oxigénio aos pilotos.

A investigação decorre neste momento, mas existem já vários pilotos de F-22 que se recusam a voar no aparelho enquanto o problema não for esclarecido.

Fonte:
http://security.blogs.cnn.com/2012/05/09/mystery-of-f-22-illnesses-grows/

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Porque é que o submarino Tridente não esteve na “Força de Intervenção Rápida” que esteve nos mares da Guiné-Bissau?

Aquando da recente deslocação da “Força de Intervenção Rápida” para a Guiné-Bissau estranhei que tivessem sido enviadas duas fragatas, uma corveta, um P-3 Orion e um C-130H estranhei que nessa fora não estivesse – como previsto – um submarino. A explicação surgiu entretanto… e reside no facto de o “Tridente”, um dos dois U-209PN da Marinha estar imobilizado por falta de verbas para sustentar o custo em combustíveis. Sem orçamento, a Marinha teve que reduzir ao mínimo as horas de navegação. Obviamente, numa missão tão extensa e potencialmente duradoura, o “Tridente” não podia ser utilizado.

O problema dos custos da propulsão destes submarinos AIP foi um dos que me fez “torcer o nariz” aquando da opção pela continuação da dita “arma submarina” num ambiente financeiro que – na época da decisão, em 2004 – já era muito adverso. No caso dos U-209, o agravamento contínuo dos preços dos combustíveis (que está a fazer parar muitos outros meios das Forças Armadas) está ainda a ter mais impacto , dadas as especificidades da sua propulsão.

Este fenómeno prova aquilo que escrevi em 2004: Portugal não devia ter investido mais de mil milhões de euros em dois submarinos com custos operacionais manifestamente mais elevados do que um país como Portugal pode pagar. Obviamente, essa verba teria sido muito melhor investida em corvetas ou em patrulhas oceânicos construidos em Portugal, com emprego português e em empresas nacionais (salvando assim os Estaleiros de Viana do Castelo).

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/submarino-da-marinha-parado-para-poupar-contas-no-combustivel-1545939

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Gualdim Pais, o Mestre templário português que “se elevou como um Lúcifer” (iniciado)

Gualdim Pais (http://ipt.olhares.com)

Gualdim Pais (http://ipt.olhares.com)

Não muito longe da charola do castelo dos Templários em Tomar encontramos uma inscrição com uma biografia do Mestre Gualdim Pais. A inscrição estava originalmente no castelo de Almourol e teria sido trazida para aqui pelo Infante Dom Henrique:

“Era de 1170. O Mestre Gualdim, certamente de nobre geração, natural de Braga, existiu no tempo de Afonso, ilustríssimo Rei de Portugal. Abandonando a milícia secular, em breve se elevou como um Lúcifer, porquanto soldado do Templo, dirigiu-se a Jerusalém onde durante cinco anos levou vida trabalhosa. Com seu Mestre e seus Irmãos, entrou em muitas batalhas, movendo-se contra os reis do Egito e da Síria. Como fosse tomada Ascalona, partindo logo para Antioquia pelejou muitas vezes pela rendição de Sidon. Cinco anos passados, voltou então para o Rei que o criara e fizera cavaleiro. Feito Procurador da Casa do Templo em Portugal, fundou, neste, os castelos de Pombal, Thomar, Zêzere e este é chamado Almoriol, e Idanha e Monte Santom” (tradução do latim).

Citado em
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

A referencia a Lúcifer (“aquele que traz a luz”) pode ser uma referencia a que Gualdim Pais tenha recebido a sua iniciação nos ritos internos e secretos dos templários no Oriente. Gualdim Pais surge assim como um iniciado trazendo para Portugal esse conhecimento adquirido pelos frades templários no Oriente pelo contacto com os sufis e ashorasins e, possivelmente, por via do contacto com o judaísmo…

Os castelos templários fundados por sua iniciativa: “Pombal, Thomar, Zêzere e este é chamado Almoriol, e Idanha e Monte Santom” são assim aqueles onde será mais provável encontrar os conhecimentos esotéricos adquiridos no oriente e que o Mestre templário do Capitulo português deverá ter ordenado que fossem transpostos para a pedra em todas as grandes obras mandadas erguer por sua direta iniciativa.

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Miguel Frasquilho: “Ao ponto a que a crise da dívida soberana europeia chegou, não há fundo de resgate que consiga acalmar os receios dos mercados, e só uma “grande bazuca” resta à Zona Euro: permitir que o BCE anuncie que está pronto a comprar ilimitadamente dívida soberana dos Estados-Membros”

Miguel Frasquilho (http://bairradadigital.pt)

Miguel Frasquilho (http://bairradadigital.pt)

“Ao ponto a que a crise da dívida soberana europeia chegou, não há fundo de resgate que consiga acalmar os receios dos mercados, e só uma “grande bazuca” resta à Zona Euro: permitir que o BCE anuncie que está pronto a comprar ilimitadamente dívida soberana dos Estados-Membros. Ou seja, que se torne o seu lender of last resort. Porquê?… Com Grécia, Irlanda e Portugal ao abrigo de Programas de Assistência Económica e Financeira, as atenções dos ditos mercados viraram-se para Espanha e Itália, que representam quase 28% do PIB da Zona Euro. Só Espanha tem necessidades públicas de financiamento próximas de 500 mil milhões de euros nos próximos três anos, exatamente a quantia de que dispõe o novo fundo de resgate.”
(…)
“Estaria o BCE afinal a adotar a mesma postura do FED, do Banco de Inglaterra, do Banco do Japão ou do Banco da Suíça.” (…) E sejamos claros: mesmo que fosse preciso emitir muita moeda, as pressões inflacionistas – que tanto preocupam a Alemanha – na atual conjuntura recessiva seriam… quase nulas!…”

Miguel Frasquilho
SOL 20 de abril de 2012

O BCE tem contudo resistido com todas as suas forças – e contando nessa resistência com o crucial apoio do Bundesbank – nesse movimento para se tornar num verdadeiro banco central, pedra basilar e firme das economias que dele dependem e capaz de emitir moeda, emprestar diretamente ao Estado e de influir diretamente no curso das economias sem estar completamente obcecado e enredado nos traumas nacionais de um dos seus vinte e oito Estados-membros, que é a Alemanha e a sua obsessão em manter a inflação baixa.

O BCE tem agora nas mãos não mais o problema grego (cuja saída do euro e consequente bancarrota podem ser acomodadas com relativa facilidade), mas o espanhol e italiano. Com efeito, na Grécia,tudo se encaminha neste momento para que o governo que saía (se sair algum…) seja contrário à aplicação de mais um pacote de austeridade e que essa recusa leve à saída do euro. Perante tal desafio, os mercados irão apontar as suas baterias para o seguinte “ponto fraco” do Euro. E este não serão nenhum dos outros países intervencionados (Portugal e Irlanda), mas Espanha, Itália e Bélgica. Nesse momento, as opções serão evidentes: ou o BCE continua a aplicar os dogmas monetaristas ou assistimos a um colapso massivo do Euro, com perdas continentais que sai muito difíceis de avaliar,  mas que ascenderão certamente a muitos triliões de euros.

Estamos a chegar muito rapidamente ao ponto em que o BCE tem que decidir se quer ou não salvar o Euro e continuar – ele próprio – a existir… Porque sejamos claros: se a moeda única acabar,  acaba com ela o BCE e todo o projeto da União Europeia. É exatamente isto que está em jogo.

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A Torre de Belém: símbolo hermético?

Torre de Belém (http://www.igespar.pt)

Torre de Belém (http://www.igespar.pt)

“A Torre de Belém tem um baluarte de inspiração renascentista e a torre em si é composta por 4 andares que, como nos sugeriu o investigador Eduardo Magalhães, podem ter relação com os quatro elementos – o terraço, aberto à abobada celeste, estaria relacionado com o éter. O quarto piso está, sem duvida, sob a égide do elemento fogo. É chamada a Capela, nós chamamos-lhe a Sala do Fogo. O chão é constituído pelo xadrez maçónico que simboliza a bipolaridade das forças do universo. No cento, está representado um octógono, símbolo muito utilizado pelos Templários que, numa leitura, simboliza a regeneração espiritual assim como a comunicação entre o quadrado da Terra e o circulo do Céu.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Estaremos assim perante uma insuspeita mensagem hermética da Torre de Belém… A sua divisão por quatro andares será assim uma alegoria à visão renascentista do cosmos, mas é no seu quarto piso, na “capela” que encontramos o elemento simbólico mais curioso: o chão de xadrez é uma nítida influência templária que se encontra em São Cristóvão de Rio Mau (Vila do Conde) e na capela da Quinta da Regaleira. Simboliza a dualidade da matéria, a separação entre Enxofre (principio masculino) e Mercúrio (principio feminino) e estando no andar do “Fogo” e na Capela é nada mais nada menos que um símbolo do Athanor.

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“Em ano e meio, a Banca já conseguiu cem mil milhões entre o dinheiro do BCE, captação de depósitos e o corte no crédito”

“Em ano e meio, a Banca já conseguiu cem mil milhões entre o dinheiro do BCE, captação de depósitos e o corte no crédito. Empresas e famílias estão no fim da lista de prioridades.  (…) Desde junho de 2010, os bancos nacionais cortaram o crédito concedido em 20.6 mil milhões de euros e captaram mais 27.2 mil milhões em depósitos, totalizando uma folga de 47.8 mil milhões. A este valor acresce a liquidez dada pelo BCE nos últimos com juros baratos de um por cento, um terço do que é cobrado pela Troika a Portugal.”
(…)
“As instituições portuguesas já não têm um problema de liquidez, o ritmo de desalavancagem deixou de ser obrigatório”
(…)
“A Banca prefere comprar dívida pública portuguesa, depositar no BCE ou financiar operações financeiras como foi a participação da CGD na OPA da Brisa.”

Sol 20 de abril de 2012

Estes trágicos factos demonstram que é urgente uma ação decidida, bem pensada e melhor executada por parte do Governo para recolocar a Banca ao serviço da economia e dos supremos interesses nacionais. A Banca nacional tem liquidez, mas simplesmente optou por não a devolver à economia real, asfixiando-a e arriscando-se a criar uma recessão de proporções nunca antes vistas que acabará inevitavelmente por se repercutir nos seus próprios resultados a curto prazo.

O Estado tem que intervir na gestão dos Bancos, levando-os a travarem todos os investimentos especulativos, impedindo-os (via BCE) de tornarem a depositar no BCE o capital que obtém junto desta mesma instituição a juros simbólicos e, sobretudo, usando os avales que já concede, as injeções de capital da troika (doze mil milhões de euros!) Para obter controlo acionista de gestão. Não é isto que os Bancos querem… preferiam receber o dinheiro dos nossos impostos e não terem que entregar nenhum controlo de gestão, mas é isso que acontece numa economia de mercado, independentemente da identidade do acionista!

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A SpaceX tem a sua cápsula Dragon em órbita, já a caminho da ISS

A SpaceX conseguiu lançar com sucesso mais um foguetão Falcon 9. O foguetão descolou pelas 3:44 da manhã de 22 de maio de 2012 a partir de Cape Canaveral e transporta a cápsula Dragon que no final desta semana irá acoplar na Estação Espação Internacional (ISS). Com este lançamento, a empresa privada norte-americana já fez História, tornando-se a primeira empresa a realizar tal feito, abrindo caminho num campo que até agora era exclusivo dos governos de alguns países no mundo.

A Dragon está neste momento em órbita, a caminho da ISS, onde acoplará nesta sexta-feira, se tudo correr bem. Este voo vai testar a opção da NASA de passar a usar missões espaciais em regime de outsourcing para abastecer e enviar astronautas para a ISS, algo especialmente importante agora que o Space Shuttle deixou de voar. Este primeiro voo da Dragon para a ISS é oficialmente um voo de teste, mas a cápsula transporta cerca de meia tonelada de água e mantimentos para a Estação. Se este abastecimento for bem sucedido, a SpaceX vai começar a cumprir o seu contrato de 1,6 mil milhões de euros com a NASA e a enviar doze voos de abastecimento para a ISS.

Fonte:
http://www.latimes.com/business/money/la-fi-mo-spacex-launch-space-station-20120521,0,4066674.story

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A Tomar Templária

O topónimo “Tomar” terá origem visigótica: “Teodomar”. No local da atual igreja de Santa Maria do Olival foi erguido um santuário cristão visigótico, provavelmente sobre um local de culto pré-cristao. A Igreja atual foi erguida quando Gualdim Pais era Mestre da Ordem do Templo. A fundação da cidade templária de Tomar recua a 1160, por Gualdim Pais, que seria Mestre da Ordem durante 35 anos, depois de ter regressado do Oriente.

A Igreja de Santa Maria do Olival é de estilo gótico e data do século XIII. No tímpano tem um pentagrama insculpido no interior de uma estilização de uma flor com 5 pétalas.

A Igreja de São João Baptista é Manuelina e foi construida no século XVI. Dedicada a São João Baptista, o padroeiro dos templários. Existe quem acredite que São João Baptista teve a sua própria Igreja, a dos Mendaitas também chamados de “cristãos de São João” e que tinham como fontes de tradição o Codex Naxararaeus e o Tratado de Bardesanas (do século II d.C.). Acredita-se que os templários terão contactado os Mendaitas durante a sua presença no Oriente e recolhido a sua heterodoxa influência.

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

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Breve retrato da Sociedade Civil e do Associativismo em Portugal

http://www.claudiafarnesi.com.br

Não existe democracia sem o um setor associativo forte. As associações são parte fundamental da vida cívica de qualquer país e a sua dinâmica uma boa medida da qualidade da sociedade civil e da cidadania de qualquer entidade nacional. Surge assim como muito relevante a constatação de que os portugueses têm dos mais baixos índices de participação em atividades associativas do continente europeu. Com efeito, a grande maioria dos nossos cidadãos não pertence a nenhuma associação… e aquele que são exceção, por regra, estão presentes em mais do que uma, o que reduz ainda mais esta percentagem.

Esta situação atual é um grave retrocesso em relação aos números registados depois da revolução de Abril de 1974 onde existiu um notável incremento do número de associações e da participação dos portugueses nas mesmas. Depois da década de oitenta, registou-se um grande abrandamento da vida cívica em Portugal. A única – e muito notável – exceção têm sido as associações juvenis que muito por causa de um quadro legislativo favorável e do apoio de diversos governos têm tido um aumento muito razoável (mais de 20%) entre 2007 e 2010. Este sinal é animador e indica que os jovens portugueses estão dispostos a agir na nossa sociedade, encontrando na vida associativa e na sociedade civil a forma de expressão que a intervenção política convencional parece incapaz de satisfazer.

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A lenda luso-galaica de Trezenzónio e o Mito da Atlântida

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

“Trezenzónio, depois de deambular pela região do Minho e Galiza, chega à Torre de Hércules, na Corunha, onde avista uma ilha. Sozinho, constrói um barco e enceta viagem em direção à ilha do Paraíso, onde encontra uma basílica de dimensões extraordinárias – o seu perímetro media 51 km! – , com o altar dedicado a Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla, situado em frente a Caminha, do outro lado do rio Minho. De resto, a ilha tinha todos os alimentos de que necessitava para viver saciado e feliz, e o clima era ameno.”
(…)
“Passados sete anos recebeu o aviso para sair da ilha. Recusando-se, ficou muito doente, até que aceitou regressar à Galiza e suplicou ao Senhor para restituir a saúde, o que acabou por acontecer. Logo que Trezensónio chegou a terra, as carnes de ovelhas e de peixes que trouxe da ilha do Solstício apodreceram e espalharam um cheiro nauseabundo.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Esta curiosa lenda do frade Trezensónio invoca muitas expressões que se encontram em outra ilhas lendárias do Atlântico. Todas são recordações da existência de uma civilização passada no Atlântico. Os elementos mais comuns estão aqui todos: o numero sete, a existência de uma civilização urbana, a possibilidade de esta ser alcançada a partir do extremo ocidente peninsular e a superioridade técnica e material desta civilização.

Esta lenda da “Ilha do Paraíso” será assim uma entre varias evocações desde São Brandão até à Ilha das Sete Cidades da existência da mesma civilização que terá deixado a “estátua equestre” da Ilha do Pico e as “moedas cartaginesas” (SIC) da mesma ilha… Será… Atlântida?

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Do Estado Atual do Setor de Defesa Argentino

Submarino "San Juan" (http://www.naval.com.br)

Submarino “San Juan” (http://www.naval.com.br)

Num momento em que a tensão diplomática e militar entre a Argentina e o Reino Unido se intensifica em pleno clima de crise económica nos dois países (o que sempre cria condições para que se procurem “inimigos externos”) importa fazer uma breve passagem sobre aquilo que são hoje as forças armadas deste país da América do Sul.

As despesas militares argentinas subiram de forma consistente nos últimos anos e assim deverá continuar a acontecer até, pelo menos,  2015. Um aspecto importante tem sido um estreitamento constante nas relações no setor de Defesa entre a Argentina e o Brasil naquela que tem sido uma das “alianças estratégicas” regionais mais fortes, reforçada simbolicamente nos últimos dias com a revelação de que o Brasil apoiou a Argentina na Guerra das Malvinas.

Ainda que pareça remota,  há uma possibilidade para que a Argentina procure retomar pela via armada o controlo das Malvinas. O maior obstáculo a que isso aconteça é hoje o estado em que se encontram as forças armadas argentinas, muito inferior em termos de qualidade e números de equipamento ao que se verificava na década de oitenta. Recentemente, e apesar da crise económica, o governo decidiu encomendar 40 treinadores avançados IA-63 Pampa e assim financiar o desenvolvimento projetado de uma versão de ataque do aparelho. Os Pampa serão entregues ao longo de quatro anos a partir de 2012.

A Argentina entretanto terminou um estaleiro de manutenção dos seus submarinos, o “CINAR” que completou recentemente a manutenção do submarino “San Juan” da Classe alemã TR-1700. Previamente, a Argentina era forçada a enviar os seus submarinos para o Brasil, para serem atualizados.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/TR-1700_class_submarine
http://www.defencetalk.com/argentina-defence-and-security-report-2012-41802/

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Túbal, o “herói civilizador” atlante de Portugal?

“No território galego e português encontramos várias lendas relacionadas com “titãs” que aportaram à Península. Um deles será Túbal, neto de Noé, segundo uma tradição, o primeiro rei da Hispânia. Será este Túbal o fundador do topónimo Setúbal. Na costa atlântica da Península, mais a norte, encontramos na Galiza a povoação de Noia que segundo o investigador Tomás Martínez “possui no brasão municipal a imagem de uma arca da que sai uma pomba voando. Diz a lenda fundadora da cidade que Noé acostou naquele lugar depois do Dilúvio Universal e afirma-se que os restos do navio estão escondidos no monte Barbanza. Continua a lenda dizendo-nos que a cidade foi fundada por Noela, a filha de Noé, cujo nome deu origem ao da localidade.”

Túbal teria sido sepultado em Sagres e segundo Frei Bernardo de Brito (1569-1617): “E tal foi o amor que lhe tiveram que nunca se perdeu a memoria da sua sepultura, antes a visitavam e veneravam como coisa santa, permanecendo pelos séculos fora, uma lembrança nos moradores da terra, e sem atinarem a causa, pelo tempo a ser sepultado, que tanto era noite ninguém se atrevia mais a passar por junto dela, dizendo que andavam os deuses naquele lugar.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Serão Túbal e Noela uma recordação deturpada da chega ao extremo peninsular dos fundadores da cultura megalítica, vindos do Atlântico, refugiando-se do cataclismos que destruiu a Atlântida? Ou tratar-se-á apenas de uma tradição oral, passada de geração em geração pelos povos que viviam no ocidente peninsular e que recordavam assim a chegada dos primeiros navegadores fenícios a estas paragens?

Por principio, não excluímos a possibilidade de ter existido uma verdadeira “Atlântida”, mas a ter existido podemos encontrar um eco nos mitos de ilhas atlânticas, como a da Ilha das Sete Cidades que poderia ter sido uma derradeira parcela da Atlântida que tenha sobrevivido à grande catástrofe que destruiu essa mítica civilização atlântica. Seria Tubal um exilado dessa mítica Ilha? Uma memoria deturpada da chegada desses “heróis civilizadores” vindos de uma civilização perdida no Atlântico?… Teria Tubal assim sido uma recordação daqueles que introduziram a escrita no sul de Portugal dando assim origem à escrita sudlusitânica ou cónia?

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Manuel Ferreira Patrício: “O perigo que, na presente crise, corre Portugal é de alto risco, pode mesmo pensar-se que é de morte”

“O perigo que, na presente crise, corre Portugal é de alto risco, pode mesmo pensar-se que é de morte. Para o ultrapassar, os Partidos do arco do governo assinaram com o triângulo Fundo Monetário Internacional / Comissão Europeia / Banco Central Europeu um acordo de assistência financeira a Portugal que só por si implica um vasto espaço de perda de soberania, com ameaças reais de perda maior, mesmo de bancarrota, finalmente de colapso do Estado.
Dos Governos dos Estados integrantes da CPLP vieram algumas palavras de simpatia e apoio, mas a verdade é que a CPLP não entra na equação do plano de recuperação de Portugal, nem se fala nela com algum sentido de futuro.”
(…)
“Ora só no quadro vital da CPLP – espiritual, cultural, social, político, económico, financeiro – Portugal pode ser e existir como um ator histórico relevante, com uma missão transcendente a cumprir. “
(…)
“A Europa não é o nosso futuro. A Europa é cada vez mais o nosso sepulcro, o nosso jazigo.  A Europa prospera e impante (rica, como eles dizem…) vive de recursos que Portugal lhe propiciou com os Descobrimentos marítimos. A Europa pensante e (duvidosamente) racional,  que tem vindo a apunhalar a Grécia, vive da Razão com que precisamente a Helade iluminou o Mundo.”

Manuel Ferreira Patrício
Nos Próximos cem anos,  a CPLP será ou Portugal não será
Nova Águia, número 8

A continuação na Europa e do processo de aprofundamento da íntegra europeia só pode trazer para Portugal, a prazo, a sua dissolução numa entidade supra-nacional, burocratizada e completamente dominada pelos interesses dos povos do norte da Europa. A via atual – de austeridade, recessão e desemprego galopante – vai levar ou a cisão da União Europeia em duas “europas”, a dos ricos e a dos pobres,  ou à sua “federalizarão” ademocrática, tecnocrática e ferozmente liberal e germanófila. Portugal, para sobreviver, tem que sair deste pesadelo e procurar trilhar o seu próprio caminho.

Não advogo a saída imediata da União Europeia, mas o país precisa de tomar uma atitude mais forte e autónoma não somente nas decisões tomadas na Europa e nas instituições europeias, adotando uma posição de viva oposição sempre que os interesses nacionais sejam seriamente lesados, repelindo de vez aquela patética atitude do “bom aluno” que nos caraterizou durante os negros anos do Cavaquismo, enquanto a europa arquitetava e executava uma bem pensada estratégia de tercialização da nossa economia. Portugal não deve “sair” da Europa. De resto, somos e seremos sempre europeus e aquilo que a Europa é hoje deve muito ao património histórico e cultural português, pelo que o interesse maior em que Portugal não “saia” da Europa é (ou deve ser) mais europeu que luso. Mas Portugal não deve rejeitar outras abordagens, laterais e paralelas, ao processo de integração europeia. Em particular deve reconstruir a sua economia, recentrando no Local, aquilo que o Global levou para fora de fronteiras nas últimas décadas e deve aproveitar os laços privilegiados que mantêm com os países da Lusofonia para usando essas sinergias reconstruir um setor produtivo fortemente afetado por um processo de integração europeia que em certos aspetos fui negativo para Portugal.

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