O presidente da República de Cabo Verde ao regressar da última cimeira da CEDEAO defendeu que a força desta comunidade regional devia ser “inclusiva”, no sentido de que deveria incluir forças de outras entidades transnacionais, como a CPLP

O presidente da República de Cabo Verde ao regressar da última cimeira da CEDEAO defendeu que a força desta comunidade regional devia ser “inclusiva”, no sentido de que deveria incluir forças de outras entidades transnacionais:
A CEDEAO entendeu que deveria criar uma força na África Ocidental. Mas esta força é também inclusiva, pois é criada em concertação com a União Europeia, União Africana, Nações Unidas e CPLP, bem como até pelos Estados Unidos e França, que fornecerão outro tipo de apoios”. Portugal surge ausente desta lista, ainda que um país sem ligações ao território (mas ambições históricas) como França apareça em destaque nesta declaração do Chefe de Estado caboverdiano. A esta lista, o governante somou ainda o Brasil: “Há questões de pormenor, de força, de ajustamentos. Por exemplo, não está excluída a participação do Brasil nos esforços de intervenção. Mas se me fala de Angola, havendo lá o problema da Missang que já esteve e vai sair, não estará excluída, como país africano ou da CPLP, mas talvez se deva perceber que seria mais fácil estarem tropas de outros países”.

Poderá chocar a alguns a ausência de Portugal nesta lista, e outros acusarao caboverdianos e guineenses de ingratidao, mas concordamos que Portugal (assim como França) deve estar afastado de uma presença militar direta nesta força multinacional de interposicao: existem ainda demasiados equivocos historicos datados da época da Guerra do Ultramar e a presença portuguesa no território – ainda que pudesse ser bem acolhida pela maioria da população – acicataria os animos mais violentos do narcoexercito guineense e poderia contribuir mais para o agravamento do conflito do que para a sua solução. Contudo, Portugal deve disponibilizar as forças que já tem na região (uma fragata, uma corveta, um navio abastecedor e um avião de reconhecimento) para dar apoio aéreo e naval a essa força multinacional. Não defendemos a presença de militares portugueses no terreno (excepto para resgatar portugueses, em caso de ameaça à sua integridade física), mas a sua presença como apoio de retaguarda, suporte logístico e até para eventuais operacoes especiais pode vir a fazer toda a diferença num conflito onde a presença dominante dos reputadamente incompetentes militares nigerianos não augura nada de bom.

Entretanto, em apoio desta presença da CPLP nesta força de interposicao na Guiné-Bissau, já assinou esta Carta Aberta do MIL? http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

Fonte:
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article75604&ak=1

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4 thoughts on “O presidente da República de Cabo Verde ao regressar da última cimeira da CEDEAO defendeu que a força desta comunidade regional devia ser “inclusiva”, no sentido de que deveria incluir forças de outras entidades transnacionais, como a CPLP

  1. Enoque

    Primeira pergunta que eu faço. Para Cabo Verde, qual das duas comunidades tem mais prioridade? A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental ou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa?

    • É uma boa pergunta: mas o país está inserido nessa região,por muito insular que seja… a autoridade regional que advém da maturidade da sua democracia, torna-o um agente muito influente na cedeao, o que reforça ainda mais a importancia de o ter tambem na cplp.

      • Enoque

        Eu acredito que a CEDEAO tem mais prioridade, assim como a UE para Portugal e o Mercosul para o Brasil.
        O Tratado de Lagos assinado em 1975 e revisto em 1993, dá formalmente à Comunidade a responsabilidade de evitar e resolver conflitos na região.

        A CPLP é uma organização assinada em 1996 entre países lusófonos, que instiga a aliança e a amizade entre os signatários. Apesar da iniciativa, a CPLP é uma organização recente que busca pôr em prática os objetivos de integração dos territórios lusófonos.

        O que quero dizer é que a CEDEAO tem objetivos claros, definidos e, a CPLP tem objetivos vagos, superficiais. A CPLP não é uma aliança militar e nem comercial/econômica/financeira. A CPLP é algo parecido com a Cimeira Ibero-Americana. Um encontro cerimonial entre chefes de Estado e de governo de países. Acho que o problema está na CPLP.

        • Exato… por isso nao me choca muito ver a cedeao assumir a liderança do processo. Chocar-me-a se o fizer de forma solipsista, sem pedir ajuda aos paises de outras organizacoes, como a ua ou a cplp.

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