Miguel Real: “Um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Existem dois futuros para a Lusofonia:
1 – Reside no mais do mesmo, na repetição do passado, normalizando este, e cada pais tenderá a ser tão dominador quanto a sua real força económica, Angola liderará os países africanos e o Brasil tenderá a imperar, Timor e Guiné-Bissau serão por muito tempo os países pobrezinhos a que os restantes facultam algumas migalhas, etc, etc
2 – reside na criação de um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar.”

O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

A União Lusófona não será apenas uma união polìtica dos povos de fala Lusófona. Nesse sentido, não será um neoimpério colonial francês ou britânico, nem uma União Europeia que se assume cada vez mais como um IV Reich germânico. A União Lusófona que serve de eixo fundacional fundamental ao MIL: Movimento Internacional Lusófono terá que ser um novo tipo de união politica entre povos e culturas. Deve ser o protoplasma exemplar de uma futura união mundial que derrube as fronteiras nacionais, os ódios e ressentimentos milenares e derrube assim pela base todos os motivos para guerras e conflitos futuros.

A União ou Comunidade Lusófona deve ser um “super-Estado” de tipo novo, em que o Local substitui a posição dominante ocupada pelo Global, em que o essencial da cidadania se exerce de forma dinâmica e criativa junto da comunidade local, em que o municipalismo é a célula principal da ação política e governativa e onde apenas as parcelas indispensáveis de soberania são tranferidas para o Estado ou para esse “super-Estado” Lusófono. Nesse modelo confederal, além da diplomacia e Defesa, poucas mais competências serão centralizadas, sendo a descentralização municipalista a regra.

A União Lusófona será assim o “super-Estado” mais fraco da História, de forma intencional e objetivada, por forma a garantir que nenhum tipo de imperialismo recaia – opressor – sobre o indivíduo. A ação cidadã será essencialmente local, o exercício democrático permanente e vigilante aplicar-se junto daquilo que é mais próximo para as pessoas: a sua comunidade ou município. Será desta rede pluricontinental de municípios federados, unidos por Estados a uma União Lusófona que brotará o exemplo a que mais tarde outros povos, de outras línguas se irão unindo até formar a União Mundial que serve de objetivo final para este projeto.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 15 comentários

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15 thoughts on “Miguel Real: “Um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar”

  1. Mas sem acordo ortográfico

    • Opções… eu escrevo segundo o AO.

      • Otus scops

        gostas de coisas rascas…
        dantes não eras assim.
        😈

        (aquel dos “tetos” salariais é de bradar aos deuses…)

        • É a forma de cirrigir algumas dsasa desigualdades que asfixiam o nosso pais. Sem esquecer – jamais – que os impostos sobre o capital tem sido subcobrados nem que o fim dos offshores deve ser uma prioridade absoluta.

          • Otus scops

            não CP, aqui a questão são os TETOS:
            Glândula mamária. = MAMA, MAMILO, TETA.

            • Argh… nope. Nem pensar, nao vou regressar ao debate interminavel do acordo…

              • otusscops

                CP

                está incomodado com as tuas contradições???
                não dicutes o óbvio porquê???
                a quem interessa a abrasileirização da ortografia em Portugal???
                porque te entregas???
                porque é “lusófono”??? será que é??? ou então, será que a “lusofonia” é positiva para Portugal???

                • Não discuto, porque se trata de uma discussão estéril: estamos arreigados nas nossas respetivas posições e nenhum vai mudar de opinião: está mais que visto.
                  Para mim, a questão do AO está encerrada a partir do momento em que com 3 países onde este está em vigor, está automaticamente em vigor em Portugal.
                  Daqui em diante é aceitá-lo ou partir para um novo AO, algo que não só aceito, como acho necessário.

  2. Otus scops

    Filipe Morais:
    um comentador a seguir atentamente que já estou a adorar!!!
    😉

  3. Otus scops

    CP

    não consigo responder ao último comentário directamente.

    a minha perplexidade contigo é que o achas mau e errado e usa-lo, estás a legitimar algo errado e distorcido.
    alem demais não vai ser mudado para melhorar, agora vem aí a quimbundização da língua, Angola quer IMPOR o léxico deles à língua, que não corresponde aos usos de Portugal, Brasil e demais. daqui a pouco vem o criolo, depois o shona, o maconde, o macua, o zulu, o ganguela, o tupi-guarani, o maubere, etc…
    acaba-se já com esta dor.

    sobre acordos, andas cá um cumpridor exemplar.
    mas acordos do quê??? então em 8 países, só 3 aderem e isso é obrigação de alguma coisa???
    então e o Brasil que assinou por decreto-lei o anterior AO e a seguir por decreto-lei igualmente rompeu-o por questões de interesse nacionalista???
    não dizes nada??? nós não devemos nada a ninguém, a nossa língua não precisa de acordar nada, menos ainda com quem no passado “roeu-a-corda”.

    sobre o assunto em questão, só mão muda quem é burro…
    :mrgreen:

    • Uso somente aquilo que acho correto, hehehehe, tu é que ainda topaste as palavras onde nao mudei a grafia (e tambem não te direi quais são)!

  4. Riquepqd

    Coruja do MInho,

    Acho que agora tenho uma boa notícia pra você, vou jogar do teu lado sobre o AO, a minha empatia pela lusofonia não deixava que eu dissesse a mim mesmo que este AO está errado.

    Não há como unir gramaticalmente duas maneiras muito diferentes de falar, o português do Brasil já é foneticamente quase uma língua apartada do português europeu, fora os seus vários dialetos:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Dialetos_do_portugu%C3%AAs_brasileiro#Dialetos_do_portugu.C3.AAs_brasileiro

    Mesmo sabendo dos benefícios que o AO pode trazer, fico as vezes tão incomodado como você ao ler algumas palavras, por exemplo:

    Nós brasileiros não falamos e tampouco escrevemos assim:

    Aspeto;
    Camião;
    Amnistia;
    Facto;
    Neptuno;
    Secção;

    No Brasil escrevemos da forma que falamos aqui no Brasil:

    Aspecto;
    Caminhão:
    Anistia;
    Fato;
    Netuno;
    Seção.

    Além disso, as normas do Formulário Ortográfico de 1943, preveem o uso do trema sobre o “u” nas sílabas “qüe”, “güe” e “güi” quando o “u” é pronunciado, devido ao AO e graças aos portugueses terem problemas com o trema, “não sei mais” se ao fala-las devo ou não pronunciar a letra u porque não terão mais o trema:

    freqüente, agüentar, qüinqüênio, conseqüência.

    Já nas palavras abaixo, que não tinham o trema porque o “u” não é pronunciado, graças ao AO “não sei mais” se a partir de agora devo pronunciar o “u” ao fala-las:

    Guitarra, queijo, Guiana e etc. Isso foi um retrocesso…

    Obs: CP, continuo um amante da lusofonia e defensor da UL. 🙂

    • Enoque

      Riquepqd,
      você entende agora o porquê de eu não apoiar essa ***** de acordo ortográfico de 1990? O (des)AO é um dos maiores equívocos da história da Lusofonia, foi uma enorme irresponsabilidade. Os portugueses e os africanos escrevem como eles quiserem escrever. A língua nem sequer nasceu em terras brasileiras. Os únicos que ganham com isso são as editoras brasileiras. Até para nós, as reedições dos livros segundo as novas normas ortográficas ficaram mais caras. A nova ortografia encarece o preço dos livros. Não conheci nenhum professor brasileiro de português de nível superior que apoie essa ***** .

      • Riquepqd

        É Enoque, há muito tempo entendia, mas não queria aceitar…

  5. dfvbcmhzneje1yi3v2xxcdfe2chkwca

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