Daily Archives: 2012/04/22

O Canadá está a reavaliar a opção F-35

O Canadá está a avaliar a planeada aquisição de aparelhos F-35 à Lockheed. Sobre a mesa dos decisores canadianos está a redução do numero total de aviões ou o total cancelamento do programa. Esta questionamento ocorre num contexto de um aumento de custos deste polémico programa para o dobro dos valores inicialmente previstos.

As estimativas iniciais apontavam para a aquisição de 65 aparelhos por 16 mil milhões de dólares, e são agora estes valores que estão a ser postos em causa havendo inclusivamente a hipótese de toda a compra ser descartada.Até ao momento, contudo, a opção mais provável parece ser mesmo – segundo declarações do primeiro ministro canadiano – manter os custos do programa e,  como estes duplicara, adquirir apenas metade dos 65 aparelhos inicialmente estimados.

Os F-35 vão substituir os aparelhos CF-18 em operação desde a década de oitenta do século passado no Canadá.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Canada_mulls_nixing_F-35_purchase_999.html

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Das posições do Brasil sobre a crise na Guiné-Bissau e da necessidade de uma Força de Interposição

O Brasil está a participar nas negociações com um grupo de países lusófonos e de outras regiões geopolíticas que têm como objetivo reunirem um total de 45 milhões de dólares para financiarem as reformas antecipadas do oficialato guineense e cessar assim com a permanente instabilidade militar neste país lusófono da África Ocidental.

Este é um plano já antigo,  mas tem estado bloqueado por falta de financiamento. Agora, tem condições para regressar à ribalta e juntamente com as pressões diplomáticas e junto da ONU pode contribuir efetivamente para uma resolução definitiva da permanente instabilidade militar que tem afetado a Guiné-Bissau desde o fim do regime de Partido Único.

Esta iniciativa do governo brasileiro e protagonizada pelo embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, subsecretário-geral para África e Oriente Médio do Itamaraty, prevê que o dinheiro reunido seja entregue à ONU, entidade que depois se encarregaria de o utilizar para desmobilizar a totalidade do exército guineense (perto de cinco mil homens). A iniciativa vai de encontro a outras posições semelhantes que já defendemos no Quintus,  mas peca pela crónica incapacidade dos governos de Brasília em utilizarem a CPLP como um instrumento para projetarem a sua diplomacia e influência internacional. De novo,  neste fundo refere-se a ONU mas omitem-se completamente duas entidades que na Guiné serão decisivas para resolver o conflito: a CPLP e a CEDEAO. Sobretudo, o fundo aplica-se de forma cega, a todos os militares,  ignorando que o problema reside nas altas patentes e nas suas ligações ao narcotráfico sem prever qualquer inevitável mecanismo judicial que coloque estes responsáveis por detrás das barras de ferro de uma prisão.

Em termos internacionais, os golpistas estão cada vez mais isolados: o Banco Mundial e o Banco do Desenvolvimento Africano suspenderam os programas de fomento, mantendo apenas os programas de emergência.

No Conselho de Segurança, entretanto decorre a diplomacia, esperando-se que sejam emitidas e aprovadas uma série de declarações crescentemente mais duras para com os golpistas na Guiné-Bissau,  sendo por enquanto ainda muito pequenas as possibilidades que se autorize o envio de uma “força de interposição” (pedida pela CPLP e no Conselho,  por Portugal) com a missão de restaurar o quadro constitucional e de fazer regressar ao poder os lideres legítimos da Guiné-Bissau. Se for aprovada,  esta força poderá começar a ser preparada ainda em finais do corrente mês de abril, segundo fontes diplomáticas portuguesas e brasileiras.

Recordemos que o Brasil em 2009 tinha elaborado sob a Administração Lula um plano para instalar na Guiné-Bissau duas bases militares conjuntas com Angola. O seu objetivo seria a profissionalização do exército guineense,  cabendo a Angola treinar as patentes mais baixas e ao Brasil treinar as mais altas. O plano, contudo,  nunca progrediu no terreno e ainda bem – dizemos nós – porque,  de novo, excluía Portugal  e a CPLP deste quadro dando provas de que o Brasil não considera ainda a Comunidade lusófona como um possível instrumento para amplificar a sua diplomacia e que insiste em tomar medidas bilaterais em problemas que carecem de uma visão multilateral que nao exclua do problema nenhum dos atores que são aqui essenciais à sua resolução, Portugal e CEDEAO incluídos.

Essa é a visão da integração, defendida por Paulo Portas no Conselho de Segurança quando defendeu neste fórum o estabelecimento de uma “missão de estabilização mandatada pelas Nações Unidas” que integrasse não somente militares dos países da CPLP, mas também meios militares,  logísticos e financeiros da CEDEAO e da União Africana. São atitudes como esta – isolacionista ou de um excessivo bilateralismo – que diminuem a relevância internacional do Brasil e logo negam reiteradamente o merecido estatuto de potência mundial.

Entretanto, sabem-se hoje mais alguns detalhes daquilo que foi a causa imediata do golpe militar: a MISSANG já conhecia as intenções dos golpistas dias antes destes decidirem avançar contra o governo guineense uma vez que estes informaram os Serviços de Inteligência Externa de Angola da sua intenção, avisando-os de que contavam com a sua neutralidade. Em resposta,  os angolanos terão recusado afirmar uma posição nítida, mas Luanda ordenou o envio para a Guiné de meios pesados,  como três blindados de transporte de tropas, artilharia e helicópteros, sendo que estes,  contudo,  nunca chegaram a Bissau.

Fontes:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431829&seccao=CPLP
http://www.publico.pt/Mundo/dissidente-do-paigc-escolhido-pelos-militares-para-presidente-da-guinebissau-1542801?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2431216
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1078351-brasil-defende-fundo-para-conter-golpe-na-guine-bissau.shtml
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431830&seccao=CPLP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=546677&tm=7&layout=121&visual=49

Já subscreveu a Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau ?

?

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“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar”

“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar: passou de 13, em 1960, para 24, em 2001, e para 26, em 2008, segundo estimativas do INE. Ou seja, no inicio da década de 60 por cada pessoa com 65 ou mais anos existiam cerca de dez pessoas em idade ativa; atualmente, há apenas quatro.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Esta é a verdade incontornável dos números. Mostra uma sociedade em envelhecimento acelerado, sem respostas demográficas capazes de compensar esse acentuado declínio e onde apenas a imigração serve de fraco paliativo.

O problema demográfico luso poderia ter sido diminuído (mas não resolvido, como mostram os países escandinavos) através de estímulos fiscais e sob a forma de subsídios diretos e facilidades laborais. Mas essa nunca foi a prioridade de nenhum governo depois de 1975, e a consequência é que estamos hoje à beira de um cataclismo social, com a sociedade portuguesa incapaz de suportar o crescimento do numero de idosos inativos.

A “solução” dos neoliberais e dos seus lacaios na União Europeia e no FMI parece ser a de reduzir até valores sub-humanos o valor das pensões e da rede social disponibilizada pelo Estado. Parcialmente têm razão, mas esta redução do Estado Social não pode ser a única solução. Há que acompanhar este inevitável recuo do Estado Social, com politicas de estímulo à natalidade, com a atração de imigrantes pacíficos, trabalhadores, com famílias e vontade de se integrarem na nossa sociedade (preferencialmente lusófonos). Todas estas politicas devem ser acompanhadas de formação profissional continua – prestada por instituições publicas nos postos de trabalho – e por uma restrita e atenta vigilância contra todas as empresas que des peçam trabalhadores apenas em função de terem mais de 45 anos ou que nos anúncios de emprego discriminem com base em critérios de idade e não de currículo.

Com esta abordagem multipolar é possível adaptar a nossa sociedade à extensão da sobrevivência média dos nossos cidadãos, reavivando simultaneamente a nossa economia sem comprometer a solvalibilidade das finanças públicas e despertando o sentimento de utilidade em muitos portugueses mais idosos que se sentem sem papel util ou ativo na sociedade.

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