“A CPLP nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico”

“A CPLP nasceu no quadro de novas relações mundiais, quer no momento da sua antevisão cultural, com a crise do eurocentrismo, quer no instante da sua concretização, com o afundamento inesperado dos dois blocos, que monopolizaram as relações internacionais durante cerca de 40 anos. Ainda assim a impressão que fica é a de que a Comunidade nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico, ficando muito aquém do projeto e das expetativas originais dos fundadores, Agostinho da Silva e Aparecido de Oliveira, ou até das ditas condições objetivas que a viram nascer.”

Fernando Pessoa sob o signo da Pátria da Língua”
Antonio Cândido Franco
Nova Águia, número 8

Já não há paciência para este constante e permanente acanhamento e timidez da CPLP. Verdadeiro armazém de diplomatas em fim de carreira, a comunidade lusófona tem tido um papel compatível com a dimensão do seu orçamento e o carácter secundário dos seus líderes: em vez de declarações de ruptura, vemos vacuidades transversais cuidadosamente urdidas para agradar a todos e não ofender ninguém.

A CPLP precisa – urgentemente – de um líder de primeiro plano, com coragem para enfrentar os Estados que a deixam dormente e sempre por cumprir e que seja competente e corajoso o bastante para exigir aos dois Estados que hoje estão em melhores condições financeiras o contributo que permita à comunidade alavancar a dimensão e ambição das suas missões e competências até aquilo que para ela sonharam os seus inspiradores Aparecido de Oliveira e Agostinho da Silva.

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Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional | Etiquetas: | 43 comentários

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43 thoughts on ““A CPLP nasceu duma forma tímida e retraída, sem nada de prospectivo ou de entusiástico”

  1. Enoque

    “Já não há paciência para este constante e permanente acanhamento e timidez da CPLP.”
    – O que acontece é que tem um grande potencial geopolítico e geoeconômico, mas não tira proveito. E eu como brasileiro residente no Brasil sei que os governos que o Brasil teve desde a fundação da CPLP foram dos que mais menosprezaram a comunidade. O Brasil não faz o devido uso do fórum.

    “Verdadeiro armazém de diplomatas em fim de carreira, a comunidade lusófona tem tido um papel compatível com a dimensão do seu orçamento e o carácter secundário dos seus líderes: em vez de declarações de ruptura, vemos vacuidades transversais cuidadosamente urdidas para agradar a todos e não ofender ninguém.”
    -E ainda assim a CPLP consegue despertar interesse em nações não-lusófonas. Mas, do jeito que tem funcionado, não passa de uma péssima imitação da British Commonwealth.Vai acabar ficando sem credibilidade mundial.

    “A CPLP precisa – urgentemente – de um líder de primeiro plano, com coragem para enfrentar os Estados que a deixam dormente…”
    – Já eu acho que o problema está nos governantes dos países membros, especialmente no do meu país, o Brasil. O líder comum da CPLP não vai poder fazer o que os governos nacionais não deixam. Vocês portugueses enxergam a importância estratégica da CPLP, mas os nossos líderes parecem não notar a oportunidade gigantesca que a lusofonia dá ao Brasil. Foram negligentes com o Timor Leste em 1999, são negligentes com a Galiza, pelo menos tiveram a decência de dar importância a Guiné-Bissau desta vez.

    • É como se os outros – os não lusófonos – acreditassem mais no futuro da cplp do que os próprios lusófonos…
      Esta oportunidade para que a cplp alavanque o seu crescimento nao se pode perder, ou o seu descredito será total!

      • Ricardo Silva

        A CPLP não precisa de um Líder, que não existe, nem vai existir.
        A CPLP precisa de um projecto cultural, político e económico, que não tem.
        Com esta questão da Guiné e com a exploração petrolífera, talvez se consiga levar a cabo a primeira acção exclusivamente CPLP’ista, com:
        – reestruturação do Estado guineense
        – reestruturação das FAG
        – exploração petrolífera por uma companhia guineense associada a Petrobras/Sonangol/Galp

        Aí sim, seria mais um país lusófono viável a rodear o Atlantico Sul, isolando as ilhas britânicas de Ascenção e Sta Helena e consolidaria no a influência da CPLP numa região importante do globo.

        É a minha opinião, que por sinal sei que é partilhada ao nível das esferas políticas e militares brasileiras e angolanas, existindo ainda e também, algumas convergências com Africa do Sul e Argentina nesse sentido.

        • Mas tudo isso só pode ser realizado com financiamentos e atualmente a maior parte destes são absorvidos pelo funcionamento burocratico da instituicao e isso nao pode ser… os paises que a compoem, especialmente aqueles que têm mais recursos tem que desviar verbas da cooperacao bilateral e de outros programas e focar-los na cplp.
          E sim, a Guiné representa para a comunidade lusofona uma excelente oportunidade. Espero que a não desperdice.

          • Enoque

            CP,
            “A CPLP precisa de um projecto cultural, político e económico, que não tem.”
            – Concordo plenamente com o prezado comentador Ricardo Silva. Não é de um líder que a CPLP necessita. A CPLP não é a UE. A CPLP precisa é de um projeto muito bem coordenado. Líder, cada país membro tem o seu.

  2. otusscops

    “A CPLP precisa – urgentemente – de um líder de primeiro plano”
    é só quererem, EU!!!!!

    • Enoque

      Tens o meu voto, ó sábio mocho do Minho. 😉

      • Fica sabendo, Enoque, que se bem conheço o Otus se ele fosse a votos, haveria de votar contra si próprio! 🙂

        • otusscops

          😀

          “…se bem conheço o Otus se ele fosse a votos, haveria de votar contra si próprio! ”
          fá-lo-ía sem dúvida, se eu fosse o teu candidato, para te contrariar!!!
          :megreen:

        • Enoque

          😀 Aqui no Brasil, no estado de SP, dizia-se que os espanhóis é que são sempre contra tudo.
          ¿Hay gobierno en esta tierra? ¡Soy contra! 😀

          Eu suspeito do mocho aí. Acho que ele na verdade é espanhol. Quero dizer, galego. 😉

          • Sim, ele é galego! Confirmo! Alias, tudo o que está acima do Douro é galego, de qualquer forma. Galego e suevico, que sao a mesma coisa.

            • otusscops

              esta escapou-me….

              estás tramado comigo.
              agora ganhaste um inimigo, ofendeste-me e aos antepassados de todos que lutaram contra os galegos, que são lambe-botas dos leoneses e castelhanos, por isso estão em extinção.

              porrada nos galegos, logo pelo pequeno-almoço para começar bem o dia!!!

              :mrgreen:

              P.S. – FALA-ME DO DECRETO PRESIDENCIÁLO DA PRESIDENTA DILMA CONTRA A LÍNGUA QUE OS PORTUGUESES DERAM À REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

              • galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!galego!
                (maravilhas da copipastagem!…) 🙂

                • Enoque

                  Para vocês se acalmarem 😀

                  CP, você se candidata para ser o líder da CPLP? 😀

                  Uma piada para vocês ficarem descansados. 😉

      • otusscops

        obrigado Enoque, se mais pensassem como, o seu Mundo era bem melhor.
        nunca esqueço os amigos que me ajudam.
        :mrgreen:

        • Enoque

          Mas é um imenso prazer ajudar-te, grande mago da finis terrae ibérica. 😉 Otus scops para secretário-geral da CPLP! 🙂

          • Enoque

            Encontrei o gajo ideal para concorrer com o Otus Scops a liderança da CPLP. O Black Skin, que vem com a proposta eleitoral de “acabar com a mama toda”. 😀


            😀 Além de acabar com a mama toda, as demais propostas do Black Skin, que é filiado ao PNR, amigo pessoal do José Pinto Coelho 😀 , promete expulsar o Brasil da CPLP, e o único ponto em comum com o Otus Scops é suspender o (des)AO e retornar a ortografia tradicional. Como líder da CPLP, Black Skin vai também proibir as novelas brasileiras em canais de televisão nos demais países de língua portuguesa, assim como a música brasileira.
            Por enquanto, eu voto no Otus Scops. 😉

            PS: Eu sei que o cara aí nos vídeos é um humorista da TV portuguesa, e tomo como brincadeiras as coisas que ele fala e faz.

            • otusscops

              “comigo e com o Salazar, acabou-se a mama toda!!!”

              😀

              adoro estes gajos.
              já viram o Wanderlei???

              • Enoque

                O Wanderley Furacão?
                http://www.youtube.com/watch?v=DOKT3lAseOI
                Foi o primeiro humorista do “Vai tudo abaixo” que eu vi. Interpreta tão bem que a primeira vez que eu o vi achei que era um troll realmente brasileiro fazendo porcarias aí, e até fiquei constrangido.

                Outro grupo que me faz rir muito é o Gato Fedorento. É um barato! 😀

                E você mesmo é um humorista nato.

          • nem penses!
            ele declarava logo que a CPLP seria uma extensão do poderoso reich alemão, aka, “união europeia”!

            • otusscops

              CP
              a ti punha-te imediatamente num campo-de-trabalho a aprender alemão, a fazer salsichas e a secretariares a Associação Amizade Portugal-Alemanha.
              e só comias Wurst und Sauerkraut e cerveja, leitura só Goethe, Mann e afins (nada de Camões nem de autores brasileiros), Agostinho da Silva esquece, só Kant, Hegel e afins.
              ias adorar, já nem querias ser outra coisa, fazia de ti um Homem Novo!!!

              P.S. – obviamente que música seria só Wagner e os Kraftwerk…

              :mrgreen:

              • Era a chamada ditadura otuscopiana! Havia de ser bonito, havia… eu ia logo para a Resistencia! Capacho dos germanos, jamais!

                • otusscops

                  CP
                  pelo menos comias bem e aprendias coisas boas, tais como ética, responsabilidade, método, organização, etc, coisa que Portugal e Brasil não tem nem constam dos hábitos das suas sociedades. por isso estamos onde estamos e eles estão onde estão…

                  e levavas umas chibatadas por queres abrasileirar Portugal, via (des)AO90, claro…
                  :twisteed:

    • Mas tu não és anti-cplp pro Germania 2.0?…;-)

      • otusscops

        não sou anti-CPLP, sempre fui a favor, mas estou contra uma certa lusofonia que tem a mania de irmanar e vir com desígnios espirituais (espirituosos apenas) sem projectos CONCRETOS e que não seja feita à custa de desinformação, demagogia e de xenofobia-orgulhosa do miserável do Sul da Europa contra os crónicos campeões da qualidade e nível de vida mundiais do Norte da Europa.

        sou pró-qualquercoisa que seja melhor que eu, os germanos estão a pensar dar um chuto no cu gordo e mal feito da Merkel (homenagem a S.Berlusconi).

        os sinais andam no ar, o F.Hollande parece que vai ser presidente da França, veremos se acontece e se não se obamiza…

        • Então pensas de facto como eu: a cplp precisa mais de projetos concretos e ousados e menos de diplomacia, burocracia e contencao.
          Hollande nao é tido em grande conta no ps portugues… dao-no como sem carisma nem o rasgo que se precisa neste momento tão critico que vive hoje a europa. Espero que ganhe e que estejam enganados. Pelo menos, concordo com os seus discursos…

          • otusscops

            para mim o carisma vale pouco ou nagda,o que vale são os resultados.

            o PS devia preocupar-se com a herança socratina e com este (in)Seguro, uma versão igualmente reles do actual líder do PSD que nos (des)governa rumo ao desastre.

            nem me parece que o Partido Socialista Françês esteja muito preocupado com a opinião do seu congénere português…

            • Mas olha que nos dias mediatizados de hoje é precisamente o carisma que faz perder e ganhar eleições!

              • Otus scops

                tens razão, daí a desgraça em que nos encontramos, devido aos incautos a quem foi dada a graça de poderem votar livremente sem terem competência e maturidade para o fazerem…

                • Desgraça inevitável… a democracia continua a ser melhor dos sistemas possiveis, embora seja sempre cocha e manipulavel quando o voto é posto na mao de uma populacao inculta e civicamente subdesenvolvida…
                  A solucao, entao, nao é “suspender a democracia” (como faz hoje a UE na Grécia e em Itália), mas educar e estimular a participacao civica das massas.

  3. Enoque

    Eu gosto do Mélenchon. 🙂
    “O candidato defende uma aliança entre a França e grandes países emergentes, como o Brasil…”
    http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/eleicoes-presidenciais-franca/noticias/0,,OI5727680-EI19740,00-Terceiro+colocado+da+eleicao+francesa+se+inspira+em+Lula+e+Chavez.html
    Vamos fazer uma aliança Brasil-França-Alemanha-Rússia-Índia. 😉

    Agora a sério, acredito que o Hollande vai vencer o Sarkozy. 😈

    Na Alemanha,até eu que não sou alemão não aguento mais a Merkel como chanceler. Que decepção! 👿

    O Berlusconi é a piada do século! Pedir pra a menina se fantasiar de Ronaldinho (Gaúcho), merece ser queimado por bruxaria. 😈 Percebo a presença do lado negro (ou rosa) da força no Berlusconi. 😈

    http://br.esportes.yahoo.com/blogs/redacao/berlusconi-e-sua-fantasia-sexual-com-ronaldinho-164341811.html

    • Sim, o candidato do pcf foi a grande surpresa… esperemos que consiga para a esquerda a presidencia de hollande.

      • Otus scops

        esta direita neo-liberal, a outra face da moeda da ditadura comunista, tem de ser varrida da governação da
        Europa.
        é difícil mas perfeitamente possível, basta os povos acordarem desta letargia e engano.

        Allez Holande!!!

        • Está a começar e os ditatoriais “mercados” já comecaram a tremer e a lancar as suas manobras de bastidores para que recuperem o controlo d a situacao. a vitoria de Hollande e, sobretudo, a sua capacidade de ter uma politica efetiva muito diversa da de Sarko estão tudo menos garantidas.

          • Otus scops

            CP

            “Desgraça inevitável… a democracia continua a ser melhor dos sistemas possiveis, …”
            sim, ou melhor, o sistema político menos imperfeito como (parece) que dizia W.Churchill.
            de resto é como dizes, a manipulação faz o seu trabalho de sapa a conduzir os rebanhos de incautos.

            sobre Hollande, espero que não se “obamize”.
            as corporações nos EUA são muito mais perigosas e a democracia bem menos democrática.
            os norte-americanos em regra são mais broncos e infantis que a generalidade dos europeus.

            • Obama faz o que pode, no escasso espaço de manobra que lhe deixa livre um sistema completamente inquinado e antidemocratico. Hollande nao parece ter o mes, o carisma, pelo que espero dele ainda menos que de Obama num novo mandato.
              O sistema esta hoje demasiado fechado sobre si mesmo para tolerar verdadeiras renovacoes a partir do seu interior. Sera assim a via da violencia das ruas a unica saida para o presente estado estagnado ou diminuido das democracias? Espero bem que não.

              • Otus scops

                concordo com tudo o que escreves, “o homem é o homem e as suas circunstâncias”, no entanto devemos fazer os julgamentos das suas acções, Obama é uma profunda decepção para o Mundo e nos EUA. que tenha coragem, Kennedy teve-a, Carter também e pagou por isso nas urnas.

                sobre Hollande, vamos aguardar, pode ser uma surpresa, com entradas de sendeiro e saídas de leão, ao contrário do Barack Banana.

  4. Líder a CPLP, moi?
    Safa! Para isso teria que ser diplomata e inútil e não tenho pachorra nem para uma coisa, nem para a outra…

    • Odinoque

      essa dos hinos foi demais!!!
      😀

      o CP de certeza que vai fazer um artigo a dizer que Portugal devia adoptar o hino brasileiro ou algo del, a música ou pelo menos alguns acordes, ou então a letra (com grafia (des)AO90 – não sabemos se ante-Dilma ou pós-Dilma).
      assim é seria mais lusofónico (de certeza que o Prof. Agostinho da Silva e o Padre António Vieira escreveram algo premonitório nesse sentido) seria mais fácil todos aprendermos o mesmo, poupava-se em papel nas pautas de música das bandas e em tempo de ensaios.
      além demais os lusófonos todos ficariam a entender à primeira.
      :mrgreen:

      CP
      isso de presidente ou diplomata assentava-te bem com o devido apoio e staff (não (me) esqueças os amigos para assessores).
      penas nisso.
      mas sei que a tua vocação é de agente infiltrado do Brasil, a quinta coluna tropical na Europa…
      e a Espanha que se cuide!!!
      😛

  5. “LUSOFONIA – UMA NOVA VISÃO ECONÓMICA E HUMANISTA DO MUNDO”
    ____________________________

    Miguel Martins de Menezes

    Começo por pedir desculpas ao Clavis Prophetarum pela extensão deste artigo, e não levarei a mal se achar por bem não o publicar.

    Peço desculpas pelas limitações e eventuais erros deste artigo, mas estou a escrevê-lo directamente nesta página com um computador pouco maior é que uma caixa de fósforos, o que me impede a leitura de uma forma clara, mas aqui fica a intenção, a mensagem da possibilidade de um futuro melhor para os povos Lusófonos, basta haver boa vontade!

    Este artigo é económico, e demonstrativo do poder da Lusofonia. O liberalismo de Milton Friedman matou as concepções de Keynes pelo interesse subjacente aos produtores de “Bonds” da Reserva Federal Americana, e da ” City” de Londres, acredito que não pode existir com justiça social um Estado dentro do próprio Estado, sem jurisdição, e sem sujeição às normas que ditam as regras sociológicas dos comuns cidadãos.

    Antes de falarmos dos pressupostos que determinam as economias de um Estado apartado dos interesses financeiros de meia dúzia de criminosos de delito comum, temos de fazer um regresso no tempo e explicar porque razão as concepções económicas mais elementares se tornaram voláteis, destruindo o bom senso do mais comum dos cidadãos.

    Regresso aqui aos conceitos económicos combatidos pelo liberalismo destruidor de Milton Friedman, e à completa desagregação do poder, não apenas económico, mas sobretudo político, do Estado. Este factor nada tem a ver com ideologias, estas acabaram, os conceitos subjacentes ao pensamento económico tornaram as ideologias obsoletas, inúteis, pois estas não os criaram, apenas as serviram. Infelizmente, deveria ter sido ao contrário, mas o umbigo dos Homens provou o contrário, pensar de modo oposto seria o mesmo que dizer que quem cria a uva é o vinho, e não o oposto.

    Ora bem amigos, vamos pensar de um modo simplista mas puramente económico. Quais são os factor que movem a procura global nos mercados em qualquer parte do mundo? Segundo este Keynes,, esta procura era ditada pelos seguintes factores:

    – Procura de bens de consumo das famílias,
    – Pela procura de bens de “inversão” das empresas
    – Pela procura e consumo de bens por parte do estado
    – Pela procura de bens internacionais consumadas através das chamadas “exportações” de cada estado e intervenção deste nas flutuações cambiais da moeda.

    Milton Friedman, o grande adepto do liberalismo económico destruidor que hoje domina os estados que agregam a economia mundial transformou em “neo-liberalismo”, ou seja, num falso liberalismo economicista, no crime e roubo institucionalizado.

    Hoje temos exemplos vivos deste factor, se pensarmos que cada banco tem autorização legal para emprestar 10 unidades de moeda por cada unidade que nele guardamos. Quero com isto dizer que o dinheiro que nos emprestam não existe, é falso, e cada banco e seus proprietários ganham taxas de juro sobre dinheiro que não existe senão na cabeça das pessoas ingénuas que neles acreditam.

    Vamos regressar à história dos mecanismos económicos mais básicos, vamos voltar a Keynes, e vamos meditar um pouco sobre o futuro que podemos construir com a Lusofonia, não do modo perdulário domo tem sido olhada pelos PALOP, onde têm sido investidos milhões e milhões de recursos económicos de forma inútil, mas também perceber que esta instituição agregadora dos povos Lusófonos jamais criou um pequeno grupo de trabalho que mostrasse a exequibilidade prática desta ideia que o Pensador e Filósofo Agostinho da Silva de modo tão brilhante concebeu.

    Segundo a fórmula mais elementar de qualquer economia existem dois factores de suprema importância: desemprego e inflação!

    O desemprego é causado por uma insuficiência na procura global, que apenas pode ser estimulada pelo consumo; quer do estado, quer das empresas e pessoas, e isso apenas se pode fazer baixando os impostos (e por consequência aumentando o rendimento das pessoas e empresas), ou baixar as taxas de juro bancárias para que haja mais investimento. Contudo vivemos num estado criminoso, onde isto é impossível, primeiro porque quem dita as leis não são os próprios cidadãos, no caso de Portugal é a comunidade europeia, e no caso do Brasil será a equivalente organização que irá gerir toda a América do Sul, consumada na adesão de Lula e Dilma à “Nova Ordem Mundial”

    Vamos continuar nesta análise, vamos prosseguir!

    Como então aumentar o consumo além de baixar taxas de juro que o próprio Estado não possui controle?… Difícil resposta esta, mas o Estado em qualquer país livre possui estes recursos, construindo escolas e hospitais (ou outros), dinamizando o tecido empresarial que as vai abastecer e construir, mas um estado liberal e anti-democrático jamais o irá fazer, pois os factores e interesses externos que corrompem os governantes não o pretendem.

    Vamos prosseguir na nossa análise, vamos enfrentar este problema olhando a realidade que o cria: o Estado tem um outro mecanismo que permite fomentar as exportações e deste modo gerar uma mais valias para a produção de bens e serviços, mas como o fazer se esse mesmo Estado, como é o caso de Portugal, nem pode mexer com os mecanismos de flutuação de uma moeda que é imposta? Impossível!

    A Lusofonia não só iria alterar este factor económico como permitir um sistema económico com duas moedas cuja flutuação seria gerida pelos estados membros para fazer face ao Euro e ao Dólar. Com o tempo (penso quem em apenas 2 anos), a procura de moeda atingiria níveis tão elevados que atingiriam a competitividade das próprias matérias primas não transformadas originadas nestes países, além de outros factores que afectariam toda a industria e consequente abertura de novos mercados.

    Tudo isto é a receita mais básica para combater o desemprego, e a competitividade da própria indústria, mas o alcance desta ideia vai muito mais longe, pois serviria como um pólo agregador de uma nova concepção económica mundial, não posso sequer aqui tocar em factores estratégicos da economia mundial que me levaram a conceber esta ideia.

    Vejamos o caso da Inflação determinada por uma procura excessiva dos mercados; os preços sobem pela especulação gerada pela procura de bens, e a única forma de articular esta procura global com equilíbrio é baixar a procura subindo os impostos, diminuindo o rendimento (o que não acontece no Brasil, pois os impostos sobem e a inflação também sobe devido à corrupção institucionalizada). Outra forma é baixar o consumo subindo os impostos (num país com uma actividade económica normal), ou baixando as taxas de juro dos bancos através de políticas do banco Central, mas o que fazer quando os governos são corruptos e o próprio banco central está nas mãos dos que cobram os juros?

    A Lusofonia poderia mudar todo este panorama económico, mas ir mais longe ainda, acabar de forma natural com a corrupção, pois embora uma confederação de estados lusófonos não pudesse determinar as políticas internas de cada estado, estes para serem competitivos teriam que se subjugar naturalmente às leis económicas.

    Outra questão que vejo nesta “Nova Ordem Mundial” é o controle do chamado Gasto Público, são eles quem ordenam quanto e onde o Estado deve gastar, outro factor que seria impossível controlar numa comunidade económica e cultural como a que aqui exponho de forma pragmática.

    Desemprego e Inflação não podem coexistir nos níveis que afectam actualmente o Brasil, esse o grande problema do Brasil da última década, o maior de todos, porque logicamente se o desemprego se deve a uma insuficiência da procura, os preços têm de baixar, e não é o que sucede actualmente na economia brasileira. O desemprego e a deflação estão associados, não pode haver inflação com desemprego, e quando isto acontece algo está muito errado.

    A economia sempre funcionou assim entre 1945 a 1973, depois mudou porquê? A crise do petróleo de do petrodólar, e não foi por acaso que muitos dos países produtores já abandonaram o dólar e optaram pelo Euro (com menos dlutuações ainda que artificiais), mas que têm dado uma superior confiança às transações económicas determinadas pelas flutuações constantes da moeda americana.

    Aqui entraria a Lusofonia!

    Entre 1945 e 1973 a crise do petróleo gerou um factor não natural dos mecanismos económicos combinando dois factores anormais em qualquer economia; DESEMPREGO E INFLAÇÃO! Os Estados perderam o controle dos custos energéticos, estes passaram a ser ditados por um cartel económico que os elevou por causas que não são naturais, mas sim associadas à morte de milhões de pessoas e ao lucro desmedido desse grupo. Keynes jamais havia pensado que o cérebro humano era tão perverso que iria contrariar toda a lógica económica, afectando o recurso aos mecanismos económicos mais básicos derivados do poder que os estados e o sector produtivo das economias controlarem custos.

    Segundo dados que tenho na minha posse, Angola, Brasil, Timor (e até Portugal), se somarem toda a sua capacidade produtiva de petróleo, podem contrariar este cartel e ditar o valor de uma nova moeda, muito possivelmente países como a Venezuela e outros países do Golfo iriam aderir, sem esquecer África do Sul, Austrália, e outros das regiões periféricas dos países Lusófonos. Os reflexos determinados por este agregado económico é simplesmente fabuloso.

    Portugal funcionaria apenas como um agente de entrada de produtos transformados na Europa, ninguém poderia mandar parar navios com salsichas vindas do Brasil com o rótulo “Made in Portugal”, e muitos outros produtos, como o minério de ferro transformado em Guza, gerando mais valias para a actual exportação de produtos não transformados; isto dito de forma simplista claro!

    A inflação que surgiu em 1973, não foi uma inflação determinada pelo excesso da procura, mas sim artificial, ligada aos custos energéticos que afectaram toda a produção e interesses de meia dúzia de especuladores; o custo do barril de petróleo subiu de 2 doláres/barril para acima de 35 dólares/barril, sem esquecer outros factores que levaram à morte de milhões de seres humanos. A recessão económica bateu na porta, mas os preços continuaram subindo contrariando toda a lógica económica. A inflação gerada pela procura transformou.-se numa inflação de custos artificial….

    Infelizmente os inimigos da Lusofonia são os que têm o dinheiro no bolso, por um lado, e por outro os portugueses e brasileiros. Portugal teme a Lusofonia com o medo de ser colonizado por um país com os recursos do Brasil, e os brasileiros temem a Lusofonia com medo de um regresso ao velho império. A ideia da Lusofonia nada tem a ver com Portugal, mas sim com uma cultura ancestral que lhe deu origem e se disseminou pela América do Sul, África, e Extremo-Oriente. Nenhum povo iria perder a sua soberania, apenas funcionaríamos como uma confederação de países livres destinados a usar os seus enormes recursos em prol de um desenvolvimento sustentado que os conduziria a uma situação de pleno emprego, bens e serviços públicos so nível das nações mais desenvolvidas do planeta.

    Estávamos a analisar que a inflação que surgiu em 1973, não foi uma inflação determinada pelo excesso da procura, mas sim artificial, ligada aos custos energéticos que afectaram toda a produção e interesses de meia dúzia de especuladores financeiros ligados à produção do petróleo, e se toquei neste assunto foi para poder explicar que este aumento brutal do custo da energia eliminou mais um poder do Estado.

    A inflação que surgiu em 1973 não foi uma inflação determinada pela procura, mas sim determinada pela subida brutal dos custos da energia. Já havia na época uma inflação determinada pela procura, mas com o brutal agravamento dos custos do petróleo esta extrapolou os próprios horizontes da lógica económica, sobretudo se pensarmos que o rosto das instituições que o determinaram são os mesmos que estão por trás desta palavra maldita chamada “Nova Ordem Mundial”.

    Caso uma Confederação de Estados Lusófonos fosse criada, não só os produtores de petróleo dos países Lusófonos o venderiam com margens de lucro mais muito mais elevadas, ou seja, trazendo para os países produtores uma receita muito superior à actual, assim como teriam capacidade de tonar o crude mais competitivo no mercado pelos factores de processamento e distribuição que lhe estão associados (esta questão já tinha sido aflorada no meu projecto ” Solução Portugal” ainda que sem a profundidade que é merecedora.

    As consequências económicas deste factor são brutais, não apenas acabaria com a inflação como iria catapultar os factores multiplicador e acelerador das economias desse agregado Lusófono, levando-o ao desenvolvimento e a uma maior criação de riqueza com reflexos em toda a estrutura produtiva e na própria indústria transformadora. Mas existem outros factores que ainda são mais consideráveis, senão vejamos:

    Quando falei na criação de um sistema e duas moedas, tive por objectivo a criação de um Banco Central dessa Confederação Lusófona, e a criação de uma moeda ( chamemos-lhe o Luso ou outro nome). O Luso teria de ter uma cotação nos mercados internacionais ligeiramente inferior ao Dólar, e obviamente do Euro, porquê inferior?

    Uma moeda forte como o Luso ( a sua força estaria no equilíbrio monetário e não no valor da sua paridade com outras moedas), traria uma superior competitividade aos produtos e serviços do agregado Lusófono nos mercados onde actualmente impera o Dólar e o Euro, e muito naturalmente a sua procura nestes mercados seria elevada- Contudo, temos uma outra vantagem na criação de um Banco Central da Confederação, este poderia emitir moeda e financiar os países participantes, tendo como garantia os fluxos de matérias primas ainda não produzidos mas existentes neste agregado. Meditem um pouco nas consequências deste poder, e no que aconteceria num curto espaço de tempo, dando aos países participantes fluxos financeiros que serviriam para desenvolver infraestruturas, escolas, hospitais públicos, serviços sociais inexistentes nos países mais desenvolvidos.

    Claro, um agregado desta natureza não poderia ser pensado sem um exército único, destinado a proteger o património e interesses deste conglomerado. Já nem falo em muitos outros factores que lhe estão associados, e que iriam colocar os seus participantes entre os países mais avançados do planeta, Os países Lusófonos teriam o controle do Atlântico Sul e grande parte do índico. Basta pensarmos nos meios disponíveis actualmente, quer ao nível da marinha de guerra destes países, como também da Força aérea e ,meios humanos. Se juntarmos a estas forças as de países como as do antigo Mercosul (penso aqui na Argentina), e da Venezuela e outros, por certo teríamos os interesses desse conglomerado protegido.

    Aquilo que sucedeu a partir de 1973, foi a transformação da inflação da procura numa inflação de custos artificial gerada por essa subida dos preços do petróleo com finalidades que hoje estão visíveis em toda a estrutura desta corporotocracia maléfica que nos domina sem que nada possamos fazer. Não seria a primeira vez na história da civilização humana que um conjunto de povos usando de bom senso e equilíbrio eliminariam toda e qualquer possibilidade de os destruir. Sim, aqui estamos a falar de destruição, não apenas dos mecanismos económicos que possuíamos para manter um equilibro e uma sociedade mais justa, mas também a destruição e morte actual de milhões de seres humanos, tão visível e tão presente no quotidiano do planeta onde vivemos.

    As políticas Keynesianas foram substituídas pelas políticas liberais de Milton Friedman, as denominadas políticas de oferta em que o pressuposto da intervenção do Estado deve ser neutral, intervindo nas taxas de juro bancárias (o que nem isso o Estado tem feito), pois quem tem assento nos Bancos Centrais são aqueles que deveriam ser regulados/geridos, ou seja, a própria banca privada e interesse das corporações).

    Milton Friedman aplaudiu o abandono das políticas macroeconómicas, fazendo a apologia das políticas micro-económicas, ou seja, ao nível das empresas, sugerindo que o controle de custos seja feito ao nível da contenção salarial, e da inovação, sem que se pudesse travar o desvio da circulação monetária dos sectores produtivos para as aplicações financeiras, gerando fome e miséria e amarrando os povos que estão a ser completamente sugados por esse polvo destruidor.

    A gravidade do problema atingiu uma tal extensão que o dinheiro desviado da Europa para os paraísos fiscais chegaria para pagar todas as dividas externas da totalidade dos países que a compõem, no caso do Brasil e Angola a situação ainda é mais grave, não possuiu números capazes de o ilustrar, mas calculo que as quantias em questão sejam incomensuráveis.

    O que sucedeu após tudo o que acabo de descrever é o seguinte: enquanto numa economia normal o desemprego levava à inflação dos preços, o que se passou foi que o desemprego começou a coexistir com a deflação, é um pouco como imaginar uma gigante e esfomeada Anaconda engolindo o seu próprio corpo começando pelo rabo!

    Em termos práticos, bastaria estimular a procura global para acabar com o problema, pois uma situação de deflação pode ser tão ou mais grave que a própria inflação levando a que os produtos sejam vendidos abaixo do próprio custo gerando ainda mais desemprego e miséria com reflexos em todo o sistema produtivo.

    Mas existe aqui um problema gravíssimo: para estimular a procura global o estado necessita de mecanismos que foram destruídos pela própria causa que o corrompeu, senão vejamos o que seria necessário fazer e não está a ser feito por duas razões: primeiro porque a corrupção generalizou-se e segundo porque a concepção da “Nova Ordem Mundial” não o permite pois esta retira aos estados os mecanismos mais elementares de controle das economias como:

    – Baixa de impostos ( que não é permitida dado o próprio colapso financeiro do Estado.)
    – Baixa das taxas de juro ( também não é permitida pelos 2 factores atrás mencionados), por um lado são os próprios bancos que têm assento nos conselhos consultivos dos bancos centrais, por outro lado as imposições de entidades como o Banco Central Europeu, o FMI e instituições como a Troika não o permitem). No caso do Brasil é semelhante, a ditadura das instituições bancárias internacionais já começou ainda que de modo suave, mas o que aí vem mostra um panorama em tudo semelhante ao da Europa mas ainda mais grave.

    – Subida do gasto público, se imaginarmos um país que despende uma parte pesada de todos os seus recursos em salários de políticos, gastos desmesurados em representações do estado, pensões de reforma astronómicas, carros de luxo, atribuição de milhões a fundações que nada servem a Lusofonia e os próprios estados, quanto vai sobrar para o investimento público que iria determinar a animação do tecido económico?

    – Por último teríamos a possibilidade de mexer na flutuação cambial da moeda para fomentar as exportações, mas como Portugal pode fazer isso se quem manda na paridade do Euro com as outras moedas é o Banco central Europeu e não o governo português? Como o Brasil irá fazer o mesmo depois de ter aderido à “Nova Ordem Mundial”?… A situação de ambos países no que se refere à autonomia de activar os mecanismos económicos é a mesma, ou seja, nula!

    No fundo perdemos a nossa soberania, Portugal por ter aderido à Europa, e o Brasil por ter aderido à “Nova Ordem Mundial”- Aqui terminam as questões económicas e começam as políticas, das quais me quero afastar, mantendo-me naquilo que me trouxe aqui: A Lusofonia enquanto uma nova visão económica e humanista do Mundo.

    Existem outros factores que aqui não abordo devido à sua extensão, por um lado o tratado de Roma e de Lisboa são omissos, jamais a Europa poderia afrontar Portugal ou a Lusofonia em questões de ordem legal, nada existe nesses acordos que impeça a criação de um sistema e duas moedas. Por outro o impacto na estrutura do PIB dos países participantes ao nível sub-sectorial seria colossal. Hoje, países como Angola onde 80% do PIB advém da venda de crude, e o Brasil, onde o peso da venda de matérias primas: minério de ferro, petróleo e gás, perfazem 20% do total do PIB a par de 10% no transporte destas matérias primas, teriam melhorias significativas da sua estrutura económica, já nem falo em outros países da Lusofonia…

    A Lusofonia tem o poder de abranger um mercado superior a 500 milhões, muito superior, é inacreditável o impacto desta ideia, e quem ditaria as regras dos preços do petróleo seria a confederação Lusófona: Primeiro porque os custos de produção e transporte seriam muito mais baixos se esse agregado funcionasse em bloco, depois porque essa ferramenta, apenas serviria de “alavanca” para outras questões muito mais importantes que o petróleo.

    A ideia de uma confederação Lusófona passaria pela criação de um Banco Central, esse banco teria a capacidade de emitir moeda e suportar o desenvolvimento deste agregado de países suportado pelas matérias-primas não extraídas, ou seja, estes países teriam o poder de usufruir de bens que ainda não estão disponíveis fisicamente sem que este factor tivesse algum risco para toda a Lusofonia, pois naturalmente esta emissão de moeda teria por base valores ligados à evolução da produção a cada momento no tempo.

    Poderia ir mais longe, abordar a capacidade de termos o controle do comércio internacional, e o interesse dos países limítrofes a Angola, e Brasil, como é o caso da Venezuela, e do antigo Mercosul. Por certo países como a África do Sul e a Austrália também teriam interesse na participação deste agregado.Nem toquei em países como a Índia e a China, ou mesmo a América, pois por certo não iria querer pagar mais pelo custo da energia do que aquele que seria determinado pelos produtores Lusófonos.

    Muitas questões poderiam ser aqui abordadas, nomeadamente a questão de um exército único, e outras, como as reacções de outros conjuntos económicos. Estas por certo existiriam, mas não com a mesma amplitude e força. No fundo o que acabaria por haver um maior equilíbrio mundial da repartição dos recursos «, e os países mais dependentes em termos energéticos, apenas seriam servidos por esta ideia.Muitas outras questões de ordem tecnológica poderiam aqui ser abordadas, ainda recentemente as OGMA venderam caças F16 à Roménia estando Portugal a dar formação aos seus pilotos pois o “upgrade” do software e electrónico dos F16 tem uma concepção totalmente criada pelas Oficinas de Material Aeronáutico de Alverca. Agora imaginemos se a Lusofonia começasse a produzir juntamente com a Embraer caças de combate tão sofisticados como os F16, ou mesmo superiores, Recentemente o Brasil adquiriu 18 submarinos nucleares, não falando nas armas de combate e no potencial de um exército num conglomerado superior a 300 milhões de pessoas.

    Vamos mais longe, na própria transformaçção de matérias primas, nomeadamente aço, prudizo a custos baixos pelas minas de carvão de Moatize/Moçambique e a exportação do minério de ferro transformado em Guza depois de extraído o óxido de ferro. Poderíamos abordar outras questões como a criação de uma companhia de aviação única,usando a Tap e a LAMTAM, e outras como na àrea da construção naval, e de uma gigante refinaria nos Açores que iria processar o crude directamente das plataformas de petróleo de Angola, Brasil, e Venezuela. servidos por pequenos “feeders”, que viriam directamente das plataformas de processamento para o meio do Atlântico (a curta distância dos 3 países, e depois abastecer a Europa e América com super-petroleiros, Mais tarde se poderia pensar na criação de dois “pipelines” construídos por materiais compósitos estudados e desenvolvidos nas universidades desse conglomerado com ligações Açores/sines e Açores/Miami. Açores é a jóia da coroa portuguesa, tendo sido originado pelo choque de 4 plataformas continentais: América do Norte, Europa, América do SUl e África.

    A exposição do interesse desta confederação Lusófona e do REC- Reserva Económica da Confederação, iria revolucionar o equilíbrio de forças mundial e trazer aos seus países desenvolvimento sustentado. Por outro lado estes países deixariam de ser sugados pelos interesses corporativos da indústria do petróleo, pois a Galp, a Petrobrás e a Sonangol, juntamente com Timor, iriam funcionar em bloco e ditar as regras sos preços do crude a nível internacional.

    Se olharmos ao caso de Moçambique e Angola, o impacto seria ainda maior, deixariam de importar produtos básicos de consumo, dariam inicio a uma revolução na indústria e na produção agrícola pois dinheiro não falta, o que falta são ideias inovadoras, e uma nova forma de olhar o mundo. Poderia ir muito mais longe, mas me fico por aqui pois este artigo já é por demais extenso e eu já violei uma das Regras aqui do “Quintus”, por essa razão peço desculpas ao Clavis Prophetarum.

    Este é o Futuro, a revolução gigantesca que a Lusofonia têm na sua frente!

    Um abraço a todos os leitores,

    Miguel Martins de Menezes

  6. Caro

    Encontrei um lapso conceptual grave neste artigo, venho aqui fazer a sua correcção. O meu pedido de desculpas! Para lhe evitar uma segunda leitura, envio a parte alterada:

    Leiam:
    ______

    “O que sucedeu após tudo o que acabo de descrever é o seguinte: enquanto numa economia normal o desemprego levava à inflação dos preços, o que se irá passar num futuro próximo é que o desemprego vai começar a coexistir com a deflação, séerá um um pouco como imaginar uma gigante e esfomeada anaconda engolindo o seu próprio corpo começando pelo rabo! ”

    Em vez de:
    _________

    O que sucedeu após tudo o que acabo de descrever é o seguinte: enquanto numa economia normal o desemprego levava à inflação dos preços, o que se passou foi que o desemprego começou a coexistir com a deflação, é um pouco como imaginar uma gigante e esfomeada Anaconda engolindo o seu próprio corpo começando pelo rabo!

    As minhas desculpas a todos os leitores.

    Miguel Martins de Menezes

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